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    domingo, 18 de setembro de 2011

    Lágrimas, suor e dúvidas no Ceará e no Fortaleza




    A rivalidade é isso aí.

    Já aconteceu de tudo depois da tarde desse sábado, quando o Fortaleza conseguiu fugir do rebaixamento para a Série D do Brasileirão e o Ceará Sporting foi goleado pelo São Paulo. Ninguém tem dúvidas quanto aos quatro gols sofridos pelo alvinegro, mas a vitória tricolor...

    Quanto ao placar (4 x 0), coincidentemente, confortou a torcida do Fortaleza e decepcionou a torcida do Ceará. Não se fala nisso. Mas no jogo em si, a torcida do Ceará não para de fazer críticas, levantando suspeitas sobre a vantagem no saldo de gols, construída pelo Fortaleza nos minutos finais da partida .

    Além do vídeo acima, com o propósito de fazer insinuações (de armação) contra o Fortaleza, recebi ligações telefônicas insinuando que a torcida do Ceará (fingindo ser do CRB/AL) teria ido ao Estádio Presidente Vargas para desestabilizar o Fortaleza.

    Mais que isso. A torcida teria sido paga para fazer o serviço. Fato é que nem um lado nem outro prova nada. Tudo não passa de insinuações. A torcida do Ceará, ressaqueada com a goleada sofrida, cutuca a torcida rival, que revida com velhas táticas de acusar sem provar.

    A verdade é que a torcida do Fortaleza não para de comemorar a permanência na Série C, como se fosse a conquista de um título, o pentacampeonato, por exemplo. É exagero, sim. Mas cada um comemora o que conquista e o Fortaleza não foi além disso nessa temporada.

    A torcida do Ceará está, digamos, desconfiada com o futuro. A derrota para o São Paulo poderia ter sido encarada como normal se não fosse a goleada. O Palmeiras será o próximo adversário e não será nada fácil. Os mais críticos estão divididos entre culpar a diretoria ou o técnico Estevam Soares.

    Prefiro não levar em consideração tudo isso. Continuo afirmando que os dirigentes são os primeiros responsáveis por tudo que acontece. Depois, a responsabilidade é dividida entre comissão técnica e jogadores. O calvário do Fortaleza cessou na Série C. O Ceará segue na disputa da Série A.

    Os dirigentes tricolores ganharam mais tempo para refletir. Os dirigentes alvinegros não dispõem do mesmo tempo, mas todos precisam refletir rapidamente sobre o futuro de suas gestões enquanto é tempo. No futebol não dá para contar com a sorte o tempo inteiro.

