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    segunda-feira, 19 de agosto de 2013

    Rival compra Bahia de Feira e muda tudo



    Confesso que não tenho maiores informações sobre essa mudança radical, à qual chamamos transação no mundo da bola.

    Soube, apenas, que o ECVitória estaria investindo cerca de R$ 3 milhões de reais no Bahia de Feira/Bahia.

    Seja lá quanto for, a verdade é que o rubro-negro comprou a marca, a enterrou, passou a patrol na história do clube e fez nascer um novo clube com o nome de Esporte Clube Feira de Santana. Foi um verdadeiro golpe de rival. No passado, o Tremendão tinha ligações com o ECBahia.

    Fica a lembrança daquele Bahia de Feira que ainda passeia na minha memória, embora não seja dos mais tradicionais, nem dos mais apaixonados torcedores do Tremendão. Posso citar o radialista J. Magno como um deles. Foi com ele que aprendi a gostar do Tremendão.

    Ainda me lembro de jogadores como Pedro Carlos, Luis Didão, Newton, Hélio Abacate, Maromba, Manoelzinho, Laerte (morto precocemente em acidente de veículo), entre outros que o tempo apagou da minha lembrança. Tempos em que, ainda criança, ia ao Jóia da Princesa com papai (Seu Ângelo).

    O treinador Antonio Conceição também está na minha trôpega memória. Contam até uma história ou estória (não sem bem), segundo a qual ele passou instrução para que Pedro Carlos começasse o jogo com Luis Didão, que acionaria Hélio Abacate, que acionaria o atacante (não me lembro quem) e daí sairia o gol. Depois daquele silêncio sepulcral... eis que alguém perguntou: "Já combinamos com o adversário?"

    Não consigo me lembrar do nome de um chefe de torcida, que morava pelas proximidades da Escola de Menores, trecho da avenida Maria Quitéria, bastante animado. Todos os jogos, levava bandeiras e charanga ao Jóia da Princesa nos dias de jogo. Infelizmente, morreu assassinado durante uma confusão.

    Também gosto do antigo hino do Tremendão. Graças à internet poderei ouvi-lo quando desejar, mas já não fará sentido. As cores, a história, tudo será uma questão de tempo até desaparecer de vez. 

    Mas uma coisa é fato: a história se encarregará de guardar a memória do Tremendão Bahia de Feira.        

    quinta-feira, 1 de agosto de 2013

    Djalma Santos: a simplicidade de um bicampeão


    Se esta entrevista tivesse sindo gravada, agora, durante a visita do Papa Francisco, poderíamos dizer que o ex-craque estaria seguindo os ensinamentos recentes do sumo pontífice. Não, nada disso. Djalma Santos era assim mesmo, simples, humilde, seguidor da sabedoria popular (humildade não faz mal a ninguém). Além de tudo, Djalma Santos foi treinador do ECVitória, portanto, uma vez rubro-negro.

    Vale a pena conferir o bate-papo com André Isac.  

    sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

    Qualidade separa o Vitória do Ceará


    Após a derrota do Ceará, por 2 x 0, para o ECVitória, no estádio Presidente Vargas, ouvi comentários com diversos vieis de pensamento. Para alguns, o resultado fez confusão nas análises, do tipo: "O Vitória venceu, mas eu não vi o futebol". Para outros, a angústia é pelo fato de que o Ceará não jogou um futebol tão pobre assim, mas não conseguiu fazer o gol.

    Para mim, a explicação é simples. Faltou qualidade ao time do Ceará para fazer o gol, sobretudo durante os mais de 20 minutos que jogou no campo de defesa do Ceará. Depois que sofreu o 1º gol, aos 29', em jogada de Cárceres (pela direita), que terminou com cruzamento da bola na cabeça de Renato Cajá, o ímpeto alvinegro diminuiu.

    No 2º tempo, aos 12', antes do gol do Escudeiro, o atacante Anselmo chegou atrasado numa bola dividida com o goleiro Fernando Henrique. Na sequência da jogada saiu o gol do Vitória. Então, fica claro que não houve um massacre do Vitória. Houve diferença de qualidade entre um time e outro.

