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    quinta-feira, 12 de abril de 2012

    Fortaleza passa folgado pelo Náutico



    O Fortaleza alternou muito durante o jogo, mas goleou o Náutico, por 4 x 0, no estádio Presidente Vargas, e coloca uma folgada vantagem sobre o time pernambucano para o jogo de volta, nos Aflitos, próximo dia 18, às 21h50min. Rafinha (16') e Jailson (18') marcaram no 1º tempo. Geraldo (23') e Cléo (28') marcaram no 2º tempo. O Náutico foi um time fragilizado na maior parte do jogo.

    O melhor momento dos pernambucanos foi nos últimos 25 minutos do 1º tempo. Eduardo Ramos, Derlei e Siloé criaram lances de perigo. Dorielton fez um gol, aos 43', mas estava em posição de impedimento. E foi só. Nos 20 minutos iniciais, o Fortaleza imprimiu um forte ritmo e fez dois gols. Depois, houve aquela "natural" relaxada e o time Timbu cresceu.

    Na segunda etapa, o time voltou a campo com a advertência do treinador Nedo Xavier para não diminuir o ritmo, mesmo assim não conseguia ser um time organizado como no início do jogo. Até o terceiro gol, o time alternou muito, com apenas três descidas perigosas (10', 11' e 18'). A partir do gol de Geraldo (de pênalti), o time acertou, o Náutico sentiu e 5 minutos depois saiu o gol que definiu o placar, quando Cléo aproveitou falha do zagueiro Marlon.

    Definitivamente, o time do Náutico é cheio de deficiências: desarrumado taticamente, sem articulação, fragilizado emocionalmente. O meia Eduardo Ramos perdido pelo meio e Siloé isolado na frente se perdem na fragilidade da equipe. O goleiro Gedeão fez boas defesas e evitou uma goleada maior. Muito há de ser feito para recuperar o time Timbu.

    Salvo os momentos de alternância, o Fortaleza jogou um futebol que lembrou os momentos iniciais do Cearense, quando disparou na liderança. O garoto Jefferson sentiu um mal estar e foi substituído por Lucas no finalzinho do 1º tempo. Com isso, Eslei voltou a jogar mais atrás, ainda assim buscou a articulação de jogadas e foi decisivo no lance do pênalti sofrido por Jailson, que originou o gol de Geraldo.

    Fortaleza jogou com João Carlos (seguro), Rafinha, Ciro Sena, Cléber Carioca e Kauê; Jefferson (Lucas), Marielson, Eslei (Gilmak) e Geraldo (Bismarck); Cléo e Jailson. O Náutico jogou com Gedeão (seguro, apesar da goleada), Diego Bispo, Marlon e Ronaldo Alves; Marquinho (Leno), Eli Carlos, Derlei, Eduardo Ramos e Jeferson (Filipe); Siloé (Rodrigo Tiuí) e Dorielton.

    O árbitro foi Elmo Resende Cunha (GO), com os assistentes Jesmar de Paula (GO) e Isac Márcio Oliveira (RN). Jesmar de Paula anulou o gol irregular do Náutico com propriedade num lance difícil. A renda foi R$ 273.773,00 - público pagante de 17.882. O Fortaleza teve descontados R$ 25 mil (Justiça do Trabalho) em favor do lateral Patrick.     

    quinta-feira, 5 de abril de 2012

    Somente o Ferroviário fez o dever

    Nedo com dificuldades para devolver harmonia ao time

    Tivemos uma rodada com três jogos nesta noite de quarta-feira: Tiradentes 0 x 0 Fortaleza, no PV; Itapipoca 1 x 3 Ferroviário, no estádio Perilo Teixeira; Horizonte 1 x 3 Palmeiras, no estádio Domingão. Somente o Ferrão atingiu o objetivo desejado e mantém acesa a chama da esperança para evitar o rebaixamento.

    O Horizonte começou vencendo e não teve competência para segurar a volúpia do Palmeiras. Perdeu com a diferença de dois gols e saiu da Copa do Brasil. O Horizonte não perdeu apenas o jogo, perdeu 60% da renda: R$ 110.480,00 - público pagante 8.361, como determina o regulamento. 

    O Palmeiras impôs seu favoritismo. Pressionou o tempo inteiro, criou oportunidades e tirou proveito de falhas de marcação do Horizonte em jogadas de velocidade. Apesar de ocupar a 3ª colocação do Cearense 2012, é clara a fragilidade da equipe quando o adversário tem melhor qualidade.

    O Fortaleza não conseguiu vencer o Tiradentes. O empate devolveu a liderança ao tricolor do Pici, mas a diferença para o Ceará é de apenas um ponto com um jogo a mais. Com um simples empate diante do Crateús, nessa quinta-feira, no PV, o Ceará retomará a liderança.

