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    domingo, 29 de abril de 2012

    Ceará x Fortaleza: deu a lógica na final



    A definição dos finalistas do Cearense 2012 saiu com mais naturalidade do que se imaginava. O Horizonte foi goleado, por 4 x 1, pelo Fortaleza, no primeiro jogo e perdeu o segundo, por 1 x 0. O Tiradentes fez o inverso: perdeu o primeiro para o Ceará, por 2 x 0, e foi goleado no segundo jogo, por 4 x 0. Mais uma final carimbada: Ceará x Fortaleza, com vantagem alvinegra.

    A discussão que segue, agora, é quem tem o time melhor, quem chega mais inteiro à final, quem será o campeão? Perguntinha chata, difícil de responder. Independente da velha e surrada frase: "Clássico é clássico e ninguém é favorito". O Ceará conta com uma boa vantagem, mas não pode cochilar.

    O Ceará chegou a ficar 11 pontos atrás do Fortaleza, mas corrigiu a equipe, voltou a vencer, ultrapassou o rival e chega à final com a vantagem de jogar por dois resultados iguais. Mais que isso, o Ceará chega à final com o elenco inteiro e motivado.

    O Fortaleza também não tem do se queixar. Chega à final completo. Os jogadores que os dois times perderam pelo caminho já não fazem falta. O Ceará ficou sem João Marcos e Juca, machucados. O Fortaleza ficou sem Rai, também por contusão. Enquanto isso, os dois treinadores encontraram a recomposição de suas equipes com naturalidade.

    O time alvinegro é mais maduro, mais acostumado a decisão e chega à final motivado pela vantagem. O tricolor tem um  time menos habituado a decisão, mais jovem e também chega à final motivado. Por isso tudo, tenho certeza que será uma decisão bem disputada, diferente dessas semifinais.

    A vantagem alvinegra deve ser considerada, sim. Acontece que uma vantagem torna-se perigosa quando é usada como estratégia. Não acredito que a comissão técnica do Ceará utilize esse expediente. A vantagem deve ser usada como reserva para o último caso.

    Aos tricolores caberá a missão de ter toda cautela necessária para não permitir aumento da vantagem alvinegra. Ao mesmo tempo deverá trabalhar forte para estabelecer a sua vantagem. Isso significa dizer que o Fortaleza deverá ter cuidado para não levar gols e competência para vencer (e bem) pelo menos um jogo. 

    Penso que a decisão será mais emocionante que todo o campeonato.        

    sábado, 21 de abril de 2012

    Sempre há um jogo para deletar


    O Ceará empatou em casa, no estádio Presidente Vargas, com o Paraná Clube, em 2 x 2, quando todos esperavam uma vitória tranquila pela Copa do Brasil. Tenho dito que focar excessivamente no adversário, deixando de lado suas próprias fraquezas não é o melhor caminho para chegar à vitória. Talvez, um pouco disso aconteceu com o Ceará naquele primeiro jogo. Na casa do adversário, perdeu a classificação sem perder o jogo. 

    Lá, em Curitiba, na Vila Capanema, o Ceará enfrentou um adversário determinado a garantir a vantagem construída aqui, como prevê o regulamento, com o peso "2" para o gol fora de casa. O simples empate, em 1 x 1, foi o suficiente para seguir na competição. O Paraná Clube foi valente, prevenido, cercado de estratégias e ainda recebeu uma mãozinha do árbitro goiano André Luis Castro, que permitiu o jogo desleal. 

    Decisão é assim. Além de jogar muito futebol, é preciso doar até o pescoço se for preciso. Já não temos mais jogadores com esse espírito, principalmente quando já estão com a vida resolvida. Até por isso, o Ceará deveria ter optado por jogadores mais dispostos a "botar a canela" no jogo. O problema é que não lembro deles em Porangabussu.

    Um jogo pra deletar da memória!   

    sexta-feira, 20 de abril de 2012

    Sempre há um jogo para esquecer!



    O Fortaleza voltou pra casa classificado para a oitavas de final da Copa do Brasil porque goleou o Náutico, por 4 x 0, no primeiro jogo, no estádio Presidente Vargas. No estádio dos Aflitos, sem a mesma impetuosidade, encontrou um adversário faminto por gols. Se não tivesse recuado tanto, fazendo uma verdadeira barreira à frente do goleiro João Carlos, talvez tivesse perdido por mais de 2 x 1.

