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    sábado, 17 de setembro de 2011

    Um vídeo para filosofar




    Aproveitando o fim de semana para fazer reflexões sobre as derrotas e as vitórias. Alguns reclamam, outros festejam. Nunca estarão todos satisfeitos. Alguém vai estar, sempre, em desvantagem mesmo que lute bastante pela vitória.

    No futebol é bem assim: uma torcida sorri, a outra chora. No fundo, ninguém quer sofrer, mas nem todos serão vencedores. O consolo é saber que o vencedor de hoje pode ser o perdedor de amanhã.

    Mais que isso, é importante saber que as derrotas farão parte das histórias do passado em breve. As vitórias vão permanecer latentes em nossas vidas. Usemos, pois, as vitórias acumuladas para "descontar" o saldo negativo das derrotas.

    Vitórias e derrotas existem e são inevitáveis.

    Melhor, então, aprendermos a dosar as emoções. Melhor entendermos que os derrotados precisam ser consolados para que nos consolem quando forem vencedores. É verdade que alguns vencem mais que perdem; outros perdem mais que vencem. E daí?

    Por tudo isso, a vida fica melhor quando aprendemos a ponderar, a escutar, a refletir e a filosofar.

    quarta-feira, 14 de setembro de 2011

    Estevam Soares volta ao Ceará como saiu

    O Atlético/GO derrubou e trouxe de volta Estevam Soares 

    Parecem números de profecia.

    O técnico Estevam Soares está retornando ao Ceará Sporting depois de 400 dias pelo mesmo caminho que saiu. Ano passado, na 13ª rodada do Brasileirão, Estevam caiu depois de um empate sem gols contra o Atlético goianiense. Este ano, um empate em 1 x 1, contra o mesmo time, na 23ª rodada, determinou a queda de Vágner Mancini e o consequente retorno do "Capitão".

    O futebol é uma gangorra sem fim. Não há dúvida que o dirigente demite, às vezes, para dar satisfação ao próprio ego; às vezes, para "limpar a barra" com o torcedor. Estou certo que foi assim nas demissões de Estevam e de Mancini. Os dirigentes alvinegros chegaram a admitir que estão reparando uma injustiça ao trazer o "Capitão" de volta.

    A troca de técnico, no entanto, não determina que o Ceará estará livre do rebaixamento para a Segundona. Os dirigentes precisam reconhecer, publicamente, que deixaram de qualificar a equipe lá atrás nas primeiras rodadas. O tempo passou, as oportunidades passaram e a necessidade de reforços apertou às vésperas do encerramento do prazo de inscrições.

    O Ceará tem deficiências nos setores de criação e finalização. Mancini sabia disso e os dirigentes também, mas quem contrata não é o técnico. Quando o time não ganha, porém, quem "paga o pato" é o técnico. O dirigente sai da história como inocente. Essa farsa precisa acabar para que os técnicos possam trabalhar com tranquilidade. Os dirigentes precisam ser mais cobrados pelas torcidas.

    Vejam a situação do Fortaleza, por exemplo, para sermos bem práticos. O time era sofrível para competir com o Ceará no Campeonato Cearense 2011, mas os dirigentes levaram a torcida a acreditar que aquele time ganharia o pentacampeonato. Quando o fracasso ficou evidente, os dirigentes dissolveram a comissão técnica e mandaram quase todo time embora. Pronto, tudo resolvido!

    Contrataram quase dois times e uma comissão técnica, com direito a pré-temporada de 40 dias, para as disputas da Série C. Parecia estar tudo certo, mas não houve tempo para entrosar a equipe e o desempenho em campo foi um fiasco. Mais uma vez, os técnicos foram os crucificados. 

    Ferdinando Teixeira correu para a aposentadoria, Arthur Bernardes desistiu pelo caminho, o assistente Marquinhos ficou um jogo e entregou a equipe, Ademir Fonseca chegou e saiu sem estreia e Júlio Araújo ficou com a pior missão: salvar ou rebaixar a equipe para a Série D.

    A moral da história é que o primeiro time a se classificar para a próxima fase da Série C, América de Natal/RN, é treinado por Flávio Araújo, aquele mesmo que treinava o Fortaleza quando a comissão técnica foi dissolvida e quase todo o time foi mandado embora. Apesar de tantos desacertos, os dirigentes simplesmente pedem desculpas e nada mais acontece.

    Essa história está surrada, mas nunca é demais lembrar aos que a conhecem. Também não é demais lembrar  aos que acreditam que só aconteceu com o rival. No mundo do futebol, ninguém está imune aos castigos da bola. Pior ainda é desconhecermos quem julga as peripécias dos cartolas já que o torcedor é impotente.    

    terça-feira, 13 de setembro de 2011

    Novo PV aos 70 anos de fundação




    Não dá para calcular quantas jogadas promoveram alegrias e tristezas aos milhares de torcedores que frequentaram o Estádio Presidente Vargas nesses últimos 70 anos. Mas é possível pinçar alguns dos craques que vivenciaram esses momentos. Foi isso que a Prefeitura de Fortaleza procurou fazer para homenagear os 70 anos de fundação do PV, chamado por muitos de "Gigantinho do Benfica", na festa de reinauguração do estádio.

    Vale a pena conferir e guardar como lembrança.

    Zona assusta cartolada do Ceará

    Gilson Kleina está no G-4 da Segundona 

    Vou dormir e quando acordar o Ceará Sporting poderá ter anunciado ou estar anunciando seu novo treinador para substituir Vágner Mancini, dispensado após o empate, em 1 x 1, contra o Atlético goianiense, no último domingo, no Estádio Presidente Vargas, pela 23ª rodada do Brasileirão. O presidente Evandro Leitão não pensava na demissão, mas foi voto vencido na reunião de diretoria, daí a demora na definição do novo contratado.

    Alguns nomes frequentaram a lista de especulações, mas o nome do treinador da Ponte Preta, Gilson Kleina, figurou com mais firmeza. Não sei quais os critérios utilizados pelos dirigentes alvinegros. Talvez seja a posição que a Macaca ocupa na Segundona (3ª colocada com 40 pontos), porque nos outros quesitos não impressiona.

    O paranaense Kleina tem 43 anos, emergente como Mancini, com menos de dez anos no comando de equipes profissionais. Time de tradição só treinou o Paysandu, em 2005, e o Paraná Clube, em 2007. Ano passado esteve no Boa Vista (RJ), Ipatinga (MG) e Duque de Caxias (RJ), onde esteve também em 2009. Atualmente enfrenta críticas da crônica de Campinas (SP) por ter empatado dois jogos seguidos.

