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    quinta-feira, 7 de junho de 2012

    Bomba "C e D" cai no colo de José Maria Marin

    José Maria Marín começa a ter o juízo fritado

    Depois de duas semanas de espera, finalmente, os clubes das Séries C e D do Brasileirão resolveram dar um grito de alerta na CBF. Liderados pelo presidente do Fortaleza, Osmar Baquit, quinze deles resolveram mostrar a cara e deram prazo à entidade até a próxima terça-feira para que coloque um fim na paralisação da competição. Caso contrário, vão tentar suspender as Séries A e B como forma de chamar a atenção.

    Outro grupo, liderado pelo presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Evandro Carvalho, também promete dar o troco com ações para brecar as Séries A e B - "as meninas dos olhos" da CBF e o objeto de desejo da TV Globo. Seria um absurdo aplaudir a revanche, quando todos reclamam do Treze de Campina Grande/PB e do Brasil de Pelotas/RS por terem usado a Justiça Comum para criar todo esse imbróglio, mas não parece existir saída decente nesse lamaçal.

    Gostaria de ouvir do presidente da CBF, José Maria Marín, explicações convincentes sobre a falta de atitude da entidade com esses clubes rebeldes que têm recorrido à Justiça Comum antes que sejam esgotadas as instâncias da Justiça Desportiva. A lei é clara. O advogado e radialista, Heleno Lopes, tem explicado exaustivamente que esses clubes estão agindo ao arrepio da lei. E a CBF inerte.

    Heleno Lopes chega a dizer que se a entidade tivesse mandado começar o campeonato não estaria desrespeitando a Justiça Comum porque as liminares são inconstitucionais. E provaria mais tarde. Será possível que ele sabe demais! Estamos assistindo a algo sem precedentes no futebol brasileiro ao mesmo instante em que o presidente da CBF viaja, viaja, conversa vagamente sobre o assunto e nada faz.

    Será que o erro dos clubes rebeldes somente será corrigido com outro erro? Será o absurdo dos absurdos, embora nada fora da realidade que conhecemos em alguns casos. Depois das explicações didáticas de Heleno Lopes sobre a Constituição Federal, que reserva ao STJD o direito legítimo de julgar os casos esportivos; depois de ouvir tantas vezes que a Fifa não admitiria o uso da Justiça Comum para atropelar a Justiça Desportiva, fico embasbacado com tudo que está acontecendo.

    Gostaria mesmo de entender quem é quem no jogo. Pena que os clubes estão se mexendo timidamente. Somente a Federação Pernambucana bradou com mais força. Um reflexo claro da dependência (cada uma deve ter as suas dependências). Aliás, Marín avisou que recebe dirigente de clube, mas prefere que esteja acompanhado do presidente da respectiva federação. Para mim, a intenção é clara.

    Os sessenta clubes das Séries C e D têm uma oportunidade ímpar de mostrar à CBF que merecem um tratamento igual ao dispensado às divisões superiores. Difícil será a união de todos eles por causa da dependência de alguns com suas respectivas federações. Esse joguinho, que pode ter outras denominações, é a maldita herança da administração Ricardo Teixeira. Por isso, muitos ainda dizem sentir saudades dele.  

    terça-feira, 2 de agosto de 2011

    Nem desculpas nem perdão a Clodô

    Clodô passou a calar os ex-fãs

    Clodô na década de 2000 / ídolo









    Parece provocação.


    Depois do episódio Carlinhos Bala, outra ala de torcedores tricolores do Pici resolvem iniciar uma campanha pela volta do meia-atacante Clodoaldo ao Fortaleza. Talvez, os mesmos que o condenaram, em 2005, quando deu um "calote" no então presidente Ribamar Bezerra.