    Classificação garantida, o Fortaleza vai enfrentar o Grêmio portoalegrense. Primeiro jogo no estádio Presidente Vargas e o segundo, consequentemente, no estádio Olímpico. Mesmo não estando num bom momento, o Grêmio não pode ser comparado com o Náutico de agora. Para avançar, o tricolor deverá mudar alguns conceitos e comportamentos em campo.

    Lições, duras lições que podem servir!     

    segunda-feira, 16 de abril de 2012

    Queda do Ferroviário parece mentira

    Valdemar Caracas é fundador e símbolo coral

    Na última vez que entrevistei o eterno presidente do Ferroviário Atlético Clube, Valdemar Cabral Caracas, 104 anos, a primeira coisa que ele me disse foi o seguinte: "Se você veio aqui pra falar de futebol pode voltar. Não quero me preocupar com isso". Desconversei, falei sobre a vida dele, mas era inevitável falar sobre futebol. Imagino o quanto Caracas estava triste com o futebol. E agora, com a queda do Ferroviário para a 2ª Divisão, o que pensar da reação dele?

    Não é preciso ficar diante daquele torcedor, pai, avô, filho, neto, bisneto... Isso mesmo, Valdemar Caracas vivenciou todas as gerações da família coral, testemunhou dificuldades diversas, mas não acreditava que um dia ouviria falar de rebaixamento. Foi a pior das maldadas perpetradas contra o Ferrão ao longo dos 79 anos de existência.

    Precisaríamos de tempo e espaço para comentar a história de um clube com quase oito décadas. Não vamos fazer isso agora. Nesse instante, o sentimento é de alguém que sente a dor de pessoas queridas. Muitos amigos estão sentindo a queda do Ferrão, perplexos porque duvidavam disso. Talvez, sentidos porque nada fizeram para evitar isso.

    Há quem defenda que foi melhor assim. Com o rebaixamento, a oportunidade de ressurgir das cinzas. A realidade é diferente da filosofia. O Ferroviário vinha caindo, em queda livre, desde que passou a euforia da conquista do último título, em 1995. A inveja, a vaidade, a disputa entre alas de conselheiros, os conflitos internos, a desorganização administrativa, entre outros fatores, derrubaram o clube.

    Seria preciso estabelecer uma nova ordem pra fazer valer a filosofia do começar de novo. Quem vai comandar essa nova ordem no Ferroviário? O Começar de novo não deve ser com os mesmos erros e vícios, alimentados pelas mesmas pessoas que desconstruíram o que encontraram no clube até o último título.

    A ameaça, agora, é darem fim à Vila Elzir Cabral. Eu e o futebol cearense desconhecemos a atual situação da Vila. Já li e ouvi notícias, tratando de dívidas astronômicas que só seriam saldadas com a entrega de todo o patrimônio, que, por sua vez, estaria protegido por instrumentos legais. Mentira ou não, melhor assim. Por último, tenho ouvido notícias sobre possível venda da Vila. Será mesmo?

    Em meio ao bombardeio sofrido pelo torcedor coral, nas últimas horas, a diretoria anunciou no site do clube (www.ferrão.com.br) que vai mover uma ação de protesto contra o Crateús por utilização de jogadores irregulares. Será mesmo? Prefiro aguardar, esperando que não seja mais uma mentira entre tantas desse Cearense 2012.

    Até o rebaixamento do Ferroviário, para seus mais ilustres torcedores, parece uma mentira!            

    quinta-feira, 12 de abril de 2012

    Fortaleza passa folgado pelo Náutico



    O Fortaleza alternou muito durante o jogo, mas goleou o Náutico, por 4 x 0, no estádio Presidente Vargas, e coloca uma folgada vantagem sobre o time pernambucano para o jogo de volta, nos Aflitos, próximo dia 18, às 21h50min. Rafinha (16') e Jailson (18') marcaram no 1º tempo. Geraldo (23') e Cléo (28') marcaram no 2º tempo. O Náutico foi um time fragilizado na maior parte do jogo.

    O melhor momento dos pernambucanos foi nos últimos 25 minutos do 1º tempo. Eduardo Ramos, Derlei e Siloé criaram lances de perigo. Dorielton fez um gol, aos 43', mas estava em posição de impedimento. E foi só. Nos 20 minutos iniciais, o Fortaleza imprimiu um forte ritmo e fez dois gols. Depois, houve aquela "natural" relaxada e o time Timbu cresceu.