    A vida de treinador é assim. Eles deveriam vestir a roupa de super-homem e ter superpoderes, inclusive poderes sobrenaturais. Empatar duas ou três vezes não serve. Perder nem pensar. Ganhar só de goleada para provar que o time é imbatível. Placar apertado demonstra fragilidade. E por aí vai.

    Só não há questionamentos com as contratações desastrosas dos dirigentes. Parece ser um pecado falar na falta de qualidade da maioria dos jogadores que pulam de time em time como macacos pulam de galhos. Sem falar que cada treinador, agora, leva consigo uma romaria de auxiliares e pede para contratar outro time, sempre os mesmos jogadores que não deram certo em equipes passadas.

    O Ceará Sporting demorou de surtar, mas a 15ª posição, com 27 pontos, perturbou a cartolada em Porangabuçu. Eles só esqueceram que contratar reforços é preciso, trocando ou não o treinador. Desde o início do Brasileirão tenho dito que o time não estava qualificado para enfrentar a competitividade do certame. Os furos começaram a aparecer com as suspensões e contusões.

    Saídas dos volantes Michel e João Marcos, do zagueiro Fabrício e do meia Rudnei foram o suficiente para desarticular, taticamente, o Ceará em alguns jogos. Além de perder o treinador, o time alvinegro pode perder o zagueiro Fabrício que não resistiu à proposta tentadora do Sport (R$ 100 mil/mês). E ainda não foi uma grande turbulência, mas o Vovô balançou.      

    quarta-feira, 7 de setembro de 2011

    Ceará não freia o Botafogo e sai goleado

    Capitão Fabrício reclamou, fez falta dura e  foi expulso de campo

    O Ceará não suportou a volúpia do Botafogo/RJ e foi goleado, por 4 x 0, sem contestações. Completo até os 43' do primeiro tempo, quando o zagueiro Fabrício foi expulso, perdeu por 1 x 0. Com dez jogadores no segundo tempo, o alvinegro foi apático, com a única alternativa do contra-ataque, sofreu três gols e não conseguiu reagir.

    Com a derrota, o Ceará caiu duas posições na tabela antes mesmo do fim da rodada. O Botafogo ficou a um ponto do líder São Paulo, também momentaneamente. Os jogadores do Botafogo valorizaram o jogo com o foco na liderança e gastaram todas as energias que tinham.

    Não há receita pronta. O Botafogo joga um futebol simples e competitivo. Muita velocidade, deslocamentos constantes e bom aproveitamento nas finalizações. Os meias Maicosuel e Elkeson jogam como verdadeiros atacantes. Herrera e Loco Abreu têm a única preocupação com a área e quando a bola chega eles estão lá, prontos para finalizar.

    Além de toda pressão exercida pela torcida do Botafogo (36 mil pagantes), o Ceará ainda sofreu um gol aos 5' do primeiro tempo. Cometendo falta ou não, o atacante Herrera estava lá na área para receber o cruzamento de Elkeson. Depois desse momento, o Ceará ainda conseguiu equilibrar o jogo, mas o adversário foi sempre superior tecnicamente.

    Na volta para o segundo tempo, sem o zagueiro Fabrício (expulso), o Botafogo teve mais espaço para jogar e fez prevalecer a superioridade numérica. O técnico Caio Júnior ainda deu um "empurrão" no time com a troca do lateral esquerdo Márcio Azevedo por Éverton, que passou a jogar do meio para a frente.

    Depois do segundo gol de Herrera, aos 12' do segundo tempo, o time alvinegro foi perdendo força e poder de marcação. O gol de Loco Abreu, aos 27', foi um exemplo disso. Elkeson disparou pela direita, tocou para Maicosuel, que não chutou para o gol, deu a bola voltando para Loco Abreu com total visão do gol.

    No último gol, aos 37', a bola foi cruzada da esquerda e o pequeno Cidinho cabeceou entre os zagueiros. Enquanto isso, o time do Ceará não esboçou reação nem mesmo quando esteve completo. Foram poucos lances de área, ameaçando o gol de Jefferson, em jogadas isoladas de Washington, João Marcos e Osvaldo. 

    Francamente, o Botafogo foi muito superior ao Ceará. Jogou um futebol atropelador em busca da liderança. O Ceará teve deficiências diversas, sim. Deficiências à parte, o placar correspondeu à superioridade técnica do time da estrela solitária. A derrota não pode ser atribuída a esse ou aquele. Não há como omitir essa verdade.    

    Ficha técnica de Botafogo 4 x 0 Ceará, às 16h, no Estádio João Havelange (Engenhão), Rio de Janeiro, pelo Brasileirão, no dia 7 de setembro de 2011.

    Botafogo: Jefferson, Lucas, Gustavo, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo (Éverton); Marcelo Mattos, Renato, Maicosuel e Elkeson (Alex); Herrera (Cidinho) e Loco Abreu. Técnico: Caio Júnior.

    Ceará: Diego, Boiadeiro, Fabrício, Erivélton e Vicente; Heleno, Eusébio, João Marcos (Kléber) e Thiago Humberto (Felipe Azevedo); Osvaldo e Washington (Edmilson). Técnico: Vágner Mancini.

    Gols: Herrera, aos 5’ do 1º tempo; Herrera, aos 12’; Loco Abreu, aos 27’; Cidinho, aos 37’ do 2º tempo.  

    Cartões amarelos: Herrera e Elkeson (Botafogo); Heleno, Fabrício, Erivélton e Edmilson (Ceará).

    Cartão vermelho: Fabrício (Ceará).

    Renda: R$ 760.960,00 para um público pagante de 36.995.

    Árbitro: Edivaldo Elias da Silva (PR), auxiliado por Gilson Bento Coutinho (PR) e José Amilton Pontarolo (PR).  

    terça-feira, 6 de setembro de 2011

    Boas campanhas melhoram ranking do Ceará Sporting

    Ceará subiu no elevador da IFFHS

    O Ceará Sporting pegou o elevador nessa temporada e subiu do 167º andar para a posição de 119º no ranking da IFFHS (Federação Internacional de História e Estatística do Futebol). A divulgação dessa segunda-feira foi uma parcial mensal do ranking dos 400 melhores times do mundo. O Ceará subiu 48 posições e o Santos desceu cinco posições, caindo da 8ª para a 13ª posição.

    A primeira colocação segue com o Barcelona (ESP), campeão das Supercopas da Espanha e da Europa, seguido pelo Real Madrid (ESP). O Barça tem 331 pontos contra 309 do Real Madrid. O Santos, primeiro entre os brasileiros, tem 210 pontos. O Ceará tem 108 pontos, abaixo do Botafogo (RJ), com 122, e acima do Corinthians (SP), com 103.
      
