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    terça-feira, 17 de julho de 2012

    Ceará 2 x 2 São Caetano. Gosto amargo.



    Ceará 2 x 2 São Caetano, no estádio Presidente Vargas, nessa terça-feira, teve um gostinho de vitória para o Azulão e um gosto amargo para o Alvinegro de Porangabussu, que esteve duas vezes à frente do placar e cedeu o empate. Além disso, o time jogou em casa, com a força da torcida e com um jogador a mais durante quase todo o 2º tempo.

    As mudanças na equipe até que surtiram efeito. Thiego e Victor Hugo se comportaram bem na defesa, Heleno e Leandro Chaves também entraram bem, restando apenas a criticar a atuação discreta de Itamar, que entrou no lugar de Romário por opção do técnico PC Gusmão. Faltou objetividade e força para penetrar na defesa do São Caetano.

    No 1º tempo, o jogo foi corrido, aberto, mas as jogadas de área foram escassas nos dois lados. No primeiro momento em que Mota puxou um contra-ataque, Eusébio lançou Leandro Chaves. A bola foi dividida com o experiente goleiro Fábio, que cometeu pênalti. Mota cobrou bem o pênalti e abriu o placar, aos 37 minutos.

    O meia Éder cobrou uma falta, sete minutos depois, e empatou o jogo. O goleiro Fernando Henrique reclamou de ter sido deslocado, mas o árbitro candango José de Caldas Souza validou o gol de empate: 1 x 1. É esse gol do vídeo. O goleiro também chegou atrasado. Não foi um bom final de 1º tempo.

    Aos 3 minutos do 2º tempo, o volante Moradei cometeu falta em Mota e foi expulso pela aplicação do 2º cartão amarelo. Vieram as mudanças. O técnico Sérgio Guedes reforçou o meio, enquanto PC Gusmão reforçou (imaginou ter reforçado) o time dele com o meia Thiaguinho no lugar do volante Jardel. Não surtiu efeito. Depois, Romário entrou no lugar de Itamar e melhorou a ofensividade.

    Depois de muita luta, muita correria, errando na formulação das jogadas, finalizando mal, o Ceará chegou ao desempate com outro gol de Mota, cobrando pênalti, aos 44 minutos. Ufa! Ledo engano. O São Caetano desceu no ataque, ganhou uma falta e Éder, mais uma vez, venceu o goleiro Fernando Henrique: 2 x 2.

    Enfim, apesar do time ter melhorado na movimentação, o resultado positivo não foi concretizado. O que faltou? Faltou atenção, paciência, força ofensiva e qualidade... Um pouco mais nesses quesitos e o Ceará teria feito mais de dois gols e, provavelmente, não teria cedido o empate, como aconteceu.  

    Papão perde em casa para o Fortaleza. Veja o gol.



    Clássico é isso aí: um cochilo na marcação, o atacante aproveita a falha e marca. Placar final 1 x 0.

    Dessa vez, foi o Fortaleza quem tirou proveito da situação. Observem que estavam na área, pelo menos seis jogadores do Papão, contra quatro do Fortaleza. Apenas dois jogadores do Fortaleza participaram diretamente da tabela enquanto quatro zagueiros do Paysandu não conseguiram tomar a bola. Waldson não errou e o gol saiu.

    O atacante Waldson levou a bola com a cabeça e chutou forte, no canto esquerdo, sem chances de defesa para o goleiro Paulo Rafael. Depois disso, o Paysandu pressionou, pressionou, mas não conseguiu empatar o jogo. No finalzinho do 1º tempo, Esley foi expulso de campo e deixou o Fortaleza com 10 jogadores.

    Na segunda etapa, o Paysandu botou pressão e criou chances de empatar, mas não furou a meta do Tricolor. Ao falar sobre a resistência da equipe, o treinador Vica ressaltou o espírito de marcação, quando os atacantes e os meias voltaram para ajudar os volantes. "Houve momentos que tínhamos quatro volantes", elogiou Vica.

    Eficiência é o que vale no futebol. Marcação, roubada de bola, saída de bola com bom passe, organização de jogada e finalização correta. O time que seguir a cartilha pode não vencer o jogo, mas também não perderá. Às vezes, perde porque existe zebra. Como no Mangueirão não passeou nenhuma zebra, nessa segunda-feira, o Fortaleza venceu.   

    quarta-feira, 11 de julho de 2012

    Arena Multiuso é isso: Amsterdam



    Vale ou não vale a pena investir milhões de reais para ter uma verdadeira arena multiuso?

    Tenha um pouco de atenção para ver o vídeo completo.

    Nessa arena joga o Ajax da Holanda. Por uma semana, o torcedor fica sem futebol para ter o prazer de assistir ao espetáculo de show do U2, mas é prazeroso.

    A arena sofre uma profunda transformação no espaço interno (exatamente no campo de jogo). Um magnífico palco é montado. Ninguém lembra que ali é palco dos craques da bola enquanto canta e dança.

    Quando o show termina, a transformação começa a ser vista de novo. Tudo volta ao estado anterior e nada ficou fora do lugar. Nada!

    No final, todos saem ganhando.

    Já estamos dando alguns passos nessa direção, mas ainda precisaremos caminhar muito para chegar lá. Afinal, o avanço do progresso é como rede de arrasto: não leva só um tipo de peixe.

    Quem empurra o progresso é o conhecimento, a educação, o nível de consciência, da qualidade de vida das pessoas, de tudo.

    Não custa nada sonharmos e, ainda que seja lentamente, caminharmos nessa direção.

    Parece um sonho, mas plenamente possível!     

    segunda-feira, 9 de julho de 2012

    Imbróglio do Treze/PB no Senado


    Finalmente, uma voz levanta-se no Poder na tentativa de dar fim ao imbróglio montado pelo Treze de Campina Grande/PB há mais de um mês. O senador Aníbal Diniz (PT/AC) ocupou a tribuna para alertar sobre os prejuízos causados aos 20 clubes, integrantes da Série C do Campeonato Brasileiro 2012, em consequência das liminares espedidas pela juíza Ritaura Rodrigues Santana, da Justiça da Paraíba, em atenção às repetidas ações do clube paraibano.

    A última liminar da juíza paraibana foi a "gota d'água". A ação do Treze/PB objetivou a retirada do Rio Branco/AC da competição e foi atendida. A delegação do time acreano viajou para jogar contra o Icasa, em Juazeiro do Norte/CE, mas foi impedida por força da liminar. O Treze jogou contra o Icasa e sofreu a segunda derrota (em campo) na competição.

    Vale a pena ouvir o discurso do senador Diniz, que classifica as decisões da juíza como "iníqua", "injusta", "inadequada" e "incorreta". Para o senador, o Treze está patrocinando uma "litigação de má fé", consorciado com a juíza paraibana. Diz ainda que a juíza está se portando como "advogada de defesa, se colocando acima do Tribunal de Justiça" e que o "futebol não pode ser objeto de esperteza afrontante". 

    sábado, 7 de julho de 2012

    Ceará 2 x 2 Criciúma e muita lambança



    O Criciúma jogou bem o 1º tempo e venceu por 2 x 0. O Ceará jogou bem o 2º tempo e venceu por 2 x 0. Placar final: 2 x 2. Até aí tudo certo. Aos 44 minutos do 2º tempo, um jogador do Criciúma caiu em campo, mas o árbitro mandou seguir o jogo e o Ceará não devolveu a bola, gerando uma confusão generalizada. O Criciúma queria fair play, enquanto o Ceará entendeu que o Criciúma estava fazendo "cera". O jogo ficou parado, a placa subiu avisando 10 minutos, mas o árbitro só deu três minutos após o reinício da partida.

    Durante a confusão, o árbitro sergipano Cláudio Francisco Lima e Silva expulsou o atacante Lucca, o treinador Paulo Comelli, o reserva Ozéia e um auxiliar técnico do Criciúma. Do lado do Ceará, foram expulsos o treinador PC Gusmão e o zagueiro Daniel Marques. Cláudio recomeçou o jogo e não aplicou os 10 minutos mostrados pela placa do árbitro reserva. Só deu três minutos. Pipocou, numa linguagem boleira.

    Enfim, fora a lambança do árbitro, o resultado foi justo. O Criciúma reclama a falta do fair play do Ceará, mas fez "cera" o 2º tempo inteiro. Somente o goleiro Douglas Leite caiu várias vezes alegando câimbras. Infelizmente, os treinadores não conseguem passar uma orientação ética aos jogadores quando o jogo exige, depois ficam fazendo acusações mútuas.     

    quinta-feira, 5 de julho de 2012

    Ceará recebe atacante Hugo


    A diretoria do Ceará e o treinador PC Gusmão não escondem que estão à procura de um atacante para revezar com Romário e Mota. Na tarde dessa quinta-feira, o atacante Hugo desembarcou em Porangabuçu de mala e cuia. A diretoria informou que o jogador faria testes, mas o treinador disse que o conhece, o indicou e aguarda a assinatura do contrato.

    Enquanto diretoria e treinador não falam a mesma linguagem, disponibilizo o vídeo do atacante Hugo para que o torcedor faça sua avaliação. Vídeo é vídeo e, às vezes, engana. Se repetir em campo essa movimentação, numa sequência de jogos (não vale só a estreia para assinar contrato), pode ajudar ao longo da temporada. 

