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    quinta-feira, 30 de junho de 2011

    Uma noite para alvinegro esquecer



    Nem Bil, nem Rafinha, nem Anderson Aquino. O time do Coritiba nem se lembrou deles nessa noite de quinta-feira, no Estádio Couto Pereira, quando aplicou 3 x 1 no Ceará Sporting, pela 7ª rodada do Brasileirão. Sem entrar no jogo no primeiro tempo, o Ceará ofereceu espaço ao Coxa e levou dois gols em 3 minutos (Leonardo, aos 32', e Everton Costa, aos 35'). No segundo tempo, os alvinegros acordaram, sofreram o terceiro gol (Léo Gago, aos 10') e empataram (Washington, aos 11'), mas não conseguiram reverter o placar.

    Foi daquelas noites para esquecer. O que o torcedor do Ceará mais perguntou depois do jogo foi: "O que houve com o time, hoje?" Francamente, somente cada um dos jogadores pode explicar o que houve. Se fosse o time do racha, diriam que o frio "congelou", mas não cabe esse tipo de argumento em futebol sério. No twitter, brincaram com frases do tipo: "Foi o reumatismo do Vovô".

    É razoável dizer que apaga o primeiro tempo, quando o Ceará não jogou, e considera um segundo tempo sofrível. O volante Rudnei teve uma estreia apenas regular. Do meio campo até o ataque, o time foi uma caricatura. Nem as modificações corrigiram a desorganização e, consequentemente, a falta de agressividade. Felipe Azevedo, Iarley e Diguinho não consertaram a "carroça" em movimento.

    domingo, 12 de junho de 2011

    Júnior Pipoca anunciado pelo Bahia


    O Bahia empatou, em 1 x 1, com o Atlético mineiro, no Estádio de Pituaçu, e anunciou a contratação do atacante Júnior Pipoca, atualmente no Ceará. A reação de parte da crônica esportiva baiana e parte da torcida tricolor não foi positiva. O resultado colocou o Bahia na zona e gerou uma onda favorável à demissão do técnico Renê Simões e desfavorável à contratação do atacante.

    A goleada sofrida pelo Ceará, por 4 x 1, para o Atlético goianiense, também gerou reações contra o técnico Vágner Mancini. É sempre assim. O time perde e o técnico é o culpado. É verdade que os técnicos têm lá suas parcelas de culpa. Eles são os responsáveis pela arrumação da equipe, escolhendo os melhores, definindo o esquema e treinando posicionamento tático, mas não mandam sozinhos.

    No caso do Bahia, os dirigentes trocaram três técnicos em seis meses. Como pode dar certo? No caso do Ceará, a diretoria ignorou a necessidade de qualificar o time, empurrou as contratações com a barriga ao sabor do título estadual 2011 e agora reclama que as pedidas estão fora da realidade financeira do clube. E quem paga é o técnico?

    O time do Ceará foi como eu já previa. Fragilizado na marcação (por isso, Mancini recorreu a três volantes), pouco criativo pelo meio (apenas o meia Thiago Humberto para armar jogadas), sem forte presença de área (Iarley voltou ao ataque, mas não é atacante de área, e Nicácio esqueceu o caminho do gol depois que ganhou a briga pelos R$ 60 mil), enfim.

    O tal equilíbrio entre os setores (defesa, meio e ataque) que os técnicos tanto falam não é observado no time do Ceará. Há desequilíbrio nas laterais, Fabrício saiu da zaga e fez falta, o meio não cria e o ataque tem enormes dificuldades. A diretoria sabe que precisa contratar cinco os mais jogadores de boa qualidade, mas não contrata, inclusive, por falta de dinheiro, e o treinador é o culpado?

    Júnior Pipoca por R$ 80 mil

    A torcida do Ceará ficou frustrada com a falta de gols de Júnior Pipoca. O atacante chegou do Vitória com a marca de 30 gols na temporada passada, mas foi "definhando" até chegar ao posto de terceira opção do ataque alvinegro. Perde para Osvaldo, Marcelo Nicácio, Washington e até Iarley (que é meia-atacante).

    A torcida do Bahia está irritada com a notícia da contratação de Júnior, chamado de Diabo Louro pela torcida do Vitória, porque foi o carrasco dos Ba-Vis nos quais atuou. Quer dizer, o Júnior não está conseguindo agradar a ninguém. Que fase ruim. O rapaz perdeu o pai há cerca de 4 meses e deve estar enfrentando outros problemas particulares que atrapalham seu desempenho.

    O que dizer? Não sei. Apesar de tudo, prefiro acreditar que Júnior vai dar a volta por cima. Ele não é o primeiro atacante a sofrer com o jejum de gols. Difícil é acreditar que estamos próximos de ver dirigentes capazes de contratar pouco e bem por conta de uma boa divisão de base, que dê sustentabilidade ao time.