    O treinador Ricardinho não tirou uma vírgula nem colocou um "s" a mais na análise que fez sobre o jogo na programação esportiva da Rádio Assunção Cearense. Ele só não disse (nem iria dizer) que o time dele teve qualidade inferior ao adversário. Por isso, perdeu o jogo. Se as oportunidades criadas (inclusive o pênalti), fossem convertidas, talvez a conversa estaria sendo outra.

    Falar sobre o jogo de domingo, no Barradão, é outra história. Como não sou "Madame Beatriz", "Mãe Diná", nem qualquer guru equivalente, prefiro deixar para falar quando a bola estiver rolando. O que posso dizer é o que todos sabem: o jogo será difícil, sim, mas nada desesperador. Cabe ao treinador Ricardino armar uma estratégia "mortal" e aos jogadores executar a estratégia com precisão.    

    quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

    Meia Carlos Magno também no Fortaleza


    O meia Carlos Magno, 26 anos, também foi contratado pelo Fortaleza para a temporada 2013.

    Jogador habilidoso, começou no Vitória da Bahia e logo ganhou o mundo. Em 2010, no futebol mineiro, teve uma temporada destacada pelo Boa Esporte/MG.

    E aí, o que diz a torcida tricolor?

    sexta-feira, 14 de setembro de 2012

    Copa do Nordeste volta em alto estilo


    A Copa do Nordeste 2013 (nova versão) foi lançada em grande estilo.

    Apoio oficial da CBF, organização, cobertura financeira, patrocínios, premiação apetitosa e a possibilidade de uma vaga na Sul-Americana 2014. Uma receita ideal para o sucesso nas arquibancadas e nos gramados.

    Os dirigentes dos clubes demonstraram satisfação e segurança. O regulamento, previamente definido, com a garantia de equipes titulares na competição sinaliza para o sucesso dos jogos.

    A Copa do Nordeste será realizada em 12 das 23 datas destinadas aos campeonatos estaduais, de janeiro a março. Os clubes integrantes da Copa não disputam a primeira fase dos estaduais. Essa é a boa nova.

    As Federações terão a incumbência de reformar a forma de disputa dos estaduais. Há uma sutil reação dos clubes menores, que esperam os grandes para fazer caixa, mas é preciso encontrar outras saídas.

    Entendo que a competição volta melhor que as outras nove edições. Agora, só depende dos clubes. Tudo que reclamamos nos estaduais está na Copa do Nordeste. Um exemplo, inclusive, para os estaduais.

    Grupo A
    Bahia, Ceará, ABC/RN e Itabaiana/SE.

    Grupo B
    Sport/PE, Fortaleza, Confiança/SE e Sousa/PB

    Grupo C
    Vitória/BA, América/RN, ASA/AL e Salgueiro/PE

    Grupo D
    Santa Cruz/PE, CRB/AL, Campinense/SE e Feirense/BA

    Na primeira fase, os jogos serão entre si, no mesmo grupo, ida e volta, para saírem oito classificados: dois de cada grupo. 

    Na segunda fase, os cruzamentos serão da seguinte forma, jogos de ida e volta: A1 x C2 / C1 x A2 = B1 x D2 / D1 x B2 para saírem quatro semifinalistas - dois de cada lado do cruzamento, de onde sairão os finalistas.

    As rodadas de meio de semana terão quatro horários, sendo dois às quartas-feiras e dois às quintas. As rodadas de fim de semana terão dois horários aos sábados e dois aos domingos.

    A tabela completa deve ser publicada até a semana que vem, segundo expectativa do diretor de competições da CBF, Virgílio Elisio.

    Boa sorte!

    quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

    Vidas paralelas de Michel, Geraldo e Marcos

    Michel queria continuar jogando com Geraldo, mas não deu.

    A nossa vida é assim.

    Às vezes caminha, paralelamente, com pessoas que gostamos, em circunstâncias que chamamos coincidência. Quando menos esperamos, o que pareceria mais uma coincidência não vinga e o paralelo se desfaz. Cada um vai para um lado e a vida continua. O que ficou para trás passamos a chamar de lembranças (para uns) ou história (para outros).

    É o que acaba de acontecer com o volante Michel e com o meia Geraldo, que até meados do Brasileirão 2011 estavam jogando no time do Ceará Sporting, onde se encontraram pela primeira vez em 2009. Michel havia chegado em 2008. Geraldo saiu para o Itumbiara/MG, em 2010, mas retornou na mesma temporada e os dois seguiram juntos.

