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    segunda-feira, 17 de setembro de 2012

    Fortaleza dá virada no Papão


    Mais do que nunca, o treinador Vica entrou no jogo, nesse domingo, no estádio Presidente Vargas, e foi decisivo para a virada do Fortaleza sobre o Paysandu (3 x 1), pelo Brasileirão 2012 da Série C. O Papão venceu o 1º tempo, por 1 x 0, gol de Yago Pikachu, aos 13 minutos, com um 3 x 5 x 2 sólido - uma linha de cinco que funcionou como uma muralha.

    Vica entrou no jogo no vestiário, quando decidiu trocar o meia Geraldo pelo meia Doda e o atacante Ray pelo também atacante Cléo. Foi seis por meia dúzia, é verdade. Mas a movimentação dos que entraram foi absurdamente superior aos que saíram. Eis a fundamental diferença.

    Somente aos 32 minutos, depois do placar sacramentado (3 x 1), foi que Vica resolveu dar uma segurada e trocou o atacante Assisinho pelo volante Careca. No vestiário, portanto, Vica reposicionou a equipe, fez mudanças fundamentais e deu um gás e tanto aos 11 jogadores.

    Quem observou bem o 2º tempo, percebeu que o meia Jackson cresceu com as entradas de Doda e Cléo por motivo óbvio: a marcação do Fortaleza foi adiantada, começando lá na defesa do Papão; os meias e os atacantes passaram a jogar como um rolo compressor. 

    O resultado foi uma sequência de finalizações e os três gols saíram em oito minutos: Assisinho, aos 22'; Guto, aos 25'; Assisinho, aos 30'. Foi um 2º tempo que valeu pelos 90 minutos. A solidez tática do Paysandu foi desmantelada pela velocidade e eficiência de quatro jogadores: Jackson, Doda, Assisinho e Cléo.

    Foi um bom teste para desmistificar a ideia de que o time não tem alternativa de jogo para sair das possíveis dificuldades que vai encontrar com equipes mais qualificadas na próxima etapa. É claro que essa fase ainda não terminou, mas é difícil pensar que Luverdense/MT e Fortaleza irão deixar escapar as vagas que estão segurando até aqui.   

    sábado, 19 de maio de 2012

    Ceará perde e anuncia zagueiro

    Atacante Mota fez falta e começou a incomodar dirigentes 

    O time do Ceará perdeu para o América (MG), por 2 x 1, no Estádio Presidente Vargas, na estreia do Brasileirão da Série B, num jogo em que foi clara a lacuna deixada pelas ausências dos atacantes Mota e Felipe Azevedo. O vice-presidente, Robson de Castro, chegou a admitir que a longa ausência de Mota começa a ser analisada. A derrota foi um aviso do que é preciso ser feito com urgência: contratar qualidade.

    Com a saída de Felipe Azevedo para o Sport e a suspensão de Romário, o time alvinegro ficou fragilizado no ataque. Edérson não foi bem e terminou substituído pelo meia Reina no intervalo do jogo.   Misael jogou sem a mesma impetuosidade de antes e deu lugar a Henrique Dias na segunda etapa. O meia Tinga entrou no lugar do volante Régis, no intervalo, e fez alguma diferença.

    A América fez os dois gols da vitória ainda no primeiro tempo: Rodriguinho, aos 8', e Fábio Júnior, aos 34'. Dois lances em que a defesa do Ceará praticamente olhou os adversários, desde a elaboração da jogada até a finalização. Com a entrada de Tinga, o alvinegro passou a ter mais agressividade. O gol de honra saiu aos 8' do 2º tempo em jogada elaborada por Tinga.

    No vestiário, o treinador PC Gusmão não se fez de rogado e admitiu que precisa qualificar a equipe. Time que quer subir não pode ficar jogando atrás, com três volantes marcadores, fragilizado na criação, sem ter goleadores na frente. Não basta apenas marcar, tem que criar e ter capacidade de aproveitar as mínimas oportunidades que surjam para golear.

    O meia Reina, por exemplo, ainda não mostrou ser o jogador capaz de aumentar o volume de jogo e criar situações que deixem os atacantes em condições de finalizar. O time alvinegro sentiu a diferença abissal entre o Campeonato Cearense e a Série B do Brasileirão. Foi um começo previsível para mim. Espero que a diretoria do Ceará não durma numa eterna espera de oportunidades para contratar.

    Aliás, o atacante Magno Alves não vem mais. O salário dele lá no Oriente Médio também é algo inalcançável. Seria um atacante pra fazer a diferença e custa caro. Um caro que compensaria, mas não vem. Quem está chegando é o zagueiro Luiz Carlos Nascimento Júnior, o Luizão, capixaba de 25 anos, que esteve pelo Bahia na temporada passada.

