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    domingo, 19 de junho de 2011

    São Rogério Ceni operando milagres


    O Ceará Sporting perdeu por 2 x 0, no Estádio Presidente Vargas, para o São Paulo, que mantém a escrita de  nunca ter perdido no PV. Na história de Ceará x São Paulo são três vitórias e três empates. Nesse jogo, o time alvinegro jogou bem, criou oportunidades, desperdiçou um pênalti e esbarrou nas defesas do goleiro São Rogério Ceni.

    O São Paulo tirou proveito das poucas oportunidades que criou e fez um gol em cada tempo. Aos 34' do 1º tempo, o volante Heleno caiu e perdeu a bola, que foi tocada para Marlos, dentro da área, pela esquerda, de onde ele chutou no canto esquerdo de Fernando Henrique. Aos 20' do 2º tempo, o meia Lucas dominou pela intermediária e saiu fazendo fila (passou até pelo goleiro) e marcou o segundo gol.

    O Ceará desperdiçou um pênalti, aos 20', cobrado pelo atacante Osvaldo. É verdade que Rogério Ceni saltou no canto certo, mas Osvaldo telegrafou a cobrança e colaborou com a defesa. Até ali, o Ceará estava melhor e o próprio Osvaldo já havia desperdiçado uma boa chance de marcar. Foi a primeira boa defesa de Rogério Ceni.

    No segundo tempo, o Ceará voltou a jogar bem. Rogério Ceni fez quatro defesas espetaculares. A diferença foi de qualidade em campo. O São Paulo tem mais qualidade e fez a diferença. O técnico Paulo César Carpegiani sentiu a constante presença do Ceará no ataque e mudou o esquema tático, aos 5' do 2º tempo, quando saiu do 4 x 4 x 2 para o 3 x 5 x 2. Os sampaulinos ganharam mais solidez.

    Do outro lado, o técnico Vágner Mancini abriu mão do volante Eusébio e colocou o atacante Washington, aos 13', cedeu mais espaços ao adversário e sofreu o segundo gol aos 20'. Ainda assim, com a entrada do meia Diguinho, aos 19', o Ceará criou três boas chances, mas Rogério Ceni operou milagres.

    No vestiário, o técnico Vagner Mancini fez a correta leitura do jogo e adiantou que vai continuar mexendo na equipe até encontrar a formação ideal. Sinalizou, inclusive, com a possibilidade de estrear alguns reforços, principalmente o lateral direito Patrick e o meia Belletti. 

    Enfim, continuo afirmando que o Ceará chegou atrasado na estação, isto é, a diretoria não contratou a tempo de qualificar a equipe para o Brasileiro e os problemas de contusão chegaram na segunda rodada, bem antes do previsto por todos nós. Por essas e outras que o presidente Evandro Leitão disse "NÃO vou demitir Vagner Mancini", reagindo a apelos de parte da torcida.  

    sábado, 21 de maio de 2011

    Ceará amarga derrota na estreia

    O paredão Adilson não conseguiu deter a pressão do Vasco da Gama, no jogo de estreia do Brasileirão 2011, e o Ceará perdeu, por 3 x 1, no Estádio Presidente Vargas. As duas equipes entraram com jogadores reservas, mas o Vasco apresentou melhor qualidade técnica e coletiva.
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    O zagueiro Cléber abriu o placar, aos 20' do 2º tempo. A virada do Vasco começou aos 33', com um gol de Bernardo, que fez o segundo gol logo a seguir, aos 34'. Jeferson fechou o placar, aos 44, em jogada de contra-ataque.
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    O Vasco poderia ter tirado mais proveito do primeiro tempo. Foi mais perigoso, mais envolvente e desperdiçou, pelo menos, duas boas oportunidades, uma delas aos pés de Bernardo. O Ceará só conseguiu melhorar o passe e chegar com perigo na área adversária nos últimos 15 minutos. Jr. Pipoca e Ernandes perderam duas boas oportunidades.
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    No segundo tempo, o jogo seguiu equilibrado até o gol do Ceará. Antes do gol, a equipe já merecia ter sido alterada em mais de uma posição. O treinador Vagner Mancini havia feito apenas uma mudança antes do gol com a entrada de Osvaldo em lugar de Sinho. Demorou.
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    Depois do gol de Cléber, Mancini trocou Thiago Humberto por Geraldo e deixou Murilo em campo sem boa produção. Somente tirou o Murilo após o segundo gol do Vasco. Já no intervalo, caberia mudanças com as saídas de Murilo, que produzia pouco, e Sinho que perdia os duelos com os zagueiros vascaínos.
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    O segundo time do Vasco venceu, merecidamente, porque tem melhor qualidade técnica que o segundo time do Ceará. Não acredito que essa derrota vá dificultar a vida dos alvinegros na seqüencia da competição. Ainda há muito tempo para recuperar. Agora, a decisão é pela Copa do Brasil, contra o Coritiba.

