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    sábado, 29 de outubro de 2011

    Nem São Dimas segura o Ceará




    Convido o torcedor do Ceará Sporting, que não teve a oportunidade de ver o jogo Ceará 1 x 2 Fluminense, a dar uma olhada com atenção nesse compacto para não sofrer pela ansiedade.

    Antes, durante e depois do jogo, o torcedor não faz outra pergunta: "O Ceará vai cair, ainda tem jeito?". Eu respondo, sempre: "Se vencer, escapa, mas o time não esboça capacidade de reação (...)". Evito ir mais longe, porque não tenho capacidade de adivinhar.

    O óbvio que digo é reforçado, na maioria das vezes, pelos resultados da rodada. Nessa rodada, por exemplo, o Santos goleou o Atlético-PR, por 4 x 1, e o Botafogo ganhou o Cruzeiro, por 1 x o. Somente o Ceará não fez a parte dele. Só falta a rodada do domingo ser favorável ao Ceará também.

    Como posso eu ficar fixado na ideia que a presença "milagrosa" de Dimas Filgueiras vai resolver tudo? A "estrela" de Dimas não conta com um time lúcido, capaz, inteligente, qualificado... O gol de Felipe Azevedo saiu aos 7 minutos, fruto de um erro do zagueiro Márcio Rosário. A zaga do Flu deu mais dois gols e o Ceará não aproveitou. Faltou qualidade.

    Do outro lado, Deco não ia bem, o time andava nervoso e desencontrado. Quando Fred fez o papel de Deco, colocou Rafael Sóbis entre os zagueiros alvinegros. E no que deu? Gol de empate: 1 x 1. Eis a diferença estabelecida entre os dois times.

    No 2º tempo, o que se viu foi Fred meter bola no poste esquerdo de Fernando Henrique, perder boas jogadas de ataque e forçar o goleiro alvinegro a praticar defesa do tipo "pagou ingresso". O Deco também. Enquanto isso, contamos um chute perigoso (raspando o gol) de Eusébio, de fora da área, substituições e mais nada.

    Em relação aos jogos anteriores, o que mudou?

    Mudou a disposição, é verdade. Mas o "milagre" foi só esse? Quem não corria para Mancini e Estevam correu para Dimas! Definitivamente, para não cair, o Ceará precisará produzir mais. O meio campo continuou com a mesma dificuldade de criação e aproximação ao ataque. A bola vai e volta seguidamente.

    Jogando assim, tipo ping-pong, não há defesa que se sustente. O goleiro é o destaque do time quase sempre, mas não será imbatível sempre. Assim foi o jogo desse sábado, como tem sido há algum tempo. Quando o técnico resolve mexer na equipe, nada acontece. Então, está claro que o problema é carência de qualidade técnica no elenco (titulares e reservas).

    Não respondo mais a esta pergunta: "O Ceará vai cair?". O time terá de responder em campo com vitórias, mesmo que tenha de contar com o presença "milagrosa" de Dimas Filgueiras. Caso contrário...

    domingo, 19 de junho de 2011

    Ceará pode completar a saga



    Ceará Sporting e ECBahia, únicos representantes nordestinos no Brasileirão 2011, não começam bem a temporada, mas ainda há tempo para reverter o quadro.

    Na 5ª rodada, o Bahia apresentou indicativo que as contratações realizadas vão corresponder à expectativa de todos. A vitória sobre o Fluminense, antes de mais nada, foi justa pelo futebol vertical, organizado e equilibrado. O atacante Jobson voltou a mostrar um futebol impetuoso e fez o gol da vitória no último minuto.

    O Ceará joga em casa, portanto, mais um motivo para completar a saga nordestina, nesse final de semana, diante do São Paulo - líder da competição com 100 % de aproveitamento. Antes de pensar nos desfalques sampaulinos, o Ceará deve estar preparado para jogar um futebol mais sólido. O técnico Vagner Mancini bem que poderia contar com a estreia do meia Belletti nesse jogo. Seria o diferencial.

    Assim como o Bahia, o Ceará tem sofrido alterações, com a diferença de não estar utilizando os novos contratados. Enquanto o Bahia agiu rápido e contratou jogadores em condições de entrar no time, o Ceará demorou em contratar e ainda vai esperar o tempo de cada jogador para entrar em forma física.

    Começar o campeonato bem é tão indefinido quanto começar o campeonato com tropeços. A oscilação para cima ou para baixo, a partir das dificuldades que cada equipe começa a sofrer, é que indica o rumo na tabela de classificação. O São Paulo será o primeiro exemplo, a começar pelo jogo de hoje em que terá vários desfalques.

    Apesar de não contar com todos os reforços que a equipe necessita, o Ceará sofrerá alterações necessárias. Diego Macedo volta à lateral direita, Diego Sacoman entra na zaga e Heleno volta a compor o sistema defensivo. Pena que o volante Michel pode não jogar por cansaço muscular. A volta de Heleno sem Michel não dá o sentido real da mudança.

    O técnico Mancini tenta encontrar o tal equilíbrio que eles (treinadores) tanto buscam. Os laterais precisam marcar e apoiar, os zagueiros precisam ter boa proteção dos volantes e os meias, necessariamente, precisam criar situações para as finalizações dos atacantes. A equipe precisa ser compacta para marcar e eficiente para construir e fazer o gol. O óbvio, que não tem acontecido.

    O time alvinegro tem sentido as ausências do lateral Boiadeiro, do zagueiro Fabrício e do meia Geraldo por causa do entrosamento. Por isso, Mancini evitou trocar a posição do zagueiro Erivelton no miolo da zaga. Por tudo isso, seria o jogo ideal para as estreias do lateral direito Patrick, forte no apoio, e do meia Belletti, inteligente na criação de jogadas.

    Cartas na mesa. O Bahia ganhou o primeiro lance. O Ceará pode fechar a saga nordestina. O objetivo, agora, é fugir da zona de rebaixamento para seguir disputando a competição com tranquilidade. O tricolor da Boa Terra saiu da zona e respira aliviado. O Ceará também poderá se afastar da zona e ganhar o sossego que toda equipe precisa para seguir na disputa.