    Na segunda etapa, o time voltou a campo com a advertência do treinador Nedo Xavier para não diminuir o ritmo, mesmo assim não conseguia ser um time organizado como no início do jogo. Até o terceiro gol, o time alternou muito, com apenas três descidas perigosas (10', 11' e 18'). A partir do gol de Geraldo (de pênalti), o time acertou, o Náutico sentiu e 5 minutos depois saiu o gol que definiu o placar, quando Cléo aproveitou falha do zagueiro Marlon.

    Definitivamente, o time do Náutico é cheio de deficiências: desarrumado taticamente, sem articulação, fragilizado emocionalmente. O meia Eduardo Ramos perdido pelo meio e Siloé isolado na frente se perdem na fragilidade da equipe. O goleiro Gedeão fez boas defesas e evitou uma goleada maior. Muito há de ser feito para recuperar o time Timbu.

    Salvo os momentos de alternância, o Fortaleza jogou um futebol que lembrou os momentos iniciais do Cearense, quando disparou na liderança. O garoto Jefferson sentiu um mal estar e foi substituído por Lucas no finalzinho do 1º tempo. Com isso, Eslei voltou a jogar mais atrás, ainda assim buscou a articulação de jogadas e foi decisivo no lance do pênalti sofrido por Jailson, que originou o gol de Geraldo.

    Fortaleza jogou com João Carlos (seguro), Rafinha, Ciro Sena, Cléber Carioca e Kauê; Jefferson (Lucas), Marielson, Eslei (Gilmak) e Geraldo (Bismarck); Cléo e Jailson. O Náutico jogou com Gedeão (seguro, apesar da goleada), Diego Bispo, Marlon e Ronaldo Alves; Marquinho (Leno), Eli Carlos, Derlei, Eduardo Ramos e Jeferson (Filipe); Siloé (Rodrigo Tiuí) e Dorielton.

    O árbitro foi Elmo Resende Cunha (GO), com os assistentes Jesmar de Paula (GO) e Isac Márcio Oliveira (RN). Jesmar de Paula anulou o gol irregular do Náutico com propriedade num lance difícil. A renda foi R$ 273.773,00 - público pagante de 17.882. O Fortaleza teve descontados R$ 25 mil (Justiça do Trabalho) em favor do lateral Patrick.     

    Ceará, Sport, Bahia, Vitória e árbitro capixaba melam...

    Árbitro capixaba Marcos da Penha  foi  sampaulino

    Foi uma noite pra ver "urso de gola", uma expressão utilizada para expressar vexames, muito mais que alegrias para alguns de nós nordestinos. Pior que isso foi ver que o nível da arbitragem nacional sofre de crises espasmódicas de acordo com a importância dessa ou daquela equipe. O São Paulo não precisava de ajuda do árbitro capixaba, Marcos André da Penha, que prejudicou o time do Bahia de Feira/BA durante os 90 minutos do jogo.

    O São Paulo venceu, por 5 x 2, num jogo com três gols de pênalti e eliminou o Tremendão. Até aí, tudo normal. Foram sete gols e a equipe melhor qualificada tecnicamente venceu. O que não agrada é ver o árbitro marcar um pênalti, aos 10 minutos, quando o atacante Luis Fabiano salta antes do choque com o goleiro que já está caído. O encontro entre os dois era inevitável pelo traçado da jogada, mas não houve choque.

    Além de marcar o pênalti "cavado", o capixaba expulsou o goleiro Dionantan (como manda a regra), reduzindo o Bahia de Feira numericamente. O técnico Arnaldo Lira foi forçado a tirar o experiente Jackson para colocar o goleiro Felipe. Todo o time foi obrigado a correr mais. E contra quem! 

    Não é correto dizer que o resultado do jogo seria outro caso a marcação não tivesse ocorrido. Mas é correto dizer que o método de arbitrar foi passional. Ao longo do jogo, atacante João Neto agarrado dentro da área não foi pênalti. Zé Roberto derrubado ao lado da área não foi falta. Sem citar lances menos discutíveis. Assim, a democracia da Copa do Brasil vai terminar sempre quando um time grande enfrentar um time pequeno.

    SURPRESAS

    O Ceará Sporting foi surpreendido pelo jovem time do Paraná Clube. Começou à frente do placar, cochilou, sofreu um gol bobo e teve de correr atrás do empate: 2 x 2. O calouro técnico Ricardinho colocou em campo um time formado na Base do clube. Dos 19 jogadores que vieram ao estádio Presidente Vargas, nove saíram da Base e honraram a camisa. O Ceará está obrigado a empatar sem gols ou vencer em Curitiba se quiser seguir na competição. 