    A chegada de Hugo não é um bom sinal para Misael, que deu sinais do antigo Misa, mas voltou a produzir muito pouco quando tem sido chamado a jogar.    

    sexta-feira, 29 de junho de 2012

    "Garrincha - Alegria do Povo"


    Pesquisando, agora, para o programa História das Copas, que vai ao ar aos domingos, às 9h, pela FM Assembleia - 96,7 MHz (http://www.al.ce.gov.br), fiquei com um sentimento nostálgico. Os dribles de Mané Garrincha, a categoria de Pelé, a competência de Gilmar, a coletividade de uma equipe simples que conquistou o bicampeonato da Copa da Fifa e encantou o mundo.

    Resolvi ver o filme sobre Garrincha. É preciso ver e rever para entender como o tempo nos consome, como as mudanças melhoram, às vezes; por outras vezes, nada melhoram, pioram. A história nos possibilita ir e vir no tempo, criando parâmetros, sentindo saudades e agradecendo pelo novo do hoje.

    Façamos essa viagem. Afinal, 50 anos se foram. Sabemos como é o Pelé de hoje, por exemplo, mas não temos ideia como seria o Mané Garrincha, hoje. Daí ser difícil fazer comparações com base no tempo. O melhor mesmo é curtir as coisas como são elas a cada tempo.   

    quarta-feira, 27 de junho de 2012

    Ceará toma sufoco, mas vence bem


    Teria sido uma vitória perfeita se o atacante Vinícius não tivesse infernizado a vida dos zagueiros alvinegros durante 17 minutos, sofrido a falta que resultou no gol de Chiquinho, aos 27' do 2º tempo, e criado lances que quase resultaram no empate ou até vitória do Ipatinga/MG. Ufa! Ceará 2 x 1 Ipatinga, no estádio Lamegão, foi fruto do futebol eficiente dos atacantes Mota, que marcou aos 11', e Romário que marcou aos 11' do 2º tempo.

    A vitória fora de casa deixa o alvinegro com moral para enfrentar o Criciúma/SC em casa, no próximo dia 6 de julho, uma sexta-feira, no estádio Presidente Vargas. O Ipatinga jogou um bom futebol, correu muito, pressionou os 90 minutos e, no segundo tempo, diminuiu o placar e desperdiçou duas boas oportunidades de virar o placar. O Ceará não foi tão eficiente no capítulo marcação e, por isso, tomou sufoco.

    Aos 18' do 2º tempo, o treinador Mazola Jr. fez três substituições de uma só vez: tirou o zagueiro Azevedo e colocou o meia Pablo (que perdeu o gol do empate nove minutos após o gol do Chiquinho), tirou o meia Éverton e colocou o atacante Vinícius aberto pela direita, trocou o paradão atacante Márcio Diogo pelo agitado Marcinho (que perdeu outro gol no finalzinho do jogo).

    A dupla Romário e Mota, no entanto, foi mais eficiente que todas as manobras do time mineiro. No 1º tempo, Mota marcou um belo gol, após jogada perfeita de Romário, e três minutos depois tirou com a cabeça uma bola que entraria na "gaveta" de Fernando Henrique. Eles foram os melhores, seguidos de FH, Daniel Marques e Rogerinho.

    De novo, a marcação deficiente dos volantes Jardel e Éverton forçou a volta demasiada de Robston para perto dos zagueiros. A bola ficou rebatida porque os meias do Ipatinga (Éverton e Wellington Bruno) chegavam na área do Ceará com facilidade a todo instante. No 2º tempo, com o aumento da pressão, o contra-ataque não saiu e os atacantes foram obrigados a voltar para marcar.

    Foi o único senão da equipe. Daí, continuo sem entender porque o treinador PC Gusmão resiste a utilizar o volante Heleno, como vinha utilizando na dupla função (zagueiro/volante), em lugar de um dos volantes, liberando Robston para trabalhar mais próximo de Rogerinho. Por isso, avalio que a nota não pode ser 10, apesar de uma vitória conquistada com eficiência, raça e mais acertos do que erro.

    Até o próximo jogo, PC Gusmão terá tempo para treinar outras opções e melhorar a eficiência do meio campo. Se conseguir o equilíbrio tão sonhado pelos treinadores, PC terá encontrado o time com o qual não sonhou. Se não conseguir o equilíbrio, com marcação forte, boa saída de bola e criatividade do meio campo, a defesa seguirá sofrendo sufoco, mesmo no dia em que o ataque for brilhante.   

    segunda-feira, 25 de junho de 2012

    Melhor ouvir as histórias do Vampeta



    Sinceramente, prefiro ouvir as histórias contadas pelo ex-volante Vampeta a ficar ardendo o juízo para entender o que está acontecendo no triângulo Rio Branco-AC/CBF/Treze de Campina Grande-PB, o imbróglio que impede o início da Série C do Brasileirão 2012 faz mais de um mês.

    Finalmente, a Série D começou para alívio de dirigentes, jogadores e torcedores. As agremiações da Série C estão fechando a conta de um mês sem atividade enquanto a CBF discute, calmamente, ou aparentemente sem pressa, uma questão aflitiva para centenas de profissionais.

    O Brasil de Pelotas-RS e o Treze-PB serão julgados na sexta-feira pelo STJD. Antes do resultado tão esperado, a CBF deve confirmar o início da disputa. Já é o bastante por hora. Assim como os dirigentes dos 20 times, espero que a Série C comece logo e a CBF aprenda a resolver suas questões - com legitimidade.      

    sábado, 23 de junho de 2012

    FH garante vitória do Ceará


    O Ceará venceu o Atlético paranaense, no PV, por 1 x 0, gol de Romário, aos 20', deixou a zona de rebaixamento, mas ainda apresentou problemas na formação do meio campo. O goleiro Fernando Henrique defendeu um pênalti cobrado por Paulo Baier, aos 39' do 2º tempo, e garantiu a vitória alvinegra.

    O jogo parecia estar sob o domínio do Atlético quando o Ceará fez o gol, através de uma jogada individual de Romário, que tirou proveito do bate-cabeça da zaga atleticana. Dali em diante, os paranaenses seguiram trabalhando bem a bola e explorando as jogadas pelo meio. O meio ainda foi o ponto de interrogação do alvinegro.

    Robston jogou atrás, fazendo as vezes do Heleno, criando um vácuo entre os volantes e Rogerinho. Em consequência disso, os atacantes foram pouco acionados no 1º tempo. Do outro lado, Paulo Baier criou as melhores situações, mas jogou praticamente sozinho.

    No 2º tempo, o treinador PC Gusmão cedeu ao próprio capricho e começou a mudar a partir dos 20 minutos. Trocou Rogerinho por Misael, Éverton por Heleno e Romário por Itamar. A proposta do contra-ataque não foi concretizada porque o time cadenciou muito o jogo e errou muitos passes.

    O Atlético seguiu com melhor passe e melhor articulação. Deixou de jogar pelo meio e passou a jogar pelos lados. Foi assim que os paranaenses chegaram ao pênalti (apesar da marcação duvidosa). Paulo Baier já havia perdido uma boa chance de marcar, aos 24 minutos, quando teve outra oportunidade, aos 39', no pênalti.

    O Ceará não teve a vitória comprometida porque Fernando Henrique foi muito feliz quando saltou para o lado direito e defendeu a cobrança de Paulo Baier. Um empate àquela altura deixaria os paranaenses com muita força para buscar a vitória. Enfim, vida de goleiro é assim: um eterno perde e ganha.

    O lateral direito Apodi recebeu o 3º cartão amarelo e não joga contra o Ipatinga-MG. O goleiro Fernando Henrique vai ao Rio de Janeiro para uma audiência em que é acusado de ter agredido a socos e cabeçadas o irmão do jogador Juliano, Lucas Mineiro Fernandes, e passa a ser dúvida.

    Ceará 1 x 0 Atlético, gol de Romário, aos 20', com renda de R$ 148.262,00 e público de 10.652.   

    quinta-feira, 21 de junho de 2012

    sábado, 16 de junho de 2012

    Joinville x Ceará empatam no equlíbrio


    O Joinville foi melhor no primeiro tempo, o Ceará foi melhor no segundo tempo. Cada um venceu um tempo com um gol. Ao final, o empate em 1 x 1 foi justo. O Ceará ainda teve um pênalti sofrido por Misael, aos 45' do 2º tempo, que o árbitro candango, Rodrigo Batista Raposo, deixou de marcar.

    O alvinegro pagou caro pelos erros de posicionamento e marcação no primeiro tempo. Sofreu o gol de Lima, aos 20', e poderia ter sofrido mais se o goleiro Fernando Henrique não tivesse feito tantas defesas importantes. No intervalo, os erros foram corrigidos e o jogo ficou equilibrado na segunda etapa.

    O pênalti sofrido por Mota e convertido por Romário, aos 5' do 2º tempo, foi o melhor remédio experimentado pelo time do Ceará. A partir dali, o jogo seguiu equilibrado até o final. PC Gusmão resolveu entender que Heleno precisava entrar no time para proteger mais a defesa e o colocou no lugar de Éverton.

    Pena que tenha colocado o atacante Misael quando faltavam pouco mais de cinco minutos para terminar o jogo. Talvez até motivado pela alteração do treinador do Joinville, Leandro Campos, que colocou o atacante Jean Carlos no lugar do zagueiro Linno.