    domingo, 5 de setembro de 2010

    Treinadores afundam Vovô e Leão

    A sensação de estar afundando junto com o barco incomoda duas grandes torcidas nordestinas: a do EC Vitória e a do Ceará SC. Nesses dois casos, os dirigentes são os responsáveis diretos pelas campanhas confusas depois da Copa 2010. Os dois clubes trocaram treinadores, pioraram o desempenho no Brasileirão e afundam lentamente.
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    O Ceará perdeu PC Gusmão para o Vasco da Gama, contratou Estevam Soares, mas não teve paciência para esperar a reformulação do time com os novos jogadores contratados. Demitiu Estevam e contratou Mário Sérgio. Um time inteiro foi mandado embora. Os jogadores indicados por Estevam mais os indicados por Mário Sérgio acrescentam pouco tecnicamente.
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    A razão é a velha conhecida mudança constante de filosofia de trabalho. Mário Sérgio chegou mudando até o que estava dando certo. Mexeu na defesa que era o melhor setor da equipe. O time alvinegro ganhou instabilidade, despencou do G-4 e está na 11ª posição.
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    No tira-teima de sábado, PC Gusmão aplicou a velha tática de jogar atrás, principalmente depois que fez o primeiro gol. Nada de novo. Mário Sérgio continuou cometendo equívocos. Escalou o jovem zagueiro Pablo, fora da posição, intranquilo e desentrosado. Nada de novo. Ceará 0 x 2 Vasco da Gama.
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    No Vitória, de uma hora para outra, sem explicações convincentes, a diretoria resolve trocar Ricardo Silva por Toninho Cecílio. Ricardo acabara de disputar a final da Copa do Brasil. Toninho chegou com fama de durão e espalhou um clima de insatisfação entre os jogadores. Sacou o artilheiro Schwenck, entre outras 'lambanças' que tem promovido no time.
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    Depois da humilhante goleada (4 x 1), sofrida para o Atlético goianiense, um dos lanternas da competição, Toninho Cecílio não consegue explicar nada, com de respostas evasivas, mas segue cheio de razão. O time do Vitória perdeu o gosto de jogar, o espírito guerreiro, a união. Os dirigentes provocaram isso nos dois casos.
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    Seria preciso uma análise bem detalhada para saber o que passa na cabeça desses dirigentes. Quando eles irão entender que time ruim não funciona com treinador algum; que treinador ruim não funciona com time nenhum. O Ceará precisava de jogadores de qualidade, trocaram o treinador; o Vitória também precisava qualificar o time, trocaram o treinador. Os dois estão afundando.
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    O comportamento da diretoria do São Paulo deve servir de modelo para aqueles que querem formar um time vencedor a qualquer custo. Os dirigentes sampaulinos fecham os ouvidos e tomam decisões racionais nos momentos de crise. Foi assim ao final do contrato do treinador Ricardo Gomes e o tempo prova que eles estão certos.
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    O treinador interino Sérgio Baresi tem tropeçado, mas os dirigentes têm o apoiado, dividindo responsabilidades. Aos poucos, o time está reagindo e o São Paulo já é o 10º colocado. Aliás, o futebol brasileiro tem, cada vez mais, dirigentes e treinadores inventores. A reboque, jogadores sem qualidade técnica e salários exorbitantes.

    terça-feira, 20 de julho de 2010

    Magno Alves na mira do Ceará

    O atacante Magno Alves de Araújo, 36 anos, pode ser o novo contratado do Ceará Sporting. A diretoria alvinegra estaria esperando uma resposta do jogador até a noite dessa terça-feira, segundo uma fonte. O treinador Estevam Soares seria a ponte que abriu a negociação, mas a diferença financeira entre as duas propostas estaria sendo a principal barreira.

    O baiano Magno Alves é, comprovadamente, artilheiro desde que apareceu no Valinhos (SP), Independente (SP), Araçatuba (SP), Criciúma (SC) e chegou ao Fluminense (RJ), em 1998. Daí em diante escreveu o nome nas artilharias das competições que disputou.

    No Fluminense, foi destaque no Torneio Rio/São Paulo e na Copa João Havelange marcou 20 gols. Fez cinco gols na goleada de 6 x 1 sobre o Santa Cruz. Ajudou o Flu a ganhar o Campeonato Brasileiro da Série C, em 1999.

    Em 2001, foi artilheiro do Brasileiro com 11 gols e chegou à seleção brasileira no grupo que disputou a Copa das Confederações. Também ajudou a ganhar o Carioca de 2002. Como tantos outros, abriu o caminho de ida para o futebol da Ásia.

    Em 2003, mudou-se para o Jeonbuk FC (Coréia do Sul); em 2004, foi para o Oita Trinita (Japão); em 2006, para o Gamba Osaka (Japão); em 2007, para o Al-Ittihad (Arábia Saudita); ainda em 2008, foi para o Umm-Salal, onde fez 36 gols em 45 jogos - sua maior marca no exterior.

    Mas nesses sete anos de Ásia, Magno Alves nunca mergulhou em crise de gols. Apenas uma desconfiança é natural quando o jogador está retornando do exterior e nunca é demais perguntar. Magno ainda tem a mesma velocidade e explosão?

    No Campeonato Brasileiro não basta ter faro de gol. A última experiência que o Ceará Sporting teve mostrou bem esse detalhe. Quem não lembra do atacante Rômulo?