Siga-me no TWITTER

    follow me on Twitter
    Mostrando postagens com marcador Romário. Mostrar todas as postagens
    Mostrando postagens com marcador Romário. Mostrar todas as postagens

    sábado, 28 de julho de 2012

    Paraná quebra invencibilidade do Ceará


    Uma falha de marcação e o Ceará perdeu o jogo para o Paraná Clube, por 1 x 0, na Vila Capanema, em Curitiba, quebrando a sequência de invencibilidade alvinegra (8 jogos = 4 vitórias e 4 empates) tão cantada em verso e prosa por alguns jogadores, antes da viagem. O lateral esquerdo Fernandinho recebeu a bola pela esquerda intermediária, aos 30 minutos, correu livre de marcação e chutou forte no ângulo. Adilson só olhou a bola balançar a rede.

    Logo começaram as manifestações de crítica ao goleiro alvinegro, que entrou no lugar de Fernando Henrique,  por causa das falhas do ex-titular. Não vou ficar discutindo falha de goleiro, como também fazia com FH, porque prefiro observar que vários jogadores ficaram olhando o avanço de Fernandinho sem oferecer combate, a começar pelo lateral direito Paulo Sérgio.

    O Ceará sofreu o gol quando já havia desperdiçado boas chances ofensivas. Em uma delas, Thiaguinho ficou de frente para o goleiro Luis Carlos e colocou a bola nas mãos dele. Foi um verdadeiro presente de aniversário (o goleiro faz aniversário nesse sábado). No geral, o passe do Ceará continua defeituoso, facilitando a retomada de bola pelo adversário e dificultando a finalização.

    No segundo tempo, o Paraná seguiu mais próximo de marcar mais um gol, que o Ceará de empatar. Somente Vicente cruzou duas boas bolas e Romário cabeceou fraquinho. Apodi entrou no lugar de Paulo Sérgio e melhorou a direita; Hugo entrou no lugar de Itamar e melhorou o toque de bola na frente, mas o gol não saiu por causa de muitos erros na finalização.

    Se fizermos comparação entre os dois goleiros, Adilson fez defesas arrojadas e difíceis enquanto Luis Carlos poderia ter começado a comemoração de aniversário em campo tal a tranquilidade que teve durante o jogo. Além dos passes errados e defeitos nas finalizações, o Ceará ainda sofreu com o desgaste físico de alguns jogadores, a exemplo de Thiaguinho, Leandro Chaves e Romário.

    Paraná 1 x 0 Ceará, gol de Fernandinho, na Vila Capanema, Curitiba/PR, com renda de R$ 112.845,00 e público pagante de 8.090 torcedores.  

    quinta-feira, 5 de julho de 2012

    Ceará recebe atacante Hugo


    A diretoria do Ceará e o treinador PC Gusmão não escondem que estão à procura de um atacante para revezar com Romário e Mota. Na tarde dessa quinta-feira, o atacante Hugo desembarcou em Porangabuçu de mala e cuia. A diretoria informou que o jogador faria testes, mas o treinador disse que o conhece, o indicou e aguarda a assinatura do contrato.

    Enquanto diretoria e treinador não falam a mesma linguagem, disponibilizo o vídeo do atacante Hugo para que o torcedor faça sua avaliação. Vídeo é vídeo e, às vezes, engana. Se repetir em campo essa movimentação, numa sequência de jogos (não vale só a estreia para assinar contrato), pode ajudar ao longo da temporada. 

    A chegada de Hugo não é um bom sinal para Misael, que deu sinais do antigo Misa, mas voltou a produzir muito pouco quando tem sido chamado a jogar.    

    quarta-feira, 27 de junho de 2012

    Ceará toma sufoco, mas vence bem


    Teria sido uma vitória perfeita se o atacante Vinícius não tivesse infernizado a vida dos zagueiros alvinegros durante 17 minutos, sofrido a falta que resultou no gol de Chiquinho, aos 27' do 2º tempo, e criado lances que quase resultaram no empate ou até vitória do Ipatinga/MG. Ufa! Ceará 2 x 1 Ipatinga, no estádio Lamegão, foi fruto do futebol eficiente dos atacantes Mota, que marcou aos 11', e Romário que marcou aos 11' do 2º tempo.