    Foi em contra-ataque, puxado por Mota, que Misael driblou o zagueiro Pedro Paulo e foi derrubado dentro da área. O árbitro mandou seguir o jogo, deixando de marcar a penalidade. Dos males, o menor. O jogo serviu para tirar conclusões. É preciso melhorar a proteção dos zagueiros, a saída de bola e a criatividade.

    Antes do Atlético paranaense, sábado, no PV, uma semana para corrigir erros e melhorar a eficiência.         

    quarta-feira, 13 de junho de 2012

    Thiaguinho no Ceará, Éderson no ABC


    Depois de acertar com o meia Bruninho, 22 anos, com direitos federativos pertencentes ao Cruzeiro/MG, o Ceará anuncia a contratação do meia Thiaguinho, 28 anos, que estava atuando pelo ABC/RN. Na verdade, Thiaguinho vem e o atacante Éderson vai para o time potiguar.

    No caso de Bruninho, trata-se de "empréstimo de risco zero" para o Cruzeiro. O jovem meia teve 60% dos direitos econômicos adquiridos, pelo Cruzeiro junto ao Bahia de Feira/BA, depois de uma atuação destacada no Baianão de 2011, quando o time feirense foi campeão estadual. Portanto, uma aposta.

    O meia Thiaguinho foi envolvido em uma transação que interessa ao Ceará e ao ABC. Éderson não consegue se afirmar no Ceará, mas deixou boa impressão entre os torcedores do ABC na recente passagem por Natal. Daí, o interesse do time potiguar. O Ceará, por sua vez, precisa de um meia. Tomara, esteja o encontrando.

    Confira o vídeo de Thiaguinho. 

    segunda-feira, 11 de junho de 2012

    Fortaleza anuncia zagueiro mineiro



    Eis o novo zagueiro anunciado pelo Fortaleza. É verdade que alguns vídeos compactos têm criado embaraços a nós observadores de plantão. Às vezes, o vídeo é espetacular, mas o jogador não é nem a imitação do que vemos. Que dessa vez, o treinador Nedo Xavier tenha "acertado na mosca" com essa indicação.

    Em 2007, Micão passou pelo Fortaleza, mas era chamado de Rômulo, seu nome próprio, e não deixou lembranças marcantes. Agora, como Micão, mais experiente, aos 32 anos, tendo tido boa participação na campanha do América mineiro de 2011, o zagueiro poderá confirmar (em campo) a eficiência do vídeo.

    Boa sorte!

    quinta-feira, 7 de junho de 2012

    Bomba "C e D" cai no colo de José Maria Marin

    José Maria Marín começa a ter o juízo fritado

    Depois de duas semanas de espera, finalmente, os clubes das Séries C e D do Brasileirão resolveram dar um grito de alerta na CBF. Liderados pelo presidente do Fortaleza, Osmar Baquit, quinze deles resolveram mostrar a cara e deram prazo à entidade até a próxima terça-feira para que coloque um fim na paralisação da competição. Caso contrário, vão tentar suspender as Séries A e B como forma de chamar a atenção.

    Outro grupo, liderado pelo presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Evandro Carvalho, também promete dar o troco com ações para brecar as Séries A e B - "as meninas dos olhos" da CBF e o objeto de desejo da TV Globo. Seria um absurdo aplaudir a revanche, quando todos reclamam do Treze de Campina Grande/PB e do Brasil de Pelotas/RS por terem usado a Justiça Comum para criar todo esse imbróglio, mas não parece existir saída decente nesse lamaçal.

    Gostaria de ouvir do presidente da CBF, José Maria Marín, explicações convincentes sobre a falta de atitude da entidade com esses clubes rebeldes que têm recorrido à Justiça Comum antes que sejam esgotadas as instâncias da Justiça Desportiva. A lei é clara. O advogado e radialista, Heleno Lopes, tem explicado exaustivamente que esses clubes estão agindo ao arrepio da lei. E a CBF inerte.

    Heleno Lopes chega a dizer que se a entidade tivesse mandado começar o campeonato não estaria desrespeitando a Justiça Comum porque as liminares são inconstitucionais. E provaria mais tarde. Será possível que ele sabe demais! Estamos assistindo a algo sem precedentes no futebol brasileiro ao mesmo instante em que o presidente da CBF viaja, viaja, conversa vagamente sobre o assunto e nada faz.

    Será que o erro dos clubes rebeldes somente será corrigido com outro erro? Será o absurdo dos absurdos, embora nada fora da realidade que conhecemos em alguns casos. Depois das explicações didáticas de Heleno Lopes sobre a Constituição Federal, que reserva ao STJD o direito legítimo de julgar os casos esportivos; depois de ouvir tantas vezes que a Fifa não admitiria o uso da Justiça Comum para atropelar a Justiça Desportiva, fico embasbacado com tudo que está acontecendo.

    Gostaria mesmo de entender quem é quem no jogo. Pena que os clubes estão se mexendo timidamente. Somente a Federação Pernambucana bradou com mais força. Um reflexo claro da dependência (cada uma deve ter as suas dependências). Aliás, Marín avisou que recebe dirigente de clube, mas prefere que esteja acompanhado do presidente da respectiva federação. Para mim, a intenção é clara.

    Os sessenta clubes das Séries C e D têm uma oportunidade ímpar de mostrar à CBF que merecem um tratamento igual ao dispensado às divisões superiores. Difícil será a união de todos eles por causa da dependência de alguns com suas respectivas federações. Esse joguinho, que pode ter outras denominações, é a maldita herança da administração Ricardo Teixeira. Por isso, muitos ainda dizem sentir saudades dele.  

    sábado, 2 de junho de 2012

    Ceará goleado no dia do aniversário




    No dia da comemoração do aniversário de 98 anos de fundação, o torcedor alvinegro recebeu um presente de grego com a goleada sofrida para o Guarani de Campinas/SP, por 4 x 1, no estádio Brinco de Ouro da Princesa, pela Segundona. O time do Ceará voltou a ser frágil na marcação, desarticulado e pouco presente ao ataque. Da jornada sinistra, sobrou apenas o meia Rogerinho.

    O goleiro Fernando Henrique voltou a falhar. No quarto gol, apesar de ter voado no tempo certo, tocou errado com a mão direita na bola e foi vencido pelo chute forte do lateral Medina. A dupla de zagueiros (Thiego e Victor Hugo) bateu cabeça, cochilou e virou "avenida iluminada".

    O atacante Lima não conseguiu finalizar com sucesso a melhor oportunidade do Ceará em todo o jogo, criada com um contra-ataque, aos 17 minutos. Diante de Emerson, Lima ficou apavorado e chutou a bola no braço esquerdo do goleiro. Reina entrou para melhorar a organização da equipe e nada acrescentou.

    Enfim, o meia Rogerinho correu, brigou pela bola, tentou arrumar o setor e fez o único gol alvinegro, aos 31' do 2º tempo. Por isso mesmo, Rogerinho foi o único que obteve aprovação por média. Fosse uma prova e o restante do time estaria reprovado.

    A derrota, por goleada, também colocou em xeque a decisão do treinador PC Gusmão de tirar o volante Heleno do time, abrindo a proteção dos zagueiros. Com Heleno, a zaga era sofrível; sem ele, ficou pior. Ainda assim, PC permaneceu com o volante, forte marcador, no banco de reservas, mesmo nos momentos críticos que indicavam uma goleada.

    Muita coisa precisa mudar na equipe. Só não dá para negar que o elenco campeão cearense 2012 não está respondendo positivamente na competição nacional. Não basta contratar o volante Robston e pensar que tudo está resolvido. Haja trabalho pela frente - do treinador e da diretoria.       

    terça-feira, 29 de maio de 2012

    Ceará 2 x 2 Goiás: muito suor e pressão



    O Ceará festejou o empate com o Goiás, no estádio Presidente Vargas, em 2 x 2, na 3ª rodada da Segundona do Brasileirão. Apesar do progresso na 2ª etapa do jogo, o rendimento alvinegro continua longe do necessário para quem quer voltar à Série A. O time voltou a tomar dois gols em 16 minutos (Ramon aos 6' e Iarley aos 16') e repetiu erros. Empate alentador, mas ainda preocupante.

    O presidente Evandro Leitão, o vice Robinson de Castro e o treinador PC Gusmão saíram em defesa da equipe, valorizaram o empate e esbanjaram otimismo em relação ao futuro técnico e tático do time. Ao reconhecerem a fragilidade no capítulo marcação, os três confirmaram a contratação de um volante "brucutu".

    Pode até ser, mas o que será feito do Heleno? Não começou o jogo nem foi utilizado depois. PC Gusmão começou com Régis (autor do gol de empate aos 25' do 2º tempo) e Eusébio, garantindo espaço para os meias Tinga e Rogerinho, além dos atacantes Mota e Lima (autor do 1º gol aos 31' do 1º tempo).

    Será um volante melhor que Heleno? O nome de Lucas (Fortaleza) foi especulado e negado. Mais que volante, o Ceará sentiu a falta de consistência, conjunto, acertos no passe e finalizações. O empate foi arrancado com muita transpiração, depois de mudanças radicais, a ponto do volante Eusébio ter dado lugar ao atacante Misael. O Ceará terminou o jogo com um volante, dois meias e três atacantes.

    PC Gusmão arriscou tudo. No intervalo, já havia trocado o lateral esquerdo Márcio Careca pelo meia Reina, depois trocou a velocidade do lateral direito Apodi pelos cruzamentos do lateral Paulo Sérgio. Somaram-se às mudanças a disposição alvinegra e a diminuição gradual do fôlego do Goiás.

