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    sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

    Ceará vence o Bahia e lidera a CN


    Quatro dias depois de ter perdido, por 1 x 0, na inauguração da Arena Castelão, em Fortaleza/CE, o Ceará surpreendeu o Bahia e venceu o segundo jogo, por 2 x 1, no estádio de Pituaçu, em Salvador/BA. O time do Ceará foi mais focado no jogo, os meias produziram mais e bloquearam as jogadas do Bahia. Os gols saíram naturalmente e o Ceará voltou para casa dividindo a liderança do Grupo A com o Bahia (7 pontos).

    Quando os meias jogam bem, os volantes crescem, os defensores ficam menos sobrecarregados e os atacantes passam a ter mais oportunidades de finalização. Foi o que aconteceu com o time do Ceará nesse jogo, diferente do jogo passado. O Bahia, ao contrário, errou muito e não conseguiu criar.

    Das três alterações feitas na equipe pelo treinador Jorginho (Briner, Diones e Souza), apenas Diones acrescentou qualidade técnica ao Bahia. Com a marcação mais próxima, Kléberson e Jeférson não criaram. Souza teve que voltar até a linha de meio campo e terminou ficando irritado. Os volantes Fahel e Diones tentaram sair, mas não resolveram.

    Enfim, Ricardinho fez um golaço, ao chutar de fora da área na "gaveta" esquerda de Marcelo Lomba, aos 20' do 1º tempo. Na 2ª etapa, aos 25', Régis fez 2 x 0, com um gol de cabeça, explorando a impulsão. Foi premiado pela boa atuação, provando que vinha sendo "escondido" pelos Srs. treinadores da temporada 2012.

    O Bahia diminuiu, com um gol de Souza Caveirão, aos 32' do 2º tempo, no momento em que o Ceará começou a tocar a bola excessivamente. Depois do gol, o treinador Ricardinho colocou Fransérgio em campo para fazer o time voltar a jogar e a situação ficou sob controle.

    O Ceará ainda teve duas boas oportunidades com Magno Alves e Cléo. Foi uma boa jornada alvinegra. O árbitro Nilson Nogueira (PE) foi fraco disciplinarmente e permitiu jogadas violentas sem aplicação de cartões com mais frequência.     

    terça-feira, 24 de janeiro de 2012

    Geraldo confessa: "Mudei de ideia".



    O retorno do meia Geraldo ao futebol cearense, pelas portas do Pici, repercute como pimenta no olho alheio, isto é, reclama quem sente a dor e festeja quem a provoca.

    Geraldo deixou o Ceará como ídolo da torcida e líder do time para jogar no Vitória, insatisfeito com a condição de reserva, mas não conseguiu ser titular no rubro-negro e muito menos ajudar no retorno da equipe à 1ª Divisão do Brasileiro. Com o insucesso, saiu dos planos para a temporada 2012.

    O que parecia ruim para Geraldo resultou numa oportunidade de ouro para o empresário Nivaldo Gomes, que recebia a missão de viabilizar um negócio para o volante Michel, cujo salário virou empecilho para sua continuidade no Ceará. Geraldo passou a ser uma moeda de valor.

    Numa tacada de mestre, Nivaldo levou Michel para o Vitória e trouxe Geraldo para o Fortaleza. Na verdade, o destino do meia seria Porangabuçu, mas teve pedra pelo caminho. Guardando segredo sobre as negociações, Nivaldo mudou a rota e desembarcou no Pici com o G10.

    A torcida do Ceará ficou dividida entre a indiferença e o sentimento de traição. Geraldo afirmou, claramente, ao deixar o Ceará que não jogaria em outro clube por aqui. A torcida do Fortaleza nem ligou pra isso, fez festa e embarcou na campanha de sócio-torcedor, agora liderada pelo G10 tricolor.

    Quando perguntado sobre aquelas declarações de amor fiel ao alvinegro, Geraldo foi enfático: "Mudei de ideia". Para o torcedor do Fortaleza, a chegada do ex-ídolo alvinegro tem um gostinho de vingança, exatamente no momento em que está confirmada a saída do lateral Guto para Porangabuçu, embora o contrato dele ainda esteja em vigor.

    Geraldo chegou fazendo bem a primeira etapa do serviço. Aumentou o número de adesões ao sócio-torcedor e melhorou a autoestima dos tricolores. A segunda parte será no campo. Apesar das opiniões polêmicas, o G10 pode reeditar os bons momentos do Ceará. Só depende dele.

    Se Geraldo for bem em campo, será aplaudido. Se for mal, será vaiado. Não tem perdão. A passionalidade do torcedor é assim. Todo cuidado é pouco. Só precisa de um combustível para transbordar, contra ou a favor.

    O futebol tem essa capacidade de mudar o humor das pessoas. Daqui a pouco, o torcedor do Fortaleza, que reclamava a presença do atacante Osvaldo no time do Ceará, vai festejar os milhares de reais que vão entrar no cofre tricolor por conta da transferência para o São Paulo. E quem valorizou Osvaldo fica chupando os dedos.

    O torcedor do Ceará que se sente traído por Geraldo vai festejar a chegada de Guto a Porangabuçu. E essa onda de emoções e passionalidades não vai acabar nunca. O próximo "vendaval" entre as torcidas tricolores e alvinegras pode se chamar Régis. O volante treina isolado, no Pici, enquanto aguarda o fim do contrato.