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    quarta-feira, 27 de julho de 2011

    Bala, Pimba, Bernardes e etc.

    Torcida quer Carlinhos Bala de bola cheia

    "Ninguém aguenta pancada. Nem mulher de ladrão, apesar de toda maré mansa". O amigo João Pimbinha, confesso apaixonado tricolor, disparou essa pérola para justificar a contratação do meia-atacante, Carlinhos Bala, quinze dias após o presidente do Fortaleza, Osmar Baquit, ter dado um "tiro" na polêmica negociação para contratá-lo, iniciada pelo presidente do Conselho Deliberativo, Mozart Martins.

    As duas derrotas na largada da Série C do Brasileirão levaram a diretoria tricolor a mudar a ideia de grupo fechado, plantada pelo então treinador Ferdinando Teixeira, quando algumas posições eram questionadas. Em campo, ficou provado que o grupo não estava preparado ao ponto de não receber mais reforços. Os três setores mostraram problemas e o time mostrou desentrosamento.

    Além de Carlinhos Bala, chegaram também o meia William Fabro, paranaense de 34 anos, que estava no Brusque/SC, o meia Gabriel Pimba, baiano de 21 anos, pertencente ao Atlético/PR, com passagem pelo ABC/RN, e o atacante Patrick, mineiro de 21 anos, também do Atlético/PR, com passagem pelo Portimonense/POR.

    Vejam só: Estão chegando dois veteranos e dois jovens valores. Longe de imaginar que os quatro vão entrar no time. No máximo dois, sem arriscar palpites. Com idades baixas, o Fortaleza tem os volantes Régis e Ronaldão, o meia Eduardo e o atacante Vinícius (nenhum aproveitado). Para que joguem, será preciso que Gabriel e Patrick sejam bem melhores que os da casa. Penso assim, diferente de alguns dirigentes.

    Os fatos seguem provando a teoria. Não dá para formar um time em dois meses. O nome disso é "moqueca", "arrumadinho", "combinado", sem qualquer semelhança com os saborosos pratos da culinária brasileira. Por isso, quando a torcida pede a cabeça do superintendente Jurandi Júnior não vejo aí uma solução, talvez mais um problema. Pedir mais contratações também pode significar mais problemas em vez de soluções.

    Os maiores erros do Fortaleza estão sendo cometidos desde que terminou a fracassada temporada passada. Houve racha entre dirigentes e conselheiros, baixo investimento no time para o Cearense/2011, afastamento da torcida e foco apenas no título estadual - o maior de todos os erros. Com a miopia no objetivo, o fracasso no estadual gerou a crise que dissolveu a comissão técnica e o time. Foi isso só.

    É preciso ter calma. O treinador Arthur Bernardes precisa ter tempo para trabalhar, apesar de não ter tempo na Série C; a diretoria precisa seguir unida, apesar das várias correntes; o time precisa jogar mais tempo para ficar provado quem pode ajudar e quem não tem nada a contribuir. O que não foi feito antes, precisa ser feito agora, mesmo que tenha de amargar o purgatório da Série C por mais uma temporada.

    O primeiro teste das mudanças será na próxima terça-feira, no Estádio Presidente Vargas, contra o Maranguape, pela Copa Fares Lopes. Depois disso, muito treino tático para enfrentar o Guarany de Sobral/CE, no sábado, dia 6, pela Série C. Não há outra saída.

    Que a semana seja de maré mansa!          

    sexta-feira, 22 de julho de 2011

    Bernardes na mira do Fortaleza

    Último clube de Bernardes foi o Duque de Caxias/RJ

    Depois do anúncio de aposentadoria do treinador Ferdinando Teixeira, o Fortaleza bateu em várias portas até acertar a contratação do carioca Arthur Bernardes, 56 anos, com 23 anos de experiência na função (metade do tempo no exterior) e dois títulos conquistados (Espanha, em 1990, e Emirados Árabes, em 1997). Marcelo Villar e Arnaldo Lira disseram não ao tricolor. O primeiro teve reajuste de salário no Treze/PB e o segundo fez uma proposta de Série A.

    Arthur Bernardes treina a terceira equipe brasileira depois que retornou da Coréia do Sul, onde comandou o Jeju United FC nas temporadas de 2008 e 2009. Retornou ao Brasil ano passado, quando treinou o América/RJ de Romário até o final da Copa Rio. Em setembro, assumiu o Duque de Caxias para disputar o Campeonato Carioca, mas os maus resultados forçaram sua saída em março deste ano.

    Ainda lembro de Arthur Bernardes no Esporte Clube Bahia, em 1994 (nessa época eu cobria o Vitória), quando o Esquadrão de Aço foi campeão baiano. O técnico campeão, no entanto, foi Joel Santana, que substituiu Arthur Bernardes e deu uma arrancada para o título com um empate no Ba x Vi, em 1 x 1, gol de Raudinei no último minuto.

    Depois que saiu do Bahia, Arthur Bernardes foi treinar o Clube Futebol União, na Ilha da Madeira, em Portugal. Antes do Bahia, Bernardes treinou Madureira/RJ, América/MG, Atlético/MG, Sport/PE, América/SP, Fluminense/RJ, Goiás/GO e Marília/SP.

    Depois que voltou de Portugal, Bernardes passou pelo Flamengo como assistente, em 1995, e seguiu para o mundo árabe, onde trabalhou em sete equipes, durante um período de dez anos, com duas saídas para o Alianza de Lima, no Peru, e Botafogo/RJ.

    Depois que retornou, definitivamente, do mundo árabe, Bernardes treinou o Marília/SP e o Juventus/SP. Em 2008, fez a primeira incursão no futebol coreano e retornou ao Brasil depois de duas temporadas. Como é fato, trata-se de um treinador com larga vivência no futebol do mundo árabe, passagens pelo futebol português e coreano.

    Apesar das notícias dando conta da contratação do treinador Arthur Bernardes pelo Fortaleza, o site do clube nada publicou sobre o assunto até o momento da publicação deste post. O presidente Osmar Baquit teria confirmado um encontro com o treinador, ainda esta tarde, aqui em Fortaleza, para definir a contratação de forma oficial.