    Deu certo, em parte, porque foi um empate com gostinho amargo. Primeiro ponto conquistado em três jogos realizados, contando uma derrota em casa (América/MG) e outra fora (Guaratinguetá). Francamente, não entendi essa de contratar volante com tanta ênfase. Rogerinho gostaria de receber uma boa companhia e o atacante Lima, tão criticado, poderia ganhar uma companhia melhor que o Mota.

    São situações pontuais. O treinador PC Gusmão concordou comigo ao ter afirmado após o jogo que o Campeonato Cearense não é parâmetro para o Brasileiro, mesmo a Segundona, mas não planejou algo diferente. O resultado é cair na real, agora, quando terá de reformular a formação da equipe. E foi assim que chegou ao empate: com mudanças arriscadas e muito suor.           

    sábado, 26 de maio de 2012

    Ceará perde em tarde de Fran



    O Ceará perdeu o segundo jogo consecutivo, pela Segundona do Brasileirão, num jogo em que o goleiro Fernando Henrique sofreu um frangaço e o time só jogou bem no segundo tempo. Guaratinguetá 2 x 1 Ceará, no Estádio Dário Rodrigues Leite, foi um golpe duro nas pretensões alvinegras.

    O meia Fran, do Guaratinguetá, e o goleiro Fernando Henrique, do Ceará, foram os destaques do primeiro tempo. Fran (positivamente) fez os dois gols do Guara (11' e 41'). Fernando Henrique (negativamente) sofreu um frango difícil de ser explicado. Não tinha sol nem vento. A bola o encobriu numa saída errada.

    No segundo tempo, o Ceará jogou como deve jogar todo time que quer vencer. PC Gusmão tirou os volantes Heleno e Régis e colocou o volante Juca (sai mais para o jogo) e o meia Reina. Juca se machucou e Henrique Dias entrou, mas não rendeu o esperado.

    Rogerinho diminuiu, aos 7', e o Ceará seguiu pressionando, mas o gol de empate não saiu. O árbitro carioca Wagner dos Santos Rosa deixou de marcar um pênalti, aos 33', quando Romário foi agarrado pela camisa. De qualquer sorte, o alvinegro desperdiçou outras boas oportunidades e perdeu o jogo.

    O aviso está dado. A diretoria do Ceará precisa entender que o Cearense 2012 acabou. Agora, a disputa é pela Segundona do Brasileirão. Diferente de 2009 e 2010, o Ceará volta a cometer velhos pecados na preparação e na qualificação da equipe.

    Ainda há tempo para corrigir os erros, contudo, é preciso agir logo. Ficar adiando as decisões jogo a jogo (como no passado recente), certamente nos levará a fazer dramáticos cálculos ao final da competição. Nunca é demais lembrar, também, que abaixo da Segundona está o inferno.

    Ceará jogou com Fernando Henrique, Apodi, Victor Hugo, Luizão e Márcio Careca; Heleno (Juca) (Henrique Dias), Régis (Reina), Eusébio e Tinga; Rogerinho e Romário. Técnico: PC Gusmão. O Guaratinguetá jogou com Saulo, Leandro Silva, Vinícius, Peterson e Juan; Rafael Massumba, Bruno Formigoni, Fran (Paulinho) e Lenilson (Rick); Júlio César e Fabinho (Stéfano). Técnico: Carlos Otávio.

    Apitou o jogo o carioca Wagner dos Santos Rosa, auxiliado pelos também cariocas João Luiz Albuquerque e Wendel de Paiva Gouveia.         

    terça-feira, 22 de maio de 2012

    Meia Doda já está no Pici




    O meia Doda, procedente do Treze de Campina Grande/PB, já está no Pici.

    O jogador chega com muito cartaz, depois de boa repercussão da contratação dele entre a torcida tricolor, diante do lamento da torcida do "Galo da Borborema".

    Agora, é treinar, ganhar a condição de titular e ajudar o Fortaleza a fazer uma campanha vitoriosa no Brasileirão da Série C.

    Curtam e façam suas apostas!

    sábado, 19 de maio de 2012

    Ceará perde e anuncia zagueiro

    Atacante Mota fez falta e começou a incomodar dirigentes 

    O time do Ceará perdeu para o América (MG), por 2 x 1, no Estádio Presidente Vargas, na estreia do Brasileirão da Série B, num jogo em que foi clara a lacuna deixada pelas ausências dos atacantes Mota e Felipe Azevedo. O vice-presidente, Robson de Castro, chegou a admitir que a longa ausência de Mota começa a ser analisada. A derrota foi um aviso do que é preciso ser feito com urgência: contratar qualidade.

    Com a saída de Felipe Azevedo para o Sport e a suspensão de Romário, o time alvinegro ficou fragilizado no ataque. Edérson não foi bem e terminou substituído pelo meia Reina no intervalo do jogo.   Misael jogou sem a mesma impetuosidade de antes e deu lugar a Henrique Dias na segunda etapa. O meia Tinga entrou no lugar do volante Régis, no intervalo, e fez alguma diferença.

    A América fez os dois gols da vitória ainda no primeiro tempo: Rodriguinho, aos 8', e Fábio Júnior, aos 34'. Dois lances em que a defesa do Ceará praticamente olhou os adversários, desde a elaboração da jogada até a finalização. Com a entrada de Tinga, o alvinegro passou a ter mais agressividade. O gol de honra saiu aos 8' do 2º tempo em jogada elaborada por Tinga.

    No vestiário, o treinador PC Gusmão não se fez de rogado e admitiu que precisa qualificar a equipe. Time que quer subir não pode ficar jogando atrás, com três volantes marcadores, fragilizado na criação, sem ter goleadores na frente. Não basta apenas marcar, tem que criar e ter capacidade de aproveitar as mínimas oportunidades que surjam para golear.

    O meia Reina, por exemplo, ainda não mostrou ser o jogador capaz de aumentar o volume de jogo e criar situações que deixem os atacantes em condições de finalizar. O time alvinegro sentiu a diferença abissal entre o Campeonato Cearense e a Série B do Brasileirão. Foi um começo previsível para mim. Espero que a diretoria do Ceará não durma numa eterna espera de oportunidades para contratar.

    Aliás, o atacante Magno Alves não vem mais. O salário dele lá no Oriente Médio também é algo inalcançável. Seria um atacante pra fazer a diferença e custa caro. Um caro que compensaria, mas não vem. Quem está chegando é o zagueiro Luiz Carlos Nascimento Júnior, o Luizão, capixaba de 25 anos, que esteve pelo Bahia na temporada passada.

    O Ceará jogou com Fernando Henrique, Apodi, Potiguar, Daniel Alves e Márcio Careca; Heleno, Eusébio, Régis (Tinga) e Rogerinho; Misael (Henrique Dias) e Edérson (Reina). Técnico: PC Gusmão.

    O América (MG) jogou com Neneca, Boiadeiro (Patrick), Gabriel, Everton e Bryan; Dudu, Leandro Ferreira, Rodriguinho e Gilberto (Lula); Bruno Meneghel (Adeílson) e Fábio Júnior. Técnico: Givanildo Oliveira.

    Árbitro Nielson Nogueira Dias (PE), com assistências de José Pedro Wanderlei da Silva (PE) e Thyago Costa Leitão (PI). A renda foi de R$ 193.501,00 para o público pagante de 16.147 e 729 não pagantes. A cota do Ceará foi R$ 118.263,71.  

    quinta-feira, 17 de maio de 2012

    Saudade de Donna Summer!



    Ela fez parte da minha juventude. Morreu aos 63 anos, vítima de câncer no pulmão.

    Fortaleza traz meia Doda do Treze


    A informação estava sendo mantida sob sigilo, mas vazou, no início da noite desta quinta-feira, quando foi confirmada pelo repórter Aloísio Lima (Rádio Globo Fortaleza). O meia Doda está aguardando a liberação do Treze de Campina Grande/PB para assinar contrato com o Fortaleza.

    O treinador do "Galo da Borborema", Marcelo Villar, não negou a informação e deu boas referências sobre o comandado dele. Doda tem 25 anos, estatura mediana (1.70 m e 72 kg), considerada baixa (por alguns) para os padrões atuais, mas é dono de boa técnica.

    Faça sua avaliação!

    Eliézio reforça a zaga do Fortaleza.



    O zagueiro Eliézio tem 25 anos, é baiano de Salvador, mas aparece com maior destaque quando vestiu a camisa do Cruzeiro/MG. Passou, também, pelo futebol português. Agora, vai defender as cores do tricolor do Pici. Eliézio tem chegada prevista para a manhã desta sexta-feira.

    Dá sinais que irá disputar a condição de titular com os zagueiros que seguem no clube para o Brasileirão da Série C. Ciro Sena e Cléber Carioca formaram a zaga titular durante quase todo o Estadual 2012. Mas nunca é demais ter qualidade de sobra.

    Gostou do zagueirão?

    terça-feira, 15 de maio de 2012

    Ceará anuncia artilheiro repatriado




    O presidente do Ceará, Evandro Leitão, anunciou, nesta terça-feira, a contratação do atacante Itamar, 32 anos, mineiro de Santa Maria de Itabira, que começou a carreira aos 16 anos com a camisa do Cruzeiro (MG). O jogador chega para disputar a camisa que era vestida por Felipe Azevedo, agora no Sport de Recife.

