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    quinta-feira, 17 de maio de 2012

    Fortaleza traz meia Doda do Treze


    A informação estava sendo mantida sob sigilo, mas vazou, no início da noite desta quinta-feira, quando foi confirmada pelo repórter Aloísio Lima (Rádio Globo Fortaleza). O meia Doda está aguardando a liberação do Treze de Campina Grande/PB para assinar contrato com o Fortaleza.

    O treinador do "Galo da Borborema", Marcelo Villar, não negou a informação e deu boas referências sobre o comandado dele. Doda tem 25 anos, estatura mediana (1.70 m e 72 kg), considerada baixa (por alguns) para os padrões atuais, mas é dono de boa técnica.

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    sábado, 23 de julho de 2011

    As dores que afetaram Ferdinando

    Com arte, o torcedor tricolor revela sua passionalidade 

    A decisão do técnico Ferdinando Teixeira, 65 anos, de anunciar aposentadoria logo após a estreia com derrota na Série C do Brasileiro, abre um leque de provocações, especulações, insinuações e, mais uma vez, abre o caloroso debate em torno das ingerências que atrapalham as comissões técnicas de equipes de pequeno e médio porte. A críticas maldosas saltaram os muros do Pici e atingiram Ferdinando em cheio.

    "O pau que dá em Chico dá em Francisco", segundo o velho e pertinente adágio popular. O torcedor tricolor sentiu na pele a gozação que fez com o torcedor alvinegro, dias atrás, quando o meia Belletti anunciou aposentadoria depois de ter assinado contrato com o Ceará. A diferença é que Belletti não suportou as dores do corpo e Ferdinando Teixeira não suportou as dores da alma.

    Ao explicar a decisão, Ferdinando admitiu que o corpo não reagiu bem após a derrota para o CRB/AL, por 1 x 0, mas admitiu, também, ter consciência que uma parte da diretoria queria que ele saísse do comando da equipe. Os ataques sofridos não atingiram só a pressão arterial do técnico. Sabiamente, como bom professor, Ferdinando juntou o útil ao agradável (para alguns) e decidiu voltar para casa.

    Ciúmes, jogo de vaidades, choque de ideias, entre outras situações, precisam ser administradas pela diretoria para que a comissão técnica não seja afetada. Pelo visto, isso não aconteceu nesses dias pós derrota. Todos têm direito de desejar esse ou aquele jogador no time, muitos escalam o time preferido, mas o técnico tem o direito supremo (intocável) de escalar o time que achar melhor. Pelo visto, isso não aconteceu no tricolor.

    As respostas às interrogações, que porventura ainda existam, foram dadas pelo técnico Arnaldo Lira ao listar as exigências para aceitar o desafio de substituir Ferdinando. Lira pediu R$ 40 mil/mês, R$ 40 mil de "luvas", cinco jogadores indicados por ele e NENHUMA interferência no trabalho técnico. Para alguns, a pedida foi exagerada e esnobe. Entendo que a pedida foi provocativa. Lira já sabe o que enfrentaria por aqui.

    Soube até que o conselheiro Ribamar Bezerra, autor da sondagem, estava disposto a aceitar a proposta, mas não faltou quem reprovasse a última exigência em letras maiúsculas. Essa prática de exigir resultado imediato das comissões técnicas, muitas vezes sem os jogadores indicados pelos profissionais, é comum em equipes que não atingiram solidez administrativa ou não incorporaram o estágio empresarial.

    Marcelo Villar também não veio porque sabe que não há estabilidade para desenvolver o trabalho. No Treze/PB há duas temporadas, chegou ao bicampeonato estadual, consolidando credibilidade. Preferiu arriscar mais uma temporada, com salário reajustado, a arriscar alguns jogos por uma boa quantia financeira. Assim como Lira, Villar também sabe com quantas correntes diferentes teria de lidar no mesmo clube.

    Sai do futebol um homem de bem, vencedor, com história para contar aos netos e ser contada pelos historiadores do futebol. Poderia ter saído antes, em silêncio, para buscar qualidade de vida ao lado da família, mas não rejeitou o que seria mais um desafio. Acontece que nem pôde lutar para vencê-lo porque não tinha trincheira. Sem trincheira, é melhor sair da guerra. Fica o recado aos comandantes do "quartel" Pici.

    Valeu, Ferdinando!             

    sexta-feira, 22 de julho de 2011

    Bernardes na mira do Fortaleza

    Último clube de Bernardes foi o Duque de Caxias/RJ

    Depois do anúncio de aposentadoria do treinador Ferdinando Teixeira, o Fortaleza bateu em várias portas até acertar a contratação do carioca Arthur Bernardes, 56 anos, com 23 anos de experiência na função (metade do tempo no exterior) e dois títulos conquistados (Espanha, em 1990, e Emirados Árabes, em 1997). Marcelo Villar e Arnaldo Lira disseram não ao tricolor. O primeiro teve reajuste de salário no Treze/PB e o segundo fez uma proposta de Série A.

    Arthur Bernardes treina a terceira equipe brasileira depois que retornou da Coréia do Sul, onde comandou o Jeju United FC nas temporadas de 2008 e 2009. Retornou ao Brasil ano passado, quando treinou o América/RJ de Romário até o final da Copa Rio. Em setembro, assumiu o Duque de Caxias para disputar o Campeonato Carioca, mas os maus resultados forçaram sua saída em março deste ano.

    Ainda lembro de Arthur Bernardes no Esporte Clube Bahia, em 1994 (nessa época eu cobria o Vitória), quando o Esquadrão de Aço foi campeão baiano. O técnico campeão, no entanto, foi Joel Santana, que substituiu Arthur Bernardes e deu uma arrancada para o título com um empate no Ba x Vi, em 1 x 1, gol de Raudinei no último minuto.

    Depois que saiu do Bahia, Arthur Bernardes foi treinar o Clube Futebol União, na Ilha da Madeira, em Portugal. Antes do Bahia, Bernardes treinou Madureira/RJ, América/MG, Atlético/MG, Sport/PE, América/SP, Fluminense/RJ, Goiás/GO e Marília/SP.

    Depois que voltou de Portugal, Bernardes passou pelo Flamengo como assistente, em 1995, e seguiu para o mundo árabe, onde trabalhou em sete equipes, durante um período de dez anos, com duas saídas para o Alianza de Lima, no Peru, e Botafogo/RJ.

    Depois que retornou, definitivamente, do mundo árabe, Bernardes treinou o Marília/SP e o Juventus/SP. Em 2008, fez a primeira incursão no futebol coreano e retornou ao Brasil depois de duas temporadas. Como é fato, trata-se de um treinador com larga vivência no futebol do mundo árabe, passagens pelo futebol português e coreano.

    Apesar das notícias dando conta da contratação do treinador Arthur Bernardes pelo Fortaleza, o site do clube nada publicou sobre o assunto até o momento da publicação deste post. O presidente Osmar Baquit teria confirmado um encontro com o treinador, ainda esta tarde, aqui em Fortaleza, para definir a contratação de forma oficial.