    A vitória fora de casa deixa o alvinegro com moral para enfrentar o Criciúma/SC em casa, no próximo dia 6 de julho, uma sexta-feira, no estádio Presidente Vargas. O Ipatinga jogou um bom futebol, correu muito, pressionou os 90 minutos e, no segundo tempo, diminuiu o placar e desperdiçou duas boas oportunidades de virar o placar. O Ceará não foi tão eficiente no capítulo marcação e, por isso, tomou sufoco.

    Aos 18' do 2º tempo, o treinador Mazola Jr. fez três substituições de uma só vez: tirou o zagueiro Azevedo e colocou o meia Pablo (que perdeu o gol do empate nove minutos após o gol do Chiquinho), tirou o meia Éverton e colocou o atacante Vinícius aberto pela direita, trocou o paradão atacante Márcio Diogo pelo agitado Marcinho (que perdeu outro gol no finalzinho do jogo).

    A dupla Romário e Mota, no entanto, foi mais eficiente que todas as manobras do time mineiro. No 1º tempo, Mota marcou um belo gol, após jogada perfeita de Romário, e três minutos depois tirou com a cabeça uma bola que entraria na "gaveta" de Fernando Henrique. Eles foram os melhores, seguidos de FH, Daniel Marques e Rogerinho.

    De novo, a marcação deficiente dos volantes Jardel e Éverton forçou a volta demasiada de Robston para perto dos zagueiros. A bola ficou rebatida porque os meias do Ipatinga (Éverton e Wellington Bruno) chegavam na área do Ceará com facilidade a todo instante. No 2º tempo, com o aumento da pressão, o contra-ataque não saiu e os atacantes foram obrigados a voltar para marcar.

    Foi o único senão da equipe. Daí, continuo sem entender porque o treinador PC Gusmão resiste a utilizar o volante Heleno, como vinha utilizando na dupla função (zagueiro/volante), em lugar de um dos volantes, liberando Robston para trabalhar mais próximo de Rogerinho. Por isso, avalio que a nota não pode ser 10, apesar de uma vitória conquistada com eficiência, raça e mais acertos do que erro.

    Até o próximo jogo, PC Gusmão terá tempo para treinar outras opções e melhorar a eficiência do meio campo. Se conseguir o equilíbrio tão sonhado pelos treinadores, PC terá encontrado o time com o qual não sonhou. Se não conseguir o equilíbrio, com marcação forte, boa saída de bola e criatividade do meio campo, a defesa seguirá sofrendo sufoco, mesmo no dia em que o ataque for brilhante.   

    sábado, 23 de junho de 2012

    FH garante vitória do Ceará


    O Ceará venceu o Atlético paranaense, no PV, por 1 x 0, gol de Romário, aos 20', deixou a zona de rebaixamento, mas ainda apresentou problemas na formação do meio campo. O goleiro Fernando Henrique defendeu um pênalti cobrado por Paulo Baier, aos 39' do 2º tempo, e garantiu a vitória alvinegra.

    O jogo parecia estar sob o domínio do Atlético quando o Ceará fez o gol, através de uma jogada individual de Romário, que tirou proveito do bate-cabeça da zaga atleticana. Dali em diante, os paranaenses seguiram trabalhando bem a bola e explorando as jogadas pelo meio. O meio ainda foi o ponto de interrogação do alvinegro.

    Robston jogou atrás, fazendo as vezes do Heleno, criando um vácuo entre os volantes e Rogerinho. Em consequência disso, os atacantes foram pouco acionados no 1º tempo. Do outro lado, Paulo Baier criou as melhores situações, mas jogou praticamente sozinho.