    O paralelo entre Michel e Geraldo começou mesmo, em 2006, quando o Sport iniciou a sequência de conquistas do pentacampeonato pernambucano. Geraldo já era titular no Leão da Ilha enquanto Michel estava chegando do Confiança/SE, discreto, cheio de esperanças. Não era pra menos, afinal estava saltando do modesto Boca Junior/SE para o Supertime da Ilha num período de dois anos.

    Geraldo saiu do Sport para o Coritiba, ainda em 2006, logo depois daquele título que os rubro-negros esperavam há duas temporadas. Michel seguiu até 2008 vestindo a camisa do Leão da Ilha. No reencontro, com a camisa alvinegra, Michel e Geraldo eram os pilares do meio campo do Ceará. Foi assim até 2011, quando Geraldo decidiu se transferir para o Vitória/BA.

    Agora, tudo conspirava para novo reencontro quando o destino de cada um deles determinou caminhos diferentes. Michel está chegando ao Vitória enquanto Geraldo está saindo. E não é certo que ainda existirá outra oportunidade para que Michel e Geraldo caminhem paralelamente. O "Senhor Tempo" começou a cobrar outra decisão do meia Geraldo: a hora de pendurar as chuteiras.

    Com 31 anos, a serem completados no dia 8 de junho, o volante Michel está um pouco mais distante dessa hora que aguarda Geraldo. No dia 6 de fevereiro ele completará 38 anos. Mesmo com tanto fôlego, importante articulador de grupo, o G10 já encontra dificuldades para garantir a titularidade da camisa 10. Ser competitivo, durante 90 minutos ou boa parte do jogo, já não é seu ponto forte.

    Por essas e outras, Michel chorou a cada momento em que se despedia dos companheiros em Porangabuçu. O M5 começou a sentir saudades da caminhada que manteve, paralelamente, com alguns companheiros que se identifica mais. Imaginou que pudesse estar recomeçando uma caminhada paralela com Geraldo, mas logo soube que não seria possível e "desabou".

    O goleiro Marcos, do Palmeiras, fez diferente. Não olhou para trás nem imaginou o futuro. Evitou paralelos. Com as férias, aproveitou a distância, a ausência e tantos outros fatores para decidir que era chegada a hora de pendurar as chuteiras. Conversou com a família sobre "o fim de uma vida" e "o começo de outra" e encerrou o assunto sem especulações.

    A nossa vida é assim.             

    terça-feira, 27 de dezembro de 2011

    Qual é o orçamento do futebol cearense?

    Quanto nossos clubes têm no caixa?

    Depois de ouvir alguns números sobre previsão orçamentária de alguns clubes brasileiros para 2012, confesso que fiquei deprimido ao refletir sobre as situações de Ceará, Fortaleza e Ferroviário. Assim mesmo, nessa escala. O Ceará viu evaporar R$ 30 milhões com o rebaixamento para a 2ª Divisão do Brasileiro, o Fortaleza luta para quitar dívidas trabalhistas e montar um time que não volte a frustrar a torcida no desejo (e necessidade) de subir para 2ª Divisão e o Ferroviário vive uma das piores crises de sua história.

    Não coloquei nessa reflexão, o Tiradentes (também da capital) nem o Horizonte (da Região Metropolitana), que já estão habituados a trabalhar sem previsão orçamentária. O primeiro, conta com os oito mil sócios voluntários (militares da PM do Ceará), que colocam quase R$ 100 mil no caixa do clube. O segundo, conta com a criatividade do presidente Paulo Wagner, além de ajudas de empresas e do Município.

    Nos clubes do interior do Estado, a palavra ORÇAMENTO deve soar como um palavrão. O Icasa não aprendeu a se planejar e caiu para a 3ª Divisão. O Crateús subiu para a 1ª Divisão do Cearense 2012 sem estrutura melhor que os demais interioranos, mas promete novidades. É uma incógnita. O Guarany de Sobral funciona como "time dos Torquato" e, por isso, administra relativamente bem as finanças. Crato e Guarani de Juazeiro ainda têm que provar eficiência com uma vida longa sem rebaixamento.

    O SUSTO

    Vou citar apenas três exemplos de orçamentos para 2012.