    Clodoaldo era ídolo da torcida tricolor, mas resolveu atravessar a avenida José Bastos, mesmo com R$ 18 mil no bolso, que havia recebido no Pici, para assinar um polêmico contrato com o Ceará Sporting. Em meio à polêmica, nunca mais cumpriu a promessa de devolver "as luvas" recebidas. Do Pici à Porangabuçu, Clodoaldo apagou uma história de quase 10 anos de amor platônico.

    Ribamar Bezerra jurou que Clodoaldo nunca mais pisaria na calçada do Pici (coincidentemente, não pisou nem para jogar por outras equipes). Clodô ou Clocô, como queiram, saiu e voltou ao Ceará em ritmo de "tapas e beijos", mas não conseguiu reabrir a porta tricolor no caminho de volta. E não foi por falta de tentativas.

    Eis que o presidente Osmar Baquit foi surpreendido esta semana com mais uma campanha "Volta Clodoaldo", liderada pelo vereador Leonel Alencar, torcidas organizadas e programas de rádio. Há quem aposte que a campanha pode ter um final feliz, parecido com o episódio Carlinhos Bala, mas Baquit bradou um "NÃO" firme, no programa Fórum Esportivo dessa segunda-feira, na Rádio Globo Fortaleza.

    Segundo o presidente tricolor, para voltar a jogar no Fortaleza, Clodoaldo teria de pedir desculpas à nação tricolor, mas nem assim voltará porque a palavra do agora conselheiro, Ribamar Bezerra, está mantida. Beirando os 33 anos de idade, dispensado pelo Ceará, com rápida passagem pela 2ª divisão do futebol baiano, Clodoaldo já estaria pronto para pedir perdão e retornar ao Pici com salários de R$ 7 mil/mês.

    É incrível como um craque de bola escolheu enterrar a carreira da forma como todos testemunhamos Clodoaldo enterrar. Eu era repórter da Rádio AM do Povo/CBN, em 1998, quando o Esporte Clube Vitória devolvia ao Fortaleza um menino baixinho, que jogava uma bola de gigante. Motivo: indisciplina e gosto pela boemia.

    Nilton Mota, diretor da categoria de base rubro-negra, ainda ofereceu R$ 50 mil para ficar com o "Baixinho" e passá-lo adiante, mas o então presidente, Osvaldo Azim, queria R$ 100 mil com argumento que tratava-se do maior craque da década, revelado pelo clube. Não houve negócio porque Mota não acreditava que aquela irreverência de Clodô fosse apenas fruto da idade. E acertou. De lá até agora, não se tem notícias de mudanças significativas.

    No auge da carreira, ainda no Fortaleza, Clodoaldo foi capas de revistas, manchetes de jornais, aberturas e encerramentos de programas de televisão, tema de músicas cantadas pelas torcidas (dos dois rivais) em ritmo rap e "objeto de desejo" até de dirigentes alvinegros e tricolores. O simples atravessar da avenida José Bastos com o sinal ($) fechado deu fim precoce a uma história que poderia ser tão longa quanto a vida do protagonista.

    Uma história como tantas outras. O sábio Mané Garrincha, hoje lembrado como exemplo a não ser seguido, chamava seus adversários de "Joãos". Driblou todos eles, mas esbarrou na própria irreverência. Hoje, não saberia dizer se Clodoaldo é nosso "João" ou nosso "Mané". Se ainda conseguir driblar Baquit, justamente, poderemos chamá-lo de nosso "Mané".    

    quarta-feira, 27 de julho de 2011

    Bala, Pimba, Bernardes e etc.

    Torcida quer Carlinhos Bala de bola cheia

    "Ninguém aguenta pancada. Nem mulher de ladrão, apesar de toda maré mansa". O amigo João Pimbinha, confesso apaixonado tricolor, disparou essa pérola para justificar a contratação do meia-atacante, Carlinhos Bala, quinze dias após o presidente do Fortaleza, Osmar Baquit, ter dado um "tiro" na polêmica negociação para contratá-lo, iniciada pelo presidente do Conselho Deliberativo, Mozart Martins.