    As surpresas não pararam por aí. O Sport de Recife foi desclassificado em casa pelo Paysandu ao sofrer uma goleada de 4 x 1. O Bahia perdeu para o Remo, em Belém, por 2 x 1. Começou perdendo, empatou, mas não segurou o placar. Tricolor ter de ganhar em Pituaçu para seguir na Copa. ABC 1 x 1 Vitória, em Natal, obriga o rubro-negro baiano a vencer dentro de casa. O Chapecoense/SC, em casa, deu calor no Cruzeiro e quase não cedeu o empate: 1 x 1. O time mineiro decide em casa sem grande vantagem.

    COPA DO NORDESTE

    O diretor técnico da CBF, Virgílio Elízio da Costa Neto, estava em Feira de Santana/BA, no estádio Jóia da Princesa, e viu de perto a goleada do São Paulo. Ao falar com a imprensa local, Virgílio Elízio confirmou que a Copa do Nordeste será realizada com 16 equipes, de janeiro a meados de março de 2013, com provável início no dia 13.

    Virgílio elogiou o público presente ao Jóia da Princesa nessa época de magras arrecadações pelo Brasil a fora. Bahia de Feira 2 x 5 São Paulo teve renda de R$ 650.040,00 - público pagante de 15.834. No PV, Ceará 2 x 2 Paraná Clube (sem o mesmo apelo) teve renda de R$ 145.124,00 - público pagante de 11.952 (destacando o ingresso de sócio torcedor).

    A noite não poderia ser encerrada com uma das pérolas do comentarista Neto, da TV Bandeirantes. Ao criticar o gramado do estádio Jóia da Princesa, deu a classificação de "pasto". Talvez, Neto tenha sentido saudades dos tempos em que se servia dos "pastos" pelo interior de São Paulo. O piso do campo não está bem conservado, é verdade, mas o gramado não chega a ser um pasto. Aliás, nem choveu por lá.          

    segunda-feira, 9 de abril de 2012

    Fortaleza joga Ferroviário na degola

    Bandeira coral enxugou lágrimas  no PV

    Não foi a primeira vez que o Fortaleza aplicou 3 x 1 no Ferroviário, mas dessa vez o gosto foi o mais amargo de todos, levando inúmeros torcedores corais às lágrimas. O rebaixamento ainda não está decretado, oficialmente, contudo, essa derrota, na 21ª rodada, afundou o time coral, que precisará vencer o Guarani de Juazeiro e torcer por um tropeço do Icasa diante do Itapipoca, em casa, na última rodada classificatória. Convenhamos, muito difícil.

    O Fortaleza poderia ter definido a vitória ainda no 1º tempo, quando o jogo foi bastante movimentado, com jogadas de ataque nos dois lados. Era lá e cá. A superioridade técnica do tricolor era notória, no entanto, o Ferroviário jogou com muita disposição física e dificultou a vida do adversário. Mas não basta somente disposição física. 

    Apesar do esforço coral, o Fortaleza abriu o placar, aos 30', com Jailson, depois de um contra-ataque em jogada errada na saída de bola. Esley ligou com Geraldo, que cruzou para o atacante tricolor fazer 1 x 0. O Ferroviário reagiu e empatou, aos 35', com um gol de Bruno Morais. Daí em diante, o jogo seguiu equilibrado pela disposição física do Ferroviário - apenas isso.

    Eu havia dito no intervalo que o Fortaleza começaria a ter facilidades com o desgaste natural do Ferrão. E não deu outra. Aos 9', Geraldo desempatou com um gol de pênalti, cuja marcação do árbitro Carlos Custódio suscitou dúvidas. Depois, pelas lentes da TV, viu-se que não houve impedimento de Jailson e que Cléo recebeu a carga por trás. A dúvida é se ele teria marcado o mesmo pênalti na área do Ferrão.

    Diferente do primeiro gol, o jovem time do Ferroviário sentiu o desempate. O treinador Roberto Cearense mexeu demais na equipe tentando atacar mais. Trocou o lateral esquerdo Felipe Cauã por Marclécio, o meia Márcio Tarrafas por Jânio Daniel e o atacante Bruno Morais por Éverton. Nedo Xavier, do Fortaleza, respondeu com ofensividade e se deu bem. Roberto Cearense não obteve resposta positiva dos reservas.

