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    terça-feira, 10 de maio de 2011

    Estádio PV e Liga do Nordeste rendem...

    O presidente da Liga do Nordeste, Eduardo Rocha, foi categórico ao dizer que 'a melhor época para a disputa do Campeonato Nordeste seria em janeiro, na abertura do calendário anual, um pouco antes dos campeonatos estaduais'. Logo arrematou que o principal entrave é o presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Carlos Alberto Oliveira (foto).
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    As declarações de Eduardo Rocha foram prestadas no programa Fórum Esportivo, da Rádio Globo de Fortaleza, na noite dessa segunda-feira, falando desde Natal/RN, por telefone. Eduardo não quis entrar em detalhes, mas demonstrou irritação com o dirigente do futebol pernambucano. Segundo ele, as demais federações concordam com a mudança.
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    Eduardo Rocha explicou que o Campeonato do Nordeste abriria o calendário com as equipes titulares e precisaria de apenas duas ou quatro datas paralelas aos estaduais para as decisões da competição. Dessa forma, acredita Eduardo Rocha, a Liga teria forte poder de negociação comercial com patrocinadores e até já estima faturamento em torno de R$ 50 milhões para rateio entre os clubes.
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    Nessa quinta-feira, as federações voltam a se reunir, em Natal, para decidir sobre o Campeonato Nordeste 2011. A largada será em junho ou em agosto. Na mesma reunião, os dirigentes devem decidir sobre a competição em 2012. Nessa hora, o debate promete ser acirrado porque Eduardo Rocha demonstrou estar disposto a 'peitar' o presidente da Federação Pernambucana.
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    O presidente da Liga do Nordeste também foi claro quanto aos estaduais. Segundo Rocha, por parte dele não há campanha para extinguir os estaduais, mas não esconde que questiona o nível técnico e as dificuldades financeiras. Nesse momento, segundo ele, a Liga já conta com fortes patrocinadores e contratos para transmissão dos jogos pela TV, diferente dos estaduais.
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    Reinauguração do Estádio Presidente Vargas
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    Também esteve no programa Fórum Esportivo dessa segunda-feira, o secretário de Esportes de Fortaleza, professor Evaldo Lima, educado e didático, para responder a questionamentos sobre a reabertura do PV, nesse domingo, 8 de maio, quando o Ceará Sporting conquistou o título arrastão do Cearense 2011.
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    Logo de saída, explicou que o estádio foi reaberto 'com o remédio jurídico da Permissão de Uso a Título Precário ao Ceará Sporting e à Federação Cearense de Futebol'. Depois, falou sobre a tentativa frustrada de antigos permissionários do PV, através de Liminar da Justiça, de impedir o funcionamento das sete lanchonetes instaladas no estádio.
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    O secretário Evaldo Lima deixou escapar nas entre linhas que os 41 antigos permissionários dificilmente voltarão a comercializar seus produtos no PV. Por outro lado, não conseguiu deixar claro qualquer ponto legal ou contratual da relação entre os antigos e/ou atuais permissionários com a administração municipal.
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    A Comissão de Cultura e Esporte da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Ferreira Aragão, deve aprovar, em reunião ordinária dessa manhã, requerimento do deputado Stanley Leão solicitando realização de audiência pública para discutir a relação entre permissionários antigos e o novo PV.
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    Por fim, o secretário Evaldo Lima prometeu corrigir pequenos problemas, registrados durante o jogo decisivo entre Ceará 5 x 0 Guarani de Juazeiro do Norte, com vistas ao jogo dessa quarta-feira, entre Ceará x Flamengo, pelas quartas de final da Copa do Brasil.
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    Uma coisa é certa, e não havia sido discutido com os torcedores antecipadamente. A AMC - Autarquia Municipal de Trânsito vai continuar limitando as áreas de tráfego nas proximidades do estádio e, conseqüentemente, vai multar os veículos estacionados fora das áreas permitidas.
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    Como não há áreas de estacionamento no entorno do estádio nem estacionamentos privados, o novo PV surge como o estádio do transporte virtual. Já não existe transporte coletivo suficiente e sem poder utilizar seus próprios veículos, o torcedor vai ter que esperar pelas estações da linha do Metrofor que vai passar pela avenida José Bastos, a pelo menos 2 km dali.
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    Ainda bem que teremos Copa 2014!