    Itamar sempre teve passagens rápidas nas equipes por onde passou, deixando sua marca de goleador, a exemplo do Goiás, Palmeiras (no Brasil), Chunnam Dragons, Suwon Bluewings, Seongnam (na Coreia do Sul), Jaguares, Tigres (no México), e Al-Rayyan (no Qatar).

    O Ceará tem acertado com esse tipo de contratação. Foi assim com Magno Alves, Felipe Azevedo e Mota. O que se espera, agora, é que o vídeo que apresenta Itamar não esteja distante da atual realidade dele. Por aqui, o futebol exige bem mais dos atacantes.

    Boa sorte, Itamar!   

    segunda-feira, 14 de maio de 2012

    Vende-se o troféu do campeão cearense 2012

    Juliana Alves, Dorinha Macedo (Associação Madre Paulina) e Mauro Carmélio (FCF)

    O Campeonato Cearense de 2012 terminou como começou: cheio de confusões, criadas pela falta de bom senso de alguns dirigentes desse futebol carente em todos os sentidos. Para fechar com a maior das decepções, o Ceará Sporting rejeitou o troféu conquistado em campo. A Federação Cearense de Futebol não se fez de rogada e doou "o filho abandonado" a uma instituição que cuida de crianças carentes.

    O troféu vai a leilão no próximo dia 2 de junho, um sábado, na sede da Associação Madre Paulina, na rua Souza Girão, nº 260, no bairro de Fátima/Fortaleza. A entidade vai aplicar o dinheiro arrecadado nas despesas com as 35 crianças, de 1 a 14 anos, que moram por lá. A minha curiosidade é: "Quanto vale esse troféu?". A FCF não informou sobre o valor estimado da taça.

    Seja lá quanto for arrecadado, a presidente da Associação Madre Paulina, Dorinha Macedo, saberá bem como aplicar o dinheiro. As crianças agradecem a estupidez dos dirigentes do Ceará Sporting. Parece sensato pensar que eles teriam todo direito ao protesto. Parece, também, sensato pensar que eles teriam todo dever de permitir aos jogadores dar a tradicional volta olímpica com o troféu.

    Os dirigentes do Fortaleza também rejeitaram o troféu de vice-campeão, não receberam no estádio Presidente Vargas, mas admitiram que querem a taça. O tricolor também está rompido com a FCF, mas não segue os passos do rival nessa questão. Como nesse país ser vice não vale nada, o troféu só terá valor para compor a galeria de troféus do clube, no Pici.

    Lamentável!

    Não é a primeira vez que o futebol cearense protagoniza esse papelão. Em 1992, as confusões resultaram num final de campeonato com quatro campeões: Ceará, Fortaleza, Icasa e Tiradentes. Em 2004, mais confusões e o campeonato terminou sem campeões declarados. Ceará e Fortaleza disputariam duas partidas finais, não chegaram a um acordo sobre as datas e a FCF deu o campeonato por encerrado.

    Vou parar por aí. Preferia estar falando de fatos que tivessem dignificado o futebol alencarino, berço de tantos craques e dirigentes inteligentes (no passado). Hoje, a mistura dos interesses da política partidária com o futebol é como a mistura de óleo e água. Não dá liga.

    O torcedor é usado como "lenha na fogueira", incendiado pela paixão, e transformado em combustível importante para a sobrevivência de algumas pessoas que pouco ou nenhum bem fazem ao futebol. Por outro lado, pessoas bem intencionadas terminam saindo do futebol por não aceitarem esse "picadeiro" montado nos clubes com segundas intenções.

    Talvez ainda tenhamos de falar de novos protestos, a exemplo daquele que rebaixou o Crateús e salvou o Ferroviário, de CPI no futebol para apurar supostas irregularidades na FCF, já denunciadas pelo vice-presidente da entidade, deputado Idemar Citó, e não será surpresa se aparecer algo novo no "reino da lambança".

    Em tempo: O troféu tem valor estimado entre R$ 850 a R$ 1.200.                

    domingo, 13 de maio de 2012

    Ceará é bicampeão cearense 2012

    Troféus entregues ao campeão e vice 2012


    O Ceará Sporting conquistou o título cearense de 2012 com o empate, em 1 x 1, no estádio Presidente Vargas, contra o Fortaleza. O Fortaleza passou 14 minutos campeão, mas cedeu o empate e viu o título escorrer por entre os dedos. A expulsão de Esley e a contusão de Ciro Sena foram detalhes que dificultaram a conquista do título pelo tricolor.

    A torcida do Ceará estava impaciente no intervalo do jogo. O empate sem gols dava o título, mas a proposta de jogar no contra-ataque era muito arriscada. A torcida começava a cobrar o time na frente. A proposta foi arriscada, mas deu certo.

    O Fortaleza pressionou durante os primeiros 10 minutos, depois o jogo ficou equilibrado, embora sem chutes a gol. Foi apenas uma chance real criada pelo ataque do Ceará, aos 33', quando o goleiro João Carlos se atrapalhou, Felipe Azevedo chutou e Rafinha evitou o gol.

    Ainda no primeiro tempo, o ataque do Fortaleza teve apenas um movimento realmente bom, com Marielson, que driblou Eusébio três vezes e chutou forte. O goleiro João Carlos fez uma defesa espetacular. A torcida do Ceará tinha razão de reclamar e a torcida do Fortaleza queria mais.

    Um campeão teria de sair hoje. O segundo tempo prometia mais ação. Nedo Xavier fez a parte dele, quando tirou Leandro (volante) e colocou Rômulo (atacante). Esley foi que não fez a parte dele. Aos 6', cometeu falta desleal e foi expulso de campo. É que, antes, havia reclamado acintosamente e recebido cartão amarelo.

    Mesmo com um homem a menos o Fortaleza chegou ao gol, aos 17', com Jailson (de cabeça), que aproveitou lançamento de Rafinha. Os detalhes terminaram favorecendo ao Ceará. Nedo Xavier tirou Jailson (atacante) para recompor a contenção com Gilmak. O Ceará terminou levando vantagem.

    PC Gusmão já havia trocado Mota por Romário, antes do gol e depois disso, aumentou a pressão com a troca de Régis (volante) por Misael (atacante). Naquele instante, eu dizia que o Ceará tinha "saído do armário" em busca do gol. 

    Quatro minutos antes do gol de empate, PC Gusmão trocou Heleno (volante) pelo Reina (meia). Mais pressão. As alterações alvinegras funcionaram. Aos 31', Felipe Azevedo cobrou pênalti, sofrido por Romário, e devolveu a vantagem ao alvinegro.

    O Fortaleza ainda teve a infelicidade de ficar com o zagueiro Ciro Sena em campo, machucado, nos últimos 10 minutos porque já havia feito as três alterações. Com dois jogadores a menos, então, ficou mais complicado ainda. Não deu mais para tirar a vantagem alvinegra.


    Como começou, o campeonato terminou com muita lambança. A Federação Cearense de Futebol não assumiu a entrega dos troféus. A diretoria do Ceará não quis receber o troféu conquistado em protesto, segundo seus dirigentes, "aos atos que prejudicaram o CearáSC".

    Ceará foi campeão com Fernando Henrique, Apodi, Willian Thiego, Potiguar e Márcio Carioca; Heleno (Reina), Régis (Misael), Eusébio e Rogerinho; Felipe Azevedo e Mota (Romário). Técnico: PC Gusmão.

    O Fortaleza foi vice com João Carlos, Rafinha, Ciro Sena, Cléber Carioca e Kauê; Leandro (Rômulo), Esley (expulso), Marielson e Geraldo (Lucas); Cléo e Jailson (Gilmak). Técnico: Nedo Xavier.

    O árbitro foi Ricardo Marques (MG), auxiliado por Guilherme Camilo (MG) e Cristian Sorence (GO). Renda foi R$ 257.756,00 para um público pagante de 15.967 e não pagantes de 775.           

    sexta-feira, 11 de maio de 2012

    Aos artilheiros: "Clássico só presta com gol"


    Ainda bem que nesse domingo, de um jeito ou de outro, sai o campeão cearense de 2012, de preferência com gol ou gols, no clássico-rei Ceará x Fortaleza, no estádio Presidente Vargas.

    Coisa sem graça é decisão sem gol.

    O Ceará joga com a vantagem do empate, mas não deverá ser tão cauteloso quanto no primeiro jogo. A proposta do Ceará é clara: esperar o erro do Fortaleza e contra-atacar com a velocidade de Rogerinho.

    E o treinador Nedo Xavier sabe disso. Desa forma, o Fortaleza também foi cauteloso no primeiro jogo e conseguiu o objetivo inicial que era não permitir ao Ceará aumentar a vantagem.

    Domingo não tem jeito. Um dos dois será campeão. A cautela terá limites.

    Um gol do Ceará será como um palito de fósforo aceso num paiol. O Fortaleza ficará incendiado, sairá da posição cautelosa para a pressão total. Afinal, terá missão dobrada. Só a vitória interessa.

    Um gol do Fortaleza colocará fervura no "banho-maria" do Ceará. Ainda que numa situação desfavorável, a marcação de apenas um gol devolverá a quase certeza do título. Afinal, basta um empate.

    Será assim, um xadrez. 

    Os treinadores terão a capacidade de mudar o quadro, a favor ou contra. Qualquer movimento errado poderá ser fatal. O banco de reservas pode ser a chave da vitória, mas não será fácil mexer na equipe.