    As duas derrotas na largada da Série C do Brasileirão levaram a diretoria tricolor a mudar a ideia de grupo fechado, plantada pelo então treinador Ferdinando Teixeira, quando algumas posições eram questionadas. Em campo, ficou provado que o grupo não estava preparado ao ponto de não receber mais reforços. Os três setores mostraram problemas e o time mostrou desentrosamento.

    Além de Carlinhos Bala, chegaram também o meia William Fabro, paranaense de 34 anos, que estava no Brusque/SC, o meia Gabriel Pimba, baiano de 21 anos, pertencente ao Atlético/PR, com passagem pelo ABC/RN, e o atacante Patrick, mineiro de 21 anos, também do Atlético/PR, com passagem pelo Portimonense/POR.

    Vejam só: Estão chegando dois veteranos e dois jovens valores. Longe de imaginar que os quatro vão entrar no time. No máximo dois, sem arriscar palpites. Com idades baixas, o Fortaleza tem os volantes Régis e Ronaldão, o meia Eduardo e o atacante Vinícius (nenhum aproveitado). Para que joguem, será preciso que Gabriel e Patrick sejam bem melhores que os da casa. Penso assim, diferente de alguns dirigentes.

    Os fatos seguem provando a teoria. Não dá para formar um time em dois meses. O nome disso é "moqueca", "arrumadinho", "combinado", sem qualquer semelhança com os saborosos pratos da culinária brasileira. Por isso, quando a torcida pede a cabeça do superintendente Jurandi Júnior não vejo aí uma solução, talvez mais um problema. Pedir mais contratações também pode significar mais problemas em vez de soluções.

    Os maiores erros do Fortaleza estão sendo cometidos desde que terminou a fracassada temporada passada. Houve racha entre dirigentes e conselheiros, baixo investimento no time para o Cearense/2011, afastamento da torcida e foco apenas no título estadual - o maior de todos os erros. Com a miopia no objetivo, o fracasso no estadual gerou a crise que dissolveu a comissão técnica e o time. Foi isso só.

    É preciso ter calma. O treinador Arthur Bernardes precisa ter tempo para trabalhar, apesar de não ter tempo na Série C; a diretoria precisa seguir unida, apesar das várias correntes; o time precisa jogar mais tempo para ficar provado quem pode ajudar e quem não tem nada a contribuir. O que não foi feito antes, precisa ser feito agora, mesmo que tenha de amargar o purgatório da Série C por mais uma temporada.

    O primeiro teste das mudanças será na próxima terça-feira, no Estádio Presidente Vargas, contra o Maranguape, pela Copa Fares Lopes. Depois disso, muito treino tático para enfrentar o Guarany de Sobral/CE, no sábado, dia 6, pela Série C. Não há outra saída.

    Que a semana seja de maré mansa!          

    terça-feira, 12 de julho de 2011

    Baquit para Bala; Evandro manda 'bala'


    O presidente do Fortaleza, Osmar Baquit, resolveu 'dar um tiro na conversa' e sepultou a possibilidade de contratação do meia-atacante Carlinhos Bala, pelo menos até a estreia na Série C do Brasileirão, próximo sábado, às 17h, no Estádio Rei Pelé, contra o CRB/AL. É que não falta quem aposte que um resultado negativo na estreia dará nova força aos simpatizantes da contratação.

    Mas o basta chegou em boa hora, ou, poderia dizer, com algumas horas de atraso. Nunca o presidente 'Trovão' foi simpático à ideia, que nasceu dentro de uma corrente paralela à diretoria, mesmo sendo assinada pelo presidente do Conselho Deliberativo, Mozart Martins. 

    O técnico Ferdinando Teixeira também nunca demonstrou alegria e interesse pela contratação de Carlinhos Bala. Imagino que Ferdinando nada tem contra o jogador. Pelo que entendi, Ferdinando não gostaria  de mudar, repentinamente, a linha de trabalho adotada desde que aqui chegou.