    No 2º tempo, o treinador PC Gusmão cedeu ao próprio capricho e começou a mudar a partir dos 20 minutos. Trocou Rogerinho por Misael, Éverton por Heleno e Romário por Itamar. A proposta do contra-ataque não foi concretizada porque o time cadenciou muito o jogo e errou muitos passes.

    O Atlético seguiu com melhor passe e melhor articulação. Deixou de jogar pelo meio e passou a jogar pelos lados. Foi assim que os paranaenses chegaram ao pênalti (apesar da marcação duvidosa). Paulo Baier já havia perdido uma boa chance de marcar, aos 24 minutos, quando teve outra oportunidade, aos 39', no pênalti.

    O Ceará não teve a vitória comprometida porque Fernando Henrique foi muito feliz quando saltou para o lado direito e defendeu a cobrança de Paulo Baier. Um empate àquela altura deixaria os paranaenses com muita força para buscar a vitória. Enfim, vida de goleiro é assim: um eterno perde e ganha.

    O lateral direito Apodi recebeu o 3º cartão amarelo e não joga contra o Ipatinga-MG. O goleiro Fernando Henrique vai ao Rio de Janeiro para uma audiência em que é acusado de ter agredido a socos e cabeçadas o irmão do jogador Juliano, Lucas Mineiro Fernandes, e passa a ser dúvida.

    Ceará 1 x 0 Atlético, gol de Romário, aos 20', com renda de R$ 148.262,00 e público de 10.652.   

    sábado, 16 de junho de 2012

    Joinville x Ceará empatam no equlíbrio


    O Joinville foi melhor no primeiro tempo, o Ceará foi melhor no segundo tempo. Cada um venceu um tempo com um gol. Ao final, o empate em 1 x 1 foi justo. O Ceará ainda teve um pênalti sofrido por Misael, aos 45' do 2º tempo, que o árbitro candango, Rodrigo Batista Raposo, deixou de marcar.

    O alvinegro pagou caro pelos erros de posicionamento e marcação no primeiro tempo. Sofreu o gol de Lima, aos 20', e poderia ter sofrido mais se o goleiro Fernando Henrique não tivesse feito tantas defesas importantes. No intervalo, os erros foram corrigidos e o jogo ficou equilibrado na segunda etapa.

    O pênalti sofrido por Mota e convertido por Romário, aos 5' do 2º tempo, foi o melhor remédio experimentado pelo time do Ceará. A partir dali, o jogo seguiu equilibrado até o final. PC Gusmão resolveu entender que Heleno precisava entrar no time para proteger mais a defesa e o colocou no lugar de Éverton.

    Pena que tenha colocado o atacante Misael quando faltavam pouco mais de cinco minutos para terminar o jogo. Talvez até motivado pela alteração do treinador do Joinville, Leandro Campos, que colocou o atacante Jean Carlos no lugar do zagueiro Linno.

    Foi em contra-ataque, puxado por Mota, que Misael driblou o zagueiro Pedro Paulo e foi derrubado dentro da área. O árbitro mandou seguir o jogo, deixando de marcar a penalidade. Dos males, o menor. O jogo serviu para tirar conclusões. É preciso melhorar a proteção dos zagueiros, a saída de bola e a criatividade.

    Antes do Atlético paranaense, sábado, no PV, uma semana para corrigir erros e melhorar a eficiência.         

    quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

    Meninos salvam a pele do Ceará




    O time do Ceará escapou de passar vexame perante sua torcida, no Estádio Presidente Vargas, pela 3ª rodada do Cearense 2012. Não fosse as boas atuações dos garotos da Base: Romário e Paulinho ao lado do Edérson (ex-Base) e o Crato teria saído com uma folgada vitória. Ainda assim, o time azulão do Cariri festejou o empate em 2 x 2.

    No primeiro tempo, os zagueiros Thiago Mathias e Daniel Marques não se entendiam. O restante do time foi contaminado pelo futebol confuso. O Crato fez dois gols sem maiores dificuldades. Djalma marcou de pênalti e Jr. Alves fez de cabeça.

