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    quarta-feira, 31 de outubro de 2012

    Palmeiras e o medo da degola


    Não vejo problemas no primeiro momento, mas temo que os homens que zelam pelas Leis do futebol no Brasil tenham uma recaída "euricomirandiana" e resolvam dar uma mãozinha na tentativa de diminuir (ou eliminar) o risco de queda do Palmeiras para a 2ª Divisão do Campeonato Brasileiro.

    Querer validar um gol escandalosamente "ilegal" é vergonhoso, ainda que utilize o argumento do erro jurídico na "opinião externa", em relação à ajuda que foi dada ao árbitro alagoano, Francisco Carlos do Nascimento, o Chicão, até o momento em que ele tomou a decisão de anular o gol.

    Muita gente já estava sentindo saudades daqueles tempos da "virada de mesa". Que esses tempos não estejam de volta. Que o Palmeiras consiga salvar a própria pele em campo. Não é possível que o futebol brasileiro bagunçou de novo.

    Pensei que a lambança do Treze de Campina Grande/PB, na Série C do Brasileirão, tinha sido a única do ano de 2012. Espero não ter pensado equivocadamente.  

    sexta-feira, 26 de outubro de 2012

    Ceará perde de novo com ajuda do "apito inimigo"


    O Ceará volta a perder, por 1 x 0, desta feita para o Boa Esporte, no estádio Melão, em Varginha/MG, apesar de ter criado algumas situações de perigo ao longo do jogo. Éverton fez um golaço, aos 38' do 1º tempo e, na 2ª etapa, o Boa contou com uma ajuda do "apito inimigo" do Ceará, quando o árbitro paulista, Vinícius Furlan, deixou de marcar um pênalti cometido pelo lateral Neílson sobre o atacante Misael.

    É verdade que o erro do árbitro não pode servir como justificativa para a derrota, mas foi uma variante grave que não deve ser desprezada. Os árbitros têm errado muito, prejudicado várias equipes e fica tudo por isso mesmo. Ninguém pode garantir que rumo tomaria a partida caso o pênalti fosse marcado, aos 38' do 2º tempo, mas é justo admitir que o Ceará foi prejudicado.

    Também é verdade que o Boa Esporte não tem nada a ver com o erro do árbitro e fez um gol legal. Criou boas situações de ataque e foi ligeiramente melhor no 1º tempo. O Ceará assumiu a postura de pressionar em busca do gol de empate no 2º tempo e criou várias alternativas, mas não conseguiu acertar o gol adversário. Esse tem sido o grande pecado do time alvinegro.

    Mota pareceu nervoso, irritado; Magno Alves entrou no lugar de Itamar e pareceu ansioso; o próprio Itamar não conseguiu encontrar o caminho do gol enquanto esteve em campo. O tempo passou, o gol não saiu e a derrota foi inevitável. De novo, o Ceará perde um jogo relativamente fácil, jogando contra uma equipe do mesmo nível, com menor pontuação na tabela de classificação.

    Nem o treinador PC Gusmão explica. Aliás, na conta dele ficam as alterações que não surtem efeito algum. Nesse jogo, trocou o lateral direito Paulo Sérgio pelo meia Thiaguinho e deslocou o volante Heleno para aquele setor. Thiaguinho nada produziu e Heleno também, portanto, a equipe deixou de funcionar nos dois setores. O meia Magno Cruz também deu lugar ao atacante Misael com pouco efeito positivo.

    Na minha infância, nos nossos times lá do bairro em que morava, diríamos que está faltando tutano aos alvinegros.   

    terça-feira, 23 de outubro de 2012

    Ceará leva "gude preso" do Paraná


    Francamente, faltam adjetivos!

    Triste incompetência é o mínimo que se pode dizer. 