    Eu, pelo menos, não desconheço a qualidade do meia-atacante Carlinhos Bala, mas entendo que contratá-lo por salário maior, no fim da preparação do grupo, às vésperas da estreia, poderia criar situações novas que Ferdinando, talvez, não estivesse disposto a administrar. 

    Por isso, ao mesmo tempo, concordo com aqueles que imaginam mudanças à vista caso ocorra um tropeço na estreia. Concordo por saber que funciona assim mesmo, mas não defendo esse comportamento volúvel do dirigente. Acho que o trabalho deve ser consciente e o resultado deve ser perseguido, mesmo que sejam necessários alguns ajustes.

    Enfim, o interesse e o desinteresse pela contratação de Carlinhos Bala foi tão confusa como é tão incerta a avaliação do time tricolor para a estreia na Série C. Para mim, qualquer avaliação só terá valor a partir da estreia. Até lá, pouco pode ser dito sobre o time. Prefiro esperar a estreia enquanto dou crédito ao trabalho. Após a estreia, sim, caberá nota ao resultado.

    Torcida cobra atacante; Evandro Leitão dá ouvidos às críticas


         
    O presidente do Ceará, Evandro Leitão, perde uma boa oportunidade de dedicar mais atenção à torcida alvinegra. Enquanto a torcida faz couro pedindo a contratação de um atacante, Leitão tapa os ouvidos para responder a provocações de setores da crônica esportiva.

    Perdeu tempo ensinando o que todo torcedor consciente faz: ouvir, ler e assistir quem tem compromisso com a notícia. Perdeu a calma de um presidente que está dando certo e voa em outras 'paragens', sem conflitar com a condição de cartola, sonho de muitos, realidade vivida por ele.

    Pior foi não ter ido direto ao assunto. Lançou 'veneno' para todo lado, mesmo que tenha 'rabiscado' o endereço, mas deixou muitos cronistas sob suspeita. Nunca é bom incomodar pessoas que não têm nada a ver com insinuações comprometedoras. Eu, por exemplo, não coloco a carapuça, mas aplaudiria a crítica direta.

    A torcida está nervosa. O time do Ceará tem oscilado, com deficiências claras, principalmente no meio e no ataque. A diretoria criou expectativas por Mota, Roger, entre outros menos cotados. Enquanto não chegar a solução, as críticas vão continuar e as cobranças também. Dar ouvidos às críticas é como dar um 'tiro no pé'.

    Mauro Carmélio manda recado


    O presidente da Federação Cearense de Futebol, Mauro Carmélio, não compareceu ao Fórum Esportivo, às 20h dessa segunda-feira, programa semanal da Rádio Globo Fortaleza, para rebater as críticas do vice Idemar Citó, segundo as quais, ele foi 'abandonado' logo após o acordo que elegeu Carmélio presidente da entidade. Citó nunca assumiu a condição de vice-presidente da FCF.

    O diretor institucional da FCF, jornalista Carlos Silva, compareceu em nome de Carmélio e negou que tenha havido 'traição' ao vice. Silva foi categórico em afirmar que 'Idemar Citó está seguindo orientações de pessoas que pensavam em dominar a administração da federação e ficaram frustradas'.

    Garantiu ainda que a sala do vice-presidente está pronta, o aguardando. Não foi isso que nos disse Idemar Citó na semana passada, alegando até não ter tido acesso ao estatuto da entidade pelas vias naturais. O clima ficou tão 'gelado' que o advogado Marcelo Desidério, diretor jurídico da FCF, sugeriu que Citó fosse a um cartório para ler o estatuto.

    Enfim, Carlos Silva trouxe uma novidade na área de marketing. Segundo ele, a FCF vai assumir a negociação dos contratos de publicidade estática para o Cearense 2012. Sobre o contrato atual, Silva informou que os direitos são da Vitrine Mídia, que faturou o montante de R$ 160 mil, com repasses de R$ 20 mil para a FCF e cotas individuais de R$ 14 mil para 10 clubes. 