    A queda de rendimento do Fortaleza deixa sua torcida em alerta. Ainda que o Ceará tropece no Crateús, a rodada de domingo será no fio da navalha. Ninguém poderá errar, sob pena de perder a liderança e ver o rival colocar uma vantagem de dois ou mais pontos.

    Francamente, vejo o treinador do Fortaleza, Nedo Xavier, com a cabeça ardendo para acertar de novo o futebol do time dele. Com algumas mudanças circunstanciais (contusões e cartões), o time tricolor perdeu a harmonia, a objetividade e a precisão nas conclusões.

    O Ceará, ao contrário, chega à reta final do campeonato em ascensão. O treinador PC Gusmão ganhou novas opções dentro do próprio grupo, como Willian Thiego e Potiguar, acertou o posicionamento da equipe e passou a vencer sem as dificuldades antes observadas.

    O único vencedor da noite foi o Ferroviário para felicidade geral. Um time sem rival, que comove até o torcedor do adversário mais ferrenho, conseguiu dar sinais que pode sair do rebaixamento. Domingo, no PV, vai enfrentar o Fortaleza com a necessidade de uma vitória para continuar respirando. Haja esperança! 

    quinta-feira, 8 de março de 2012

    Ceará e Horizonte levam a sério. O Fortaleza?

    Para Nedo Xavier "faltou humildade" ao time tricolor

    A primeira rodada da Copa do Brasil 2012 foi boa para os representantes cearenses. Somente o Ceará, no entanto, eliminou o adversário.

    O Ceará eliminou o Gama, no estádio Bezerrão, em Gama/DF, com o placar de 2 x 0, gols de Felipe Azevedo. O Horizonte jogou em casa, no Domingão, e venceu o América/RN, por 2 x 0, gols de Elanardo e Jó. O Fortaleza desperdiçou a grande chance de eliminar o Comercial, no Albertão, em Teresina/PI, depois de ter vencido o 1º tempo por 3 x 1.

    O futebol é isso aí. O Ceará saiu daqui cheio de insegurança, problemas a resolver, para enfrentar o adversário mais certinho dos três. O 1º tempo não foi bom, mas no 2º tempo o atacante Felipe Azevedo aproveitou duas oportunidades, criadas por Rogerinho, em dois minutos (15 e 17) e eliminou o Gama.

    Já o Fortaleza seguiu para Teresina com a equipe acertada, completa, para enfrentar um adversário em formação, cheio de dificuldades. No 1º tempo, o time jogou bem organizado. Até chamei de esquema tático "cardume", atacando em bloco e fazendo marcação individual quando era atacado.

    Não foi difícil fazer três gols: Rômulo (aos 15') e Cléo (aos 24' e aos 30'). Depois disso, o time entrou na acomodação e sofreu um golaço de Jonas (aos 42'), em jogada de contra-ataque. No 2º tempo, acabou tática "cardume", acabou disposição física e o Comercial cresceu. 

    Ainda bem que o 2º gol, de Paulinho Messejana, foi no finalzinho do jogo (aos 40'). Até ali, o Fortaleza estava sobrevivendo dos ataques de Jailson e Marquinho, que haviam entrado nos lugares de Rômulo e Lucas, respectivamente. Com 3 x 2 no placar, o Fortaleza voltou para casa com a vantagem, mas poderia ter voltado com a eliminação do Comercial.

    O Horizonte jogou em casa e recebeu um adversário que, teoricamente, daria trabalho. Dentro de campo, o Horizonte foi impondo superioridade e venceu bem, com gols de Elanardo (aos 46') e Já (aos 23'), um gol em cada tempo. Dessa vez, o Horizonte jogou como time que quer afirmação no cenário nacional.

    O único treinador que reclamou foi Nedo Xavier, do Fortaleza, para quem "faltou humildade" ao time dele e, por isso, deixou escapar a eliminação. Faltou humildade, faltou desejo, faltou força física, faltou a mesma organização tática nos dois tempos. Não foi diferente de alguns jogos do Cearense 2012. É dessa irregularidade que a torcida tricolor tem medo.

    Nedo reclamou da equipe. A torcida reclamou do goleiro Lopes. No 1º gol, ele estava longe da meta, na linha da pequena área e, por isso, ficou distante de defender a bola chutada no ângulo. No 2º gol, Lopes ficou indeciso na saída do gol e assistiu a um verdadeiro rally na área dele. Por fim, caiu dentro do gol levando a bola.