    Na montagem do ranking, a IFFHS leva em consideração os resultados dos últimos 12 meses. Cada país tem um peso para seus resultados. Os mais fortes têm peso 4, os demais têm peso 3, 2 e 1. O Brasil faz parte do grupo mais forte, ao lado da Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha, França e Argentina.

    Nesta temporada, o Ceará foi campeão cearense, chegou às semifinais da Copa do Brasil, disputou a Copa Sul-Americana e segue fazendo uma campanha de razoável para boa no Brasileirão da Série A. Esses indicadores foram decisivos para a subida alvinegra no elevador da IFFHS.


    Veja abaixo a lista com os 18 brasileiros no ranking da IFFHS:
      1º - Santos (13º)
      2º - Cruzeiro (24º)
      3º - Internacional (37º)
      4º - Grêmio (39º)
      5º - Palmeiras (42º)
      6º - Vasco da Gama (62º)
      7º - Fluminense (68º)
      8º - Flamengo (81º)
      9º - São Paulo (91º)
    10º - Botafogo (94º)
    11º - CEARÁ (119º)
    12º - Corinthians (141º)
    13º - Avaí (168º)
    14º - Atlético/PR (176º)
    15º - Goiás (127º)
    16º - Atlético/MG (134º)
    17º - Atlético/GO (178º)
    18º - Coritiba (285º)


    Confira como é feita a pontuação para chegar ao ranking da IFFHS:


    Países: Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha, França, Brasil e Argentina.
    Peso: 4
    Campeonato nacional: 4 pontos por vitória; 2 pontos por empate.
    Copa nacional: 12 pontos por fase galgada, a partir das oitavas de final.
    Champions e Libertadores: 14 pontos por vitória; 7 pontos por empate
    Liga Europa e Sul-Americana: 12 pontos por vitória; 6 por empate.


    Países: Portugal, Turquia, Holanda, Rússia, Ucrânia, Uruguai, Paraguai, Equador, Chile e Colômbia.
    Peso: 3
    Campeonato nacional: 3 pontos por vitória, 1,5 por empate.
    Copa nacional: 9 pontos por fase galgada, a partir das oitavas de final.
    Champions e Libertadores: 14 pontos por vitória; 7 por empate.
    Liga Europa e Sul-Americana: 12 pontos por vitória; 6 por empate. 


    Ranking de clubes do IFFHS - 09/2011
    Clique AQUI e efetue Download

    domingo, 4 de setembro de 2011

    Ceará cochila e deixa Inter empatar

    Washington poderia ter voado mais 

    Um cochilo dos jogadores alvinegros no início do segundo tempo e o Ceará deixou escapar uma vitória importante contra o Internacional, no Estádio Presidente Vargas, pelo segundo turno do Brasileirão. Washington fez um gol de pênalti, aos 35', e poderia ter feito pelo menos mais dois para garantir a vitória, mas pecou nas finalizações. O Internacional pressionou muito e, no segundo tempo, o atacante Jô tirou proveito da bobeira alvinegra para empatar: 1 x 1 foi placar justo.

    O atacante Washington entrou bem no jogo. Fez um gol, deu trabalho ao goleiro Muriel, acertou o poste direito do Inter e ainda ajudou na marcação, mas não foi o suficiente. Mais uma vez, o time sentiu a ausência de um meia que desse mais assistência aos atacantes. Enrico não conseguiu desempenhar essa função e o meio ficou mais vulnerável com a saída dele para a entrada de Felipe Azevedo.

    O primeiro tempo foi do Ceará, o segundo tempo foi equilibrado, com ligeira vantagem do Internacional, que fez a diferença na condição física. Para o técnico Vágner Mancini, o Ceará sentiu emocionalmente o gol sofrido aos 30 segundos, tendo demorado para voltar a entrar no jogo. Precisamente, aos 18', o zagueiro Erivélton só não fez o gol de cabeça por causa da defesaça de Muriel. Foi o primeiro ataque alvinegro após o gol do Inter.

    Os colorados fizeram várias incursões perigosas, esbarraram no goleiro Diego e só não ganharam o jogo porque o goleador Jô (justo ele) chutou para fora uma bola que tinha endereço certo. Eram 40 minutos de jogo e um gol àquela altura "sepultaria" o Ceará. Por outro lado, Osvaldo não conseguiu traduzir em um gol sequer as várias jogadas ofensivas que criou.

    De qualquer maneira, o gol do Ceará nasceu com jogada individual de Osvaldo, pela esquerda, de fora para dentro da área, quando terminou derrubado pelo zagueiro Rodrigo Moledo. É fato que "aquele" meia segue fazendo falta. O próprio dirigente Robinson de Castro reconheceu, depois do jogo, que há necessidade dessa contratação e confessou estar pesquisando o mercado.

    O Ceará termina a rodada na mesma 13ª colocação, com 26 pontos. O Inter também estacionou na 10ª colocação, com 29 pontos.

    Ficha técnica do jogo no Estádio Presidente Vargas, às 18h, pelo Brasileirão

    Ceará: Diego, Boiadeiro, Fabrício, Erivélton e Vicente; Michel, Heleno, Eusébio (Edmilson) e Enrico (Felipe Azevedo); Osvaldo e Washington. Técnico: Vágner Mancini.

    Internacional: Muriel, Nei, Rodrigo Moledo, Juan e Kléber; Bolatti, Guiñazu (Sandro Silva), Oscar (Alex) e Andrezinho; Dellatorre (Wilsinho) e Jô. Técnico: Dorival Júnior.

    Gols: Washington, de pênalti, aos 35’ (Ceará); Jô, aos 30 segundos do 2º tempo (Internacional).

    Cartões amarelos: Rodrigo Moledo e Nei (Internacional).

    Renda: R$ 109.108,00 para um público pagante de 11.732.

    Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP), auxiliado por Fábio Rogério Baesteiro (SP) e Kildenn Tadeu Lucena (PB).         

    Árbitro ruim 'mela' Vitória 1 x 1 Icasa




    Mais de 24 horas depois do empate Vitória 1 x 1 Icasa, nesse sábado, no Barradão, pela Segundona, as decisões do árbitro alagoano Flávio Feijó de Omena continuam rendendo acalorados debates entre torcedores das duas equipes, cronistas e curiosos de plantão. Fraco disciplinarmente, Omena perdeu o controle do jogo, enervou as duas equipes e transformou lances comuns em eternas polêmicas.

    Vitória x Icasa já é um clássico do Nordeste e, pela necessidade de pontuar, as duas equipes entraram em campo dispostas a buscar a vitória. Seria importante, portanto, a presença de um árbitro mais experimentado com aquele tipo de confronto. Ao contrário, a Comissão Nacional de Arbitragem escalou um árbitro estreante.