    Fortaleza e Ceará não participaram desse bolo. Nesse tocante, o mistério continua. Aliás, a Associação dos Clubes que será fundada hoje, segundo Idemar Citó, quer tirar da federação essa e outras negociações que são feitas em nome dos clubes. Restaria à FCF, apenas, a administração do futebol - sua verdadeira missão.         

    terça-feira, 5 de julho de 2011

    As detonadas do Fórum Esportivo


    O infindável atacante Túlio Maravilha, 42 anos, no Canedense/GO até 31 de julho de 2011, já acertou sua transferência para o Sport Club Maguary, segundo revelação do presidente do clube, Aguiar Júnior, que admite existirem detalhes financeiros a serem definidos. A informação foi prestada no programa Fórum Esportivo, às 20h, na Rádio Globo Fortaleza.

    O Maguary já está trabalhando uma campanha de marketing para anunciar a contratação e promover a estreia do artilheiro, segundo o dirigente cintanegrino. O próprio Aguiar ensaiou o verso de uma marchinha para o jogador: "Túlio Maravilha, nós gostamos de Você. Túlio Maravilha, faz o milésimo no PV". 

    Também participaram do programa, o técnico do Maguary, Mirandinha (ex-Fortaleza), e o vice-presidente da Federação Cearense de Futebol, deputado Idemar Citó, que anunciou, com exclusividade, o rompimento com o presidente da entidade, Mauro Carmélio. Citó ainda confirmou a fundação da Associação dos Clubes e admitiu estar analisando a possibilidade de recorrer à Justiça para anular a última eleição da FCF. 

    Túlio Mil Gols!

    O artilheiro Túlio Maravilha persegue a marca dos seus 1.000 gols, objetivo que não atingiu jogando pelo time de Senador Canedo/GO, pela 2ª divisão do Campeonato Goiano 2011, dividindo a condição de vereador em Goiânia/GO. Segundo estatística do próprio jogador, faltam 37 gols para atingir a marca perseguida por ele.

    O presidente do Maguary, Aguiar Júnior, acredita que o Campeonato Cearense da 3ª divisão se encaixa como uma luva nas pretensões de Túlio. Segundo Aguiar, um pool de empresas está sendo formado para garantir financeiramente o contrato. Túlio chegaria sexta-feira para o treino apronto, jogaria domingo e retornaria para Goiânia, onde mantém a forma física enquanto exerce o mandato político.

    Túlio seria recepcionado no primeiro jogo, dia 28 de agosto, um domingo, pelas "Princesas" e seria simbolicamente chamado de "Príncipe" pela óbvia razão do Sport Club Maguary ser o "Clube dos Príncipes". O sonho de Aguiar Júnior é que o milésimo gol seja feito por Túlio com a camisa do Maguary ou com a camisa do Botafogo/RJ, em um jogo contra o Maguary, seguindo desejo do artilheiro.

    O técnico Mirandinha disse concordar com a concessão feita ao atacante por ser um jogador diferenciado em uma situação também diferenciada. Para Mirandinha, Túlio Maravilha pode contribuir técnicamente com a equipe, apesar da idade, além de garantir visibilidade e rentabilidade financeira ao clube. 

    Idemar Citó reclama "abandono"

    O vice-presidente da FCF, Idemar Citó, criticou duramente o presidente Mauro Carmélio, acusando-o de tê-lo abandonado na administração da entidade, desde que assumiu o mandato para o quadriênio 2009/2013. Segundo Citó, o isolamento não permitiu que ele tivesse acesso nem sequer ao estatuto da federação.

    Claro que Citó pode ter acesso ao estatuto pela internet ou, pessoalmente, em cartório, como alfinetou o diretor jurídico da FCF (via twitter @jlacerdacomenta), Marcello Desidério. Acontece que Citó endureceu mais ainda nas críticas, alegando que a "Federação Cearense de Futebol é um cartel familiar", com o que ele não concorda. O vice não esperava esse tratamento do presidente e lamentou a postura de Mauro Carmélio.