    Que não se repita, no Pici, o episódio Douglas.                 

    quarta-feira, 18 de maio de 2011

    Coritiba trava a Carroça do Ceará

    Ninguém esperava por um Coritiba afoito para cima do Ceará, nesse primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil 2011, no Estádio Presidente Vargas; por outro lado, ninguém esperava por um Coritiba tão retraído como foi durante os 90 minutos. O Ceará teve mais volume de jogo, mas o adversário foi perigoso ainda assim. O empate, em 0 x 0, penalizou o Ceará, mas não foi o fim.
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    O treinador Marcelo Oliveira mudou a estratégia do Coxa sem nenhuma cerimônia. O time valente, agressivo e goleador não entrou em campo. Até o setor dos meias, a ordem era marcar. Somente os dois atacantes Anderson Aquino e Leonardo tiveram mais liberdade.
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    A ordem clara era não dar liberdade aos meias Geraldo e Thiago Humberto, além do atacante Iarley. Até o meia de criação Davi se ocupou mais da marcação. Travado com faltas seguidas, o Ceará não conseguiu criar claras oportunidades de finalização. Durante todo o jogo, o Ceará teve mais volume de jogo enquanto o Coritiba encaixou os contra-ataques mais perigosos.
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    O goleiro alvinegro, Fernando Henrique, evitou dois gols certos. No primeiro tempo, aos 44', espalmou uma bola chutada por Lucas Mendes, quando a torcida do Coxa já contava com o gol. No segundo tempo, aos 28', FH tirou outra bola colocada com precisão pelo atacante Leonardo.
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    O Ceará só ameaçou o Coritiba, aos 29', quando o lateral Vicente acertou um chute forte, mas o goleiro Edson Bastos fez defesa arrojada. O Coritiba ainda levou vantagem sobre o Ceará no desgaste físico. Como correu menos, terminou o jogo com mais fôlego. O calor não foi o adversário que alguns acreditavam.
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    O treinador do Ceará, Vagner Mancini, foi surpreendido com a contusão do zagueiro Fabrício. Perdeu uma alteração. Além do mais, trocou o criativo Iarley pelo velocista Osvaldo. Poderia ter tirado Washington para dar mais movimentação. Depois, tirou Thiago Humberto para a entrada de Marcelo Nicácio. Perdeu o balanço do meio até porque Geraldo cansou.
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    Enfim, o Coxa atingiu o objetivo pela metade. Não sofreu, mas não fez gols. Esperava surpreender o Ceará nos contra-ataques e não surpreendeu. Leva a decisão para perto da torcida. Talvez, Vagner Mancini não esperasse um adversário tão fechado e deixou escapar a oportunidade de pressionar um pouco mais. Lá, vai ter de imitar o Coritiba desse jogo.
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    Entendo que o empate sem gols não foi o fim para os alvinegros. No entanto, sinaliza que o time precisará fazer e não levar gols lá no Estádio Couto Pereira. Pode até classificar com empate com gols. O Coxa volta para casa aliviado, apostando naquele time que não entrou em campo aqui. É o tal do regulamento. Nessa hora, é preciso não ter vergonha de respeitar, porém sem medo.

    quinta-feira, 5 de maio de 2011

    Podem dizer que o Ceará é zebra

    Podem dizer o que quiserem, até que foi zebra.
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    O Ceará venceu o Flamengo, por 2 x 1, no estádio Engenhão, no Rio de Janeiro, pelas quartas de final da Copa do Brasil, e estabeleceu a vantagem para o jogo de volta, no estádio Presidente Vargas, na próxima quarta-feira. Escrevi no post abaixo que Flamengo x Ceará é jogo "magro" e a partida dessa noite não foi diferente. O Ceará venceu apertado porque jogou melhor e ponto final.
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    A imprensa carioca disse que foi zebra, Wanderley Luxemburgo disse que "Copa é complicado", entre outras pérolas. Não é nada disso. O Ceará é um time da 1ª Divisão e poderia vencer o Flamengo como poderia perder. Disse, no Globo Esportivo das 18h, que o Ceará poderia sofrer até goleada de 5 x 0 como poderia aplicar goleada de 5 x 0.
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    Claro que o time do Flamengo tem melhor qualidade que o time do Ceará, mas quando a bola rola, a organização tática, a condição física e o desempenho técnico podem fazer a diferença. E fez no jogo dessa noite. O Flamengo exerceu forte pressão no segundo tempo, diminuiu o placar para 2 x 1, mas já estava em desvantagem de dois gols. É que o Ceará aproveitou melhor o 1º tempo, quando o Flamengo cometeu erros de marcação e exerceu pouca pressão.
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    A torcida do Flamengo vaiou Ronaldinho Gaúcho com razão. Azar do Horizonte que enfrentou o Flamengo sem ele. Disse isso também nos meus comentários. Do outro lado, o volante Eusébio correu, marcou e ajudou na armação de jogadas, superando a ausência do volante Michel. O goleiro Fernando Henrique fez várias defesas espetaculares, o atacante Marcelo Nicácio venceu o goleiro Felipe e o veterano Geraldo "hipnotizou" os zagueiros do Flamengo. Foi apenas isso.
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    Uma coisa é certa: o Ceará construiu uma boa vantagem para o jogo de volta. Pode empatar para se classificar e até perder, por 2 x 1, para decidir nos pênaltis. Para se classificar, o Flamengo terá de vencer o jogo com dois gols de diferença. Será outro jogo e qualquer presumível resultado será normal.
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    Aliás, poderemos ter um jogo de campeões estaduais. O Flamengo já é campeão carioca; o Ceará decide o 2º turno, domingo, e se vencer será campeão cearense. A reabertura do estádio Presidente Vargas não poderia ser em melhor momento. E o Ceará não poderia ter melhor oportunidade para vingar o arquirrival Fortaleza e o Horizonte.

