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    terça-feira, 16 de outubro de 2012

    Apito inimigo prende o Ceará na tabela


    Somente o assistente Marco Aurélio Pessanha (RJ) não viu a bola cabeceada pelo atacante Misael (que entrou no lugar de Itamar) entrar no gol do São Caetano, aos 33' do 2º tempo, assim como não viu a posição de impedimento do meia Marcelo Costa, aos 11' do 1º tempo, no 1º gol do time Azulão.

    Os dois erros contaram com o aval do árbitro Rodrigo Braghetto (SP), que seria o 4º árbitro, mas substituiu o alagoano Francisco Carlos do Nascimento, o Chicão, esta noite no estádio Anacleto Campanella/SP. Resultado: São Caetano 2 x 0 Ceará. Esperança redobrada para o Azulão e reduzida para o alvinegro.

    O Ceará teve medo do Chicão, reclamou, pediu, a CBF negou e depois aceitou a troca do árbitro. Deu no que deu. O gol de Marcone (que entrou no lugar de Éder), aos 35' do 2º tempo, foi legal, nada a reclamar. E a história do jogo foi essa.

    O Ceará teve lá suas oportunidades, mas não conseguiu colocar a bola dentro do gol. A melhor chance foi aos 40' do 1º tempo, quando Magno Alves acertou um bolão e o goleiro Luiz fez uma defesa espetacular, tirando a bola para escanteio.

    O São Caetano voltou ao G-4 com 56 pontos enquanto o Ceará empacou no 8º lugar com 45 pontos. O Azulão segue com chances de ficar com uma vaga do G-4, o Ceará vê reduzidas ao mínimo as chances de chegar no G-4. É o preço pelo que deixou de fazer no início da competição.

    Não é o caso de jogar a toalha, mas já é chegada a hora de começar a pensar nos erros e traçar planos para o futuro. Foi mais uma noite desastrosa para os destinos alvinegros. Essa não foi a primeira vez que o Ceará deixou escapar pelos dedos a oportunidade de seguir brigando pela classificação.

    O São Caetano jogou com Luiz, Samuel Xavier, Gabriel, Wagner e Diego; Augusto Recife, Moradei, Éder (Marcone) e Marcelo Costa; Danielzinho (Geovane) e Leandrão (Somália). Técnico: Emerson Leão. O Ceará jogou com Dionantan, Apodi, Luizão, Daniel Marques e Márcio Careca (Robert); Juca, João Marcos, Eusébio e Magno Cruz (Leandro Chaves); Itamar (Misael) e Magno Alves. Técnico: PC Gusmão.

    Gols: Marcelo Costa (11' do 1º tempo) e Marcone (35' do 2º tempo) para o São Caetano.

    Cartões amarelos: Gabriel e Augusto Recife (SC), Daniel Marques, Márcio Careca e Misael (CE).

    Apitou o jogo o paulista Rodrigo Braghetto, com assistências de Marco Aurélio dos Santos Pessanha (RJ) e Otávio Correia de Araújo Neto (AL). O 4º árbitro foi Francisco Carlos do Nascimento, o contestado Chicão (AL), que não teve nada a ver com os erros dos colegas (dessa vez).

    sábado, 16 de junho de 2012

    Joinville x Ceará empatam no equlíbrio


    O Joinville foi melhor no primeiro tempo, o Ceará foi melhor no segundo tempo. Cada um venceu um tempo com um gol. Ao final, o empate em 1 x 1 foi justo. O Ceará ainda teve um pênalti sofrido por Misael, aos 45' do 2º tempo, que o árbitro candango, Rodrigo Batista Raposo, deixou de marcar.

    O alvinegro pagou caro pelos erros de posicionamento e marcação no primeiro tempo. Sofreu o gol de Lima, aos 20', e poderia ter sofrido mais se o goleiro Fernando Henrique não tivesse feito tantas defesas importantes. No intervalo, os erros foram corrigidos e o jogo ficou equilibrado na segunda etapa.

    O pênalti sofrido por Mota e convertido por Romário, aos 5' do 2º tempo, foi o melhor remédio experimentado pelo time do Ceará. A partir dali, o jogo seguiu equilibrado até o final. PC Gusmão resolveu entender que Heleno precisava entrar no time para proteger mais a defesa e o colocou no lugar de Éverton.

    Pena que tenha colocado o atacante Misael quando faltavam pouco mais de cinco minutos para terminar o jogo. Talvez até motivado pela alteração do treinador do Joinville, Leandro Campos, que colocou o atacante Jean Carlos no lugar do zagueiro Linno.

    Foi em contra-ataque, puxado por Mota, que Misael driblou o zagueiro Pedro Paulo e foi derrubado dentro da área. O árbitro mandou seguir o jogo, deixando de marcar a penalidade. Dos males, o menor. O jogo serviu para tirar conclusões. É preciso melhorar a proteção dos zagueiros, a saída de bola e a criatividade.

    Antes do Atlético paranaense, sábado, no PV, uma semana para corrigir erros e melhorar a eficiência.         

    segunda-feira, 7 de junho de 2010

    CEARÁ E SUA FERRADURA III

    A campanha do Ceará Sporting no Brasileirão 2010 continua sendo motivo de comentários e gracejos por parte daqueles que não levam a crônica esportiva a sério. O time alvinegro chega à sétima rodada, invicto, com cinco vitórias (uma fora de casa) e dois empates (fora de casa) e a turma que brinca de ser cronista continua desdenhando em vez de pesquisar o "fenômeno" do Nordeste.
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    Outros destilam o ódio como se o time alvinegro estivesse espalhando um vírus letal. Somente os que estão entre esses dois extremos demonstram equilíbrio nas análises. Qualquer pessoa de bom senso sabe que o sucesso do Ceará é resultado do trabalho sério, árduo, rigoroso, aplicado que está sendo feito por jogadores e comissão técnica.
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    Volto a reforçar que não há mistério, não há genialidade, não há invenção alguma. O treinador PC Gusmão estabeleceu um sistema tático e conta com jogadores certos para o trabalho. Na sétima rodada, jogadores como Fabrício, Anderson, Michel e Misael (foto) podem ser apontados como operários da bola alvinegra. O meia Geraldo ainda não responde, positivamente, mas tem seu valor no contexto tático, que chamo de "ferradura".
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    Até quando a invencibilidade será sustentada? Ninguém sabe. Tenho dito que, provavelmente, até quando os adversários continuarem desdenhando. Futebol é simples assim. Um dia a derrota vai acontecer, inevitavelmente. E a "armadilha" tática precisará ser alterada caso o time não consiga mais vencer. Essas nuances são o tempero do futebol.
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    Quem nunca ouviu falar ou até viu um time ser campeão, invicto, em condições adversas? É possível, sim. Mas ninguém está cobrando que o Ceará seja campeão. Como é natural que o time que começa uma competição em alta possa ter oscilações em determinados momentos. Enfim, até parece que estamos discutindo o Império Bizantino.