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    terça-feira, 12 de julho de 2011

    Baquit para Bala; Evandro manda 'bala'


    O presidente do Fortaleza, Osmar Baquit, resolveu 'dar um tiro na conversa' e sepultou a possibilidade de contratação do meia-atacante Carlinhos Bala, pelo menos até a estreia na Série C do Brasileirão, próximo sábado, às 17h, no Estádio Rei Pelé, contra o CRB/AL. É que não falta quem aposte que um resultado negativo na estreia dará nova força aos simpatizantes da contratação.

    Mas o basta chegou em boa hora, ou, poderia dizer, com algumas horas de atraso. Nunca o presidente 'Trovão' foi simpático à ideia, que nasceu dentro de uma corrente paralela à diretoria, mesmo sendo assinada pelo presidente do Conselho Deliberativo, Mozart Martins. 

    O técnico Ferdinando Teixeira também nunca demonstrou alegria e interesse pela contratação de Carlinhos Bala. Imagino que Ferdinando nada tem contra o jogador. Pelo que entendi, Ferdinando não gostaria  de mudar, repentinamente, a linha de trabalho adotada desde que aqui chegou.

    Eu, pelo menos, não desconheço a qualidade do meia-atacante Carlinhos Bala, mas entendo que contratá-lo por salário maior, no fim da preparação do grupo, às vésperas da estreia, poderia criar situações novas que Ferdinando, talvez, não estivesse disposto a administrar. 

    Por isso, ao mesmo tempo, concordo com aqueles que imaginam mudanças à vista caso ocorra um tropeço na estreia. Concordo por saber que funciona assim mesmo, mas não defendo esse comportamento volúvel do dirigente. Acho que o trabalho deve ser consciente e o resultado deve ser perseguido, mesmo que sejam necessários alguns ajustes.

    Enfim, o interesse e o desinteresse pela contratação de Carlinhos Bala foi tão confusa como é tão incerta a avaliação do time tricolor para a estreia na Série C. Para mim, qualquer avaliação só terá valor a partir da estreia. Até lá, pouco pode ser dito sobre o time. Prefiro esperar a estreia enquanto dou crédito ao trabalho. Após a estreia, sim, caberá nota ao resultado.

    Torcida cobra atacante; Evandro Leitão dá ouvidos às críticas


         
    O presidente do Ceará, Evandro Leitão, perde uma boa oportunidade de dedicar mais atenção à torcida alvinegra. Enquanto a torcida faz couro pedindo a contratação de um atacante, Leitão tapa os ouvidos para responder a provocações de setores da crônica esportiva.

    Perdeu tempo ensinando o que todo torcedor consciente faz: ouvir, ler e assistir quem tem compromisso com a notícia. Perdeu a calma de um presidente que está dando certo e voa em outras 'paragens', sem conflitar com a condição de cartola, sonho de muitos, realidade vivida por ele.

    Pior foi não ter ido direto ao assunto. Lançou 'veneno' para todo lado, mesmo que tenha 'rabiscado' o endereço, mas deixou muitos cronistas sob suspeita. Nunca é bom incomodar pessoas que não têm nada a ver com insinuações comprometedoras. Eu, por exemplo, não coloco a carapuça, mas aplaudiria a crítica direta.

    A torcida está nervosa. O time do Ceará tem oscilado, com deficiências claras, principalmente no meio e no ataque. A diretoria criou expectativas por Mota, Roger, entre outros menos cotados. Enquanto não chegar a solução, as críticas vão continuar e as cobranças também. Dar ouvidos às críticas é como dar um 'tiro no pé'.

    Mauro Carmélio manda recado


    O presidente da Federação Cearense de Futebol, Mauro Carmélio, não compareceu ao Fórum Esportivo, às 20h dessa segunda-feira, programa semanal da Rádio Globo Fortaleza, para rebater as críticas do vice Idemar Citó, segundo as quais, ele foi 'abandonado' logo após o acordo que elegeu Carmélio presidente da entidade. Citó nunca assumiu a condição de vice-presidente da FCF.

    O diretor institucional da FCF, jornalista Carlos Silva, compareceu em nome de Carmélio e negou que tenha havido 'traição' ao vice. Silva foi categórico em afirmar que 'Idemar Citó está seguindo orientações de pessoas que pensavam em dominar a administração da federação e ficaram frustradas'.

    Garantiu ainda que a sala do vice-presidente está pronta, o aguardando. Não foi isso que nos disse Idemar Citó na semana passada, alegando até não ter tido acesso ao estatuto da entidade pelas vias naturais. O clima ficou tão 'gelado' que o advogado Marcelo Desidério, diretor jurídico da FCF, sugeriu que Citó fosse a um cartório para ler o estatuto.