    Idemar Citó demonstrou sentimento de traição, quando reconheceu que aceitou fazer uma composição com Mauro Carmélio, a partir do momento em que crescia na campanha pela presidência da federação. Logo depois da eleição, os projetos dele foram "jogados na lata do lixo".

    O insatisfeito Idemar Citó deixou o programa admitindo que pode recorrer à Justiça para pedir anulação da eleição de Mauro Carmélio. Garante ter argumentos jurídicos que podem respaldar a decisão. Enquanto nada disso acontece, a Associação dos Clubes será fundada na próxima terça-feira, dia 12 de julho, no Clube Náutico Cearense.

    A Associação tomará da FCF o poder de negociação com patrocinadores e TV. O Fortaleza ainda não aderiu ao movimento, mas Idemar Citó aposta na proximidade entre ele o também deputado Osmar Baquit, presidente do clube, para fechar a adesão tricolor. O Ceará Sporting é um dos líderes da iniciativa.

    Aguardemos os próximos capítulos dessa novela ou dessa opereta bufa. O tempo, senhor da razão, vai nos dizer quem está com a verdade.           

    sexta-feira, 29 de abril de 2011

    Fortaleza anuncia o paredão Bonan

    "Um bom time começa por um grande goleiro", diria o amigo De Assis, apaixonado torcedor tricolor, caso fosse debater com ele a formação do novo time do Fortaleza Esporte Clube para disputar a Série C do Brasileirão 2011. Não pensa diferente o presidente Osmar Baquit, que acaba de confirmar a contratação do goleiro Marcelo Bonan, ex-Ceará Sporting, e ex-Ituano na Série A1 do Paulstão 2011.
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    Houve quem não gostasse, também. O repórter Aloísio Lima noticiou, no final da tarde, que outros oito jogadores estão acertados e serão anunciados nas próximas horas. Se o "cartão de visitas" não impressionou tanto, a diretoria tricolor tem tempo suficiente para causar impacto na galera. Osmar Baquit deve estar sentindo como não é fácil contratar com pouco dinheiro.

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    O torcedor, geralmente apaixonado, é assim mesmo. Nunca está plenamente satisfeito, mesmo quando o time está ganhando tudo. Imaginem quando o time está dissolvido e a diretoria promete uma "máquina" arrasadora para recuperar a imagem desgastada do clube.
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    A impressão que tenho é que são lançados os balões para avaliar a reação da torcida. No caso dos goleiros, falaram em Lopes, Michel e Bonan, todos ex-alvinegros. A torcida e parte da imprensa reprovaram Lopes, deixaram Michel em posição de dúvida e começaram a fazer comparações com Bonan. A diretoria contratou Bonan. Pode não ter sido, mas parece uma decisão politicamente correta.
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    Nas últimas horas falaram tanto em nomes de ex-jogadores do Ceará Sporting, que alguns torcedores chegaram a ficar irritados. O nome do atacante Wellington Amorim foi um deles. Aqui para nós, trata-se de um tipo de contratação arriscada, duvidosa, cheia de incertezas. A impressão é que o gerente Jurandir Júnior está utilizando uma lista antiga que encontrou no bolso do uniforme que usava em Porangabuçu.
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    O Fortaleza corre o risco de repetir os mesmos erros do ano passado, quando trocou de treinador às vésperas da decisão do campeonato, ganhou o tetra, acreditou que aquela troca tinha resolvido todos os problemas e não qualificou o time para a Série C. Agora, a diferença é que não ganhou o penta, mas ficou sem time. Nas duas oportunidades, a diretoria só tem improvisado e tomado decisões na base da emoção.