    Como explicar a derrota do Ceará para o Paraná Clube, por 1 x 0, em pleno estádio Presidente Vargas, com um jogador a mais durante 38 minutos do 2º tempo? Nem o treinador PC Gusmão teve o comprometimento de comparecer à entrevista coletiva para explicar o que aconteceu. No mínimo, não será injusto dizer que faltou competência ao time do Ceará.

    O único gol do Paraná aconteceu, aos 4' do 1º tempo, numa descida rápida de Ângelo pela direita. A bola foi enfiada na área e os zagueiros ficaram olhando enquanto o atacante Artur escorou para o fundo do gol. O zagueiro Thiego reconheceu que houve um cochilo dos zagueiros e lamentou a derrota, deixando a garantia de não cair para a 3ª divisão.

    Além do gol, o Paraná fez apenas um ataque perigoso, aos 39', quando o lateral direito Ângelo escapou mais uma vez e cruzou na área. O Ceará, ao contrário, tentou com Márcio Careca, Apodi, João Marcos, Magno Alves, Mota, Eusébio, mas não deu em nada. O alvinegro não conseguiu furar o bloqueio paranista. E perdeu o jogo logo na primeira etapa.

    Pior aconteceu na volta do vestiário. Leandro Chaves entrou no lugar de Magno Cruz para dar mais velocidade à bola e terminou expulso com pouco mais de 1 minuto de jogo. No Paraná, Ricardo Conceição também foi expulso. Menos mal. Acontece que, aos 7', o atacante Luisinho foi expulso e os paranistas ficaram com um jogador a menos.

    A partir daquele instante, os jogadores do Ceará penaram. Virou jogo de travinha, ataque contra defesa, tipo treinamento tático em dia de chuva, tedioso. Márcio Careca deve ter ficado com a perna esquerda inchada de tanto cruzar a bola na área. Apodi, de tanto correr, quase pediu muletas para deixar o estádio. Fora as tentativas, nenhuma jogada organizada, nenhuma jogada individual, nenhuma surpresa.

    Foi uma noite melancólica. Sem explicações. Aliás, PC Gusmão deveria ter explicado como ter deixado Heleno no banco se queria jogar no esquema 3 x 5 x 2. Depois, quando ficou com um jogador a mais, porque tirou João Marcos se era o mais lúcido e articulador que tinha em campo? A não ser que João tenha pedido para sair. Fora disso, não há explicação.

    O Ceará jogou com Dionatan (A), João Marcos (Misael), William Thiego e Victor Hugo; Apodi (A), Juca (Thiaguinho), Eusébio, Magno Cruz (Leandro Chaves) (V) e Márcio Careca; Magno Alves e Mota. Técnico: PC Gusmão. O Paraná jogou com Thiago Rodrigues (A), Ângelo (Cambará), Anderson, Alex Alves e Wendell Borges (A) (Paulo Henrique); Amarildo, Ricardo Conceição (V), Douglas Packer e Lucas; Arthur (Geraldo) e Lusinho (V). Treinador: Toninho Cecílio.

    Apitou o jogo o trio catarinense: Paulo Godoy Bezerra, auxiliado por Rosnei Hoffmann Scherer e José Roberto Larroyd. A renda não foi fornecida até a publicação dessa postagem.

    terça-feira, 16 de outubro de 2012

    Confira os inimigos (do Ceará) do apito em São Caetano



    Com a imagem não dá para ter dúvidas.

    Apito inimigo prende o Ceará na tabela


    Somente o assistente Marco Aurélio Pessanha (RJ) não viu a bola cabeceada pelo atacante Misael (que entrou no lugar de Itamar) entrar no gol do São Caetano, aos 33' do 2º tempo, assim como não viu a posição de impedimento do meia Marcelo Costa, aos 11' do 1º tempo, no 1º gol do time Azulão.

    Os dois erros contaram com o aval do árbitro Rodrigo Braghetto (SP), que seria o 4º árbitro, mas substituiu o alagoano Francisco Carlos do Nascimento, o Chicão, esta noite no estádio Anacleto Campanella/SP. Resultado: São Caetano 2 x 0 Ceará. Esperança redobrada para o Azulão e reduzida para o alvinegro.