    Por essas nuances, prefiro um jogo com gols, ainda que o primeiro aconteça no início. Se for assim, o torcedor será premiado com mais tempo de um futebol bem disputado.

    Se o gol sair no final, o torcedor vencedor, certamente, não será premiado com uma boa disputa. O único gol que poderia levar o torcedor ao êxtase, mesmo acontecendo no final, seria do Fortaleza porque daria o título buscado.

    Como o torcedor quer título, o gol (contraditoriamente) passa a ficar em segundo plano. No início ou no fim, o gol do título será apenas o motivo para justificar o troféu, principalmente se for o Ceará o campeão.

    Não me peçam para dar palpites. Se soubesse fazer isso, montaria uma tenda na avenida Beira Mar, venderia água de coco e ganharia uma boa grana. 

    Que os jogadores confirmem o que penso: "Clássico só presta com gol". 

    quarta-feira, 9 de maio de 2012

    Salve o Ferroviário Atlético Clube


    Dia 10 de maio é dia de festa para a família do Ferroviário, que completa 79 anos de fundação, com a eterna liderança de Valdemar Cabral Caracas. Infelizmente, em conseqüência de péssimas administrações, o clube vive um de seus piores momentos, motivo de angústia para os seus mais tradicionais seguidores. Ainda assim, Viva o Ferrão!

    Depois de escapar do rebaixamento, graças a erros administrativos do Crateús, o Ferroviário ainda vive sob a ameaça de sofrer um revés com a mesma medalha, isto é, ser apenado pelo TJDF/CE por irregularidades na eleição da atual diretoria. Seria o fim da picada.

    Contrariando a tradição e a qualidade do futebol brasileiro, maioria dos nossos clubes vive a angústia da desordem administrativa. O Ferroviário está entre eles, "definhando" sob os olhares inertes das Federações e da CBF. A história só mudará quando cortarem o cordão ($) que alimenta o jogo de interesses nos bastidores da cartolagem.

    Quando será?  

    terça-feira, 8 de maio de 2012

    Ceará vê Magnata e traz Henrique Dias


    O presidente do Ceará, Evandro Leitão, confessou publicamente que espera fechar logo a contratação do atacante Magno Alves, o Magnata, para a disputa da Série B do Brasileirão. A torcida do alvinegro alimenta a expectativa da volta do artilheiro, mas desde o início da noite convive com a realidade da vinda do menos badalado Henrique Dias, de 28 anos, a serem completados no próximo dia 23.

    Natural de São Paulo, Henrique Dias começou no Coritiba, em 2004, depois foi jogar na Coreia do Sul, pelo Daejeon Citizen. Voltou ao Brasil, em 2006, para jogar no Paraná Clube, retornou ao Coritiba, foi para o Grêmio Prudente, em São Paulo, onde permaneceu desde 2010, sendo transferido depois para o São Caetano e Mirassol, onde estava.

    Este vídeo mostra gols do jogador desde a época em que jogava pelo Coritiba. No Mirassol, Dias tem se destacado pelos gols marcados. Foi com esse indicativo que o Ceará lançou aposta na contratação do atacante. Sobre Magno Alves, permanece o suspense. Para mim, a volta do Magnata acontece com enorme atraso. Tivesse ele por aqui ano passado e o Ceará não teria sido rebaixado. Aposto!    

    segunda-feira, 7 de maio de 2012

    No primeiro desafio, faltou coragem



    Muitos torcedores tricolores e alvinegros ainda reclamam do empate de ontem, no PV, sem gols, nos primeiros 90 minutos da decisão de 180 minutos. Para mim, nada mais natural. O jogo transcorreu como eu imaginei e comentei durante a semana. Faltou ousadia aos dois times no primeiro round.

    O Ceará entrou em campo com a vantagem, cumpriu a primeira etapa e segue com a vantagem. Está mais próximo do título de 2012. O Fortaleza entrou em campo em desvantagem, segue em desvantagem, e não permitiu ao Ceará ampliar a vantagem antes estabelecida. Para os dois, objetivos cumpridos.

    Claro que o torcedor queria mais. O torcedor vai ao estádio em busca de extravasar as emoções. Jogadores e treinadores, diferentemente, tentam conter as emoções para evitar as chamadas "bolas nas costas".  Assim, Fortaleza 0 x 0 Ceará foi o resultado de um jogo truncado, produto do receio, espelho do regulamento.

    Por isso, postei esse vídeo motivacional. Ele sugere que uma das equipes deveria ter sido mais ousada, deveria ter lutado, determinadamente, em busca do resultado positivo. Qual teria sido essa equipe? Nesse primeiro jogo, pelas circunstâncias, em desvantagem, seria o Fortaleza.

    No segundo jogo, quem perder a vantagem certamente vai lutar com todas as forças para reverter o quadro, seguindo a sugestão do vídeo. Só lembrando: o Ceará joga pelo empate e pela vitória; o Fortaleza joga, exclusivamente, pela vitória. A diferença de gols em nada influenciará no resultado.

    Não acredito que haja um vencedor sem doação de extremo sentimento de luta em campo.      

    sexta-feira, 4 de maio de 2012

    Silvia Machete "Toda Bêbada" é show



    O show de Silvia Machete, no Teatro Sesc Senac, aqui em Fortaleza, foi isso aí e muito mais. Voz afinadíssima, repertório bem selecionado, show original e criativo. 

    E tem uma historinha pra ganhar um CD. Não vou contar. Quem for ao show se divertirá.  

    domingo, 29 de abril de 2012

    Ceará x Fortaleza: deu a lógica na final



    A definição dos finalistas do Cearense 2012 saiu com mais naturalidade do que se imaginava. O Horizonte foi goleado, por 4 x 1, pelo Fortaleza, no primeiro jogo e perdeu o segundo, por 1 x 0. O Tiradentes fez o inverso: perdeu o primeiro para o Ceará, por 2 x 0, e foi goleado no segundo jogo, por 4 x 0. Mais uma final carimbada: Ceará x Fortaleza, com vantagem alvinegra.

    A discussão que segue, agora, é quem tem o time melhor, quem chega mais inteiro à final, quem será o campeão? Perguntinha chata, difícil de responder. Independente da velha e surrada frase: "Clássico é clássico e ninguém é favorito". O Ceará conta com uma boa vantagem, mas não pode cochilar.

    O Ceará chegou a ficar 11 pontos atrás do Fortaleza, mas corrigiu a equipe, voltou a vencer, ultrapassou o rival e chega à final com a vantagem de jogar por dois resultados iguais. Mais que isso, o Ceará chega à final com o elenco inteiro e motivado.

    O Fortaleza também não tem do se queixar. Chega à final completo. Os jogadores que os dois times perderam pelo caminho já não fazem falta. O Ceará ficou sem João Marcos e Juca, machucados. O Fortaleza ficou sem Rai, também por contusão. Enquanto isso, os dois treinadores encontraram a recomposição de suas equipes com naturalidade.

    O time alvinegro é mais maduro, mais acostumado a decisão e chega à final motivado pela vantagem. O tricolor tem um  time menos habituado a decisão, mais jovem e também chega à final motivado. Por isso tudo, tenho certeza que será uma decisão bem disputada, diferente dessas semifinais.

    A vantagem alvinegra deve ser considerada, sim. Acontece que uma vantagem torna-se perigosa quando é usada como estratégia. Não acredito que a comissão técnica do Ceará utilize esse expediente. A vantagem deve ser usada como reserva para o último caso.

    Aos tricolores caberá a missão de ter toda cautela necessária para não permitir aumento da vantagem alvinegra. Ao mesmo tempo deverá trabalhar forte para estabelecer a sua vantagem. Isso significa dizer que o Fortaleza deverá ter cuidado para não levar gols e competência para vencer (e bem) pelo menos um jogo. 

    Penso que a decisão será mais emocionante que todo o campeonato.        

    sábado, 21 de abril de 2012

    Sempre há um jogo para deletar


    O Ceará empatou em casa, no estádio Presidente Vargas, com o Paraná Clube, em 2 x 2, quando todos esperavam uma vitória tranquila pela Copa do Brasil. Tenho dito que focar excessivamente no adversário, deixando de lado suas próprias fraquezas não é o melhor caminho para chegar à vitória. Talvez, um pouco disso aconteceu com o Ceará naquele primeiro jogo. Na casa do adversário, perdeu a classificação sem perder o jogo. 

    Lá, em Curitiba, na Vila Capanema, o Ceará enfrentou um adversário determinado a garantir a vantagem construída aqui, como prevê o regulamento, com o peso "2" para o gol fora de casa. O simples empate, em 1 x 1, foi o suficiente para seguir na competição. O Paraná Clube foi valente, prevenido, cercado de estratégias e ainda recebeu uma mãozinha do árbitro goiano André Luis Castro, que permitiu o jogo desleal. 

    Decisão é assim. Além de jogar muito futebol, é preciso doar até o pescoço se for preciso. Já não temos mais jogadores com esse espírito, principalmente quando já estão com a vida resolvida. Até por isso, o Ceará deveria ter optado por jogadores mais dispostos a "botar a canela" no jogo. O problema é que não lembro deles em Porangabussu.

    Um jogo pra deletar da memória!   

    sexta-feira, 20 de abril de 2012

    Sempre há um jogo para esquecer!



