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    sexta-feira, 20 de agosto de 2010

    Vitória perde para fantasmas

    Aqui para nós, o EC Vitória perdeu para o atacante Tadeu (foto), com ajuda do fantasma do ex-goleiro colombiano Higuita, conterrâneo de Viáfara. O gol de Marcos Assunção, cobrando falta, no momento crítico do jogo, foi um prêmio à competência e um alívio ao sofrimento do torcedor rubro-negro, que já esperava a decisão por pênaltis.
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    O time do Vitória entrou em campo com a vantagem de dois gols, mas dava a impressão que estava na desvantagem. A defesa 'rifando' a bola, o meio-campo nervoso e o ataque isolado. O Palmeiras entrou com a proposta definida e começou a tirar a vantagem no finalzinho do primeiro tempo, porque procurou o caminho do gol.
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    Faltou atenção no primeiro gol do Palmeiras, que estava ligado em todos os detalhes. No segundo gol, Viáfara brincou com fogo e se queimou. 'Recebeu' o espírito de Higuita e prendeu a bola em cima da linha lateral do campo para depois armar o contra-ataque do Palmeiras. Tadeu não estava ali para brincadeira e fez os dois gols 'facilitados'.
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    Ainda restava a última saída, que era a disputa nos pênaltis, mas o time do Vitória desacelerou, perdeu força e cometeu uma falta ingênua na entrada da área. Ficou fácil para Marcos Assunção. Nessa, ninguém teve culpa. Méritos para a cobrança.
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    Essa derrota devolve a velha discussão sobre a troca de treinador, sabe-se lá porque. Ricardo Silva foi afastado (ele é funcionário do clube) por não ter conquistado a Copa América, embora tenha vencido o Santos no Barradão. Toninho Cecílio também venceu o Palmeiras no Barradão, mas perdeu a decisão num jogo previsível.
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    É complicado fazer comparações, mas essa decisão da Sul-Americana tinha um caminho inverso e favorável ao Vitória. Faltou competência para administrar a vantagem. A competência começa com a estratégia montada nos treinos e no vestiário. Quando a bola rola, o treinador não tem o controle do jogo no campo, mas pode tentar mudar a dinâmica do jogo. Faltou isso ao Cecílio.
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    Viáfara assumiu a derrota, o restante... O Vitória ainda não amadureceu o suficiente para vencer importantes competições. É preciso dizer que já está na hora. É preciso dizer, também, que o amadurecimento cobrado começa pelas atitudes dos dirigentes. O saldo vem dos resultados em campo.
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    Parabéns, Palmeiras!

    sexta-feira, 21 de maio de 2010

    UM CONVITE A TORCER

    Quando perguntam-me para que time eu torço, logo explico: Vitória, na Bahia; Ferroviário, no Ceará; Flamengo, no Rio de Janeiro; Santos, em São Paulo; Sport, em Recife. Prefiro não apresentar uma lista nacional, porque aí já não é torcer. Imagina que já devo explicações quanto ao Bahia de Feira (Feira de Santana/Bahia), time que foi cuidado, heroicamente, por muitos anos pelo radialista Joel Magno.
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    O Bahia de Feira, hoje uma filial do Esporte Clube Bahia (?), foi o primeiro time da minha simpatia. Ainda garoto, na década de 1970, ia ao estádio Jóia da Princesa, com meu pai (Seu Ângelo), para o clássico Bahia x Fluminense, mas não torcia apaixonadamente. Papai era Fluminense e ficávamos comportados na arquibancada geral.
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    Passei a ter simpatia pelo Vitória bem mais tarde, quando já estava cronista, na década de 1990, mas sempre soube separar o cronista do torcedor moderado que sou. Quando a bola rola nas competições nacionais, não escondo de ninguém, minha preferência é pelos times do Nordeste. A explicação é a mesma do goleiro colombiano Viáfara, do Vitória: "O Nordeste merece e não serve só para as férias".
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    Por isso, ninguém precisa perguntar para quem torci no jogo Santos 1 x 1 Ceará. Ninguém precisa perguntar para quem vou torcer nos dois jogos decisivos entre Vitória x Santos. É que sou um torcedor diferente, reconheço. Aliás, sou bem mais cronista que torcedor. Tanto assim, que logo respondo antes que perguntem sobre Ceará x Vitória, nesse domingo, no Castelão. Não vou torcer, vou trabalhar!
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    Depois da resposta que o time do Ceará deu nos dois jogos iniciais do Brasileirão (1 x 0 sobre o Fluminense; 1 x 1 com o Santos, na Vila), deve-se fazer uma avaliação positiva para o terceiro jogo. O Vitória, por sua vez, está motivado com a classificação para a final da Copa do Brasil. Viáfara e Geraldo (fotos) são sinônimos de futebol de qualidade.
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    Encanta ver o Vitória jogar com um time bem equilibrado. Quando goleou o Atlético goianiense, no Barradão, por 4 x 0, tinha quatro veteranos (Viáfara, 31; Vanderson, 30; Ramon, 37; Junior Pipoca, 33), quatro garotos da base (Wallace, 22; Reniê, 21; Uelliton, 22; Elkeson, 20) e os outros com 25 anos no máximo.
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    O Ceará não segue a mesma filosofia, mas conta com jogadores de qualidade como Anderson, Heleno, Michel, Misael e Washington. Os experientes Fabrício e Geraldo dão equilíbrio ao time. Falta a juventude de jogadores da base como o zagueiro Pablo, que apareceu contra o PSV Eindhoven e desapareceu em seguida, para dar mais fôlego ao elenco.
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    Depois da Copa da África do Sul, os "Garotos da Toca" vão enfrentar os "Meninos da Vila" em um jogo na Vila Belmiro e outro (final) na Toca do Leão, midiaticamente conhecido como estádio Manoel Barradas, disputando o título da Copa do Brasil. Será uma rara oportunidade para observarmos duas jovens academias do futebol. Será apreciar o futebol com o qual sonhamos.