    Enfim, Carlos Silva trouxe uma novidade na área de marketing. Segundo ele, a FCF vai assumir a negociação dos contratos de publicidade estática para o Cearense 2012. Sobre o contrato atual, Silva informou que os direitos são da Vitrine Mídia, que faturou o montante de R$ 160 mil, com repasses de R$ 20 mil para a FCF e cotas individuais de R$ 14 mil para 10 clubes. 

    Fortaleza e Ceará não participaram desse bolo. Nesse tocante, o mistério continua. Aliás, a Associação dos Clubes que será fundada hoje, segundo Idemar Citó, quer tirar da federação essa e outras negociações que são feitas em nome dos clubes. Restaria à FCF, apenas, a administração do futebol - sua verdadeira missão.         

    quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

    Fortaleza tritura Rolo Compressor

    A torcida cearense está de alma lavada, após essa rodada da Copa do Brasil, em que Fortaleza, Ceará e Horizonte garantiram classificação para a próxima fase. As três classificações foram suadas, mas o Ceará despachou o adversário logo no primeiro jogo (Cuiabá/MT 0 x 2 Ceará) e o Horizonte, fora de casa, com o empate de 3 x 3, tirou proveito da vantagem no placar do primeiro jogo (Horizonte 3 x 1 Asa de Arapiraca). Já Fortaleza 4 x 1 Fast Club, no estádio Alcides Santos, no Pici, foi uma "batalha" à parte.
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    Acompanhei esse jogo e confesso que há anos não via um jogo com tanta determinação dos jogadores tricolores, com uma participação tão positiva da torcida, com uma intervenção tão feliz do treinador Flávio Araújo. Com tantas situações favoráveis, a classificação foi uma questão de tempo. Poderia ter saído ainda no 1º tempo, caso o árbitro potiguar, Suelson de França, não tivesse anulado um gol legal de Régis, aos 15 minutos de jogo.
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    Quando o árbitro viu falta de Régis, o Fortaleza já vencia, por 1 x 0, gol de Reginaldo Júnior, com pouco mais de 1 minuto de jogo. Bismarck e Léo Andrade ainda perderam duas oportunidades de ouro para ampliar o placar. O Fast Club só ofereceu perigo, aos 10 minutos, quando Dione aproveitou uma rebatida errada do zagueiro Plínio, e no finalzinho com um forte chute do Clailton. Mais Nada.
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    No segundo tempo, o Pici "gelou" com o gol do empate de Pedro Henrique, aos 16 minutos. A defesa do Fortaleza foi envolvida, com facilidade pelo lateral do Fast Club, no momento em que o time fazia pressão em busca do segundo gol. Francamente, com a torcida muda e o time abatido, poucos acreditaram na reação tricolor.
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    Verdadeiramente, a "batalha" começou naquele instante. O treinador Flávio Araújo já havia colocado Tatu no lugar de Léo Andrade. Gilmak acertou o ângulo direito do goleiro Josias e fez 2 x 1. Um golaço. Flávio aumentou a pressão com a entrada de Vinícius em lugar de Luciano Henrique, passando a ter três atacantes. Liberou o lateral esquerdo Guto, recuou Bismark e avançou Marcos Paulo para fazer a ligação. O time cresceu ofensivamente.
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    A torcida acordou com o gol de Gilmak. Guto, Vinícius e Tatu compensaram o desgaste físico de Reginaldo Júnior e encurralaram o time do Fast. O gol era inevitável. Guto fez 3 x 1, aos 30 minutos, com uma cobrança de falta em alto estilo. Reginaldo Júnior fez 4 x 1, aos 39 minutos, em jogada individual pela esquerda, com um chute rasteiro à direita do goleiro Josias. O time do Fast Club estava nocauteado.
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    Determinação, força, pressão, superação foram ingredientes importantes na "batalha" tricolor. A torcida foi um aliado decisivo e o caldeirão do Pici funcionou positivamente. Nem mesmo no gol de empate do Fast houve indício de clima tenso. Reginaldo Júnior, Guto, Bismarck, Marcos Paulo e Fabiano foram os destaques. Gilmack, Roney e os demais ajudaram na manutenção do equilíbrio da equipe.
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    O goleiro Fabiano fez uma defesa espetacular, no finalzinho do jogo, tirando a bola que caía entre ele e o travessão em jogada aérea dos manauaras. Uma falha naquela jogada e a classificação teria ido embora. Talvez, o árbitro Suelson de França nem desse o reinício do jogo. Enfim, tudo conspirou a favor da classificação do Leão do Pici. Dessa vez, o "Rolo não foi Compressor".