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    segunda-feira, 21 de setembro de 2009

    SEM OS FERNANDES, CLEISSON TEM A SENHA

    O Fortaleza segue sua via-crucis. A proximidade do calvário apavorou mais ainda a diretoria tricolor. O treinador Márcio Fernandes não suportou a pressão e foi demitido. Depois de mais uma negativa de Givanildo Oliveira, o diretor de futebol, Renan Vieria, está próximo de confirmar a contratação do treinador Roberto Fernandes (qualquer semelhança com o Márcio é mera coincidência), que pediu um tempo, até quarta-feira, para responder.
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    Qual será o receio de Roberto Fernandes? Talvez a resposta esteja "lacrada" nas declarações do treinador interino, Cleisson, prestadas ao repórter Aloízio Lima, da Rádio Globo Fortaleza. Segundo Cleisson, "os jogadores me confidenciaram coisas que não confidenciaram a Márcio Fernandes nem aos dirigentes".
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    Nessa terça-feira, segundo Cleisson, haverá uma reunião entre ele os jogadores para esclarecer tudo. Está cada vez mais claro que o problema do Fortaleza não se resume a deficiência do treinador (seja lá quem for). Além dos erros administrativos e contratações equivocadas, existem problemas no grupo que prejudicam o rendimento técnico do time.
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    O Fortaleza vem tentando contratar um disciplinador, um "carrasco". Por isso, fixou-se em Givanildo Oliveira, que resistiu e não veio. Não basta contratar um "carrasco" ainda que traga uma chibata na mão. Método ultrapassado. O Fortaleza precisa resolver seus problemas, inclusive a disciplina, é verdade, mas não por esses caminhos.
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    Ainda há tempo para corrigir alguns erros, o time ainda tem jeito. Mantenho o raciocínio do post anterior, antes do jogo contra o Juventude, em que fiz uma analogia com uma tropa em um campo de batalha. Uma vez sem comando, a tropa precisa receber um comandante que tenha vasto conhecimento das angústias e habilidade para gerenciá-las.
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    Perfil, competência, experiência, estilo pouco importam nesse momento da crise. É preciso atacar o "câncer" que consome o time lentamente. Pode estar no grupo ou fora dele. O ideal é que seja eliminado já e definitivamente. Não é uma tarefa para "carrasco", mas sim para quem tem trânsito fácil entre jogadores e dirigentes e crédito com os dois. Seria o Cleisson? A resposta não deve demorar.