    O Flamengo do Rio/RJ tem um orçamento de R$ 203 milhões, menor que a dívida de R$ 280 milhões. Somente a folha de pagamento do time vai consumir R$ 58 milhões. A presidente Patrícia Amorim disponibilizou R$ 18 milhões para contratações. Parece muito dinheiro, mas a grandeza do Flamengo e a competitividade exigem bem mais do administrador rubro-negro. A questão é saber se o orçamento será cumprido ou não. Pra começar, o Flamengo já está pensando em pegar dinheiro adiantado do contrato com a TV.

    O Vitória de Salvador/Bahia tem um orçamento de R$ 50 milhões, com a garantia de R$ 30 milhões do contrato com a TV, apesar de ter caído para a 2ª Divisão, por ter direitos garantidos no Clube dos 13. O Vitória ainda conta com negociações de jogadores da Base e restos a receber de transações feitas na temporada 2011. Se o time for bem em campo, a torcida pode comparecer ao Barradão com boa frequência, garantindo reforço no caixa.

    O Santa Cruz de Recife/PE está mergulhado numa dívida impagável (?) para alguns, estimada em mais de R$ 50 milhões. Por causa disso, está com as contas bloqueadas pela Justiça para recebimentos. Agora mesmo, o Internacional portoalegrense não paga R$ 850 mil da transferência do atacante Gilberto, alegando bloqueio judicial. O Santa se defende e diz ter feito um acordo com o Banco Central, mas está de "mãos atadas". A diretoria contratou o professor Marcos Soares para "obrar um milagre" financeiro.

    Qual comparação faria entre esses três exemplos e os três maiores clubes da capital cearense?

    O Ceará acreditou que não cairia até a última rodada do Brasileirão, mas caiu. Agora, corre para fazer um novo plano administrativo-financeiro com demissões, revisões salariais e ajustes de gastos. Tarefa complexa e traumática. Ainda não se sabe quais serão os reflexos fora e dentro de campo. E quanto será mesmo o orçamento do Ceará para 2012? Difícil ter uma resposta concreta.

    O Fortaleza não está refazendo as contas. Pelo menos isso. Conseguiu arrecadar dinheiro para pagar acordos trabalhistas na ordem de R$ 60 mil mensais até que volte a entrar dinheiro no caixa. Agora, aposta em montar um time na base da "garimpagem" do técnico Nedo Xavier, com jogadores desconhecidos e baratos. Se a aposta for correta, tudo bem; se der errada, as consequências podem ser terríveis.

    E o Ferroviário, que volta a jogar após sete meses parado! Depois de muitos desencontros, o deputado Wanderley Pedrosa foi eleito presidente do clube e encontrou 10 meses de salários atrasados, estrutura física sucateada, dívidas com fornecedores (até para a alimentação diária), falta de bolas para treinar e o material utilizado ainda é o mesmo do ano passado. O técnico Júlio Araújo está montando o time, mas a única vitória até agora foi o pagamento de três meses de salários.

    Paremos por aí.

    quarta-feira, 30 de novembro de 2011

    Sebá é modelo para nossas bases




    O Fortaleza Esporte Clube deve contratar, por indicação do seu novo treinador, Nedo Xavier, o atacante Sebá, um jovem atacante de 19 anos. O que chama a atenção de qualquer observador é a experiência do jogador, apesar de ainda ter idade para divisão de base, por conta de estar sendo preparado desde os 9 anos de idade.

    O baiano Sebá chegou ao Cruzeiro em 2008, depois de ter feito 11 gols, no Baianão de 2007, pelo time da ABB/BA. Ele tinha apenas 15 anos, mas vinha de uma preparação que começou em 2001, no Esporte Clube Vitória. Antes da notável artilharia na ABB, Sebá ainda jogou no Esporte Clube Bahia, de 2004 a 2007.

    O atacante não ganhou destaque por acaso. Desde 2004 conquista títulos nas categorias de base, senão vejamos: Copa Tricolor sub-14 2004, Gothia Cup sub-16 2008, Copa Macaé sub-17 2009, Copa Integração sub-17 2009, Campeonato Mineiro Juvenil 2009 e Copa Integração sub-20 2010.

