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    domingo, 28 de agosto de 2011

    Ceará "broca" Bahia três vezes no PV

    Edmilson fez golaço de falta

    E Júnior Pipoca nem "brocou", mas andou próximo. O goleiro Diego foi o responsável pelo artilheiro não ter feito o gol prometido contra o ex-clube dele. Aliás, Diego contribuiu muito para a vitória do Ceará sobre o Bahia, por 3 x 0, esta tarde, no Estádio Presidente Vargas, na última rodada do primeiro turno do Brasileirão. Osvaldo foi decisivo na jogada do segundo gol, depois de várias tentativas frustradas.

    O Bahia foi melhor no primeiro tempo e no segundo tempo endureceu o jogo, mas foi surpreendido pelo contra-ataque de Osvaldo, aos 35", que serviu a bola na "bandeja" para Felipe Azevedo fazer o segundo gol. Aquele gol foi decisivo, porque esfriou a "fervura" que o Bahia havia colocado no jogo. Quatro minutos antes do gol, Diego fez duas defesas à queima-roupa em ataque trabalhado por Lulinha e Júnior Pipoca.

    Se o Bahia tivesse empatado o jogo àquela altura do segundo tempo, seguramente a história seria outra, ainda que o Ceará chegasse à vitória. O Bahia lutou muito, desde o momento em que sofreu o gol de Thiago Humberto, aos 16'. Somente Júnior Pipoca teve três boas oportunidades para empatar o jogo ainda no primeiro tempo.

    Depois que sofreu o gol de Felipe Azevedo, o Bahia "gelou". Marcelo Nicácio ainda acertou o poste direito do goleiro Tiago antes do terceiro gol, fruto de uma cobrança de falta milimétrica de Edmilson. Do ponto de vista do Bahia, não será exagero se disserem que o placar foi injusto. Prefiro dizer, no entanto, que o Ceará foi oportunista e eficiente diante de um time que batalhou, mas foi ineficiente.

    O técnico Vágner Mancini mexeu bem no time no segundo tempo. Trocou Boiadeiro por Patrick, Thiago Humberto por Felipe Azevedo e Marcelo Nicácio por Edmilson. A primeira alteração não surtiu tanto efeito porque Renê Simões anulou Patrick com a entrada de Maranhão no lugar do lateral esquerdo Dodô. No geral, as mudanças na defesa surtiram efeito.

    O Bahia retornou para Salvador à beira do abismo, na 16ª colocação, com 20 pontos, enquanto o Ceará ficou na 13ª posição, com 25 pontos. A derrota agitou a torcida tricolor e a imprensa baiana deixou o PV dando a demissão do técnico Renê Simões como certa.

    Ficha do jogo no Estádio Presidente Vargas, às 16h, pelo Brasileirão.

    Ceará - Diego, Cléber, Fabrício e Erivelton; Boiadeiro (Patrick), Michel, Eusébio, Thiago Humberto (Felipe Azevedo) e Vicente; Osvaldo e Marcelo Nicácio (Edmilson).

    Bahia - Marcelo Lomba (Tiago), Marcos, Paulo Miranda, Tite e Dodô (Maranhão); Marcone, Fabinho, Diones (Reinaldo) e Lulinha; Jones e Júnior Pipoca.

    Gols - Thiago Humberto, aos 16' minutos (1º tempo); Felipe Azevedo, aos 35'; Edmilson, aos 46' (2º tempo).

    Cartões amarelos - Marcelo Lomba, Tite, Fabinho e Lulinha (todos do Bahia).

    Renda - R$ 133.297,00 para um público pagante de 18.923.

    Árbitro - Wilton Sampaio (DF), auxiliado por Erich Bandeira (PE) e Fábio Pereira (TO).
         

    segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

    INCONFIDÊNCIA EXPLICA CASO RENÊ

    A demissão do treinador do Ceará, Renê Simões, essa noite, com tantos ingredientes nojentos nos leva a refletir sobre certas insinuações rotineiras quando o assunto é futebol. O presidente do clube, Evandro Leitão, não suportou a pressão e mudou a decisão, anunciada logo após o empate sem gols com o Fortaleza, que era de manter o treinador. Quem o influenciou?
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    São muitos os motivos, mas é difícil discorrer sobre eles de uma forma honesta. Evandro Leitão não confessa que recebe pressão do amigo e conselheiro, André Figueiredo, mas terminou satisfazendo o desejo dele (André), que era renovar o contrato do treinador PC Gusmão. A não renovação do contrato de PC Gusmão seria uma 'espinha' atravessada na garganda de André, mas ele mesmo nunca confirmou.
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    Como explicar que um time só consegue jogar bem com um determinado treinador? - E se o PC Gusmão não conseguir repetir o desempenho da temporada passada. Qual será o argumento? - PC Gusmão rejeitou o goleiro Adilson pela mesma indisciplina do lateral Boiadeiro (insatisfação com a reserva). Vai mandar Boiadeiro embora? - Afinal, o que está acontecendo?
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    Acabo de encontrar um texto, escrito pelo ex-dirigente do Vitória e do Bahia, Paulo Carneiro (foto), que nos ajuda a entender o que acontece longe dos nossos olhos. Em muitos casos, o dirigente é omissão; em outros, é impotente para tomar ou manter decisões. Esses conflitos enterram os clubes. E nós, longe de sabermos a verdade, 'atiramos' para o lado mais óbvio: o treinador.
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    Leia o que nenhum cronista publicou, com exceção para algumas insinuações da imprensa paulista, na época do episódio. Muitos dirigentes e jogadores passam a imagem de 'cordeirinhos' no futebol, quando são verdadeiros lobos inescrupulosos. Como cronista cearense, estou envergonhado com esse episódio que envolve o treinador Renê Simões.
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    O texto tem o título "EDILSON - UM TALENTO DE NATUREZA DISCUTIVEL". O ex-dirigente cita que o treinador Evaristo de Macedo deu um tapa no pescoço do jogador, entre outras coisas horríveis, que mancham o futebol. Vale a pena ler. Clica aí: http://pauloscarneiro.wordpress.com/2010/01/30/edilson-um-talento-de-natureza-discutivel/ .