    O garoto Romário recebeu a bola em posição de impedimento, caiu ao tentar driblar um zagueiro e o árbitro Anderson Lima marcou pênalti. Felipe Azevedo perdeu. A justiça foi feita. Pela insistência, Romário chutou uma bola cruzada e diminuiu o placar para 2 x 1 no finalzinho.

    No segundo tempo, o treinador Dimas Filgueiras corrigiu a defesa com a saída de Thiago Mathias. Paulinho deu mais dinâmica ao meio campo e Rogerinho encostou nos atacantes. Mais à frente, Edérson entrou no lugar de Romário e o time ganhou velocidade, esqueceu a tática e partiu para a pressão. Deu certo.

    Bem que Dimas poderia ter mantido Romário e tirado Felipe Azevedo, que demonstrava sinais de cansaço. Por ironia, foi Felipe Azevedo quem empatou o jogo. Coisas do Dimas. O Ceará precisa melhorar muito em todos os aspectos. Com 5 pontos, permanece na 4ª colocação.

    Horizonte é líder com 9 pontos, seguido de Fortaleza com 7, Tiradentes com 6. O Guarani de Juazeiro saiu do G-4 e o Tiradentes entrou. O Crato desperdiçou boa oportunidade de entrar na zona de classificação. Embaixo, o Ferroviário segue na zona de rebaixamento.

    quarta-feira, 19 de outubro de 2011

    Chilenos dão 'banho' no Flamengo




    A verdade é que o time do Flamengo é sofrível.

    A goleada aplicada pelo time da Universidad do Chile, por 4 x 0, no Engenhão, demonstra o quanto o Flamengo precisa melhorar para não continuar passando a falsa impressão ao torcedor rubro-negro menos atento. O time dá para o gasto doméstico e só.

    O gol de Lorenzetti, fechando a goleada, foi uma aula de contra-ataque. Oportunismo, velocidade, frieza, precisão e competência na finalização. O placar poderia ter sido maior e a humilhação bem pior.

    Preferi postar os gols dessa goleada de 7 x 0, aplicada pelo Flamengo, em 1999, pela Copa Mercosul, para consolar a torcida rubro-negra. Melhor rever Caio, Romário, Marco Antonio e Rodrigo Mendes. O Flamengo até já perdeu para os chilenos, mas nunca com essa indiferença dos jogadores.

    Gostaria de ouvir explicações de Wanderley Luxemburgo sobre alguns jogadores nos quais ele aposta todas as fichas. O volante Airton, limitado e porradeiro, é um deles. Prefiro Ronaldo Angelim, apesar da idade. A experiência e a qualidade do magro superam a limitação técnica deles.

    quinta-feira, 24 de março de 2011

    "Chechênia, o dia em que me traí"