    Deu no que deu. Todo mundo reclamou do alagoano. No final, o Icasa sentiu-se prejudicado com a marcação de um pênalti no finalzinho do jogo, que garantiu o empate ao Vitória. Os caçadores de pênaltis, recorrendo aos recursos da TV, reviram o lance mil vezes para justificar o erro (?) do árbitro, como se essa fosse a questão decisiva.

    Antes de apontar se foi erro ou não, é importante dizer que estão sendo escalados árbitros inexperientes para jogos importantes. Até mesmo alguns árbitros experientes têm cometido erros grosseiros e nenhuma providência tem sido tomada. O que os árbitros escrevem tem 'fé de ofício' e o prejuízo dos clubes vai para a lata do lixo.

    quinta-feira, 1 de setembro de 2011

    Carlinhos Bala é o "fogueteiro" da vez no Pici




    O novo técnico do Fortaleza, Ademir Fonseca, chegou ao Pici como já era esperado, levando consigo uma bateria de rojões, a exemplo do que fez recentemente no São Caetano/SP. A novidade, para a maioria dos jogadores, foi logo apresentada e o atacante Carlinhos Bala foi o escolhido para soltar os primeiros foguetes antes dos treinos dessa quinta-feira.

    Ademir Fonseca conversou, demoradamente, com os jogadores e não escondeu o que sentiu. Para o técnico, o time do Fortaleza precisa ser acordado. "O time está gelado como um defunto, alguém que morreu", ironizou a situação.

    Ele sabe que não adianta apelar somente para treinamentos. Faltam dois jogos, contra o América/RN, lá em Goianinha, e contra o CRB/AL, aqui no Estádio Presidente Vargas, e a missão é vencer e vencer para aguardar uma série de combinações com esperança em uma possível classificação.

    Caso o tricolor tropece nesses jogos, o fantasma do rebaixamento para a Série D vai rondar o Pici. Por isso tudo, Ademir Fonseca acredita que não haverá salvação se os jogadores não acordarem para a realidade. O discurso é coerente, mas não é novo. Os técnicos anteriores não pensavam diferente.

    quarta-feira, 31 de agosto de 2011

    Vasco vence Ceará embalado por Élton

    Élton foi decisivo na vitória vascaína

    Antes do início do jogo, o clima na Colina de São Januário/RJ era de sentimento de fraternidade entre torcedores e jogadores das equipes do Vasco da Gama e Ceará. Todos levaram faixas e oraram pela saúde do técnico Ricardo Gomes, que se recupera de um Acidente Vascular Encefálico Cerebral. Depois que a bola rolou, o jogo foi bom de ser visto e o Vasco construiu o placar de 3 x 1 nos últimos 45 minutos.

    Mesmo em horário atípico, às 18h, (mais uma das invenções da CBF), a torcida do Vasco da Gama compareceu a São Januário o suficiente para ajudar a empurrar a equipe nas jogadas de ataque. O Ceará, quase solitário, teve dificuldades para frear o ataque vascaíno e perdeu o jogo sem jogar um bom futebol.

    Nos primeiros 45 minutos, o Vasco pressionou mais que o Ceará. O trio Éder Luis, Diego Souza e Alecsandro perdeu três oportunidades reais e contribuiu para o empate sem gols no primeiro tempo. O Ceará pouco freqüentou a área do Vasco com real perigo. A saída do atacante Nicácio, aos 17’, facilitou a vida dos zagueiros vascaínos.

    O Vasco voltou do intervalo com Élton no lugar de Alecsandro. Sabe aquela alteração carimbada! Seis minutos bastaram para Élton abrir o placar. O Ceará saiu de trás um pouco mais e sofreu o 2º gol dez minutos depois em jogada de contra-ataque. Éder Luis fez 2 x 0, aos 16’.

    O time vascaíno é rápido e, por isso, o jogo seguiu elétrico, mesmo com um gol de Washington, aos 19’, aproveitando erro do goleiro Prass e diminuindo o placar para 2 x 1. Um minuto depois, Élton fez o 2º gol dele e aumentou a vantagem do Vasco para 3 x 1. As duas equipes seguiram alternando jogadas de ataque com velocidade até o final do jogo.

    Dessa vez, as alterações do técnico Vágner Mancini não surtiram o efeito esperado. Felipe Azevedo não conseguiu imprimir o ritmo que o time precisava para facilitar a presença dos atacantes na área. Já o técnico Cristóvão Borges acertou em cheio.

    O Vasco ainda teve um gol corretamente anulado e Thiago Humberto não conseguiu tocar a bola longe do alcance do goleiro Fernando Prass no ataque mais perigoso do alvinegro no segundo tempo. No geral, o Vasco foi melhor e mereceu vencer.

    Ficha técnica do jogo, realizado no Estádio de São Januário/RJ, às 18h, pelo Brasileirão.

    Vasco da Gama: Fernando Prass, Allan, Dedé, Renato Silva e Márcio Careca; Eduardo Costa, Rômulo, Juninho Pernambucano (Felipe Bastos) e Diego Souza (Bernardo); Éder Luis e Alecsandro (Élton). Técnico interino: Cristóvão Borges. Ricardo Gomes segue internado.

    Ceará: Diego, Patrick (Edmilson), Fabrício, Erivélton e Vicente; Michel (Felipe Azevedo), Heleno, Eusébio e Thiago Humberto; Marcelo Nicácio (Washington) e Osvaldo. Técnico: Vágner Mancini.

    Gols: Élton, aos 6’ e aos 20’; Éder Luis, aos 16’ (Vasco da Gama); Washington, aos 19’ (Ceará), todos no segundo tempo.

    Cartões: Nenhum.

    Renda: R$ 85.510,00 para o público pagante de 3.468. Público total de 5.428.

    Árbitro: Emerson de Almeida Ferreira (MG), auxiliado por Marcelo Carvalho Van Gasse (SP) e Fabrício Vilarinho da Silva (GO).

    terça-feira, 30 de agosto de 2011

    Palmas aos (injustiçados) goleiros



    Não é preciso escrever nada para expressar a missão desse jogador que só é lembrado quando perde.

    segunda-feira, 29 de agosto de 2011

    Ademir Fonseca assume o "foguete"



    O vídeo foi sugerido por um torcedor para descontrair. Segundo ele, Fonseca sabe o que vai fazer aqui.


    Depois de algumas horas de pesquisa minuciosa e várias propostas rejeitadas, o presidente do Fortaleza, Osmar Baquit, anunciou a terceira comissão técnica desde que começou a preparação para o Brasileiro da Série C. O técnico Ademir Fonseca, 48 anos, topou o desafio de comandar o time tricolor nas duas partidas restantes da competição com remotas possibilidades de classificação e mais chances de rebaixamento para a Série D.