    O Ceará teve medo do Chicão, reclamou, pediu, a CBF negou e depois aceitou a troca do árbitro. Deu no que deu. O gol de Marcone (que entrou no lugar de Éder), aos 35' do 2º tempo, foi legal, nada a reclamar. E a história do jogo foi essa.

    O Ceará teve lá suas oportunidades, mas não conseguiu colocar a bola dentro do gol. A melhor chance foi aos 40' do 1º tempo, quando Magno Alves acertou um bolão e o goleiro Luiz fez uma defesa espetacular, tirando a bola para escanteio.

    O São Caetano voltou ao G-4 com 56 pontos enquanto o Ceará empacou no 8º lugar com 45 pontos. O Azulão segue com chances de ficar com uma vaga do G-4, o Ceará vê reduzidas ao mínimo as chances de chegar no G-4. É o preço pelo que deixou de fazer no início da competição.

    Não é o caso de jogar a toalha, mas já é chegada a hora de começar a pensar nos erros e traçar planos para o futuro. Foi mais uma noite desastrosa para os destinos alvinegros. Essa não foi a primeira vez que o Ceará deixou escapar pelos dedos a oportunidade de seguir brigando pela classificação.

    O São Caetano jogou com Luiz, Samuel Xavier, Gabriel, Wagner e Diego; Augusto Recife, Moradei, Éder (Marcone) e Marcelo Costa; Danielzinho (Geovane) e Leandrão (Somália). Técnico: Emerson Leão. O Ceará jogou com Dionantan, Apodi, Luizão, Daniel Marques e Márcio Careca (Robert); Juca, João Marcos, Eusébio e Magno Cruz (Leandro Chaves); Itamar (Misael) e Magno Alves. Técnico: PC Gusmão.

    Gols: Marcelo Costa (11' do 1º tempo) e Marcone (35' do 2º tempo) para o São Caetano.

    Cartões amarelos: Gabriel e Augusto Recife (SC), Daniel Marques, Márcio Careca e Misael (CE).

    Apitou o jogo o paulista Rodrigo Braghetto, com assistências de Marco Aurélio dos Santos Pessanha (RJ) e Otávio Correia de Araújo Neto (AL). O 4º árbitro foi Francisco Carlos do Nascimento, o contestado Chicão (AL), que não teve nada a ver com os erros dos colegas (dessa vez).

    sábado, 13 de outubro de 2012

    Fortaleza vence no Arruda e dorme líder


    "Clássico é clássico!"

    Essa expressão responde a uma infinidade de perguntas e, por isso, nunca ficará ultrapassada.

    Santa Cruz 1 x 2 Fortaleza, no estádio do Arruda, em Recife/PE, fervilhou como uma panela de pressão. Os donos da casa cochilaram e terminaram chamuscados. O time coral precisava da vitória para afastar a ameaça de perder a quarta vaga, estava sob pressão e terminou perdendo a calma no finalzinho do 1º tempo. A confusão foi ruim para o Santa.

    O gol do Santa foi contra (do volante Esley), aos 21 minutos, porque o time coral pressionava mais. Quando terminou a confusão, iniciada numa disputa de bola entre Esley e Chicão, o treinador Zé Teodoro fez duas substituições e enfraqueceu o time coral. O treinador Vica mexeu melhor e virou o placar do jogo.

    Esse clássico foi histórico. Duas expulsões de cada lado: Chicão e Everton Sena pelo Santa Cruz, Esley e Ciro Sena pelo Fortaleza. Os dois treinadores também foram expulsos: o interino Sandro Barbosa pelo Santa e Vica pelo Fortaleza. O árbitro Paulo Henrique de Godoy (SC) agiu corretamente.