    O meia Bismarck entrou no lugar do volante Esley, o meia Marquinho entrou no lugar do lateral direito Raul e o meia Lucas entrou no lugar do volante Marielson. Foi um passo importante para o terceiro gol. Aos 33',  num contra-ataque, a bola parou no pé direito de Geraldo, pela direita da grande área, e dali saiu o chute fraco da perna direita. O bom goleiro Handerson falhou e sofreu o gol.

    Mesmo com a expulsão de Jailson, aos 40', o Ferroviário não tinha mais forças para reagir. A vantagem numérica do Ferrão não superaria a vantagem técnica do tricolor, ainda que faltasse mais tempo para terminar o jogo. É a pura realidade. Os garotos do Ferrão merecem aplausos pelo esforço, mas o time é limitado tática e tecnicamente.

    O Fortaleza ainda "limpou" os cartões - uma prática farsista do futebol. Receberam o terceiro cartão amarelo os meias Marquinho, Lucas e Geraldo, o atacante Cléo, além de Jailson, que terminou expulso depois de ter recebido o terceiro amarelo. O Ferroviário perdeu o zagueiro Eduardo com o terceiro cartão amarelo e vai sentir falta dele.

    O Ferroviário jogou com Handerson, Helton Meruoca, Guilherme, Eduardo e Felipe Cauã (Marclécio); Nego, Jardel, Raphinha e Márcio Tarrafas (Jânio Daniel); Canga e Bruno Morais ( Éverton). O Fortaleza jogou com João Carlos, Raul (Marquinho), Ciro Sena, Cléber Carioca e Kauê; Jefferson, Marielson (Lucas), Esley (Bismarck) e Geraldo; Jailson e Cléo. Renda: R$ 74.895,00 - público pagante 3.641.

    Agora, aos torcedores corais, restam apenas esperança e fé.     

    quinta-feira, 5 de abril de 2012

    Somente o Ferroviário fez o dever

    Nedo com dificuldades para devolver harmonia ao time

    Tivemos uma rodada com três jogos nesta noite de quarta-feira: Tiradentes 0 x 0 Fortaleza, no PV; Itapipoca 1 x 3 Ferroviário, no estádio Perilo Teixeira; Horizonte 1 x 3 Palmeiras, no estádio Domingão. Somente o Ferrão atingiu o objetivo desejado e mantém acesa a chama da esperança para evitar o rebaixamento.

    O Horizonte começou vencendo e não teve competência para segurar a volúpia do Palmeiras. Perdeu com a diferença de dois gols e saiu da Copa do Brasil. O Horizonte não perdeu apenas o jogo, perdeu 60% da renda: R$ 110.480,00 - público pagante 8.361, como determina o regulamento. 

    O Palmeiras impôs seu favoritismo. Pressionou o tempo inteiro, criou oportunidades e tirou proveito de falhas de marcação do Horizonte em jogadas de velocidade. Apesar de ocupar a 3ª colocação do Cearense 2012, é clara a fragilidade da equipe quando o adversário tem melhor qualidade.

    O Fortaleza não conseguiu vencer o Tiradentes. O empate devolveu a liderança ao tricolor do Pici, mas a diferença para o Ceará é de apenas um ponto com um jogo a mais. Com um simples empate diante do Crateús, nessa quinta-feira, no PV, o Ceará retomará a liderança.

    A queda de rendimento do Fortaleza deixa sua torcida em alerta. Ainda que o Ceará tropece no Crateús, a rodada de domingo será no fio da navalha. Ninguém poderá errar, sob pena de perder a liderança e ver o rival colocar uma vantagem de dois ou mais pontos.

    Francamente, vejo o treinador do Fortaleza, Nedo Xavier, com a cabeça ardendo para acertar de novo o futebol do time dele. Com algumas mudanças circunstanciais (contusões e cartões), o time tricolor perdeu a harmonia, a objetividade e a precisão nas conclusões.

    O Ceará, ao contrário, chega à reta final do campeonato em ascensão. O treinador PC Gusmão ganhou novas opções dentro do próprio grupo, como Willian Thiego e Potiguar, acertou o posicionamento da equipe e passou a vencer sem as dificuldades antes observadas.