    segunda-feira, 25 de abril de 2011

    Baquit dá "vassourada" no Fortaleza

    O vice-presidente do Fortaleza, Osmar Baquit, assumiu o clube, na licença de 120 dias do presidente Paulo Arthur, dando uma verdadeira "vassourada". Dispensou 18 jogadores, recebeu os cargos de confiança e garante que seguirá promovendo mudanças. Ao mesmo tempo, sem perder o fôlego, anunciou que vai contar com ajuda de três empresários, entre eles, Raimundo Delfino e já tem dois goleiros contratados.
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    Baquit só não mandou embora os jogadores da casa: zagueiro Gilmak, lateral Guto, volantes Leandro e Régis; meias Bismarck, Eduardo e Edmar; atacantes Reginaldo Júnior e Vinícius. O atacante Léo Andrade ficou porque está com um dos joelhos operado e o goleiro Fábio Lima porque é uma aposta para o futuro.
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    Estão na lista dos dispensados: goleiros Fabiano e Nailson; laterais Felipe Almeida, Roniery e Henrique; zagueiros Rodrigo, Menezes, Rone Souza e Éverton; volantes Ricardo Baiano, Marcos Paulo e Gustavo; meias Cleiton e Luciano Henrique; atacantes Maiquel, Tatu, Itacaré e Felipe Klein.
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    O meia Adriano Pimenta e o lateral André Luiz vão permanecer caso aceitem as novas propostas do clube. A lista foi elaborada com participação de Ferdinando Teixeira, que será o treinador da Série C. O próprio Osmar Baquit vai conduzir as contratações porque o diretor de futebol, José Rocha, o Rochinha, também deixa o cargo por motivos particulares.
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    Além de estar contando com ajuda financeira de três empresários, Baquit receberá ajuda administrativa do ex-presidente do clube, Ribamar Bezerra, e do advogado Daniel Pessoa no departamento jurídico. A gerência continua com Jurandir Júnior - homem forte da diretoria de Paulo Arthur.
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    Os jogadores ganharam 15 dias de férias. Até a volta, o novo grupo deverá estar contratado e a casa reorganizada administrativamente. Durante o Fórum Esportivo dessa noite, aqui na http://www.radioglobofortaleza.com.br/, Osmar Baquit disse já ter dois goleiros praticamente contratados, mas guardou os nomes.
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    Disse ainda que a "vassourada" deixa o Fortaleza com uma folha de R$ 50 mil. A nova folha deve oscilar na casa dos R$ 350 mil. Para arrecadar dinheiro, logo, Baquit pretende lançar algumas ações que envolvam a torcida e espera receber R$ 490 mil do Poder Público - R$ 240 mil da Prefeitura de Fortaleza e R$ 250 mil do Governo do Estado, referentes a cotas de publicidade.
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    Até aí, tudo bem. Ao torcedor, no entanto, interessa o resultado final: time bom em campo e conquista de títulos. Esses dois fatores derrubaram Renan Vieira (apesar de ter conquistado o tetracampeonato) e Paulo Arthur. Baquit garante que vai formar um time bom, capaz de reconduzir o tricolor à Série B e levar o torcedor de volta às arquibancadas.
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    A torcida do Fortaleza reagiu timidamente. Uma parte se manifestou pelas redes sociais em apoio ao novo presidente. Outra parte dos tricolores quer ver as coisas na prática. O torcedor é assim mesmo, desconfia do discurso, cobra corpo e alma dos dirigentes. Não vai ser diferente com Osmar Baquit.
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    Perguntei qual seria a equação para resolver os problemas imediatos e, em tempo médio, criar meios para dar sustentabilidade ao clube. Baquit disse que vai contratar time bom, ganhar maior número de jogos possível e terá dinheiro no caixa. Acho que ele pensa, sim, em caminhar na direção do profissionalismo do clube ou correrá os mesmos riscos dos presidentes anteriores.
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    Além de tudo que disse Baquit, entendo que a missão de contratar será uma arte. Hoje, contratar certo com pouco dinheiro é como achar agulha no palheiro em ambiente escuro. O maior perigo é a influência de alguns empresários e amigos deles, quando indicam jogadores que o dirigente nunca viu jogar. Será a primeira armadilha que Baquit terá de se livrar.