    domingo, 24 de abril de 2011

    Horizonte segue como a bola da vez

    O Horizonte Futebol Clube aparece como a boa nova nessa reta final do Cearense 2011. Só não fechou a temporada com aproveitamento melhor porque não garantiu a vaga para a Série D do Brasileirão. Objetivo, agora, é ganhar o 2º turno, classificar para as quartas de final da Copa do Brasil e trocar a frase do rodapé da foto.
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    Ceará x Guarany (S) e Guarani (J) x Horizonte, em apenas um jogo, vão definir os finalistas do 2º turno no próximo final de semana. O Horizonte e o Ceará decidem suas vidas, no meio da semana, pela Copa do Brasil. As atenções estão voltadas para o Galo do Tabuleiro, que está ofuscando a campanha de liderança do Ceará no Cearense e a boa seqüência na Copa.
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    Depois do empate com o Flamengo, em 1 x 1, no Engenhão, o Horizonte continua sendo a primeira pauta. Chegaram até a insinuar que o Horizonte iria deixar esse último jogo, contra o Ferroviário, em segundo plano. Nada disso, o Horizonte venceu o jogo, por 3 x 1, e os atacantes Isaac (2) e Siloé voltaram a marcar.
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    No meio da semana, o Flamengo conheceu o Horizonte. Uma apresentação não desejada, muito menos esperada pelos rubro-negros. Agora, os que desdenharam do Horizonte vão ter a oportunidade de conhecer de perto como um time humilde, de uma cidade pequena, consegue ter harmonia e competência dentro de campo.
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    Se o Horizonte perder já terá feito um bom papel, mas ninguém pensa nessa possibilidade. O time e a cidade sabem qual é a importância desse momento vivido pelo futebol local. O estádio Domingão, com capacidade para 10.500 torcedores, virou estádio oficial da capital e o time aparece como o destaque cearense ao lado do Ceará Sporting.
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    Enquanto isso, o presidente interino do Fortaleza, Osmar Baquit, promete apresentar um plano para revitalizar o time que vai disputar a Série D do Brasileirão. A torcida está inconformada com a desclassificação no 2º turno e a diretoria dá sinais de fragmentação.
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    Os tricolores precisam realinhar o discurso, criar fontes alternativas de renda, redefinir metas, formar time de qualidade para voltar à posição de time grande. O sonho do pentacampeonato prejudicou as ações do Fortaleza em campo e fora de campo. A diretoria não teve maturidade para blindar a comissão técnica e os jogadores. Todos sucumbiram com a pressão da torcida.
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    Continuo com o mesmo pensamento de antes. O título estadual é bom para apimentar a rivalidade, mas não devolve a sustentabilidade que o clube precisa. Somente a volta para a Série B vai devolver melhor condição financeira, conseqüentemente, contratações de jogadores de melhor qualidade, mais investimentos na divisão de base, enfim.
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    Sem melhorar a condição financeira e a capacidade de investimento na equipe, não há como competir com o Ceará Sporting, hoje na Série A, com patrocínios valorizados, cota milionária de TV (R$ 12 milhões?), que, embora seja pouco em relação aos outros clubes, dá uma boa folga de caixa.
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    Por isso, entendo que o foco do Fortaleza deveria ter sido a montagem de uma boa equipe para a Série C. A disputa do título cearense seria uma conseqüência natural, mas a diretoria não poderia permitir que os fatores externos influenciassem no trabalho da comissão técnica.
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    A missão da diretoria é melhorar a qualidade da equipe, a missão da torcida é torcer, a missão da comissão técnica é formar e orientar a equipe, a missão da equipe é vencer. Acontece que as vitórias só acontecem, satisfatoriamente, quando a equipe tem qualidade. Não há mágica no futebol. A minha missão é insistir em afirmar que o Fortaleza desconsiderou pontos básicos.