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    terça-feira, 19 de julho de 2011

    Róger chega e Geraldo quer sair

    Meia Geraldo quer sair

    No mesmo instante em que o atacante Róger chega ao Ceará Sporting, o meia Geraldo pede para ser liberado com os olhos no Esporte Clube Vitória. Duas situações diferentes. Enquanto Róger chega com chances de ganhar uma vaga no ataque alvinegro, Geraldo quer sair porque está cada vez mais distante da condição de titular.

    Segundo os dirigentes rubro-negros, a oferta partiu do empresário do jogador. A proposta do Vitória, segundo o repórter Silva Rocha, da Itapoan FM (Salvador), pode passar dos R$ 50 mil/mês, acima do atual contrato de Geraldo no Ceará. Esse é o principal atrativo do possível negócio. 

    O Ceará contra-atacou com a proposta de prorrogação do contrato de Geraldo até o Cearense de 2012 (a proposta do Vitória vai até dezembro/2011). Qual seria a preferência de Geraldo entre cerca de R$ 15 mil reais/mês a mais no bolso e seis meses a mais de contrato? Seguramente, pesa a proposta financeira.

    A proposta do Vitória ainda é mais tentadora para Geraldo porque a possibilidade dele ser titular, nesse momento, é real. O técnico Geninho tem cobrado dos dirigentes rubro-negros a contratação de um meia que dê cadência ao jogo. A manutenção da titularidade só o tempo dirá.

    O presidente do Vitória, Alex Portela, esperava resposta positiva do Ceará, nessa segunda-feira, com base nos entendimentos mantidos na última sexta-feira. Com o recuo dos dirigentes alvinegros, a resposta ficou para esta terça-feira. Quem arrisca um palpite?

    O atacante Róger chegou disposto a brigar pela camisa 9 no momento em que Washington começa a afinar a       artilharia. Róger avisou que retornou do Japão por opção pessoal e sabe que só será titular quando apresentar o melhor rendimento entre os atacantes.

    O discurso chegou afinado, resta provar que não perdeu o faro de gol entre o fuso horário Brasil/Japão. Antes de seguir para a Ásia, Róger foi pontual como artilheiro por onde passou. Com ele nunca teve jejum de gols. Pior para os reservas Marcelo Nicácio e Felipe Azevedo, embora tenham balançado as redes também.          

    sexta-feira, 28 de maio de 2010

    TORCEDOR NÃO PERDOA JEJUM

    O torcedor é mesmo impiedoso, passional, capaz de virar a cabeça de um jogo para outro. Não é que boa parte da torcida do Ceará Sporting já está reclamando do desempenho do meia Geraldo (foto 2) - ídolo da galera até um dia desses? O mesmo sentimento incomodou a torcida do Esporte Clube Vitória, em relação ao atacante Schwenck (foto 1), até que ele fez três gols e recuperou o "amor" da galera.
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    A torcida alvinegra esperava que o meia Geraldo apresentasse, no Brasileirão, o mesmo desempenho do Cearense 2010. Nessa hora, a torcida não se dá conta que a idade do jogador (36 anos) é um fator decisivo, mesmo levando-se em consideração que cuida da forma física e tem uma vida extracampo saudável.
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    Outro fator que pesa contra o jogador é o esquema tático utilizado pelo treinador PC Gusmão. O Ceará joga encolhido, variando entre o 4x4x2 e o 3x5x2, utilizando os dois volantes na forte marcação. Na verdade, já utiliza o volante Heleno como um zagueiro quando varia no 3x5x2. Essa postura fragiliza os meias. Geraldo e Érick Flores estão "pagando o pato".
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    Érick Flores (mesmo com seus 21 anos) já saiu até do grupo. Geraldo tem sido substituido com frequência. A torcida começa a ficar impaciente e as contratações para o setor ainda não apareceram. O atacante Washington é a única situação nova que o Ceará tem nesse início do Brasileirão. Por tudo isso, PC Gusmão precisa criar novas opções táticas e encontrar meias que possam dar criatividade ao setor nas ausências de Geraldo e Érick Flores.
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    O jejum na vida de meias e atacantes incomoda o torcedor. Essa rotina, no entanto, é comum na vida de importantes jogadores. O atacante Dodô, que um dia desses sacodia a torcida do Vasco da Gama, está no banco de reservas. O atacante Schwenck, que chegou ao Vitória com a fama de ídolo da torcida do Avaí, andou perto do "inferno" por causa do jejum de gols, mas voltou aos braços da galera rubro-negra ao marcar três gols contra o Atlético mineiro.
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    Brasileirão é isso aí. Uma roda gigante que passa pelo "céu" e pelo "inferno". O torcedor passional embala essa roda gigante com mais velocidade para um lado ou para outro. O combustível é o gol. O jejum de gols ou de boas atuações enfraquece o sentimento do torcedor de uma tal forma que o ídolo pode virar vilão e afundar no esquecimento.