    Segundo nota publicada no site oficial do clube, Osmar Baquit foi procurado, na noite de sábado, pelo superintendente Jurandi Júnior, pelo técnico interino Márcio Rocha, pelo preparador físico Bruno Barbosa e pelo fisiologista Marco Aurélio. Na oportunidade, os profissionais entregaram os cargos. A partir daquele momento, começou a busca pela novo treinador.

    No final da tarde, o Fortaleza anunciou a contratação de Ademir Fonseca e a dispensa de quatro jogadores, entre eles, o atacante Wellington Amorim. Os outros nomes ainda não foram divulgados pelo clube. Semana passada já foram dispensados o zagueiro Bonfim, o volante Luciano Sorriso, o meia Lelê, os atacantes William Fabro, Rodrigo Dantas e Léo Andrade.

    O técnico Ferdinando Teixeira começou a preparação da equipe com uma pré-temporada de 40 dias, foi substituído por Arthur Bernardes, que está sendo substituído por Ademir Fonseca, um técnico que chega com o rótulo de "bom de acesso". A principal conquista dele, no entanto, foi em 2002 quando levou o Ituano ao título paulista. Como jogador, teve passagem destacada pela zaga do Botafogo/RJ.

    Fonseca dirigiu o Joinville, em 2003, na Série B do Brasileirão, dirigiu a Internacional de Limeira/SP, em 2005, no Campeonato Paulista, comandou o Paysandu, em 2006. Teve uma passagem meteórica pelo América/RJ, em 2008. Deixou o cargo logo após ter sido derrotado pelo Duque de Caxias, por 5 x 2, na estreia do estadual. Em agosto de 2010 assumiu o Vila Nova/GO.

    Boa sorte é o que mais precisam Ademir Fonseca e auxiliares.

    domingo, 28 de agosto de 2011

    Ceará "broca" Bahia três vezes no PV

    Edmilson fez golaço de falta

    E Júnior Pipoca nem "brocou", mas andou próximo. O goleiro Diego foi o responsável pelo artilheiro não ter feito o gol prometido contra o ex-clube dele. Aliás, Diego contribuiu muito para a vitória do Ceará sobre o Bahia, por 3 x 0, esta tarde, no Estádio Presidente Vargas, na última rodada do primeiro turno do Brasileirão. Osvaldo foi decisivo na jogada do segundo gol, depois de várias tentativas frustradas.

    O Bahia foi melhor no primeiro tempo e no segundo tempo endureceu o jogo, mas foi surpreendido pelo contra-ataque de Osvaldo, aos 35", que serviu a bola na "bandeja" para Felipe Azevedo fazer o segundo gol. Aquele gol foi decisivo, porque esfriou a "fervura" que o Bahia havia colocado no jogo. Quatro minutos antes do gol, Diego fez duas defesas à queima-roupa em ataque trabalhado por Lulinha e Júnior Pipoca.

    Se o Bahia tivesse empatado o jogo àquela altura do segundo tempo, seguramente a história seria outra, ainda que o Ceará chegasse à vitória. O Bahia lutou muito, desde o momento em que sofreu o gol de Thiago Humberto, aos 16'. Somente Júnior Pipoca teve três boas oportunidades para empatar o jogo ainda no primeiro tempo.

    Depois que sofreu o gol de Felipe Azevedo, o Bahia "gelou". Marcelo Nicácio ainda acertou o poste direito do goleiro Tiago antes do terceiro gol, fruto de uma cobrança de falta milimétrica de Edmilson. Do ponto de vista do Bahia, não será exagero se disserem que o placar foi injusto. Prefiro dizer, no entanto, que o Ceará foi oportunista e eficiente diante de um time que batalhou, mas foi ineficiente.

    O técnico Vágner Mancini mexeu bem no time no segundo tempo. Trocou Boiadeiro por Patrick, Thiago Humberto por Felipe Azevedo e Marcelo Nicácio por Edmilson. A primeira alteração não surtiu tanto efeito porque Renê Simões anulou Patrick com a entrada de Maranhão no lugar do lateral esquerdo Dodô. No geral, as mudanças na defesa surtiram efeito.

    O Bahia retornou para Salvador à beira do abismo, na 16ª colocação, com 20 pontos, enquanto o Ceará ficou na 13ª posição, com 25 pontos. A derrota agitou a torcida tricolor e a imprensa baiana deixou o PV dando a demissão do técnico Renê Simões como certa.

    Ficha do jogo no Estádio Presidente Vargas, às 16h, pelo Brasileirão.

    Ceará - Diego, Cléber, Fabrício e Erivelton; Boiadeiro (Patrick), Michel, Eusébio, Thiago Humberto (Felipe Azevedo) e Vicente; Osvaldo e Marcelo Nicácio (Edmilson).

    Bahia - Marcelo Lomba (Tiago), Marcos, Paulo Miranda, Tite e Dodô (Maranhão); Marcone, Fabinho, Diones (Reinaldo) e Lulinha; Jones e Júnior Pipoca.

    Gols - Thiago Humberto, aos 16' minutos (1º tempo); Felipe Azevedo, aos 35'; Edmilson, aos 46' (2º tempo).

    Cartões amarelos - Marcelo Lomba, Tite, Fabinho e Lulinha (todos do Bahia).

    Renda - R$ 133.297,00 para um público pagante de 18.923.

    Árbitro - Wilton Sampaio (DF), auxiliado por Erich Bandeira (PE) e Fábio Pereira (TO).
         

    Júnior Pipoca avisa que vai "brocar"




    No Vitória ele era chamado de Júnior "Diabo Loiro", quando veio jogar no Ceará disse que havia deixado o apelido em Salvador e não gostava de ser chamado de "Júnior Pipoca", apelido que herdou na época em que jogou no Fortaleza, por volta de 1997. Agora, de volta para jogar no Bahia, é chamado de "Anjo Tricoloiro".

    O artilheiro deixou saudades no Vitória, onde fez 30 gols na temporada de 2009, mas na passagem pelo Ceará não repetiu a artilharia, marcou apenas cinco gols, saiu e não deixou saudades. Nesse domingo, Júnior ou "Anjo Tricoloiro" volta à Fortaleza como titular do Bahia e, veladamente, ao falar para a imprensa baiana, prometeu "brocar".

    Na verdade, Júnior Pipoca, 35 anos, quis dizer que vai fazer gol no Ceará, tomando emprestado o termo utilizado pelo locutor baiano, João Andrade, da Rádio Metrópole FM. Mesmo dizendo que não tem rancor do Ceará, o artilheiro fez queixas por ter sido pouco aproveitado no Vozão.