    domingo, 24 de abril de 2011

    Horizonte segue como a bola da vez

    O Horizonte Futebol Clube aparece como a boa nova nessa reta final do Cearense 2011. Só não fechou a temporada com aproveitamento melhor porque não garantiu a vaga para a Série D do Brasileirão. Objetivo, agora, é ganhar o 2º turno, classificar para as quartas de final da Copa do Brasil e trocar a frase do rodapé da foto.
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    Ceará x Guarany (S) e Guarani (J) x Horizonte, em apenas um jogo, vão definir os finalistas do 2º turno no próximo final de semana. O Horizonte e o Ceará decidem suas vidas, no meio da semana, pela Copa do Brasil. As atenções estão voltadas para o Galo do Tabuleiro, que está ofuscando a campanha de liderança do Ceará no Cearense e a boa seqüência na Copa.
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    Depois do empate com o Flamengo, em 1 x 1, no Engenhão, o Horizonte continua sendo a primeira pauta. Chegaram até a insinuar que o Horizonte iria deixar esse último jogo, contra o Ferroviário, em segundo plano. Nada disso, o Horizonte venceu o jogo, por 3 x 1, e os atacantes Isaac (2) e Siloé voltaram a marcar.
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    No meio da semana, o Flamengo conheceu o Horizonte. Uma apresentação não desejada, muito menos esperada pelos rubro-negros. Agora, os que desdenharam do Horizonte vão ter a oportunidade de conhecer de perto como um time humilde, de uma cidade pequena, consegue ter harmonia e competência dentro de campo.
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    Se o Horizonte perder já terá feito um bom papel, mas ninguém pensa nessa possibilidade. O time e a cidade sabem qual é a importância desse momento vivido pelo futebol local. O estádio Domingão, com capacidade para 10.500 torcedores, virou estádio oficial da capital e o time aparece como o destaque cearense ao lado do Ceará Sporting.
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    Enquanto isso, o presidente interino do Fortaleza, Osmar Baquit, promete apresentar um plano para revitalizar o time que vai disputar a Série D do Brasileirão. A torcida está inconformada com a desclassificação no 2º turno e a diretoria dá sinais de fragmentação.
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    Os tricolores precisam realinhar o discurso, criar fontes alternativas de renda, redefinir metas, formar time de qualidade para voltar à posição de time grande. O sonho do pentacampeonato prejudicou as ações do Fortaleza em campo e fora de campo. A diretoria não teve maturidade para blindar a comissão técnica e os jogadores. Todos sucumbiram com a pressão da torcida.
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    Continuo com o mesmo pensamento de antes. O título estadual é bom para apimentar a rivalidade, mas não devolve a sustentabilidade que o clube precisa. Somente a volta para a Série B vai devolver melhor condição financeira, conseqüentemente, contratações de jogadores de melhor qualidade, mais investimentos na divisão de base, enfim.
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    Sem melhorar a condição financeira e a capacidade de investimento na equipe, não há como competir com o Ceará Sporting, hoje na Série A, com patrocínios valorizados, cota milionária de TV (R$ 12 milhões?), que, embora seja pouco em relação aos outros clubes, dá uma boa folga de caixa.
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    Por isso, entendo que o foco do Fortaleza deveria ter sido a montagem de uma boa equipe para a Série C. A disputa do título cearense seria uma conseqüência natural, mas a diretoria não poderia permitir que os fatores externos influenciassem no trabalho da comissão técnica.
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    A missão da diretoria é melhorar a qualidade da equipe, a missão da torcida é torcer, a missão da comissão técnica é formar e orientar a equipe, a missão da equipe é vencer. Acontece que as vitórias só acontecem, satisfatoriamente, quando a equipe tem qualidade. Não há mágica no futebol. A minha missão é insistir em afirmar que o Fortaleza desconsiderou pontos básicos.