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    quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

    Fortaleza tritura Rolo Compressor

    A torcida cearense está de alma lavada, após essa rodada da Copa do Brasil, em que Fortaleza, Ceará e Horizonte garantiram classificação para a próxima fase. As três classificações foram suadas, mas o Ceará despachou o adversário logo no primeiro jogo (Cuiabá/MT 0 x 2 Ceará) e o Horizonte, fora de casa, com o empate de 3 x 3, tirou proveito da vantagem no placar do primeiro jogo (Horizonte 3 x 1 Asa de Arapiraca). Já Fortaleza 4 x 1 Fast Club, no estádio Alcides Santos, no Pici, foi uma "batalha" à parte.
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    Acompanhei esse jogo e confesso que há anos não via um jogo com tanta determinação dos jogadores tricolores, com uma participação tão positiva da torcida, com uma intervenção tão feliz do treinador Flávio Araújo. Com tantas situações favoráveis, a classificação foi uma questão de tempo. Poderia ter saído ainda no 1º tempo, caso o árbitro potiguar, Suelson de França, não tivesse anulado um gol legal de Régis, aos 15 minutos de jogo.
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    Quando o árbitro viu falta de Régis, o Fortaleza já vencia, por 1 x 0, gol de Reginaldo Júnior, com pouco mais de 1 minuto de jogo. Bismarck e Léo Andrade ainda perderam duas oportunidades de ouro para ampliar o placar. O Fast Club só ofereceu perigo, aos 10 minutos, quando Dione aproveitou uma rebatida errada do zagueiro Plínio, e no finalzinho com um forte chute do Clailton. Mais Nada.
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    No segundo tempo, o Pici "gelou" com o gol do empate de Pedro Henrique, aos 16 minutos. A defesa do Fortaleza foi envolvida, com facilidade pelo lateral do Fast Club, no momento em que o time fazia pressão em busca do segundo gol. Francamente, com a torcida muda e o time abatido, poucos acreditaram na reação tricolor.
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    Verdadeiramente, a "batalha" começou naquele instante. O treinador Flávio Araújo já havia colocado Tatu no lugar de Léo Andrade. Gilmak acertou o ângulo direito do goleiro Josias e fez 2 x 1. Um golaço. Flávio aumentou a pressão com a entrada de Vinícius em lugar de Luciano Henrique, passando a ter três atacantes. Liberou o lateral esquerdo Guto, recuou Bismark e avançou Marcos Paulo para fazer a ligação. O time cresceu ofensivamente.
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    A torcida acordou com o gol de Gilmak. Guto, Vinícius e Tatu compensaram o desgaste físico de Reginaldo Júnior e encurralaram o time do Fast. O gol era inevitável. Guto fez 3 x 1, aos 30 minutos, com uma cobrança de falta em alto estilo. Reginaldo Júnior fez 4 x 1, aos 39 minutos, em jogada individual pela esquerda, com um chute rasteiro à direita do goleiro Josias. O time do Fast Club estava nocauteado.
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    Determinação, força, pressão, superação foram ingredientes importantes na "batalha" tricolor. A torcida foi um aliado decisivo e o caldeirão do Pici funcionou positivamente. Nem mesmo no gol de empate do Fast houve indício de clima tenso. Reginaldo Júnior, Guto, Bismarck, Marcos Paulo e Fabiano foram os destaques. Gilmack, Roney e os demais ajudaram na manutenção do equilíbrio da equipe.
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    O goleiro Fabiano fez uma defesa espetacular, no finalzinho do jogo, tirando a bola que caía entre ele e o travessão em jogada aérea dos manauaras. Uma falha naquela jogada e a classificação teria ido embora. Talvez, o árbitro Suelson de França nem desse o reinício do jogo. Enfim, tudo conspirou a favor da classificação do Leão do Pici. Dessa vez, o "Rolo não foi Compressor".