    No 2º tempo, o que vimos foi o velho jogo de travinha. Bastante espaço para nove jogadores de linha em cada lado. O meia Alex Maranhão, que substituiu Geraldo (Fortaleza), foi quem mais soube tirar proveito disso. Comandou a equipe Tricolor, chutou a gol, ajudou na marcação, reclamou, orientou os companheiros e quase fez gol.

    Jogo para guardar na memória!     

    Ceará reacende as esperanças no PV


    Em meio a tantas dúvidas, o Ceará aplicou uma goleada de 4 x 0, no América/RN, no estádio Presidente Vargas, pela 29ª rodada do Brasileirão 2012, e reacende as esperanças por uma vaga no G-4. É apenas o primeiro passo da difícil caminhada, mas é real. Agora, o Ceará precisará seguir vencendo os demais adversários.

    No jogo desta tarde, o Ceará teve um gol legal anulado. Depois, Mota desperdiçou um pênalti. Apesar de tudo, o próprio Mota fez dois gols. Eusébio abriu o placar e Magno Alves desencantou. Antes do gol, Magnata colocou uma bola na trave.

    A vitória veio como um alimento necessário ao Ceará. Agora, é mostrar que pode! 

    sexta-feira, 12 de outubro de 2012

    Gilberto Gil canta "Guerra Santa"


    Vamos curtir uma das belas obras de Gil!

    Soa como um protesto aos vendilhões da fé, segundo meu amigo Marcos Niemeyer.  

    sábado, 6 de outubro de 2012

    Ceará deixa escapar o empate. Veja os gols.


    Apesar da derrota, o Ceará realizou um dos seus melhores jogos desse Brasileirão 2012, no estádio Heriberto Hulse, em Criciúma/SC, pela 28ª rodada. O goleiro Dionantan entrou na equipe num momento crítico e foi bem, tendo feito defesas importantes.

    Mais uma vez, o atacante Magno Alves não conseguiu finalizar bem. A ânsia de fazer o gol aliada à necessidade do gol terminou prejudicando o atacante. Não entendi porque o treinador PC Gusmão tirou o zagueiro Daniel Marques. Se era por nervosismo, colocou um Thiego inseguro e que falhou no 2º gol. 

    No primeiro gol, os defensores alvinegros não entenderam a jogada ensaiada do Criciúma. No segundo gol, os zagueiros foram vencidos pela qualidade do artilheiro Zé Carlos. O resultado foi normal, considerando que o Criciúma é um dos líderes e jogou em casa.

    De qualquer maneira, o resultado distanciou o Ceará da esperança da volta à Série A, mas ainda existe chance matemática. A instabilidade da equipe tira a expectativa positiva de todos nós. Vejamos: a essa altura da competição, o treinador ainda não tem certeza sobre algumas definições da equipe. 

    Infelizmente, muito tempo perdido pelo Ceará Sporting!

    sábado, 29 de setembro de 2012

    Torcida vaia Ceará após empate com Ipatinga


    Mesmo com a concorrência do sábado à noite, a torcida do Ceará compareceu ao estádio Presidente Vargas com 14.028 pagantes, proporcionando uma renda de R$ 167.773,00, na expectativa de uma vitória para continuar alimentando o sonho da classificação. Em campo não foi bem assim. O time esbarrou na retranca do Ipatinga/MG, sofreu um gol bobo, cedendo o empate (1 x 1), e saiu de campo vaiado.

    A torcida permaneceu calada durante quase todo o jogo, dando sinais de suspense, mas não "jogou a toalha". Quando o jogo terminou, no entanto, uma sonora vaia veio de todas as direções da arquibancada. A torcida ficou em pé até o apito final, como se não estivesse acreditando no que estava vendo. O Ceará foi impotente para vencer o bloqueio do adversário.

    No primeiro tempo, o Ipatinga impediu as avanças de Apodi (pela direita) e Márcio Careca (pela esquerda), ainda assim saiu o gol de Magno Alves, aos 18 minutos, numa jogada rápida pelo meio. No segundo tempo, o treinador PC Gusmão saiu da marcação com duas mudanças: tirou Jardel e colocou Robston, tirou Robert e colocou Misael. Empurrou os alas do Ipatinga e aumentou a pressão, mas faltou organização.

