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    quarta-feira, 16 de setembro de 2009

    O EQUILÍBRIO QUE EMBALA O CEARÁ

    O Ceará poderá até tropeçar e não chegar à primeira divisão, mas tem motivos de sobra para sonhar com a ascensão, quando faltam 14 rodadas para o encerramento da Segundona/2009. O símbolo da balança representa bem o atual equilíbrio existente entre torcida, diretoria e time alvinegro. Os números sólidos, obtidos em campo, tiram qualquer dúvida.

    O título perdido no campeonato estadual poderia ter determinado uma mudança radical no rumo do trabalho da diretoria. Ocorreram mudanças, é verdade, mas nada radical. Mudança de treinador, contratações e demissões de jogadores. A base do time foi mantida e os dirigentes se refizeram emocionalmente.

    A infraestrutura seguiu sendo melhorada. Campo de treinamento, academia e fisiologia. O torcedor foi mantido cada vez mais próximo através dos programas de fidelidade e campanhas de ajuda financeira. Sairam de cena o discurso e os duelos de vaidade. Entraram em cena os artistas do espetáculo.

    Com uma atmosfera positiva, todos respirando trabalho, comprometidos de verdade, os resultados começaram a aparecer em campo. Das 12 vitórias conquistadas nas 24 rodadas, somando 43 pontos, o Ceará venceu oito jogos no estádio Castelão, empatou três e perdeu apenas um - 2 a 0 para o Vasco da Gama.

    Faltam sete jogos em casa - um deles contra o Fortaleza. Se mantiver o mesmo aproveitamento, o time alvinegro garantirá uns 13 pontos aqui. Nos jogos fora de casa precisa ter um desempenho melhor, mas nada que preocupe demais. Importante é manter o equilíbrio de resultados na sequência dos jogos para se manter no G-4 ou não se distanciar dele.

    A fase crítica já passou. Já vieram as contusões e os cartões. Em nenhum momento houve queda de rendimento técnico da equipe. Os substitutos, já definidos, mantêm o ritmo. As chegadas dos atacantes Mota e Rômulo reforçaram a usina de gols - 37 a favor até aqui. Só falta a recuperação do goleiro Adilson.

    Querem mais motivos? O fim da rádio-fofoca em Porangabuçu; menor índice de erros nas contratações, diminuindo a circulação de empresários entre os jogadores; e fim das crises de plantão para ressuscitar os "salvadores da pátria". Tomara que a vaidade não volte a visitar a família alvinegra.