    Avisou Júnior: "Sempre é uma tristeza quando não somos aproveitados. Aprendi muito com essa situação e estou no Bahia agora. Virei rival e não vou dar moleza. Espero continuar nesse ritmo e brocar lá".

    Ao mesmo tempo, o artilheiro reconheceu que não é fácil enfrentar o Ceará no Estádio Presidente Vargas. Advertiu: "O Bahia não pode se afobar. Você pensa que eles vão vir pra cima, mas isso não acontece. O time gosta de esperar. Precisamos ser inteligentes".

    E disse mais: "Vai ser uma guerra. A torcida enche e canta o tempo todo. A gente não pode ter medo disso. Chegou a hora do nosso time engrenar e começar o segundo turno forte".

    A torcida do Ceará vai agradecer se Júnior "pipocar" em vez de "brocar".

    quinta-feira, 25 de agosto de 2011

    São Paulo classifica na pressão

    Cícero abriu o caminho da vitória sampaulina


    O regulamento da Copa Sul-Americana, com o peso dois para o gol fora de casa, é um convite à tal convenção conhecida com a expressão “jogar pelo regulamento”. Assim, nesse jogo de volta, no Morumbi/SP, o São Paulo foi pressão total e o Ceará Sporting se defendeu mais que atacou. O alvinegro só suportou um tempo e terminou perdendo por 3 x 0. São Paulo classificado para a próxima fase. 

    Apesar da pressão sampaulina, o Ceará suportou bem no primeiro tempo. Dagoberto e Fernandinho foram os que mais incomodaram a defensiva alvinegra, mas jogada perigosa mesmo, apenas uma, aos 24’, quando Fernandinho dominou e conseguiu chutar diante de três defensores do Ceará. A bola bateu na rede pelo lado de fora.

    Aos 30’, Fernandinho saiu machucado e Cícero entrou. A pressão diminuiu e o lateral Boiadeiro começou a encontrar espaço para jogar. O Ceará cresceu e o São Paulo diminuiu a pressão. O meia Lucas andou sumido do jogo, sobrecarregando Casemiro e Carlinhos Paraíba, o que facilitou para os defensores alvinegros.

    No segundo tempo... Bom, a conversa foi outra. O São Paulo voltou com mais pressão ainda e o Ceará seguiu jogando pelo regulamento, afinal o empate garantia a classificação alvinegra. Além da pressão, os atacantes sampaulinos começaram a chutar em direção ao gol. Logo aos 2’ o goleiro Diego fez uma defesa arrojada em jogada de Cícero.

    E nenhum time suporta pressão o tempo inteiro. Cícero insistiu e recebeu uma bola de presente, aos 10’, em cruzamento da esquerda. O zagueiro Anderson Luis não alcançou a bola e Cícero ajeitou no peito para abrir o placar. Aquele resultado já desclassificava o Ceará. Aí, os treinadores entraram em cena e o Mancini foi mais infeliz.

    Seis minutos depois que Boiadeiro deu lugar a Felipe Azevedo, o Ceará sofreu o segundo gol. Lucas tirou a bola do volante Edmilson e chutou forte no canto direito do goleiro Diego, sem chances de defesa. Nem deu tempo de mandar um dos três volantes para a direita, adiantando Felipe Azevedo.

    Aos 20’, Dagoberto recebeu um passe longo pela esquerda e chutou cruzado para fazer 3 x 0. A partir daquele momento, a vantagem passava a ser literalmente do São Paulo. Os planos de Vágner Mancini caíram por terra. Adilson Batista colocou Rivaldo para fazer a bola correr com mais velocidade e o time dele ganhou mais espaços para jogar.

    A força do São Paulo foi buscar a classificação. Apesar das dificuldades do primeiro tempo, os comandados de Adilson Batista conseguiram a classificação com força, determinação e qualidade. Deu a lógica e a tradição, apesar da luta alvinegra.

    Ficha técnica do jogo, no Estádio Morumbi, às 21h50min, pela Sul-Americana:

    São Paulo: Rogério Ceni, Piris, João Filipe, Rhodolfo e Juan; Wellington, Casemiro (Jean), Lucas (Rivaldo) e Carlinhos Paraíba; Dagoberto e Fernandinho (Cícero). Técnico: Adilson Batista.

    Ceará: Diego, Boiadeiro (Felipe Azevedo), Fabrício, Anderson Luis e Egídio; Michel, Heleno, Edmilson (Róger) e Thiago Humberto (Eusébio); Osvaldo e Marcelo Nicácio. Técnico: Vágner Mancini.

    Gols: Cícero, aos 10’; Lucas, aos 16’; Dagoberto, aos 20’, todos no segundo tempo.

    Cartões amarelos: Dagoberto (São Paulo); Heleno e Edmilson (Ceará).

    Renda: R$ 319.440,00 para um público pagante de 23.800. Ingressos a R$ 10.

    Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ), auxiliado por Dibert Pedrosa Moisés (RJ) e Erich Bandeira (PE).  

    terça-feira, 23 de agosto de 2011

    Flávio Júnior no pódio da 400 Light

    Estação Pastel fez bom circuito

    Flávio Júnior (Estação Pastel) voltou ao pódio, pela segunda vez consecutiva, no Campeonato Cearense de Kart. A prova, disputada no final de semana, marcou a quarta etapa e serviu para o piloto da Kinho Kart Racing evoluir ainda mais no seu primeiro ano no esporte. Em um dia de calor intenso, o Kartódromo Júlio Ventura, no Eusébio/CE, registrou duas baterias onde as mudanças nas colocações ocorriam a cada passagem pela linha de chegada.

    Flávio enfrentou dificuldades na primeira bateria, quando ainda na primeira volta, para não bater na traseira de outro kart, travou os freios e rodou, caindo para a última posição. O que se viu, a partir de então, foi uma corrida de forte pegada em busca da recuperação.

    Mesmo com os pneus desgastados, Flávio superou três adversários e encerrou a primeira bateria na zona de pontuação. "Não podia deixar de marcar nesta corrida. Eu estava determinado a voltar ao pódio. Sei que ainda falta muito para minha primeira vitória, mas vou buscar, cada vez mais, uma melhor preparação", disse.

    Com o somatório da segunda bateria, Flávio ficou na quinta colocação geral, completando o pódio dos cinco primeiros na Fórmula 400 Light. Com 12 pontos marcados, Flávio Júnior (Estação Pastel) ocupa a sétima colocação na tabela de classificação.

    A próxima etapa da competição acontece no dia 17 de setembro, também no Kartódromo Júlio Ventura, na Região Metropolitana de Fortaleza.