    O Ceará jogou com Fernando Henrique, Apodi, Potiguar, Daniel Alves e Márcio Careca; Heleno, Eusébio, Régis (Tinga) e Rogerinho; Misael (Henrique Dias) e Edérson (Reina). Técnico: PC Gusmão.

    O América (MG) jogou com Neneca, Boiadeiro (Patrick), Gabriel, Everton e Bryan; Dudu, Leandro Ferreira, Rodriguinho e Gilberto (Lula); Bruno Meneghel (Adeílson) e Fábio Júnior. Técnico: Givanildo Oliveira.

    Árbitro Nielson Nogueira Dias (PE), com assistências de José Pedro Wanderlei da Silva (PE) e Thyago Costa Leitão (PI). A renda foi de R$ 193.501,00 para o público pagante de 16.147 e 729 não pagantes. A cota do Ceará foi R$ 118.263,71.  

    quarta-feira, 19 de agosto de 2009

    DISCIPLINA DE GIVANILDO PARA BOTAR ORDEM NO PICI

    O velho conhecido Givanildo José de Oliveira, 61 anos, pernambucano de Olinda, deve ser mesmo o técnico contratado pelo Fortaleza para o lugar de Giba. O diretor de futebol, Renan Vieira, declarou no programa Globo Esportivo, da Rádio Globo Fortaleza, na noite dessa terça-feira, ao âncora Moésio Loyola, que deixou a conversa bem adiantada com o treinador. Givanildo, por sua vez, confirmou que só precisa conversar com a diretoria do América mineiro antes de responder ao tricolor.
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    A moral da história é a seguinte: Givanildo tem contrato com o América até 30 de setembro, fechando o período de disputas da Série C. O América, assim como o Icasa, acaba de retornar para a Série B e está nas semifinais. Os dirigentes americanos querem que Givanildo termine a competição. Vale lembrar que Givanildo foi campeão da Série B/1997 pelo América. Portanto, há também um valor sentimental na história.
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    Acontece que a proposta do Fortaleza coloca uma boa moeda de negociação nas mãos do carrancudo treinador. O GLOBO publicou uma matéria, com o título "América-MG tenta renovar com Givanildo", em que o vice-presidente do clube, Marcus Salum, salienta o déficit de R$ 600 mil nos cinco meses da disputa. Ele não esconde que uma das questões mais urgentes a resolver é a renovação de contrato do treinador.
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    Givanildo sabe disso e quer solução. Nada melhor do que ter uma proposta para barganhar. A reação dele foi a seguinte: "Fiz meu contrato para a Série C. Gostaria de continuar, mas não depende de mim e sim da diretoria. Acredito em um trabalho a longo prazo, como o que fizemos para conquistar o título de 1997. Quero ficar", disse o treinador.
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    A permanência agrada Salum: "Temos obrigação de mantê-lo, principalmente porque ele tem um projeto a longo prazo para o América", concluiu o dirigente. Ocorre que a sobrevivência do América está condicionada, também, à venda de Wagner, ex-Cruzeiro, para o Lokomotiv da Rússia.
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    E não é só isso. A fama de homem duro, às vezes grosso, difícil de se relacionar com as pessoas, na verdade é uma confusão com o jeito sério e disciplinador de Givanildo Oliveira. Ele sempre foi assim. Não abre mão das coisas nos devidos lugares. Para trazê-lo, o Fortaleza vai ter de se curvar a várias mudanças internas ou incorrerá nos mesmos erros e não haverá progresso.
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    Em 2004, quando as confusões levaram a decisão do campeonato estadual para o tapetão, Givanildo ficou irritado e terminou saindo. Foi com disciplina que ele construiu uma carreira vitoriosa, apesar de alguns momentos ruins, conquistando vários títulos pelos país. Vamos relembrar alguns:
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    * Campeão paranaense em 1988 e 1992
    * Campeão alagoano em 1990
    * Campeão pernambucano em 1992
    * Capeão Brasileiro da Série B, pelo América-MG, em 1997
    * Campeão Brasileiro da Série B, pelo Paysandu-PA, em 2001
    * Campeão da Copa do Nordeste em 2002
    * Campeão dos Campeões Brasileiros em 2002
    * Campeão Cearense em 2004
    * Campeão Baiano em 2007
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    Até o meio-dia pode dar Givanildo Oliveira. Depois do meio-dia, muita coisa pode acontecer. A lista é grande e consta nomes como Paulo Bonamigo, Zetti, Waldemar Lemos, entre outros menos cotados, como Argeu dos Santos e até Cleisson - o recém-aposentado dos gramados. Aguardemos, pois!