    quarta-feira, 18 de maio de 2011

    Coritiba trava a Carroça do Ceará

    Ninguém esperava por um Coritiba afoito para cima do Ceará, nesse primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil 2011, no Estádio Presidente Vargas; por outro lado, ninguém esperava por um Coritiba tão retraído como foi durante os 90 minutos. O Ceará teve mais volume de jogo, mas o adversário foi perigoso ainda assim. O empate, em 0 x 0, penalizou o Ceará, mas não foi o fim.
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    O treinador Marcelo Oliveira mudou a estratégia do Coxa sem nenhuma cerimônia. O time valente, agressivo e goleador não entrou em campo. Até o setor dos meias, a ordem era marcar. Somente os dois atacantes Anderson Aquino e Leonardo tiveram mais liberdade.
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    A ordem clara era não dar liberdade aos meias Geraldo e Thiago Humberto, além do atacante Iarley. Até o meia de criação Davi se ocupou mais da marcação. Travado com faltas seguidas, o Ceará não conseguiu criar claras oportunidades de finalização. Durante todo o jogo, o Ceará teve mais volume de jogo enquanto o Coritiba encaixou os contra-ataques mais perigosos.
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    O goleiro alvinegro, Fernando Henrique, evitou dois gols certos. No primeiro tempo, aos 44', espalmou uma bola chutada por Lucas Mendes, quando a torcida do Coxa já contava com o gol. No segundo tempo, aos 28', FH tirou outra bola colocada com precisão pelo atacante Leonardo.
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    O Ceará só ameaçou o Coritiba, aos 29', quando o lateral Vicente acertou um chute forte, mas o goleiro Edson Bastos fez defesa arrojada. O Coritiba ainda levou vantagem sobre o Ceará no desgaste físico. Como correu menos, terminou o jogo com mais fôlego. O calor não foi o adversário que alguns acreditavam.
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    O treinador do Ceará, Vagner Mancini, foi surpreendido com a contusão do zagueiro Fabrício. Perdeu uma alteração. Além do mais, trocou o criativo Iarley pelo velocista Osvaldo. Poderia ter tirado Washington para dar mais movimentação. Depois, tirou Thiago Humberto para a entrada de Marcelo Nicácio. Perdeu o balanço do meio até porque Geraldo cansou.
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    Enfim, o Coxa atingiu o objetivo pela metade. Não sofreu, mas não fez gols. Esperava surpreender o Ceará nos contra-ataques e não surpreendeu. Leva a decisão para perto da torcida. Talvez, Vagner Mancini não esperasse um adversário tão fechado e deixou escapar a oportunidade de pressionar um pouco mais. Lá, vai ter de imitar o Coritiba desse jogo.
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    Entendo que o empate sem gols não foi o fim para os alvinegros. No entanto, sinaliza que o time precisará fazer e não levar gols lá no Estádio Couto Pereira. Pode até classificar com empate com gols. O Coxa volta para casa aliviado, apostando naquele time que não entrou em campo aqui. É o tal do regulamento. Nessa hora, é preciso não ter vergonha de respeitar, porém sem medo.