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    segunda-feira, 14 de março de 2011

    Novo PV vítima de aleijão

    Há quatro anos começava a "agonia" do estádio Presidente Vargas, carinhosamente chamado de PV, localizado no bairro do Benfica, próximo à Praça da Gentilândia, fácil de ser acessado pelos torcedores de todos os bairros da cidade de Fortaleza. Lembro-me bem de uma tarde de domingo, em 2007, quando uma ventania quase colocou abaixo a cobertura de zinco sobre as cadeiras numeradas - no mesmo lugar da atual cobertura (veja a foto).
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    Fizeram uma improvisação, nada aconteceu naquela tarde, mas a cobertura foi retirada depois. A Prefeitura prometeu corrigir o problema em 15 dias. Eu duvidei, no microfone da Rádio Globo Fortaleza, e tive de encarar fervoroso discurso do então chefe de Esporte e Lazer da SER IV, Marcos Pinto, que não levava em conta nem sequer os prazos de licitação.
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    O tempo passou, nem cobertura nem nada. As denúncias começaram a ser cada vez mais freqüentes sobre outras áreas do estádio com riscos de desabamentos por corrosão. Em dezembro de 2007, o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado do Ceará (Crea-CE) diagnosticou uma série de problemas estruturais no PV e recomendou que não fosse realizada nenhuma atividade esportiva, naquele estádio, antes da realização de testes de corrosão e impacto.
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    A pressão foi tamanha que a Prefeitura resolveu contratar técnicos da Universidade Federal do Ceará. As denúncias foram confirmadas. O PV não foi fechado, apesar dos alertas. A capacidade de público do estádio foi reduzida a 10 mil lugares para os jogos do campeonato estadual, enquanto aguardava-se o resultado dos testes. Mas o que determinou a interdição do PV, em fevereiro de 2008, foi a repercussão do desabamento de parte das arquibancadas (praticáveis), instaladas ao longo da av. Domingos Olímpio, no domingo de carnaval.
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    No dia seguinte, a Prefeitura de Fortaleza anunciou a interdição do PV, surpreendendo a todos que já aguardavam o jogo entre Fortaleza x Horizonte, pelas semifinais do estadual. Daquele instante até agora, o PV tem sido alvo de muitas "estórias", muitas datas, muitas fantasias e poucas certezas. A prefeita Luizianne Lins desaparece do cenário e só reaparece quando a imagem da Prefeitura está sendo desgastada perante a crítica e a opinião pública.
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    As decisões sobre o PV têm sido tomadas a passos de tartaruga e a olhares do bicho preguiça. Não vou arranjar culpados, mas a morosidade é irritante. E tenho dito que não fosse a Copa 2014, o PV jamais seria reerguido ou sei lá quando seria movida uma palha por lá. Há informações que a Construtora responsável pelas obras reclama das alterações constantes do projeto original para atender a apelos populares.
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    Até acreditei na primeira data anunciada para entrega das obras: agosto de 2010, embora não fosse um prazo confiável tecnicamente. Como acreditar, agora? Passaram para janeiro, fevereiro, abril... Que não seja 1º de abril - um dia próprio para brincadeiras de mal gosto. Ainda que insistam em reabrir o estádio em abril, será penoso ver uma obra que saiu com tanto esforço ser vítima de um aleijão. Ou não será feio um praticável para abrigar a crônica esportiva e convidados em meio a uma milionária obra, novinha?
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    Não vão faltar apologistas ao monstrengo, eu sei. Até entendo, mas confesso que o medo maior é saber que o monstrengo poderá ter de esperar por outras "urgências" da Prefeitura de Fortaleza (que existem), ou até por outros Governos. Aqui pra nós, obra inacabada ser inaugurada com pompas e cair no esquecimento não é nada imoral nesse Brasil afora. Pelo menos para mim, é imoral e ilegal!