    Aos 31 minutos, o ala esquerdo Bruninho chutou uma bola da intermediária. A trajetória foi desviada pelo zagueiro Luisão e o goleiro Fernando Henrique não conseguiu voltar para o lado esquerdo, sofrendo o gol. Daí em diante, começou o sofrimento alvinegro. Apesar das mexidas do intervalo, o Ceará não conseguiu ter calma e qualidade técnica para "passar por cima" do "ferrolho" ipatinguense.

    Frustrada, a torcida voltou para casa com a sensação de derrota. Para uns, a noite acabou. Para outros, o sonho da Série A virou pesadelo. No vestiário, a resposta foi muita demora para o início das entrevistas. E quando João Marcos apareceu, os repórteres ficaram imprensados num espaço reduzido, prejudicando o trabalho da imprensa. 

    Foi uma noite frustrante!

    Fortaleza carimba classificação na C


    Apesar de ter sido melhor no 1º tempo, o Fortaleza só conseguiu vencer o Treze/PB nos 45 minutos finais, esta tarde, no estádio Amigão, em Campina Grande. Com a vitória, o Tricolor do Pici garante presença no cruzamento dessa fase ao lado do Luverdense/MT, restando definir as posições de 1º e 2º colocado. As outras duas vagas seguem bem disputadas.

    Confiram os gols de Guto e Ciro Sena.   

    terça-feira, 25 de setembro de 2012

    Fortaleza satisfaz desejo de Vica


    Depois de cautelosa procura, bem à mineira, o Fortaleza encontra o meia solicitado pelo técnico Vica para a reta final do Brasileirão da Série C. Alex Maranhão, 27 anos, não é nenhuma novidade, mas foi uma peça importante no time do Nacional de Nova Serrana/MG, no Brasileirão da Série D. O clube mineiro abriu mão do jogador até dezembro, quando volta para cumprir o contrato até dezembro de 2013.

    O meia Alex Maranhão esteve no Leão do Pici, em 2009, como sempre, depois de ter feito o caminho inverso. Começou pelo Uniclinic/CE, passou pelo Ceará e chegou ao Criciúma/SC. De lá, esteve no Palmeiras B/SP, Barueri/SP, entre outros clubes, quando veio para o Fortaleza. De volta ao mundo, Alex Maranhão jogou pelo exterior e desembarcou de volta em Minas Gerais.

    Vida de boleiro é assim mesmo. Mais uma passagem por aqui, na chamada entressafra, quando terá a oportunidade de mostrar um futebol de melhor qualidade já que está mais maduro. Chega como a opção ideal para que o time ganhe uma cara diferente, com um meia que possa arrumar o jogo, carregar a bola, encostar nos atacantes, dar um novo "molho" ao jogo.

    É claro que o titular é Geraldo (G-38), mas o momento é bom assim mesmo. O técnico tem reclamado um meia de estilo tradicional, ainda que não abra mão da titularidade de Geraldo. Além do mais, o campeonato chegou no momento nervoso, decisivo e ter elenco competitivo poderá fazer a diferença na hora de decidir uma vaga por detalhes.

    quarta-feira, 19 de setembro de 2012

    Nos bons tempos de Brasil x Argentina


    Pra refletir, Epitáfio com "TITÃS "


    Não é preciso dizer mais nada. A música retrata o que penso, o que você pensa, o que a maioria pensa.

    segunda-feira, 17 de setembro de 2012

    Fortaleza dá virada no Papão


    Mais do que nunca, o treinador Vica entrou no jogo, nesse domingo, no estádio Presidente Vargas, e foi decisivo para a virada do Fortaleza sobre o Paysandu (3 x 1), pelo Brasileirão 2012 da Série C. O Papão venceu o 1º tempo, por 1 x 0, gol de Yago Pikachu, aos 13 minutos, com um 3 x 5 x 2 sólido - uma linha de cinco que funcionou como uma muralha.