    Confira a classificação do campeonato na Fórmula 400 Light:

    1º  -  Marcus Vinícius, o Kinho - 34 pontos
    2º  -  Diego Zeballos - 23 pontos
    3º  -  Breno Almeida - 22 pontos
    4º  -  Net Alencar - 21 pontos
    5º  -  Felipe Salgueiro - 19 pontos
    6º  -  Gibson Francisco - 13 pontos
    7º  -  Flávio Júnior - 12 pontos
    8º  -  Igor Ribeiro - 9 pontos
    9º  -  Daniel Aires - 4 pontos

    Texto e fotos de Robério Lessa do site http://www.carrosecorridas.com.br

    domingo, 21 de agosto de 2011

    Guarany 1 x 1 Fortaleza. Sem emoção


    O que era cantado em verso e prosa como "jogo de vida e morte", Guarany de Sobral 1 x 1 Fortaleza, no Estádio do Junco, pela Série C do Brasileirão, terminou sendo um empate alentador para o tricolor e não foi tão bom para o Guarasol. Mesmo na 4ª colocação, com cinco pontos, o Fortaleza continua dependendo dele mesmo, principalmente nos jogos contra América/RN, lá, e contra o CRB/AL, no PV.

    O jogo tinha clima de final, mas quando a bola rolou não teve futebol de final. O Guarany não jogou bem, sofreu um gol, aos 15', em raro lance bem trabalhado pelo ataque tricolor e não melhorou ao longo do jogo, mesmo com as três alterações processadas pelo técnico Oliveira Lopes. Esley fez o gol do Fortaleza e mais nada. O time jogou muito atrás, o que dificultou a articulação na saída para o ataque.

    O Fortaleza também não jogou bem, mas tirou proveito da melhor oportunidade que teve. O goleiro Lopes e o ala esquerdo João Victor foram os melhores no primeiro tempo. No Guarany, o meia Eliomar jogou com três volantes e teve dificuldades para se aproximar dos atacantes. No 2º tempo, o vento forte (da serra da Meruoca para o centro da cidade) foi o principal "reforço" do Guarasol.

    E foi com o maior volume de jogo do Guarany que o Fortaleza cedeu escanteio. Clodoaldo cobrou e o zagueiro Lima cabeceou para empatar o jogo, aos 34'. Somente depois do gol sofrido foi que o técnico Arthur Bernardes trocou o lateral direito Márcio Gabriel pelo atacante Wellington Amorim. O volante Luciano Sorriso foi para a direita e o time ganhou mais volume de jogo no ataque.

    O Fortaleza estava jogando com mais jogadores atrás que do meio para a frente e não precisava. O meia Esley, por exemplo, limitava-se a ajudar os volantes e o lateral direito Márcio Gabriel. Muito pouco para um meia que precisava ajudar os atacantes. Perguntado sobre a função tática, Esley disse que era orientação do técnico Bernardes.

    No final, não foi o jogo dos sonhos dos dois times nem do torcedor que compareceu ao Junco. Para o Fortaleza, dos males o menor. Para o Guarany, lamentações por não ter vencido o jogo. Para o espetáculo, a sorte do árbitro Gleysto Gonçalves não ter influenciado no placar. Ele foi fraco disciplinarmente e acompanhou os assistentes Armando Lopes e Samuel Oliveira em marcações equivocadas.

    Fortaleza: Lopes, Dezinho, Preto e Lino; Márcio Gabriel (Wellington Amorim), Escobar, Rogério, Esley (Luciano Sorriso) e João Victor; Vavá (Zé Augusto) e Carlinhos Bala.

    Guarany de Sobral: Ricardo, Ângelo, Jr. Alves, Lima e Neilton; Ricardo Baiano, Peter (Rafael), Rodolfo Potiguar (Tiago Granja) e Eliomar; Isaac e Niel (Clodoaldo).

    Gols: Esley (Fortaleza), aos 15' do 1º tempo. Lima (Guarany), aos 34 do 2º tempo.

    Cartões amarelos: Lima e Neilton (Guarany). Preto, Rogério, Esley, João Victor e Vavá (Fortaleza).

    Árbitro: Gleysto Gonçalves, auxiliado por Armando Lopes e Samuel Oliveira. Joaquim Webster foi o 4º árbitro. O trio cometeu erros na marcação e o árbitro perdeu o controle disciplinar por ter deixado de aplicar um cartão amarelo para um dos zagueiros do Guarany no início do jogo. A partir dali, todos  os cartões  que aplicou foram contestados.

    Renda: R$ 66.270,00 para 5.174 torcedores pagantes no Estádio do Junco.            

    sábado, 20 de agosto de 2011

    Guarasol x Fortaleza em clima de final

    Árbitro Gleysto Gonçalves virou o pomo da discórdia

    Tudo que se espera nesse domingo, aqui em Sobral/CE, é que Guarany x Fortaleza, no Estádio do Junco, pela Série C do Brasileirão, seja um jogo digno da importância e da categoria de um clássico rico em números estatísticos. Durante a semana, o que se viu foi um acirramento dos ânimos por causa do anúncio do árbitro Glesto Gonçalves para apitar o jogo.

    Justifica-se a pressão da diretoria do Fortaleza, apesar de entendermos que há um histórico de litígios entre o árbitro e dirigentes tricolores. O América/RN é o líder da competição, seguido pelo CRB/AL, ambos com 9 pontos. O Guarany é o terceiro colocado com seis pontos, enquanto o Fortaleza é o quarto com quatro pontos, a mesma pontuação do Campinense/PB.

    Essa classificação não estava nas contas dos dirigentes tricolores. Somente uma vitória nesse jogo manterá o Fortaleza com boas chances de brigar por uma vaga para a próxima fase. Ao Guarany também não resta outra alternativa se quiser ter vida mais facilitada na competição. Essa condição, por si só, cria um clima decisivo para o jogo.

    Farpas à parte, chegamos em Sobral e encontramos um Fortaleza cheio de interrogações. O técnico Arthur Bernardes não revela o time que vai jogar, embora admita que não vai mexer muito na estrutura da equipe. O  técnico Oliveira Lopes também não confirma o time do Guarany. Na cidade, circula a informação que o polivalente Carlos não deve jogar, o que seria um desfalque importante para o Guarasol.

    Enfim, ninguém está tranquilo. O gerente do Fortaleza, Juradi Júnior, convidou o narrador Júlio Sales para dirigir algumas palavras de incentivo aos jogadores tricolores. O veterano Sales falou objetivamente e tocou no centro da questão. Segundo ele, o time precisa jogar com garra, ser atento, determinado e obstinado a vencer o jogo. Coincidentemente, esse tem sido o tema das preleções no Pici.

    Os dirigentes do Guarany, por outro lado, usam o velho e surrado estilo da pressão, via microfones das emissoras de rádio, destilando provocações e prometendo tratamento nada cordial aos visitantes. Para começar, o que se sabe é que a torcida do Fortaleza terá dificuldades para comprar ingressos, além do ágio no valor. O preço deve chegar a R$ 40.