    O único vencedor da noite foi o Ferroviário para felicidade geral. Um time sem rival, que comove até o torcedor do adversário mais ferrenho, conseguiu dar sinais que pode sair do rebaixamento. Domingo, no PV, vai enfrentar o Fortaleza com a necessidade de uma vitória para continuar respirando. Haja esperança! 

    segunda-feira, 2 de abril de 2012

    Neto Baiano esclarece "bola murcha"



    Nessa entrevista, o atacante Neto Baiano (o maior artilheiro do Brasil na atualidade) fala sobre uma das fortes razões que ajudam a afundar carreiras de alguns jogadores, quando não liquidam de vez. Quando programas de qualidade conseguem arrancar tais confissões, do próprio jogador, está sendo prestado um serviço social.  

    Muitas vezes, ficamos querendo adivinhar porque esse ou aquele jogador não está bem, porque não esteve bem aqui e está jogando demais bem ali pertinho, porque foi contratado por uma fortuna e não joga mais nada, enfim...

    Muito bom quando ouvimos do próprio jogador. Aliás, Neto Baiano esteve por aqui no futebol cearense, em 2007, vestindo a camisa do Fortaleza e não conseguiu jogar um bom futebol. Talvez, agora, ele esteja respondendo às nossas antigas interrogações.     

    quinta-feira, 29 de março de 2012

    Ceará goleia e é líder do Cearense

    Felipe Azevedo fez 4 gols da goleada

    O atacante Felipe Azevedo fez 4 dos 5 gols do Ceará na goleada sobre o Guarani de Juazeiro, nesta quinta-feira, no estádio Presidente Vargas, pela 18ª rodada do Cearense 2012. Era o resultado que os alvinegros sonhavam para assumir a liderança da competição. Com 49 pontos ganhos se igualam ao Fortaleza, mas passam à frente com 9 gols no saldo positivo.

    O Guaraju entrou em campo com uma marcação confusa. A tentativa era parar o Ceará com uma marcação individual, mas o que se observou foi um bate-cabeça e sucessivos erros de posicionamento. O Ceará tirou proveito disso e passeou em campo. Felipe Azevedo fez 2 gols no 1º tempo (5' e 22') e Reina fechou 3 x 0, com um gol em posição duvidosa, aos 47'.

    No 2º tempo, o treinador Washington Luiz corrigiu o posicionamento do time. Ainda assim, o Ceará seguiu superior na maior parte dos 45 minutos. Felipe Azevedo fez o 3º gol dele, aos 40 segundos, e o ritmo da equipe diminuiu. O Guarani alternou momentos bons no jogo, mas ainda sofreu o 5º gol, aos 40', quando Lima (entrou no lugar de Romário) evitou a saída da bola com um toque de cabeça para trás. Foi o 4º gol de Felipe Azevedo.

    Foi uma vitória fácil. O Ceará poderia ter feito mais gols caso não tivesse diminuído o ritmo na 2ª etapa. O treinador PC Gusmão pôde promover a estreia de Lima, pôde poupar Apodi com a entrada de Paulo Sérgio e, por causa da contusão de Rogerinho, Reina teve a oportunidade de jogar desde os 34' do 1º tempo.

    Além de alcançar a liderança do campeonato e aumentar o saldo de gols, a goleada ainda serviu para o Ceará testar sem maiores problemas a nova dupla de zagueiros: Willian Thiego e Potiguar. No vestiário, alguns jogadores alvinegros admitiram que o novo treinador deu uma arrumada na equipe. E devemos concordar. Basta lembrar que PC deixou de improvisar Heleno com o aproveitamento do jovem Potiguar.

    Tão confusa como a marcação do Guarani foi a atuação do árbitro Cleuton Lima, que permitiu o jogo brusco sem a aplicação do cartão amarelo. Permitiu até os carrinhos condenados pela Internacional Board. Restou a dúvida no gol de Reina (pareceu impedido), num gol anulado do Guarani, aos 38' do 1º tempo, e diversas situações de menor importância.

    Ceará 5 x 0 Guarani (J) rendeu R$ 90.407,00 para um público pagante de 9.688 e 539 caronas.        

    domingo, 25 de março de 2012

    Ceará faz "gol chorado" e encosta no Leão

    Erivélton fez o gol no minuto final

    O Fortaleza foi melhor no primeiro tempo; O Ceará foi melhor do segundo tempo. O duelo entre o meia Rogerinho e o goleiro Fábio Lima não teve vencedor, mas o oportunismo do zagueiro Erivélton foi decisivo. Depois de ter exigido três defesas espetaculares de Fábio Lima, Rogerinho cobrou escanteio, Romário cabeceou com a força de um chute, a bola bateu na trave e no solo, Erivélton empurrou com a cabeça para dentro do gol: Ceará 1 x 0 Fortaleza, no estádio PV, pela 17ª rodada do Cearense 2012.