    Vica entrou no jogo no vestiário, quando decidiu trocar o meia Geraldo pelo meia Doda e o atacante Ray pelo também atacante Cléo. Foi seis por meia dúzia, é verdade. Mas a movimentação dos que entraram foi absurdamente superior aos que saíram. Eis a fundamental diferença.

    Somente aos 32 minutos, depois do placar sacramentado (3 x 1), foi que Vica resolveu dar uma segurada e trocou o atacante Assisinho pelo volante Careca. No vestiário, portanto, Vica reposicionou a equipe, fez mudanças fundamentais e deu um gás e tanto aos 11 jogadores.

    Quem observou bem o 2º tempo, percebeu que o meia Jackson cresceu com as entradas de Doda e Cléo por motivo óbvio: a marcação do Fortaleza foi adiantada, começando lá na defesa do Papão; os meias e os atacantes passaram a jogar como um rolo compressor. 

    O resultado foi uma sequência de finalizações e os três gols saíram em oito minutos: Assisinho, aos 22'; Guto, aos 25'; Assisinho, aos 30'. Foi um 2º tempo que valeu pelos 90 minutos. A solidez tática do Paysandu foi desmantelada pela velocidade e eficiência de quatro jogadores: Jackson, Doda, Assisinho e Cléo.

    Foi um bom teste para desmistificar a ideia de que o time não tem alternativa de jogo para sair das possíveis dificuldades que vai encontrar com equipes mais qualificadas na próxima etapa. É claro que essa fase ainda não terminou, mas é difícil pensar que Luverdense/MT e Fortaleza irão deixar escapar as vagas que estão segurando até aqui.   

    domingo, 16 de setembro de 2012

    Um jogo para relembrar sempre


    Ceará 4 x 3 Joinville, no estádio Presidente Vargas, dia 15 de setembro de 2012, pela 25ª rodada do Brasileirão da Série B. Com a vitória, o Ceará chega ao 7º lugar com 41 pontos. A anulação de um gol do Joinville, no minuto final do jogo, gerou muita confusão e expulsões.

    O goleiro Ivan, do JEC, foi detido por desacato à autoridade e punido com pena educativa (cinco salários mínimos: R$ 3.110,00), que serão revertidos ao Ipred - instituição que cuida de crianças carentes e desenvolve trabalho no combate à desnutrição. 

    sexta-feira, 14 de setembro de 2012

    Copa do Nordeste volta em alto estilo


    A Copa do Nordeste 2013 (nova versão) foi lançada em grande estilo.

    Apoio oficial da CBF, organização, cobertura financeira, patrocínios, premiação apetitosa e a possibilidade de uma vaga na Sul-Americana 2014. Uma receita ideal para o sucesso nas arquibancadas e nos gramados.

    Os dirigentes dos clubes demonstraram satisfação e segurança. O regulamento, previamente definido, com a garantia de equipes titulares na competição sinaliza para o sucesso dos jogos.

    A Copa do Nordeste será realizada em 12 das 23 datas destinadas aos campeonatos estaduais, de janeiro a março. Os clubes integrantes da Copa não disputam a primeira fase dos estaduais. Essa é a boa nova.

    As Federações terão a incumbência de reformar a forma de disputa dos estaduais. Há uma sutil reação dos clubes menores, que esperam os grandes para fazer caixa, mas é preciso encontrar outras saídas.

    Entendo que a competição volta melhor que as outras nove edições. Agora, só depende dos clubes. Tudo que reclamamos nos estaduais está na Copa do Nordeste. Um exemplo, inclusive, para os estaduais.

    Grupo A
    Bahia, Ceará, ABC/RN e Itabaiana/SE.

