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    segunda-feira, 29 de abril de 2013

    Decisão antecipada no clássico-rei


    Tem torcedor com frio na espinha.

    Quis o destino que Fortaleza (3º colocado) e Ceará (2º colocado) se encontrem nas semifinais do Campeonato Cearense 2013. Um deles vai ficar pelo caminho, perderá o título e a vaga da Copa do Nordeste 2014. Icasa (1º colocado) ou Guarany de Sobral (2º colocado) vai enfrentar o vencedor do clássico-rei (ida e volta).

    A situação desconfortante é do Fortaleza. Não tem mais o que perder. Estacionado na 3ª Divisão do Brasileiro, o Tricolor precisa interromper a sequência de títulos do Ceará para melhorar a autoestima da torcida e garantir presença da Copa do Nordeste para reforçar o caixa com a premiação paga pela competição.

    O Ceará, embora precise dessas conquistas também, sofreria menos com uma derrota nas semifinais. A cota da 2ª Divisão garante um caixa relativamente equilibrado, diferente da 3ª, que nada rende aos cofres dos participantes. Esse seria o prejuízo maior ao Fortaleza.

    Em campo, é melhor não dar palpites quando o assunto é clássico. O Ceará já venceu as duas primeiras partidas do ano, tem o time mais caro e com melhores valores individuais. A mística de um clássico, no entanto, às vezes, desmancha qualquer tese bem fundamentada sobre favoritismo.

    Os jogadores do Fortaleza sabem que ganhar é uma questão de sobrevivência. Alguns ainda sentem os reflexos da derrota para o Oeste/SP, na decisão da 3ª Divisão do Brasileiro do ano passado. Os mais novos, por certo, já sentem a necessidade de não repetir aquele apagão. Esse combustível pode modificar a ordem natural do rendimento da equipe.

    No Ceará, as razões são outras, mas o foco, também, é buscar mais um título. Apesar de algumas limitações, o time tem bons valores individuais nos três setores, o que garante equilíbrio técnico e tático caso o treinador Leandro Campos tenha o time titular completo.

    Por isso tudo, sem dúvida alguma, tem muita gente com frio na espinha.

    quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

    Clássico-Rei motivado e ameaçado

    Jogando de meia, Mota fez um golaço.

    Às vésperas do Clássico-Rei, Ceará e Fortaleza venceram seus adversários e apimentaram ainda mais o encontro de domingo. No Domingão, o Horizonte perdeu para o Ceará, por 3 x 0. No PV, o Fortaleza venceu o Guarani de Juazeiro, por 3 x 2. Nos bastidores, o clima tenso desde o início da semana fervilhou enquanto as duas equipes jogavam com a notícia de que as duas torcidas terão direito de comprar ingressos para o Clássico do PV.

    O Ceará encontrou um adversário mais disposto. O Horizonte atacou do início ao fim, mas pecou nas finalizações e ainda desperdiçou um pênalti, com André Cassaco, aos 15 minutos do segundo tempo, quando o Ceará definiu o placar com dois gols: Romário, aos 16, e Felipe Azevedo, aos 29. O primeiro gol foi de Mota, aos 25 minutos do 1º tempo. O Ceará é o líder com 17 pontos e tem um jogo a mais.

    O Fortaleza venceu o Guarani de Juazeiro com um gol de Geraldo, cobrando pênalti no finalzinho do jogo, e mais uma vez mostrou fragilidade no controle da partida na segunda etapa. Começou vencendo com gol de Rômulo, mas Roberto empatou ainda no primeiro tempo. Cléo desempatou para o Fortaleza e Wescley voltou a empatar no segundo tempo. O gol de Geraldo garantiu a segunda colocação na tabela com 16 pontos e um jogo a menos.

    O Ceará não gostou da decisão anunciada pela Federação Cearense de Futebol, isto é, duas torcidas no Clássico-Rei de domingo. Até o momento em que o time deixou o estádio Presidente Vargas, a diretoria alvinegra criticou duramente a decisão e disse que não vai garantir segurança às duas torcidas. Até o final da tarde, era certo que o jogo seria realizado apenas com a torcida do Ceará.

    Dentro de campo, os times cumpriram o papel de promover o Clássico. Fora de campo, os dirigentes cuidaram de estragar o Clássico. Tiveram todo tempo para planejar o jogo, mas nada fizeram. Deixaram para tomar decisões em cima da hora. Não chegaram a um consenso e partiram para decisões de revanchismo. 

    Na Bahia, mesmo com a greve da Polícia Militar, dirigentes, autoridades e torcedores garantem que o Clássico Ba x Vi vai acontecer sem problemas. Os chefes de torcida lideram uma campanha em que pedem para que os torcedores vistam camisas brancas ao invés de camisas de seus clubes do coração. Todos estão unidos por um Clássico sem problemas. Aqui, diferentemente, a desmobilização e a falta de entendimento geram mais insegurança ainda. Uma pena!