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    domingo, 29 de agosto de 2010

    Ceará erra; Fortaleza cansa

    O que deu na cabeça (ou nas pernas) do zagueiro Anderson?
    A bola tocada em direção ao gol do Ceará SC poderia ter sido recuada ou chutada para o lado, mas o zagueirão deu uma canelada, o atacante Wesley agradeceu, não perdoou o erro e virou o placar: 2 x 1 para o Grêmio Prudente, ainda no primeiro tempo, em pleno Castelão.
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    Não fosse o zagueiro Anderson um jogador com créditos e a torcida não o perdoaria. Mário Sérgio também o perdoou e não mexeu na zaga. No primeiro gol, também de Wesley, houve mais oportunismo do atacante que falha dos zagueiros.
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    O Ceará chegou ao empate, no finzinho do jogo, com outro gol de oportunismo do meia Careca, em cobrança de escanteio. O primeiro gol, de Washington, também foi 'suado', a ponto do atacante ter sido atingido na lateral posterior do joelho direito. Nem comemorou direito de tanta dor e terminou substituido por Wellington Amorim.
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    Desse jeito, o Ceará deixou escapar mais uma oportunidade de faturar três pontos. Apesar disso, o alvinegro não perdeu posição - continua na sétima colocação do Brasileirão. Deixou de ganhar em casa, vai ter de ganhar fora de casa se não quiser descer e até correr o risco de ficar fora da zona da Sul-Americana.
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    Tomara que Vicente possa jogar logo para acabar com as improvisações de Mário Sérgio pelo lado esquerdo da defesa. O time fica torto, frágil pela esquerda porque o zagueiro Diego Sacomam não tem qualquer habilidade para sair jogando.
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    Fortaleza 2 x 1 São Raimundo (PA)
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    Que alguém responda. Por que o time do Fortaleza EC só joga pouco mais de 30 minutos? O meia Éder não suporta um tempo de jogo, o atacante Tatu pediu para sair no segundo tempo e os que se omitem na fala ou nos gestos simplesmente param de correr.
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    Para o atacante Finazzi, os companheiros dele relaxaram depois que fizeram os dois gols, no primeiro tempo; para Zé Teodoro, são muitas oportunidades desperdiçadas e no final vem o sufoco; para o presidente Renan Vieira, o time não tem problemas físicos; para Tatu, foi cansaço mesmo.
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    Acho que Tatu foi o mais sincero e Zé Teodoro falou a realidade do jogo de hoje. O time foi bem escalado, no 4x4x2, com goleiro, dois laterais de ofício, dois zagueiros, dois volantes, dois meias e dois atacantes. Fez dois gols (16 e 35 minutos) e desperdiçou inúmeras oportunidades. Mas quase todo o time parou de correr nos últimos 10 minutos.
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    No segundo tempo... O time do São Raimundo 'alugou' a intermediária do Fortaleza, obrigou o goleiro Douglas a fazer boas defesas, fez um gol e não fez mais porque os jogadores chutaram mais para fora que na direção do gol.
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    O Fortaleza só conseguiu uma pálida reação quando Jeff Silva entrou no lugar do lateral-esquerdo Guto e o lateral-direito Peter ganhou novo fôlego (não sei de onde). O volante Régis ficou tão sobrecarregado que começou a cometer faltas e foi expulso de campo. Aliás, Peter merece o troféu Pulmão de Leão - foi o melhor fisicamente.
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    O treinador Zé Teodoro conseguiu escalar o time certo, o melhor que ele tem no Pici: Douglas, Peter, Leomar, André Turato e Guto; Régis, Danilo Portugal (enfim, estreou de verdade), Paulo Isidoro e Éder; Finazzi e Tatu. Agora, precisa fazer com que o time corra os 90 minutos.
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    Já que ninguém admite problemas de ordem física é preciso que descubram logo o motivo de tanto cansaço e resolvam antes que chegue a segunda fase da 3ª Divisão. Os adversários terão melhor qualidade técnica e física e os jogos serão eliminatórios.
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    Está aí uma tarefa de gincana para ajudar o Leão a sair da 3ª Divisão.

    segunda-feira, 7 de junho de 2010

    CEARÁ E SUA FERRADURA III

    A campanha do Ceará Sporting no Brasileirão 2010 continua sendo motivo de comentários e gracejos por parte daqueles que não levam a crônica esportiva a sério. O time alvinegro chega à sétima rodada, invicto, com cinco vitórias (uma fora de casa) e dois empates (fora de casa) e a turma que brinca de ser cronista continua desdenhando em vez de pesquisar o "fenômeno" do Nordeste.
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    Outros destilam o ódio como se o time alvinegro estivesse espalhando um vírus letal. Somente os que estão entre esses dois extremos demonstram equilíbrio nas análises. Qualquer pessoa de bom senso sabe que o sucesso do Ceará é resultado do trabalho sério, árduo, rigoroso, aplicado que está sendo feito por jogadores e comissão técnica.
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    Volto a reforçar que não há mistério, não há genialidade, não há invenção alguma. O treinador PC Gusmão estabeleceu um sistema tático e conta com jogadores certos para o trabalho. Na sétima rodada, jogadores como Fabrício, Anderson, Michel e Misael (foto) podem ser apontados como operários da bola alvinegra. O meia Geraldo ainda não responde, positivamente, mas tem seu valor no contexto tático, que chamo de "ferradura".
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    Até quando a invencibilidade será sustentada? Ninguém sabe. Tenho dito que, provavelmente, até quando os adversários continuarem desdenhando. Futebol é simples assim. Um dia a derrota vai acontecer, inevitavelmente. E a "armadilha" tática precisará ser alterada caso o time não consiga mais vencer. Essas nuances são o tempero do futebol.
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    Quem nunca ouviu falar ou até viu um time ser campeão, invicto, em condições adversas? É possível, sim. Mas ninguém está cobrando que o Ceará seja campeão. Como é natural que o time que começa uma competição em alta possa ter oscilações em determinados momentos. Enfim, até parece que estamos discutindo o Império Bizantino.