    No primeiro tempo, o Ceará começou bem organizado. Com um minuto de jogo, Eusébio deixou Mota na cara do gol. Aos 3 minutos, Mota desperdiçou outra boa oportunidade. Na sequência, o treinador PC Gusmão resolveu alterar o esquema tático do alvinegro, variando para um 3 x 5 x 2. A mudança não fez bem. O Fortaleza foi quem melhorou com a aproximação do volante Lucas aos jogadores do meio e ataque.

    Dos 15 minutos em diante, só deu Fortaleza. Jailson acertou a trave pelo lado de fora e exigiu grande defesa de Fernando Henrique na sequência. O zagueiro Willian Thiego evitou um gol de Cléo, aos 36 minutos, após o zagueiro Danniel Marques ter pisado na bola dentro da grande área. Enfim, o Ceará só ameaçou, aos 35 minutos, quando Apodi foi ao fundo e cruzou para Felipe Azevedo. Leandro evitou o gol. E foi só.

    No segundo tempo, foi o inverso. O Ceará foi melhor desde o começo. Até os 16 minutos, Felipe Azevedo, Apodi, Mota e Rogerinho chutaram para fora, mas pressionaram a defesa tricolor. Somente aos 29 minutos, Geraldo cruzou uma bola na área do Ceará. Aos 31 minutos, Marielson entrou no lugar dele e 7 minutos depois o zagueiro Cléber Carioca quase fez um gol de cabeça. E foi só.

    Os últimos 20 minutos foram decisivos para a vitória alvinegra. Rogerinho e Fábio Lima travaram um duelo com uma sequência de três espetaculares defesas. Rogerinho cobrou duas faltas e chutou uma bola de fora da área no canto esquerdo do goleiro com muito perigo. No lance do gol, Rogerinho cobrou o escanteio na primeira trave, onde estava Romário. Rogerinho terminou vencendo o goleiro ainda que indiretamente.

    Para a próxima rodada, o Fortaleza ficou sem o zagueiro Cléber Carioca e sem o lateral esquerdo Kauê (3º cartão). O Ceará ficou sem o volante Juca e sem o atacante Mota (3º cartão). O árbitro Avelar Rodrigo apitou bem e aplicou dez cartões amarelos. A renda somou R$ 388.971,00 para 15.197 pagantes e 1.516 caronas. A cota do Ceará foi R$ 146.958,11. O Fortaleza ficou com R$ 82.734,38.

    Com a vitória, o Ceará (39 pontos) encosta no Fortaleza (41 pontos) com apenas dois pontos a menos na classificação. No vestiário, jogadores alvinegros admitiram estar pensando na primeira colocação.   

    quarta-feira, 21 de março de 2012

    Jailson brilha e garante o Fortaleza na Copa do Brasil

    Jailson brilhou com a camisa 9 tricolor 

    Quando terminou o primeiro tempo de Fortaleza 0 x 0 Comercial (PI), no PV, e os repórteres foram na direção do atacante Jailson e ouvimos um comentário perfeito. Disse Jailson: "Temos que ter paciência, não errar tantos passes, tocar bem a bola. O time está muito afobado!". E lá no vestiário, a preleção do treinador Nedo Xavier deve ter sido nessa direção para corrigir os equívocos da primeira etapa.

    Somente o atacante Cléo desperdiçou três boas oportunidades, o zagueiro Ciro Sena acertou o travessão do goleiro Vantuir, constituindo-se num dos melhores "atacantes" do tricolor. O Comercial era um amontoado atrás, marcando forte e saindo com insegurança. O Fortaleza, então, esbarrou na "muralha" do adversário. Sem deixar de citar que o meio campo não funcionou bem.

    A primeira correção, no vestiário, foi a troca de Esley por Marielson. No segundo tempo, o tricolor voltou mais tranquilo, tocando a bola sem afobação e atacando de forma articulada. Em 13 minutos, Cléo perdeu duas oportunidades de ouro com uma bola na trave esquerda de Vantuir. Aos 18, o assistente Kildenn Lucena (PB) anulou (errado) um gol de Cléo. A tal da interpretação porque Ciro Sena tentou meter a cabeça na bola.