    As pessoas não costumam avaliar o quanto podem influenciar, positiva ou negativamente, em determinado processo, através de opinião, presença ou mesmo uma breve exposição da própria imagem. Outras vezes, interferem, propositadamente, em processos populares, por interesses diversos, mesmo que o resultado não seja salutar para a maioria. O que interessa é o próprio bolso.
    -
    Postura diferente teve o ex-craque do São Paulo e da seleção brasileira, Raí, ao saber que teve a sua imagem pessoal utilizada para interesses políticos nada democráticos. As pessoas de bem têm igual reação em qualquer segmento social. Pessoas influentes devem pensar no bem comum antes de manifestações públicas. Infelizmente, nem sempre pessoas influentes são honestas o suficiente para não venderem suas opiniões ou suas imagens a desonestos.
    -
    Eis a matéria completa sobre a nota oficial, emitida pelo próprio Raí, assim que ficou convencido da esperteza a que foi vítima.
    -
    O ex-jogador Raí, campeão mundial em 1994, manifestou publicamente o seu arrependimento por ter disputado um amistoso em Grozny, na Chechênia, no último dia 8, usando a camisa da seleção brasileira em um jogo que contou com a presença de outros ex-astros, como Romário, diante de um combinado local. Por meio de uma carta aberta publicada em seu site oficial, o ex-atleta admitiu estar "envergonhado" por ajudar a promover um evento "escancaradamente político e populista".
    -
    Raí admitiu que não se informou como deveria sobre o evento, que contou com a participação do presidente checheno Ramzam Kadyrov atuando contra os brasileiros em uma equipe cheia de jogadores amadores. "Além do presidente, havia outros que nunca tinham sido atletas de futebol. Foi uma pelada de quintal, mas o público parecia vibrante", relatou o eterno ídolo da torcida do São Paulo.
    -
    Na carta que publicou, cujo título é "Chechênia, o dia em que me traí", Raí afirmou que foi pego de surpresa, dias antes do amistoso festivo, com a mudança de local do jogo da Rússia para a Chechênia, fato que causou "estranheza" a ele. O ex-jogador ainda fez questão de frisar que a sua participação no duelo não teve interesse econômico. "O que recebi não muda em nada a minha situação econômica. É o equivalente a pouco mais do que cobro para ministrar uma palestra de duas horas na cidade de São Paulo", afirmou.
    -
    O fato é que Raí admitiu que serviu, ao lado de outras antigas estrelas da seleção, como instrumento dos políticos locais em uma região há tempos afetada por conflitos. "Fiz parte de uma das coisas que mais condeno na vida e com a qual mais tenho cuidado: participei de um evento escancaradamente político, populista, em um contexto desconhecido, sem saber as possíveis consequências e intenções", disse.
    -
    O ex-meio campista admitiu que foi "ingênuo" por ter aceitado colocar em sua agenda um amistoso pelo fato de que, na época do mesmo, ele já estaria na Europa para participar de um fórum esportivo em Barcelona. "Daria um pulo na Rússia, faria um joguinho, encontraria antigos amigos e ainda ganharia uma graninha", acrescentou Raí, achando que poderia unir o útil ao agradável sem abalar a sua reputação.
    -
    Entretanto, Raí enfatizou que o ambiente da cidade do amistoso era de guerra e ainda de terra arrasada por ela. "Em Grozny o clima era militar: fotos gigantes dos homens que estão no poder, pouquíssima gente na rua. Algo muito estranho pra mim. Só depois, fiquei sabendo pela intérprete russa que 98% da cidade havia sido destruída durante a guerra. Imaginem as lembranças daquelas batalhas ainda vivas por ali. Ouvi também que algumas ONGs acusam o governo (local) de violação dos direitos humanos. Pelo que vi por lá, não me surpreenderia. Mas é muito difícil avaliar em um lugar tão traumatizado e ainda em extremo estado de alerta", lamentou.
    -
    JOGO AMADOR E IMBECILIDADE - Em campo, o que se viu foi uma seleção brasileira com as presenças também de Romário, Cafu, Dunga, Júnior Baiano, Bebeto, Élber, Denilson, André Cruz, Roque Júnior, Djalminha, Zetti e Roberto Carlos. E, em ritmo de jogo amador, os brasileiros venceram por 6 a 4 e fizeram o que puderam para facilitar a vida da equipe da casa, que foi reforçada pelos alemães Lothar Matthaeus e Oliver Kahn e pelo holandês Gullit, astros históricos do futebol de seus países.
    -
    "O jogo foi um show. Queríamos que as pessoas entendessem, por meio do futebol, que somos uma nação pacífica", disse o líder checheno Ramzan Kadyrov, de 34 anos, no dia do jogo.
    -
    A realidade propagada pelo presidente local, porém, é bem diferente, já que há anos a Chechênia está em conflito com o governo central da Rússia, com grupos armados reivindicando a independência da região e recorrendo com frequência ao terrorismo. Kadyrov subiu ao poder em 2004, depois que seu pai, Akhmad, que comandava a Chechênia, foi morto em um atentado no mesmo local do jogo do último dia 8.
    -
    "Placar à parte, desta imbecilidade (assim que me senti) cometida, ficam duas grandes lições: acompanharei de perto o processo político na Rússia/Chechênia; e estarei muito mais alerta a esses possíveis deslizes de avaliação (mesmo já sendo e tendo uma equipe muito criteriosa). Posso dizer que essa experiência serviu, ao menos, como um importante aprendizado", disse Raí, para depois finalizar o seu desabafo da seguinte forma: "Escrevo porque, da mesma forma e com a mesma intensidade que queria me esconder após o evento, necessito me expor e expor minhas fraquezas".