    São pequenos detalhes, para alguns, que fazem a grande diferença. Sebá fez carreira na base, onde teve tempo de aprender fundamentos e corrigir os eventuais defeitos. Claro, ainda não é o artilheiro que todo time grande procura, mas está bem à frente dos nossos garotos da base.

    O Sebá pode servir de modelo. Assim como não se monta um time em dias, não é possível formar um bom jogador em meses, sem disputar competições com graus diferentes de dificuldades e sem tempo para corrigir os defeitos naturais de todo aprendiz.

    Aqui, bem embaixo do nosso nariz, o trabalho feito por Fortaleza, Ceará e Ferroviário precisa apenas de planejamento mínimo, investimento em todos os setores da base e valorização daqueles jogadores que se destacam em campo com atenção à família e contratos diferenciados.

    Essa é outra fronteira imaginária que o futebol cearense precisa atravessar.

    sexta-feira, 30 de setembro de 2011

    Sobra torcida, falta bola no Nordeste




    O blog "Pombo sem asa", escrito pelo jornalista Bernardo Pombo, no site globo.com, apresenta uma estatística com 100 clubes das quatro séries do Campeonato Brasileiro 2011. Sete clubes do Nordeste e um do Norte do país estão entre os 25 melhores colocados no ranking.

    O melhor posicionado é o Santa Cruz/PE com a média de 33.450 pagantes por jogo, somando 167.250 torcedores em cinco jogos da Série D, números que o Santa arrasta desde a temporada passada, quando aumentou a pressão pelo retorno à Série C.

    O Esporte Clube Bahia é o quarto colocado com média de 21.060 torcedores por jogo, somando 273.785 pagantes em 13 jogos na Série A. O Sport do Recife é sexto colocado com média de 17.698 pagantes por jogo, somando 230.074 torcedores em 13 jogos na Série B.

    Na 15ª colocação está o Ceará Sporting com 11.201 pagantes por jogo, somando 145.612 torcedores em 13 jogos na Série A. O Náutico é outro pernambucano ocupando a 21ª posição com 9.704 pagantes por jogo, somando 116.444 torcedores em 12 jogos na Série B.

    O Esporte Clube Vitória é o segundo baiano, ocupando a 22ª posição com média de 9.501 pagantes por jogo, somando 114.012 torcedores em 12 jogos na Série B. O Fortaleza Esporte Clube é o 25º colocado com média de 8.503 pagantes por jogo, somando 34.013 torcedores em quatro jogos na Série C.

    Alguns números causaram espanto na mídia do Sul e Sudeste, que insiste em fazer "vistas grossas" para o potencial de público das regiões mais pobres do país. O Paysandu/PA, por exemplo, se arrasta na Série C, mesmo assim ostenta a 17ª posição no ranking, acima do Vasco da Gama/RJ, líder do campeonato.

    Lamentável que o cenário favorável, quando o assunto é potencial de torcida, não seja aproveitado com administrações capazes de garantir finanças saudáveis e, consequentemente, equipes competitivas no gramado. Temos o Remo/PA, outra força na arquibancada, fora das quatro divisões nacionais.

    Estados como Manaus, Maranhão, Piauí, Paraíba e Sergipe, cujo povo é apaixonado pelo futebol, estão fora do cenário nacional por força da desordem administrativa que campeia no futebol do Norte e Nordeste e pela forma discriminatória como essa banda do Brasil sempre foi tratada pela CBF.

    quarta-feira, 22 de junho de 2011

    Ceará traz Egídio. Aquele mesmo!



    O Ceará Sporting contratou o lateral esquerdo Egídio, 25 anos completados no último dia 16, pertencente ao Flamengo, com passagens pelo Paraná Clube, Juventude/RS, Figueirense/SC, e Vitória/BA.

    O carioca Egídio, chamado carinhosamente de Gidão ou Didio, estava no Flamengo e jogou contra o Horizonte, recentemente, pela Copa do Brasil. É um jogador que atua forte no apoio e pode colaborar com a melhora técnica do Vovô.

    Na temporada passada, Egídio defendeu o rubro-negro baiano e realizou algumas atuações destacadas. O fim de linha dele no Vitória aconteceu com os tropeços nos jogos decisivos da Copa do Brasil 2010.