    O Fortaleza voltou pra casa classificado para a oitavas de final da Copa do Brasil porque goleou o Náutico, por 4 x 0, no primeiro jogo, no estádio Presidente Vargas. No estádio dos Aflitos, sem a mesma impetuosidade, encontrou um adversário faminto por gols. Se não tivesse recuado tanto, fazendo uma verdadeira barreira à frente do goleiro João Carlos, talvez tivesse perdido por mais de 2 x 1.

    Classificação garantida, o Fortaleza vai enfrentar o Grêmio portoalegrense. Primeiro jogo no estádio Presidente Vargas e o segundo, consequentemente, no estádio Olímpico. Mesmo não estando num bom momento, o Grêmio não pode ser comparado com o Náutico de agora. Para avançar, o tricolor deverá mudar alguns conceitos e comportamentos em campo.

    Lições, duras lições que podem servir!     

    segunda-feira, 16 de abril de 2012

    Queda do Ferroviário parece mentira

    Valdemar Caracas é fundador e símbolo coral

    Na última vez que entrevistei o eterno presidente do Ferroviário Atlético Clube, Valdemar Cabral Caracas, 104 anos, a primeira coisa que ele me disse foi o seguinte: "Se você veio aqui pra falar de futebol pode voltar. Não quero me preocupar com isso". Desconversei, falei sobre a vida dele, mas era inevitável falar sobre futebol. Imagino o quanto Caracas estava triste com o futebol. E agora, com a queda do Ferroviário para a 2ª Divisão, o que pensar da reação dele?

    Não é preciso ficar diante daquele torcedor, pai, avô, filho, neto, bisneto... Isso mesmo, Valdemar Caracas vivenciou todas as gerações da família coral, testemunhou dificuldades diversas, mas não acreditava que um dia ouviria falar de rebaixamento. Foi a pior das maldadas perpetradas contra o Ferrão ao longo dos 79 anos de existência.

    Precisaríamos de tempo e espaço para comentar a história de um clube com quase oito décadas. Não vamos fazer isso agora. Nesse instante, o sentimento é de alguém que sente a dor de pessoas queridas. Muitos amigos estão sentindo a queda do Ferrão, perplexos porque duvidavam disso. Talvez, sentidos porque nada fizeram para evitar isso.

    Há quem defenda que foi melhor assim. Com o rebaixamento, a oportunidade de ressurgir das cinzas. A realidade é diferente da filosofia. O Ferroviário vinha caindo, em queda livre, desde que passou a euforia da conquista do último título, em 1995. A inveja, a vaidade, a disputa entre alas de conselheiros, os conflitos internos, a desorganização administrativa, entre outros fatores, derrubaram o clube.

    Seria preciso estabelecer uma nova ordem pra fazer valer a filosofia do começar de novo. Quem vai comandar essa nova ordem no Ferroviário? O Começar de novo não deve ser com os mesmos erros e vícios, alimentados pelas mesmas pessoas que desconstruíram o que encontraram no clube até o último título.

    A ameaça, agora, é darem fim à Vila Elzir Cabral. Eu e o futebol cearense desconhecemos a atual situação da Vila. Já li e ouvi notícias, tratando de dívidas astronômicas que só seriam saldadas com a entrega de todo o patrimônio, que, por sua vez, estaria protegido por instrumentos legais. Mentira ou não, melhor assim. Por último, tenho ouvido notícias sobre possível venda da Vila. Será mesmo?

    Em meio ao bombardeio sofrido pelo torcedor coral, nas últimas horas, a diretoria anunciou no site do clube (www.ferrão.com.br) que vai mover uma ação de protesto contra o Crateús por utilização de jogadores irregulares. Será mesmo? Prefiro aguardar, esperando que não seja mais uma mentira entre tantas desse Cearense 2012.

    Até o rebaixamento do Ferroviário, para seus mais ilustres torcedores, parece uma mentira!            

    quinta-feira, 12 de abril de 2012

    Fortaleza passa folgado pelo Náutico



    O Fortaleza alternou muito durante o jogo, mas goleou o Náutico, por 4 x 0, no estádio Presidente Vargas, e coloca uma folgada vantagem sobre o time pernambucano para o jogo de volta, nos Aflitos, próximo dia 18, às 21h50min. Rafinha (16') e Jailson (18') marcaram no 1º tempo. Geraldo (23') e Cléo (28') marcaram no 2º tempo. O Náutico foi um time fragilizado na maior parte do jogo.

    O melhor momento dos pernambucanos foi nos últimos 25 minutos do 1º tempo. Eduardo Ramos, Derlei e Siloé criaram lances de perigo. Dorielton fez um gol, aos 43', mas estava em posição de impedimento. E foi só. Nos 20 minutos iniciais, o Fortaleza imprimiu um forte ritmo e fez dois gols. Depois, houve aquela "natural" relaxada e o time Timbu cresceu.

    Na segunda etapa, o time voltou a campo com a advertência do treinador Nedo Xavier para não diminuir o ritmo, mesmo assim não conseguia ser um time organizado como no início do jogo. Até o terceiro gol, o time alternou muito, com apenas três descidas perigosas (10', 11' e 18'). A partir do gol de Geraldo (de pênalti), o time acertou, o Náutico sentiu e 5 minutos depois saiu o gol que definiu o placar, quando Cléo aproveitou falha do zagueiro Marlon.

    Definitivamente, o time do Náutico é cheio de deficiências: desarrumado taticamente, sem articulação, fragilizado emocionalmente. O meia Eduardo Ramos perdido pelo meio e Siloé isolado na frente se perdem na fragilidade da equipe. O goleiro Gedeão fez boas defesas e evitou uma goleada maior. Muito há de ser feito para recuperar o time Timbu.

    Salvo os momentos de alternância, o Fortaleza jogou um futebol que lembrou os momentos iniciais do Cearense, quando disparou na liderança. O garoto Jefferson sentiu um mal estar e foi substituído por Lucas no finalzinho do 1º tempo. Com isso, Eslei voltou a jogar mais atrás, ainda assim buscou a articulação de jogadas e foi decisivo no lance do pênalti sofrido por Jailson, que originou o gol de Geraldo.

    Fortaleza jogou com João Carlos (seguro), Rafinha, Ciro Sena, Cléber Carioca e Kauê; Jefferson (Lucas), Marielson, Eslei (Gilmak) e Geraldo (Bismarck); Cléo e Jailson. O Náutico jogou com Gedeão (seguro, apesar da goleada), Diego Bispo, Marlon e Ronaldo Alves; Marquinho (Leno), Eli Carlos, Derlei, Eduardo Ramos e Jeferson (Filipe); Siloé (Rodrigo Tiuí) e Dorielton.

    O árbitro foi Elmo Resende Cunha (GO), com os assistentes Jesmar de Paula (GO) e Isac Márcio Oliveira (RN). Jesmar de Paula anulou o gol irregular do Náutico com propriedade num lance difícil. A renda foi R$ 273.773,00 - público pagante de 17.882. O Fortaleza teve descontados R$ 25 mil (Justiça do Trabalho) em favor do lateral Patrick.     

    Ceará, Sport, Bahia, Vitória e árbitro capixaba melam...

    Árbitro capixaba Marcos da Penha  foi  sampaulino

    Foi uma noite pra ver "urso de gola", uma expressão utilizada para expressar vexames, muito mais que alegrias para alguns de nós nordestinos. Pior que isso foi ver que o nível da arbitragem nacional sofre de crises espasmódicas de acordo com a importância dessa ou daquela equipe. O São Paulo não precisava de ajuda do árbitro capixaba, Marcos André da Penha, que prejudicou o time do Bahia de Feira/BA durante os 90 minutos do jogo.

    O São Paulo venceu, por 5 x 2, num jogo com três gols de pênalti e eliminou o Tremendão. Até aí, tudo normal. Foram sete gols e a equipe melhor qualificada tecnicamente venceu. O que não agrada é ver o árbitro marcar um pênalti, aos 10 minutos, quando o atacante Luis Fabiano salta antes do choque com o goleiro que já está caído. O encontro entre os dois era inevitável pelo traçado da jogada, mas não houve choque.

    Além de marcar o pênalti "cavado", o capixaba expulsou o goleiro Dionantan (como manda a regra), reduzindo o Bahia de Feira numericamente. O técnico Arnaldo Lira foi forçado a tirar o experiente Jackson para colocar o goleiro Felipe. Todo o time foi obrigado a correr mais. E contra quem! 

    Não é correto dizer que o resultado do jogo seria outro caso a marcação não tivesse ocorrido. Mas é correto dizer que o método de arbitrar foi passional. Ao longo do jogo, atacante João Neto agarrado dentro da área não foi pênalti. Zé Roberto derrubado ao lado da área não foi falta. Sem citar lances menos discutíveis. Assim, a democracia da Copa do Brasil vai terminar sempre quando um time grande enfrentar um time pequeno.

    SURPRESAS

    O Ceará Sporting foi surpreendido pelo jovem time do Paraná Clube. Começou à frente do placar, cochilou, sofreu um gol bobo e teve de correr atrás do empate: 2 x 2. O calouro técnico Ricardinho colocou em campo um time formado na Base do clube. Dos 19 jogadores que vieram ao estádio Presidente Vargas, nove saíram da Base e honraram a camisa. O Ceará está obrigado a empatar sem gols ou vencer em Curitiba se quiser seguir na competição. 