    terça-feira, 1 de setembro de 2009

    DEUSES DA BOLA NÃO SALVAM OS REBELDES

    Se eu tivesse esse direito, faria um pedido aos deuses da bola: "Salvem os ídolos, título utilizado para diferenciar os craques e goleadores, também sujeitos às mazelas da vida como nós outros pobres mortais". Não faria esse pedido por achar que os ídolos são imortais. A obra deles, sim, e não deveria ser manchada. O que direi aos meus netos para justificar a trajetória vitoriosa de alguns ídolos, dentro de campo, se fora dele, suas vidas nos envergonham?

    Posso falar muito sobre o Super Mário (foto 1), assim chamado pelos portugueses, por ter marcado 186 gols em 186 jogos, arrebatando o título de maior artilheiro português. Precisarei de algum tempo para contar como ele conquistou milhares de torcedores do Porto e do Sporting, depois de deixar o Ferroviário Atlético Clube (CE) para ser revelado pelo Vasco da Gama (RJ) e estourado como artilheiro no Grêmio porto-alegrense (RS).

    Mas o que direi sobre o Sr. Mário Jardel Almeida Ribeiro? Não gostaria de falar sobre seus tropeços, incompatíveis com seus cinco Troféus Bola de Prata e suas duas Chuteiras Bola de Ouro. Não gostaria de expor matéria recentemente escrita por Rodrigo Cardoso, em ISTO É, com o título "A cocaína destruiu o meu lar".

    Do outro lado, posso falar muito sobre o Baixinho Romário (foto 2), que assim como Jardel nasceu no Vasco e fez história na Europa. Foi artilheiro e campeão, também na Seleção Brasileira, causando calafrios aos zagueiros. Resistiu ao tempo, às dores musculares para provar que marcaria mais de mil gols. Não satisfeito, lançou novo desafio: vai jogar no América (RJ) para atender a um pedido do seu saudoso pai, Edevair de Souza Faria.

    E o Sr. Romário de Souza Faria, o que direi sobre ele? Fora de campo não é o mesmo gênio. Anda se embaraçando com as armadilhas deixadas pelo caminho, enquanto driblava os zagueiros e achava que poderia driblar as verdades da vida, enbevecido pelo sucesso. Não gostaria de mostrar outras fotos que não fossem com a bola na rede.

    Infelizmente, não tenho como fazer esse pedido aos deuses da bola. Eles nem me ouviriam. Mas eles não deveriam dar aos ídolos o direito de errarem tanto, de não terem a consciência do que são, de apagarem um passado de glória para escreverem um presente de absurdos conflitos. Talvez, os ídolos assim sejam abandonados pelos deuses, como filhos desobedientes, rebeldes, travessos. Que pena!

    Desde o início da temporada sonhamos com a volta de Jardel, aos 35 anos. Não deu no Ferroviário. Quase deu no Rio Branco (AC) e em Montevidéu, no Uruguai. Será que vai dar no América (CE), pela terceira divisão cearense? A estreia está marcada para essa quarta-feira, às 20h, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. E Romário, aos 43 anos, quando vai estrear no América (RJ), pela segunda divisão carioca?

    Em pelo menos uma coisa eles coincidem nesse melancólico fim de carreira: vão jogar no América. Será que os deuses ficaram chateados por eles terem trocado as Américas, no auge das suas carreiras, pelas terras europeias? Não se sabe. Seja lá o que for, que eles consigam pendurar as chuteiras com a dignidade dos ídolos e a proteção dos deuses da bola. Chega de trapalhadas.