    Com a chegada do técnico Toninho Cecílio foi iniciada uma temporada de "caça às bruxas". Ninguém sabe exatamente o que acontecia, mas nessa manhã de treinamentos, no Barradão, o câmera da TV Bahia captou imagens que contam quase tudo.

    Que essa cena esteja apagada, definitivamente, na memória dele.

    segunda-feira, 3 de maio de 2010

    COINCIDÊNCIAS DO TETRA II

    É apenas uma brincadeira, mas nunca vi tantas coincidências na conquista de um título por dois times tão distantes: Esporte Clube Vitória (Leão da Barra) e Fortaleza Esporte Clube (Leão do Pici). Logo depois do primeiro jogo da decisão, semana passada, eu postei sobre tantas coincidências. Depois do jogo final, em que o tetra foi alcançado pelos dois, completo essas coincidências nesse post.

    Vitória e Fortaleza construíram uma pequena vantagem com os resultados favoráveis do primeiro jogo: 1 x 0. No segundo jogo, nesse domingo, o Vitória suou muito para não perder o título, mesmo tendo jogado dentro de casa e aberto o placar. Ficou com o tetracampeonato, mas perdeu o jogo por 2 x 1. Até eu suei frio, apesar da distância.

    O Fortaleza correu atrás do placar o jogo inteiro. O Ceará Sporting fez o primeiro gol e desempatou no segundo tempo, portanto, os dois campeões perderam por 2 x 1. Como os regulamentos dos dois campeonatos são diferentes, aqui o Fortaleza teve de vencer o rival nos pênaltis: 3 x 1. Os dois leões suaram mais que esperavam.

    Lamentável, hoje, a prisão do atacante Júnior (aqui Júnior Pipoca), sob a acusação de ter falsificado o passaporte para deixar o Brasil, em 2001, com destino a Paris, na França. O que as pessoas precisam entender é que não há qualquer ligação com o título conquistado pelo Vitória. É um caso de polícia e o Vitória nada tem com isso, a não ser apoiar o jogador como está fazendo nessa hora infeliz.

    Episódio parecido viveu, no início dessa década, o meia-atacante Clodoaldo, quando ainda jogava pelo Fortaleza. Clodoaldo foi denunciado por alteração da própria idade, o chamado "gato", que nem sempre é feito com a permissão do jogador. Clodoaldo não chegou a ser preso naquela época, apesar de ter se explicado perante a opinião pública, alegando inocência.

    Em setembro de 2004, no entanto, Clodoaldo foi preso, no estádio Presidente Vargas, após um jogo em que atuava pelo Ituano-SP, por dívida de pensão alimentícia. O baixinho só ganhou a liberdade, três dias depois, após ter depositado R$ 3.340,00 em uma Vara de Família da Justiça do Ceará.

    Seis meses antes, o próprio Fortaleza havia livrado Clodoaldo da prisão pelo mesmo motivo. O Clube efetuou o depósito de R$ 2 mil, mas o jogador não eliminou a pendência jurídica. Incrível, mas é comum encontrar jogador de futebol envolvido com "gato" e dívida de pensão alimentícia. Não é uma feliz coincidência, mas não poderia ter deixado de citar.

    Esses episódios ainda são resquícios de uma época recente em que o futebol brasileiro era uma verdadeira bagunça em termos de organização e administração. Convenhamos, não mudou o que precisava ter mudado, mas melhorou. Ainda estamos longe da realidade.

    terça-feira, 27 de abril de 2010

    COINCIDÊNCIAS DEMAIS!

