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    quinta-feira, 7 de abril de 2011

    Fim da resistência de Flávio Araújo

    Um mês de preparação e três meses em ação. Foi o tempo que o treinador Flávio Araújo resistiu no comando do Fortaleza EC, nessa temporada 2011, frustrando o sonho de atravessar o campeonato estadual e reconduzir o clube à Segundona do Brasileirão. Duas derrotas, seguidas (3 x 1 para o Guaraju, no Romeirão, e 3 x 0 para o Horizonte, no Alcides Santos, em pleno Pici), levaram o próprio Flávio a entregar o cargo.
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    Em verdade, em verdade, Flávio Araújo vinha trabalhando sob pressão desde que chegou ao Pici, no final de novembro de 2010, quando foi contratado para montar o novo elenco do Fortaleza. Setores da imprensa (tricolor), alguns dirigentes e torcedores mais influentes não engoliam a presença de Flávio no comando do tricolor.
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    A cada tropeço, a pressão aumentava. O presidente Paulo Arthur sofreu fortes pressões nas derrotas dos clássicos, incluindo a perda do título do 1º turno. Lamentavelmente, foi o próprio irmão de Flávio, Júlio Araújo, quem iniciou a puxada de tapete com a vitória do Guarani, no último domingo, em Juazeiro do Norte.
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    A derrota dessa quarta-feira, pela 7ª rodada do 2º turno, em casa, para o Horizonte caiu como uma bomba na cabeça dos tricolores. Respingou no Flávio. No futebol é assim quando o clima não é de tranquilidade, quando as cobranças aumentam e quando o time não responde por falta de qualidade.
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    O Fortaleza sofreu duas derrotas, seguidas, para dois times com melhor qualidade técnica, mas o coração fala mais alto. O Guaraju marcha firme para conquistar a vaga da Série D do Brasileirão, o Horizonte passou para a 3ª fase da Copa do Brasil e vai jogar, exatamente, contra o Flamengo, time que eliminou o Fortaleza, no Castelão, na 2ª fase.
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    A diretoria tricolor teve uma noite para fazer reflexões, mas como o tempo não para, uma decisão será anunciada nessa quinta-feira. Imagino o "parafuso" que corroe a cabeça de cada um dirigente consciente do Fortaleza, que sabe da necessidade de não anunciar apenas uma, mas inúmeras decisões.
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    Tão difícil deve ter sido a tomada de decisão de Flávio Araújo quanto será a missão do novo treinador. Juntar os cacos, reorganizar a casa, recuperar a autoestima, vencer, vencer, vencer e vencer nas próximas quatro rodadas, ultrapassar as semifinais e ganhar o 2º turno. Pelo menos isso. E, se não ganhar o Cearense 2011 não terá feito nada, também.
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    Essa distância entre o desejo de título e a capacidade de conquistar, resultado da falta de poder (R$), sem a devida compreensão, pode transformar o ambiente tricolor em um barril de pólvora, sujeito a pequenas explosões. Nesse clima, já é difícil salvar o campeonato estadual, imagina reconduzir o clube à Segundona.
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    Quem será a próxima vítima, ou o próximo salvador?

    terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

    Ceará é favorito nas semifinais

    É hora de tira-teima nas semifinais do Cearense 2011, a partir desse sábado, no estádio Castelão, com Fortaleza x Guarani de Juazeiro; domingo, Ceará x Horizonte. O mando de campo é a única vantagem dos tricolores e alvinegros. Antes da bola rolar, o único favorito é o Ceará. O Fortaleza terá que comprovar a superioridade colocada em xeque pela campanha "nervosa". Guarani e Horizonte são francos atiradores.
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    É complicado dizer que está em jogo a competência dos treinadores irmãos, Flávio Araújo (Fortaleza à esquerda) e Júlio Araújo (Guarani à direita), porque a tradição e a força da torcida do Fortaleza podem fazer a diferença quando a bola rolar. Nesse momento, é verdade, o time de Juazeiro está melhor definido taticamente e em melhor situação emocional.
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    Acontece que o clima do jogo, a responsabilidade da decisão podem fazer a diferença. Nessas horas, o time maior termina levando vantagem. É preciso saber qual será o comportamento dos comandados de Júlio Araújo. Na fase de classificação (5ª rodada), jogando no Pici, eles passaram no teste. Niel fez dois gols (um em cada tempo), sempre colocando o Guarani à frente do placar. Léo Andrade também fez dois gols (um em cada tempo), sempre atrás do placar.
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    O Fortaleza ainda terá contra si a decisão dessa quarta-feira, pela Copa do Brasil, contra o Fast Club de Manaus, no Pici. O desgaste emocional pode aumentar caso não ocorra um resultado favorável à classificação para a próxima fase. Enfim, o Guarani poderá enfrentar um adversário ferido, fragilizado, tenso, pressionado a vencer ou um adversário motivado, turbinado pela conquista de uma "batalha", portanto, menos tenso.
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    O Ceará é favorito, sim. Tem um time melhor, tem a melhor campanha (9 vitórias e 2 empates) e folga no elenco. Mesmo com o jogo dessa quarta-feira, contra o Cuiabá-MT, pela Copa do Brasil, o treinador Dimas Filgueiras tem opções de sobra para driblar qualquer adversidade. Nesse caso, desvantagem para o Horizonte, que também joga pela Copa, em Arapiraca-AL, contra o ASA.
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    Na fase de classificação (2ª rodada), os alvinegros suaram para arrancar uma apertada vitória, por 2 x 1, em Horizonte, com time reserva. O Horizonte abriu o placar e não conseguiu mantê-lo. Seguiu com dificuldades até a 8ª rodada. Somente nas três últimas rodadas embalou com três vitórias que garantiram a classificação para as semifinais.
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    Mesmo com a ascensão do Galo do Tabuleiro, insisto em afirmar que o Ceará é favorito, apesar da Copa do Brasil pelo meio. Aliás, os dois estão igualados no aspecto desgaste, o que facilita mais ainda para os alvinegros, que disputam o campeonato com dois times. Domingo, por exemplo, somente os titulares Fernando Henrique (goleiro) e Michel (volante) jogaram no empate, em 2 x 2, contra o Guarany de Sobral.
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    Não tem finalistas definidos, não. Tem favorito, sim. O Ceará tem o melhor time e será uma grande zebra se deixar escapar uma vaga para a final do 1º turno. A outra vaga não tem favorito. O momento do Fortaleza não o credencia à qualquer vantagem no prognóstico. Claro que os motivos já citados podem influenciar, mas até lá só as camisas tricolores valem mais.