    As surpresas não pararam por aí. O Sport de Recife foi desclassificado em casa pelo Paysandu ao sofrer uma goleada de 4 x 1. O Bahia perdeu para o Remo, em Belém, por 2 x 1. Começou perdendo, empatou, mas não segurou o placar. Tricolor ter de ganhar em Pituaçu para seguir na Copa. ABC 1 x 1 Vitória, em Natal, obriga o rubro-negro baiano a vencer dentro de casa. O Chapecoense/SC, em casa, deu calor no Cruzeiro e quase não cedeu o empate: 1 x 1. O time mineiro decide em casa sem grande vantagem.

    COPA DO NORDESTE

    O diretor técnico da CBF, Virgílio Elízio da Costa Neto, estava em Feira de Santana/BA, no estádio Jóia da Princesa, e viu de perto a goleada do São Paulo. Ao falar com a imprensa local, Virgílio Elízio confirmou que a Copa do Nordeste será realizada com 16 equipes, de janeiro a meados de março de 2013, com provável início no dia 13.

    Virgílio elogiou o público presente ao Jóia da Princesa nessa época de magras arrecadações pelo Brasil a fora. Bahia de Feira 2 x 5 São Paulo teve renda de R$ 650.040,00 - público pagante de 15.834. No PV, Ceará 2 x 2 Paraná Clube (sem o mesmo apelo) teve renda de R$ 145.124,00 - público pagante de 11.952 (destacando o ingresso de sócio torcedor).

    A noite não poderia ser encerrada com uma das pérolas do comentarista Neto, da TV Bandeirantes. Ao criticar o gramado do estádio Jóia da Princesa, deu a classificação de "pasto". Talvez, Neto tenha sentido saudades dos tempos em que se servia dos "pastos" pelo interior de São Paulo. O piso do campo não está bem conservado, é verdade, mas o gramado não chega a ser um pasto. Aliás, nem choveu por lá.          

    segunda-feira, 9 de abril de 2012

    Fortaleza joga Ferroviário na degola

    Bandeira coral enxugou lágrimas  no PV

    Não foi a primeira vez que o Fortaleza aplicou 3 x 1 no Ferroviário, mas dessa vez o gosto foi o mais amargo de todos, levando inúmeros torcedores corais às lágrimas. O rebaixamento ainda não está decretado, oficialmente, contudo, essa derrota, na 21ª rodada, afundou o time coral, que precisará vencer o Guarani de Juazeiro e torcer por um tropeço do Icasa diante do Itapipoca, em casa, na última rodada classificatória. Convenhamos, muito difícil.

    O Fortaleza poderia ter definido a vitória ainda no 1º tempo, quando o jogo foi bastante movimentado, com jogadas de ataque nos dois lados. Era lá e cá. A superioridade técnica do tricolor era notória, no entanto, o Ferroviário jogou com muita disposição física e dificultou a vida do adversário. Mas não basta somente disposição física. 

    Apesar do esforço coral, o Fortaleza abriu o placar, aos 30', com Jailson, depois de um contra-ataque em jogada errada na saída de bola. Esley ligou com Geraldo, que cruzou para o atacante tricolor fazer 1 x 0. O Ferroviário reagiu e empatou, aos 35', com um gol de Bruno Morais. Daí em diante, o jogo seguiu equilibrado pela disposição física do Ferroviário - apenas isso.

    Eu havia dito no intervalo que o Fortaleza começaria a ter facilidades com o desgaste natural do Ferrão. E não deu outra. Aos 9', Geraldo desempatou com um gol de pênalti, cuja marcação do árbitro Carlos Custódio suscitou dúvidas. Depois, pelas lentes da TV, viu-se que não houve impedimento de Jailson e que Cléo recebeu a carga por trás. A dúvida é se ele teria marcado o mesmo pênalti na área do Ferrão.

    Diferente do primeiro gol, o jovem time do Ferroviário sentiu o desempate. O treinador Roberto Cearense mexeu demais na equipe tentando atacar mais. Trocou o lateral esquerdo Felipe Cauã por Marclécio, o meia Márcio Tarrafas por Jânio Daniel e o atacante Bruno Morais por Éverton. Nedo Xavier, do Fortaleza, respondeu com ofensividade e se deu bem. Roberto Cearense não obteve resposta positiva dos reservas.

    O meia Bismarck entrou no lugar do volante Esley, o meia Marquinho entrou no lugar do lateral direito Raul e o meia Lucas entrou no lugar do volante Marielson. Foi um passo importante para o terceiro gol. Aos 33',  num contra-ataque, a bola parou no pé direito de Geraldo, pela direita da grande área, e dali saiu o chute fraco da perna direita. O bom goleiro Handerson falhou e sofreu o gol.

    Mesmo com a expulsão de Jailson, aos 40', o Ferroviário não tinha mais forças para reagir. A vantagem numérica do Ferrão não superaria a vantagem técnica do tricolor, ainda que faltasse mais tempo para terminar o jogo. É a pura realidade. Os garotos do Ferrão merecem aplausos pelo esforço, mas o time é limitado tática e tecnicamente.

    O Fortaleza ainda "limpou" os cartões - uma prática farsista do futebol. Receberam o terceiro cartão amarelo os meias Marquinho, Lucas e Geraldo, o atacante Cléo, além de Jailson, que terminou expulso depois de ter recebido o terceiro amarelo. O Ferroviário perdeu o zagueiro Eduardo com o terceiro cartão amarelo e vai sentir falta dele.

    O Ferroviário jogou com Handerson, Helton Meruoca, Guilherme, Eduardo e Felipe Cauã (Marclécio); Nego, Jardel, Raphinha e Márcio Tarrafas (Jânio Daniel); Canga e Bruno Morais ( Éverton). O Fortaleza jogou com João Carlos, Raul (Marquinho), Ciro Sena, Cléber Carioca e Kauê; Jefferson, Marielson (Lucas), Esley (Bismarck) e Geraldo; Jailson e Cléo. Renda: R$ 74.895,00 - público pagante 3.641.

    Agora, aos torcedores corais, restam apenas esperança e fé.     

    quinta-feira, 5 de abril de 2012

    Somente o Ferroviário fez o dever

    Nedo com dificuldades para devolver harmonia ao time

    Tivemos uma rodada com três jogos nesta noite de quarta-feira: Tiradentes 0 x 0 Fortaleza, no PV; Itapipoca 1 x 3 Ferroviário, no estádio Perilo Teixeira; Horizonte 1 x 3 Palmeiras, no estádio Domingão. Somente o Ferrão atingiu o objetivo desejado e mantém acesa a chama da esperança para evitar o rebaixamento.

    O Horizonte começou vencendo e não teve competência para segurar a volúpia do Palmeiras. Perdeu com a diferença de dois gols e saiu da Copa do Brasil. O Horizonte não perdeu apenas o jogo, perdeu 60% da renda: R$ 110.480,00 - público pagante 8.361, como determina o regulamento. 

    O Palmeiras impôs seu favoritismo. Pressionou o tempo inteiro, criou oportunidades e tirou proveito de falhas de marcação do Horizonte em jogadas de velocidade. Apesar de ocupar a 3ª colocação do Cearense 2012, é clara a fragilidade da equipe quando o adversário tem melhor qualidade.

    O Fortaleza não conseguiu vencer o Tiradentes. O empate devolveu a liderança ao tricolor do Pici, mas a diferença para o Ceará é de apenas um ponto com um jogo a mais. Com um simples empate diante do Crateús, nessa quinta-feira, no PV, o Ceará retomará a liderança.

    A queda de rendimento do Fortaleza deixa sua torcida em alerta. Ainda que o Ceará tropece no Crateús, a rodada de domingo será no fio da navalha. Ninguém poderá errar, sob pena de perder a liderança e ver o rival colocar uma vantagem de dois ou mais pontos.

    Francamente, vejo o treinador do Fortaleza, Nedo Xavier, com a cabeça ardendo para acertar de novo o futebol do time dele. Com algumas mudanças circunstanciais (contusões e cartões), o time tricolor perdeu a harmonia, a objetividade e a precisão nas conclusões.

    O Ceará, ao contrário, chega à reta final do campeonato em ascensão. O treinador PC Gusmão ganhou novas opções dentro do próprio grupo, como Willian Thiego e Potiguar, acertou o posicionamento da equipe e passou a vencer sem as dificuldades antes observadas.

    O único vencedor da noite foi o Ferroviário para felicidade geral. Um time sem rival, que comove até o torcedor do adversário mais ferrenho, conseguiu dar sinais que pode sair do rebaixamento. Domingo, no PV, vai enfrentar o Fortaleza com a necessidade de uma vitória para continuar respirando. Haja esperança! 

    segunda-feira, 2 de abril de 2012

    Neto Baiano esclarece "bola murcha"



    Nessa entrevista, o atacante Neto Baiano (o maior artilheiro do Brasil na atualidade) fala sobre uma das fortes razões que ajudam a afundar carreiras de alguns jogadores, quando não liquidam de vez. Quando programas de qualidade conseguem arrancar tais confissões, do próprio jogador, está sendo prestado um serviço social.  

    Muitas vezes, ficamos querendo adivinhar porque esse ou aquele jogador não está bem, porque não esteve bem aqui e está jogando demais bem ali pertinho, porque foi contratado por uma fortuna e não joga mais nada, enfim...

    Muito bom quando ouvimos do próprio jogador. Aliás, Neto Baiano esteve por aqui no futebol cearense, em 2007, vestindo a camisa do Fortaleza e não conseguiu jogar um bom futebol. Talvez, agora, ele esteja respondendo às nossas antigas interrogações.