    Grupo B
    Sport/PE, Fortaleza, Confiança/SE e Sousa/PB

    Grupo C
    Vitória/BA, América/RN, ASA/AL e Salgueiro/PE

    Grupo D
    Santa Cruz/PE, CRB/AL, Campinense/SE e Feirense/BA

    Na primeira fase, os jogos serão entre si, no mesmo grupo, ida e volta, para saírem oito classificados: dois de cada grupo. 

    Na segunda fase, os cruzamentos serão da seguinte forma, jogos de ida e volta: A1 x C2 / C1 x A2 = B1 x D2 / D1 x B2 para saírem quatro semifinalistas - dois de cada lado do cruzamento, de onde sairão os finalistas.

    As rodadas de meio de semana terão quatro horários, sendo dois às quartas-feiras e dois às quintas. As rodadas de fim de semana terão dois horários aos sábados e dois aos domingos.

    A tabela completa deve ser publicada até a semana que vem, segundo expectativa do diretor de competições da CBF, Virgílio Elisio.

    Boa sorte!

    quarta-feira, 12 de setembro de 2012

    Ceará engata a marcha de subir de novo


    O Ceará volta a vencer a segunda partida consecutiva e engata a marcha de força para subir a ladeira em direção ao G-4. Com um gol de Eusébio, aos 25 minutos, o Vovô venceu o ABC/RN, no Estádio Frasqueirão, e chegou ao 7º lugar, com 38 pontos ganhos. Sábado, será fundamental outra vitória, no PV, diante do Joinville, que é o 6º colocado, com 41 pontos.

    Foi daquelas noites em que deu tudo certo. No 1º tempo, o jogo foi bem equilibrado, corrido, lá e cá, embora o time potiguar tivesse levado mais perigo ao gol de Fernando Henrique. Basta observar que foram cinco escanteios a mais contra o Ceará. Depois do gol de Eusébio, FH fez duas espetaculares defesas e garantiu a vitória parcial.

    Na volta do vestiário, o treinador Ademir Fonseca tirou o volante Guto e colocou o meia Eleilton. A pressão foi incessante durante os 45 minutos do 2º tempo, mas o Ceará resistiu bem. Aos 31 minutos, o goleiro alvinegro voltou a fazer uma defesa arrojada, espalmando para escanteio uma bola chutada por Alan, de dentro da área.

    Ao Ceará restaram poucas escapadas em jogadas de contra-ataque. A melhor chance alvinegra foi desperdiçada por Eusébio, aos 21, quando o zagueiro Flávio Boaventura não alcançou a bola cruzada da direita. A bola espirrou no peito de Eusébio e o chute saiu prensado com um dos zagueiros do ABC.

    O treinador do Ceará, PC Gusmão, surpreendeu a imprensa com Magno Cruz e Itamar na equipe. O Ceará jogou com Fernando Henrique, Apodi, Thiego, Luizão e Márcio Careca; Juca, Eusébio (Bruninho), João Marcos e Magno Cruz (Misael); Itamar (Robert) e Mota.

    O ABC jogou com Andrey, Pedro Silva, Flávio Boaventura e Airton; Guto (Eleilton), Serginho, Walter Minhoca e Cascata; Diego Clementino (Eliomar Bombinha) (Alan) e Adriano Pardal. Bombinha saiu machucado 14 minutos depois que entrou no lugar de Diego.

    O árbitro Edmar Campos da Encarnação (AM) cometeu equívocos na parte técnica e foi omisso na parte disciplinar. Felizmente não influenciou no placar do jogo. Os assistentes Evandro Gomes Ferreira e Marco Antonio Moreira (GO) também cometeram erros nas marcações de impedimentos.     

    domingo, 9 de setembro de 2012

    Fortaleza e Luverdense iguais em tudo


    Foi tudo igual, da produtividade ao placar: 3 x 3.

    Poderíamos explicar dessa forma, simples assim, o resultado de Fortaleza x Luverdense/MT, no Estádio Presidente Vargas, pela Terceirona do Brasileirão 2012, na segunda rodada do returno da competição. 