    O Guarany defende uma invencibilidade de 14 jogos no Estádio do Junco pelo Brasileiro. São 10 vitórias e quatro empates com 33 gols marcados e oito sofridos. Um histórico impressionante. Este ano, o Fortaleza já foi derrotado, por 3 x 1, no Junco. No distante 2003, o Fortaleza obteve as duas últimas vitórias, no Junco, com placares de 2 x 0.

    Nos últimos 27 anos, as duas equipes realizaram 21 jogos, sendo nove vitórias do Fortaleza, sete empates e cinco vitórias do Guarany. Como pode-se observar, fora a invencibilidade do Guarasol, os confrontos são equilibrados. Como todo clássico, não é comum ter goleada e quando houve foi o Fortaleza quem goleou: 5 x 0 em 1993 e 4 x 1 em 1996, aqui em Sobral.

    Eu, o narrador Júlio Sales e o repórter Aloísio Lima chegamos em Sobral, na manhã desse sábado, e encontramos a cidade com o clima de um clássico decisivo. Que assim seja!    

    quarta-feira, 17 de agosto de 2011

    Ceará vence o Grêmio e dá lições

    Rudnei e Nicácio estão se escalando

    Se o Ceará perdeu força na marcação com as ausências de Michel e Heleno (nem cito de João Marcos), ganhou leveza e velocidade com as entradas de Edmilson e Eusébio, além do retorno de Thiago Humberto ao time. As dúvidas acabaram quando a bola rolou e o Ceará venceu o Grêmio por 3 x 0, no Estádio Presidente Vargas, pela 17ª rodada do Brasileirão. É o resultado de ter banco de reservas, mesmo que não funcione em algumas partidas.

    Cada um de nós escalava um time para jogar contra o Grêmio. O técnico Vágner Mancini, no entanto, é o único que escala e guardou o segredo consigo enquanto pôde. Perdeu o meio campo e ainda tinha de mexer na zaga e no ataque. Não inventou, fez o óbvio e se deu bem. Retornou Sacomam e Thiago Humberto. Lançou Edmilson e Eusébio, as únicas novidades. Assim, pouco mexeu na estrutura do time.

    A expectativa era ver os volantes que substituíam Michel e Heleno. Todos imaginavam dois volantes vigorosos como os ausentes. Nada disso. Com leveza, exercendo uma forte pressão no ataque e se defendendo em bloco, o Ceará foi um time ameaçador com a bola e seguro quando foi atacado. Ninguém sentiu saudades de Michel e Heleno, muito menos do chamado "trio de ferro".

    Cada um fez o que tinha de fazer. Eusébio e Rudnei ainda exageraram  na dose da missão. O primeiro fez um golaço da intermediária, aos 33', e o segundo voltou a "gastar" a bola em todas as posições do campo. Thiago Humberto voltou bem e foi substituído por Felipe Azevedo quando já não tinha mais fôlego. São as lições que o futebol nos dá.

    O time do Grêmio sentiu-se sufocado no primeiro tempo. O técnico Celso Roth fez duas alterações no intervalo, colocou o time na frente e pressionou muito, mas o goleiro Diego cresceu com defesas espetaculares. E foi no segundo tempo, na contra mão da história do jogo, que o Grêmio sofreu mais dois gols: um na indecisão da zaga e outro na falha do goleiro Victor.

    É bom lembrar que o goleiro gremista ainda operou importantes defesas na segunda etapa, impedindo uma goleada a favor do Ceará, embora Celso Roth não tenha reconhecido isso depois do jogo. O Grêmio cometeu falhas, sim. O Ceará se superou, sim. O saldo foi uma vitória com sobras, principalmente se não contabilizarmos um pênalti cometido pelo goleiro Victor em Osvaldo e não assinalado pelo árbitro mineiro Alício Pena Júnior.

    Ficha do Jogo, às 19h30min, no PV

    Ceará: Diego, Boiadeiro, Fabrício (Anderson Luis), Diego Sacomam e Egídio; Edmilson, Eusébio, Rudnei e Thiago Humberto (Felipe Azevedo); Osvaldo e Marcelo Nicácio (Róger). Técnico: Vágner Mancini.

    Grêmio: Victor, Adilson, Vilson, Rafael Marques e Bruno Colasso; Gilberto Silva, William, Lúcio (Marquinhos) e Douglas; Leandro (Diego) e André Lima (Brandão). Técnico: Celso Roth.

    Gols de Eusébio (33' do 1º tempo), Marcelo Nicácio (1' e 25' do 2º tempo).

    Cartões amarelos: Adilson e Vilson (Grêmio); Osvaldo (Ceará), cartão injusto porque realmente sofreu pênalti. O árbitro entendeu que ele simulou a falta.

    Árbitro: Alício Pena Júnior, auxiliado por Janete Mara Arcanjo e Eduardo Lincoln Neves (todos mineiros).   

    segunda-feira, 15 de agosto de 2011

    Yatta Júnior também nos deixa



    O cara era um profissional e tanto. Manuel Simão Cardoso narrava futebol, fazia reportagem, apresentava programa jornalístico ou de entretenimento. Além disso, era amigo e pau para toda obra. Tinha um problema: fumava muito e foi, provavelmente, o que abreviou-lhe a vida. Irriquieto, era teimoso cardiopata safenado.

    Trabalhei com Yatta Júnior, o Locutor Emoção,  na Rádio Sociedade da Bahia, da década de 1980, e na Rádio Cristal, também em Salvador/BA, na década de 1990. Foram períodos curtos, mas prazerosos. Ele havia saído da Bahia para trabalhar em Recife/PE e voltou a convite de Jorge Samartin, que comandou a inauguração da Cristal.

    Yatta Júnior tinha 57 anos, era paulista de Marília, trabalhou em grandes emissoras do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Pernambuco e fazia parte da vibrante equipe de esportes da Rádio Jornal de Recife/PE. Morreu na tarde desse domingo, depois de ter trabalhado pela manhã.

    O amigo deixa três filhos e a esposa Berenice Cruz (2º casamento). O marcante é que a morte aconteceu quando a torcida do Santa Cruz festejava a vitória (1 x 0) sobre o Santa Cruz/RN, no Dia dos Pais e quando a crônica pernambucana lembrava os 17 anos da morte do narrador Ivan Lima.

    No dia 29 de maio de 2009, o também fumante Adilson Couto foi golpeado pelo coração. Vão embora os amigos e ficam os exemplos. Cabe a cada um de nós fazer a nossa parte para evitar novas ocorrências.   

    Boa viagem, Iata!