    segunda-feira, 14 de março de 2011

    Novo PV vítima de aleijão

    Há quatro anos começava a "agonia" do estádio Presidente Vargas, carinhosamente chamado de PV, localizado no bairro do Benfica, próximo à Praça da Gentilândia, fácil de ser acessado pelos torcedores de todos os bairros da cidade de Fortaleza. Lembro-me bem de uma tarde de domingo, em 2007, quando uma ventania quase colocou abaixo a cobertura de zinco sobre as cadeiras numeradas - no mesmo lugar da atual cobertura (veja a foto).
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    Fizeram uma improvisação, nada aconteceu naquela tarde, mas a cobertura foi retirada depois. A Prefeitura prometeu corrigir o problema em 15 dias. Eu duvidei, no microfone da Rádio Globo Fortaleza, e tive de encarar fervoroso discurso do então chefe de Esporte e Lazer da SER IV, Marcos Pinto, que não levava em conta nem sequer os prazos de licitação.
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    O tempo passou, nem cobertura nem nada. As denúncias começaram a ser cada vez mais freqüentes sobre outras áreas do estádio com riscos de desabamentos por corrosão. Em dezembro de 2007, o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado do Ceará (Crea-CE) diagnosticou uma série de problemas estruturais no PV e recomendou que não fosse realizada nenhuma atividade esportiva, naquele estádio, antes da realização de testes de corrosão e impacto.
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    A pressão foi tamanha que a Prefeitura resolveu contratar técnicos da Universidade Federal do Ceará. As denúncias foram confirmadas. O PV não foi fechado, apesar dos alertas. A capacidade de público do estádio foi reduzida a 10 mil lugares para os jogos do campeonato estadual, enquanto aguardava-se o resultado dos testes. Mas o que determinou a interdição do PV, em fevereiro de 2008, foi a repercussão do desabamento de parte das arquibancadas (praticáveis), instaladas ao longo da av. Domingos Olímpio, no domingo de carnaval.
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    No dia seguinte, a Prefeitura de Fortaleza anunciou a interdição do PV, surpreendendo a todos que já aguardavam o jogo entre Fortaleza x Horizonte, pelas semifinais do estadual. Daquele instante até agora, o PV tem sido alvo de muitas "estórias", muitas datas, muitas fantasias e poucas certezas. A prefeita Luizianne Lins desaparece do cenário e só reaparece quando a imagem da Prefeitura está sendo desgastada perante a crítica e a opinião pública.
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    As decisões sobre o PV têm sido tomadas a passos de tartaruga e a olhares do bicho preguiça. Não vou arranjar culpados, mas a morosidade é irritante. E tenho dito que não fosse a Copa 2014, o PV jamais seria reerguido ou sei lá quando seria movida uma palha por lá. Há informações que a Construtora responsável pelas obras reclama das alterações constantes do projeto original para atender a apelos populares.
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    Até acreditei na primeira data anunciada para entrega das obras: agosto de 2010, embora não fosse um prazo confiável tecnicamente. Como acreditar, agora? Passaram para janeiro, fevereiro, abril... Que não seja 1º de abril - um dia próprio para brincadeiras de mal gosto. Ainda que insistam em reabrir o estádio em abril, será penoso ver uma obra que saiu com tanto esforço ser vítima de um aleijão. Ou não será feio um praticável para abrigar a crônica esportiva e convidados em meio a uma milionária obra, novinha?
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    Não vão faltar apologistas ao monstrengo, eu sei. Até entendo, mas confesso que o medo maior é saber que o monstrengo poderá ter de esperar por outras "urgências" da Prefeitura de Fortaleza (que existem), ou até por outros Governos. Aqui pra nós, obra inacabada ser inaugurada com pompas e cair no esquecimento não é nada imoral nesse Brasil afora. Pelo menos para mim, é imoral e ilegal!