    O que eles - Júnior Pipoca (E) e Paulo Isidoro (D) - têm parecidos nessa reta final dos campeonatos baiano e cearense?
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    Em uma conversa despropositada, por telefone, antes do início do programa, na noite dessa segunda-feira, eu e o veterano narrador da Rádio Globo Fortaleza, Júlio Salles, chegamos à conclusão que esses dois experientes jogadores têm caminhos cruzados e algumas coincidências à essa altura dos acontecimentos, senão vejamos:
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    1 - Júnior Pipoca começou a carreira no Fortaleza (Leão do Pici); Paulo Isidoro começou a carreira no Vitória (Leão da Barra).
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    2 - Júnior Pipoca marcou o gol que deu a vantagem ao Vitória para a decisão de domingo; Paulo Isidoro marcou o gol que deixou o Fortaleza com a vantagem para domingo.
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    3 - Os dois gols foram marcados aos 34 minutos do segundo tempo.
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    4 - Os dois jogadores andaram ameaçados de não participar da final; Paulo Isidoro segue sob cuidados médicos e Júnior Pipoca será julgado pelo Tribunal da FBF.
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    5 - No início da temporada, Júnior Pipoca chegou a 'namorar' com o Fortaleza; Paulo Isidoro chegou a ser lembrado pelo Vitória.
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    6 - A diferença está na idade. A diferença, no entanto, é de apenas 2 anos, 7 meses e meio. Júnior (como é chamado na Bahia) tem 33 anos e dez meses; Isidoro tem 36 anos e seis meses.
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    7 - Como atletas também trilharam por caminhos parecidos. José Luiz Guimarães Sanabio Júnior começou a carreira, em 1999, e logo ganhou a Europa. Só voltou, agora, e entrou no Vitória pela 'porta dos fundos', submetendo-se a testes; Alex Sandro Santana de Oliveira começou, em 1991, e percorreu o país conquistando títulos. Também esteve no Japão e na Turquia.
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    O que mais falta?
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    Ah! Se forem campeões darão o título de tetracampeão aos seus respectivos clubes. Quanta coincidência!
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    A única diferença real é que eu sou Vitória e Júlio Salles é Fortaleza.

    quinta-feira, 17 de setembro de 2009

    TROCA QUE VALE UMA MEGA-SENA

    Milhares de brasileiros lotam as casas lotéricas, Brasil afora, todas as semanas, alimentando o sonho de ganhar a aposta da Mega-Sena. É tão difícil acertar que, muitas vezes, o prêmio fica acumulado por mais de uma semana. Pois bem, o Esporte Clube Vitória ganhou um prêmio de R$ 11 milhões sem apostar. Já postei comentário, aqui, defendendo a mesma idéia aplicada pelos dirigentes do rubro-negro baiano.
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    O Vitória e o Governo do Estado da Bahia simplesmente aplicaram o rudimentar modelo comercial de troca. Um (Vitória) não tem dinheiro, mas tem como prestar serviços sociais a uma comunidade com quase 200 mil habitantes; outro (Governo) tem a verba, mas "não aprendeu ainda" a cuidar de projetos sociais de massa. Até porque é a comunidade quem sabe do que precisa, mas os interesses (povo x governo) nem sempre são comuns.
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    Sem discutir, aqui, quem ganhou mais, o Vitória está cedendo uma área de terra de 2.000 m², convenhamos pouco para seus 269.209 m² do Complexo Toca do Leão (2º maior do país), onde estão instalados o Centro de Treinamento Manoel Pontes Tanajura e o Estádio Manoel Barradas, o Barradão, no bairro de Canabrava, zona norte, periferia de Salvador.
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    O Governo vai investir R$ 11 milhões na construção de uma escola municipal, cinco quadras poliesportivas, um ginásio de esportes climatizado e três campos para treinamento - um deles com arquibancada e vestiário (de olho na Copa de 2014) -, além de estacionamento urbanizado. Os dirigentes conseguem executar um projeto que dormia na prancheta há vários anos.
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    O Vitória ganha um reforço e tanto na infraestrutura; a comunidade de Canabrava e bairros vizinhos ganha equipamentos jamais oferecidos pelos governos. Isso mesmo. A comunidade terá direito a utilizar os equipamentos em dias programados, sem qualquer restrição aos que torcem por outros clubes.
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    Administrativamente bem costurados, projetos como esse ainda poderiam se estender aos atendimentos médico-odontológicos, a palestras educativas, pequenos cursos na área esportiva, atividades esportivas nas áreas olímpicas, enfim. A instituição, seja ela qual for, estaria tirando um peso das costas do governo e, certamente, servindo melhor sem o rótulo oficial.
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    Bem que esse velho modelo de troca pode ser seguido pelo país afora. Todos vão sair ganhando. Os governos vão pagar antigas dívidas sociais sem sobrecarregar a máquina administrativa, as comunidades mais carentes vão ganhar boas opções para reforçar a luta contra a ociosidade (analfabetismo, drogas, violência) e as instituições vão contribuir nas ações sociais.
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