    segunda-feira, 17 de agosto de 2009

    CÂMBIO NO FORTALEZA: SAI GIBA E ENTRA (?)...

    O técnico Giba (foto) deixou o Fortaleza, nessa segunda-feira, com o mesmo silêncio que por aqui chegou o cidadão, Antonio Gilberto de Souza Maniaes, 47 anos, natural de Cordeirópolis (SP). Aliás, com um comportamento de "cordeiro", gentil, educado até mesmo quando quis criticar a porção da torcida que vaiou, protestou e agrediu o auxiliar técnico, Carlos Mercadante, na última quinta-feira, no campo de treino do Pici.

    Talvez, esse jeito "cordeiro" de ser tenha empurrado, lentamente, o técnico Giba para o abismo. Desde que chegou ao Fortaleza, ele pode sentir as carências da instituição Fortaleza; ele pode avaliar e detectar deficiências no time; ele demorou, no entanto, para provocar as mudanças necessárias. Se cobrou, esperou demais a resposta, que nunca veio. Diz um provérbio popular que "quem espera pra ver, vê demais".

    Quando Mirandinha foi dispensado, as vísceras do time foram expostas, apontados vários problemas internos que atrapalhavam fora e dentro de campo. Olha lá o que escrevemos na época http://jotalacerdacomenta.blogspot.com/2009/05/o-dia-do-cacador-mirandinha-aponta-10.html. Dissemos a seguir que somente a troca de treinador não resolveria. Continuamos com o mesmo pensamento.

    Desde o campeonato estadual, a defesa do Fortaleza já apresentava fragilidades, mas a conquista do título superou as deficiências. Veio a Segundona, o meio-campo e o ataque ganharam reforços enquanto a defesa continuou a mesma. Hoje, é a segunda pior defesa da competição. O ataque é o terceiro melhor, mas já chegou a ser o melhor. Daí, somente o aproveitamento de 45% dos pontos disputados no período de Giba. Com ele, foram 5 vitórias, 4 empates e 5 derrotas.

    QUEM SERÁ O PRÓXIMO!?

    Lula Pereira, Flávio Araújo e Zé Teodoro (foto) foram os primeiros nomes que apareceram numa lista de especulações. O diretor de futebol, Renan Vieira, no entanto, dá sinais de que pode ser contratado um treinador que não está nessa lista. Por eliminação, essa lista parece mesmo superada.

    Senão vejamos. Zé Teodoro, ex-treinador do Ceará, recentemente demitido pelo Juventude (RS), por não apresentar melhoras na equipe que encontrou, estaria fora dos planos porque exige a contratação de uma comissão técnica completa. Já teria sido feito um primeiro contato com Zé Teodoro e o sinal ficou piscando no amarelo.

    Outro contato teria sido feito com Flávio Araújo (foto), técnico do Icasa, que acaba de conquistar a classificação para a Segundona, juntando-se a Fortaleza e Ceará. Icasa e Flávio têm uma relação que vai além dos compromissos no futebol. Por isso, Flávio só sairia se houvesse uma liberação dos dirigentes icasianos. Difícil acreditar nessa possibilidade porque o Icasa, agora, quer o título da Série C.

    E, finalmente, Lula Pereira (foto) enfrenta rejeições de segmentos da diretoria e da torcida tricolor. Renan Vieira chegou a dizer, nessa segunda-feira, que não se arriscaria a receber um terceiro "não" do técnico Lula Pereira. O próprio treinador deu sinais de que não há sintonia entre ele e o Fortaleza - pelo menos atá agora. Assim como Zé Teodoro, Lula também faria uma série de exigências dificilmente aceitas pelos dirigentes tricolores.

    Quem seria o quarto nome? O torcedor tricolor, Ítalo Saraiva, lembrou-me o nome do técnico Zetti, que por aqui já esteve. Francamente, não quero arriscar. Pouco importa. Seja lá quem for, a verdade é que não haverá sólida melhora se os diversos problemas não forem eliminados. Um técnico novo pode até encobrir os erros, criar uma nova atmosfera, dar resultados imediatos, mas nunca será a solução ideal. Time de futebol não é circo; técnico não é mágico.