    Quando o Luverdense ficou com 10 jogadores, aos 9' do 2º tempo, o Fortaleza não criou situações para fazer valer a vantagem numérica e o jogo ficou quase igual de novo. O Fortaleza até que passou a atacar mais, contudo sem efeito algum.

    Waldison e Jailson podem ter feito falta porque finalizam bem, mas faltou envolvimento dos jogadores do meio-campo. Geraldo jogou entre os zagueiros e Jackson, isolado, não fez uma boa partida como nos jogos anteriores. Assim, não tem atacante que resista.

    Os seis gols nasceram de erros dos zagueiros. O Fortaleza fez dois gols de pênalti e um de falta. O Luverdense aproveitou duas falhas dos zagueiros Tricolores e uma do goleiro Lopes (o terceiro gol acima). A torcida ficou reticente por causa disso. E Lopes não gostou de ter sido vaiado por um pequeno grupo.

    O torcedor gosta de muitos gols, mas, do ponto de vista técnico, jogo assim sinaliza muitos erros. O próprio Vica reconheceu que o Fortaleza sofreu três gols em 45 minutos contra cinco gols em 10 jogos. Algo só pode estar errado.  

    Enfim, Vica fez três alterações, mas não mexeu em Geraldo e o time seguiu sem criatividade. O Luverdense, por sua vez, soube jogar. Tirou proveito das falhas do Tricolor e fez três gols no 2º tempo. Quando estava inferiorizado, jogou sem correr riscos e garantiu o empate.

    Fortaleza: Lopes, Rafinha, Micão, Fabrício e Guto; Elton, Esley (Cléo), Jackson e Geraldo; Assisinho (Doda) e Ray (Vinícius). Técnico: Vica. Luverdense/MT: Willian Alves, Régis, Zé Roberto, Dão e Raul Prata; Dê, Rodrigo Paulista, Carlos Alberto (Adriano) e Rubinho (expulso); Valdir Papel (Fio) e Rafael Tavares (Adnil Jr.). Técnico: Dado Cavalcanti.

    Renda: R$ 377.809,00 - público 17.721, caronas 1.004.

    Gols no 1º tempo: Valdir Papel, aos 7' (Luv); Geraldo de pênalti, aos 11' e aos 26' (Fort); Carlos Alberto, aos 27' (Luv); Assisinho, aos 32' (Fort); Dão, aos 34' (Luv).

    Apitou o jogo o árbitro Pablo Gonçalves Pinheiro, auxiliado por José Valmir dos Santos Xavier e Marcos Santos Vieira, todos do Rio Grande do Norte. Avelar Rodrigo foi o quarto árbitro. Foi ele quem avisou ao árbitro potiguar que Rubinho já havia recebido cartão amarelo, antes da expulsão.      

    Márcio Careca premiado com gol da vitória


    O Ceará venceu o Guarani/SP, por 1 x 0, no PV, e deu um passo importante, com gol do lateral esquerdo Márcio Careca. O lateral terminou premiado com as atuações regulares nas últimas rodadas. O gol foi importante para o Ceará que ganhou uma posição (9º lugar com 35 pontos ganhos) e para Márcio Careca que disputa posição com Vicente e tem mantido regularidade nas suas atuações.

    O treinador PC Gusmão voltou atrás da proposta tática aplicada nos dois jogos anteriores (3x5x2), tirou um zagueiro (Thiego), manteve Eusébio no meio, puxou Mota para a meia esquerda e colocou Misael na equipe. No meio da semana, eu havia falado sobre essa possibilidade, que me parecia mais racional que jogar com três zagueiros duros, sem saída de bola, sem um meia de ofício e um atacante isolado.

    Vamos ver qual será a atitude do treinador no próximo jogo, terça-feira, às 21h50min, contra o ABC de Natal/RN, lá no Estádio Maria Lamas.