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    quinta-feira, 25 de abril de 2013

    Ferrão foi osso duro do Fortaleza roer



    Teve tudo a favor para nem ter jogo entre Ferroviário x Fortaleza, na Arena Castelão, nessa noite de quarta-feira, pelo Cearense 2013. Além da noite chuvosa, o jogo foi confirmado para as 22h, mesmo com a concorrência da TV aberta, que transmitiu o amistoso da Seleção Brasileira contra o Chile, no Mineirão.

    A Federação Cearense de Futebol e sei lá quem mais teimaram e mantiveram o horário do jogo. Outros 663 teimosos pagaram para ver um jogo em que o Ferroviário surpreendeu o Fortaleza, fez dois gols no 1º tempo, sofreu dois gols no 2º tempo e desperdiçou quatro chances reais para golear o Tricolor nos seis minutos finais da partida.

    Foi um jogo surpreendente se considerarmos que o Ferroviário vem arrastando uma sequência de derrotas sem fim e o treinador Sérgio Alves não contava com vários titulares, inclusive, o principal artilheiro, Geancarlo, já devidamente integrado à equipe do Vitória. Ted e Reginaldo roubaram a cena nos gols.

    O time do Fortaleza correu, lutou, construiu jogadas de ataque, mas seguiu com dificuldades para encontrar o caminho do gol. O treinador Hélio dos Anjos não gostou. E vai continuar sem gostar, caso seus jogadores sigam sem enxergar as traves. Enquanto o Ferrão fez dois gols com beleza plástica, o Fortaleza fez gols com sentido de raça e oportunismo de Fabrício e Assisinho. 

    Apesar de tudo, o Fortaleza está classificado, restando saber qual a posição.

    Ah! Esqueci da renda. Anotem: R$ 16.082,00. 

    Não foi diferente dos outros jogos em que o Ferroviário teve o mando de campo. Parece que programam o jogo tarde ou com televisamento para Fortaleza de forma proposital.

    domingo, 19 de junho de 2011

    Ceará pode completar a saga



    Ceará Sporting e ECBahia, únicos representantes nordestinos no Brasileirão 2011, não começam bem a temporada, mas ainda há tempo para reverter o quadro.

    Na 5ª rodada, o Bahia apresentou indicativo que as contratações realizadas vão corresponder à expectativa de todos. A vitória sobre o Fluminense, antes de mais nada, foi justa pelo futebol vertical, organizado e equilibrado. O atacante Jobson voltou a mostrar um futebol impetuoso e fez o gol da vitória no último minuto.

    O Ceará joga em casa, portanto, mais um motivo para completar a saga nordestina, nesse final de semana, diante do São Paulo - líder da competição com 100 % de aproveitamento. Antes de pensar nos desfalques sampaulinos, o Ceará deve estar preparado para jogar um futebol mais sólido. O técnico Vagner Mancini bem que poderia contar com a estreia do meia Belletti nesse jogo. Seria o diferencial.

    Assim como o Bahia, o Ceará tem sofrido alterações, com a diferença de não estar utilizando os novos contratados. Enquanto o Bahia agiu rápido e contratou jogadores em condições de entrar no time, o Ceará demorou em contratar e ainda vai esperar o tempo de cada jogador para entrar em forma física.

    Começar o campeonato bem é tão indefinido quanto começar o campeonato com tropeços. A oscilação para cima ou para baixo, a partir das dificuldades que cada equipe começa a sofrer, é que indica o rumo na tabela de classificação. O São Paulo será o primeiro exemplo, a começar pelo jogo de hoje em que terá vários desfalques.

    Apesar de não contar com todos os reforços que a equipe necessita, o Ceará sofrerá alterações necessárias. Diego Macedo volta à lateral direita, Diego Sacoman entra na zaga e Heleno volta a compor o sistema defensivo. Pena que o volante Michel pode não jogar por cansaço muscular. A volta de Heleno sem Michel não dá o sentido real da mudança.

    O técnico Mancini tenta encontrar o tal equilíbrio que eles (treinadores) tanto buscam. Os laterais precisam marcar e apoiar, os zagueiros precisam ter boa proteção dos volantes e os meias, necessariamente, precisam criar situações para as finalizações dos atacantes. A equipe precisa ser compacta para marcar e eficiente para construir e fazer o gol. O óbvio, que não tem acontecido.

    O time alvinegro tem sentido as ausências do lateral Boiadeiro, do zagueiro Fabrício e do meia Geraldo por causa do entrosamento. Por isso, Mancini evitou trocar a posição do zagueiro Erivelton no miolo da zaga. Por tudo isso, seria o jogo ideal para as estreias do lateral direito Patrick, forte no apoio, e do meia Belletti, inteligente na criação de jogadas.

    Cartas na mesa. O Bahia ganhou o primeiro lance. O Ceará pode fechar a saga nordestina. O objetivo, agora, é fugir da zona de rebaixamento para seguir disputando a competição com tranquilidade. O tricolor da Boa Terra saiu da zona e respira aliviado. O Ceará também poderá se afastar da zona e ganhar o sossego que toda equipe precisa para seguir na disputa.

    segunda-feira, 7 de junho de 2010

    CEARÁ E SUA FERRADURA III

    A campanha do Ceará Sporting no Brasileirão 2010 continua sendo motivo de comentários e gracejos por parte daqueles que não levam a crônica esportiva a sério. O time alvinegro chega à sétima rodada, invicto, com cinco vitórias (uma fora de casa) e dois empates (fora de casa) e a turma que brinca de ser cronista continua desdenhando em vez de pesquisar o "fenômeno" do Nordeste.
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    Outros destilam o ódio como se o time alvinegro estivesse espalhando um vírus letal. Somente os que estão entre esses dois extremos demonstram equilíbrio nas análises. Qualquer pessoa de bom senso sabe que o sucesso do Ceará é resultado do trabalho sério, árduo, rigoroso, aplicado que está sendo feito por jogadores e comissão técnica.
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    Volto a reforçar que não há mistério, não há genialidade, não há invenção alguma. O treinador PC Gusmão estabeleceu um sistema tático e conta com jogadores certos para o trabalho. Na sétima rodada, jogadores como Fabrício, Anderson, Michel e Misael (foto) podem ser apontados como operários da bola alvinegra. O meia Geraldo ainda não responde, positivamente, mas tem seu valor no contexto tático, que chamo de "ferradura".
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    Até quando a invencibilidade será sustentada? Ninguém sabe. Tenho dito que, provavelmente, até quando os adversários continuarem desdenhando. Futebol é simples assim. Um dia a derrota vai acontecer, inevitavelmente. E a "armadilha" tática precisará ser alterada caso o time não consiga mais vencer. Essas nuances são o tempero do futebol.
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    Quem nunca ouviu falar ou até viu um time ser campeão, invicto, em condições adversas? É possível, sim. Mas ninguém está cobrando que o Ceará seja campeão. Como é natural que o time que começa uma competição em alta possa ter oscilações em determinados momentos. Enfim, até parece que estamos discutindo o Império Bizantino.