    quarta-feira, 8 de julho de 2009

    FINALMENTE SAI O NOVO PV; FORTALEZA MUDA O TEMPERO

    As providências especuladas pelos dirigentes do Fortaleza, logo após o clássico insosso do último sábado, no Castelão, só começaram a aparecer agora, exatos quatro dias depois, bem ao ritmo lento do time. O diretor de futebol, Renan Vieira, anunciou a contratação do atacante Paulo Roberto (foto), 20 anos, pertencente ao Bahia; o treinador Giba reforçou a defesa e mexeu no meio-campo na tentativa de tornar a equipe mais segura e mais rápida.
    Renan não soube ou não quis explicar porque o Bahia liberou Paulo Roberto de Jesus Boaventura para defender o tricolor daqui. O jogador, baiano de Paulo Afonso (BA), foi a principal revelação do tricolor de lá, em 2008, deixando uma marca de 6 gols em 12 jogos. Disputou 27 dos 38 jogos da Segundona de 2008 pelo Bahia. O garoto poderá ser o novo tempero do Fortaleza.
    Giba quer matar dois coelhos de uma cajadada só. Aliás, demorou muito para decidir que Amarildo ou quem quer que seja tem lugar na defesa tricolor - a segunda mais vazada da Segundona. O lateral-direito Neto, o meia Cleisson e o atacante Vanderley deixam o time. Maisena, Júlio e Saulo entram em seus lugares, respectivamente.
    O esquema tático também mudou. Agora é o 3x5x1x1. Assim, caso seja confirmado, o time vai enfrentar o Figueirense, na próxima sexta-feira, às 21 h., em Florianópolis, com a seguinte formação: Alexandre Fávaro; Amarildo, Edson e Sílvio; Maisena, Coutinho, Júlio, Saulo, Eusébio e Jaílson; Marcelo Nicácio. Como precaução não faz mal a ninguém, o treinador Giba se cerca de todos os meios para evitar um vexame em Floripa.
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    A Prefeitura de Fortaleza anunciou, nessa quarta-feira, que o fator tempo determinou pela escolha da opção de reforma e não da construção de um novo estádio Presidente Vargas. A apresentação dos aspectos técnicos do plano de requalificação foi feita pelo engenheiro civil Luís Eduardo Cardoso e pelo arquiteto Armando Mendes. A previsão é entregar o novo PV (ilustração) em maio de 2010.

    O governo municipal confirma que já dispõe dos R$ 52 milhões que serão consumidos pela obra. Desse montante, R$ 10 milhões são oriundos do Tesouro Municipal; R$ 5,5 milhões de emenda da bancada federal; R$ 20 milhões de convênio com o Governo do Estado; e mais R$ 16,5 milhões do Ministério do Esporte.

    Importante aspecto da intervenção diz respeito à criação de uma área de convivência na estrutura do novo PV. Dotada de bares, lojas e restaurantes essa área vai garantir sustentabilidade ao estádio. Para tanto, a praça de alimentação funcionará durante toda a semana, e não apenas nos dias de jogo.

    Primeira etapa das obras - Recuperação e Reforço da Estrutura Existente. Essa etapa tem o objetivo de restaurar as condições de segurança das arquibancadas do estádio, atendendo a todas as normas que dizem respeito à segurança estrutural e de evacuação. Valor estimado: R$ 22 milhões.

    Segunda etapa das obras - Reconstrução da Infraestrutura Esportiva. Essa etapa objetiva a reconstrução de toda a infraestrutura esportiva do estádio, tendo como referencial as indicações da FIFA. Valor estimado: R$ 30 milhões.

    Depois de muita polêmica, o óbvio: aproveitar o que já existe, otimizar as áreas subaproveitadas no atual estádio, entre outras ações básicas, era a proposta defendida por leigos e especialistas. Pena que o projeto não contemple aumento da capacidade de público. Poderíamos ter um estádio com 30 ou 35 mil lugares, o que daria opção para realização de jogos de médio porte.