    Com tanta superioridade, a vitória era uma questão de tempo. Jailson brilhou nos 25 minutos finais e fez três gols. Aos 21, aproveitou um cruzamento de Kauê e abriu o placar de cabeça; aos 25, mesmo sob forte marcação dentro da área, acertou o ângulo direito de Vantuir; aos 43, aproveitou cruzamento de Rafinha e fechou o placar: 3 x 0.

    Depois do jogo, o treinador Nedo Xavier reclamou das vaias da torcida para Esley. Ora, a torcida cobrou certo de quem não jogou bem. Ficou preso entre os volantes do próprio time e errou muitos passes. O meia Geraldo também não jogou bem com um posicionamento equivocado. Que as vaias da torcida sirvam para alertar jogadores e comissão técnica. Afinal, vem por aí o Náutico (PE), adversário bem mais forte que o Comercial.

    segunda-feira, 19 de março de 2012

    Angelim irrita Nedo e a novela perde a graça

    Ronaldo Angelim cada vez mais distante

    Nem a derrota para o Horizonte, por 1 x 0, no estádio Domingão, quando o Fortaleza perdeu a invencibilidade de 15 jogos no Cearense 2012, deixou Nedo Xavier tão irritado. No retorno aos treinos, nesta segunda-feira, o treinador voltou a dizer que não tem crise no Pici, a derrota foi bem assimilada. Nedo só não gostou quando foi perguntado, mais uma vez, sobre a posição dele sobre a contratação do zagueiro Ronaldo Angelim.

    Boa parte da imprensa chegou a veicular que o treinador seria contra a volta de Angelim ao Pici. Ao repórter Aloísio Lima, da Rádio Globo Fortaleza, Nedo Xavier não disse ser contrário à contratação, mas admitiu que tem outras prioridades. Também não quis revelar que prioridades são essas. Pelo visto, Ronaldo Angelim não volta tão cedo.

    Duas perguntas: "Quais prioridades são essas?" e "Se a diretoria quer e pode contratar, por que não contrata?". Como ninguém vai responder, temos o direito de fazer conclusões. Primeiro, não entendo porque os dirigentes tricolores têm um comportamento diferente agora do que tiveram quando decidiram pela contratação de Geraldo. Parece que a falta de vontade não é somente do treinador.

    Depois, ficou claro que a pedida de Ronaldo Angelim ficou "salgada". Seriam mais de R$ 60 mil de salários e cerca de R$ 200 mil de luvas. Algo assim. Com esse dinheiro, Nedo Xavier deve estar sonhando com outras contratações para setores carentes da equipe. No entanto, nada disso ficou claro.

    Não vejo como problema alguns questionamentos levantados do tipo: "Não tem lugar pra Angelim no time", "Quem vai sair pra ele entrar?", "Vai criar um problema para o treinador e ciúmes no grupo". Francamente, nenhum jogador é contratado para ser titular, nenhum jogador vai se recusar a sentar no banco por mais qualidade que tenha, sempre surgem as substituições por cartão ou contusão.

    Enxergando com miopia, muitos esquecem que o Brasileiro da Série C está chegando e o Fortaleza precisará de uma equipe qualificada se quiser evitar vexames (como na temporada passada) e se quiser brigar forte pelo acesso. Portanto, as prioridades do Nedo Xavier não podem estar acima das necessidades da equipe. Nesse caso, não entendo descartar um zagueiro como Angelim.

    Enfim, o zagueiro Ronaldo Angelim parece estar ficando cada vez mais distante do Pici, pelo menos durante o Cearense 2012. Pode ser, também, que as prioridades do treinador sejam para o Estadual (sem Angelim) e para o Brasileiro (com Angelim). Como está difícil decifrar esse enigma é melhor aguardar o fim da novela, tão chata quanto algumas novelas da TV.  

    domingo, 18 de março de 2012

    Ceará vence e Adilson se despede

    Adilson Paredão anuncia aposentadoria

    Chegada do treinador PC Gusmão, saída do goleiro Adilson Paredão. Foi assim da vez anterior.

    Chegada de PC Gusmão, aposentadoria de Adilson Paredão. É assim dessa vez.

    O Ceará venceu o Guarany de Sobral, no PV, por 3 x 1, com facilidade, gols de Mota, Éverton e Rogerinho, todos no primeiro tempo. O Guarany descontou com André Mensalão, aos 5 minutos do segundo tempo, depois teve dois jogadores expulsos (Cláudio e Daniel) e ficou sem forças para reagir. Depois do jogo, Adilson anunciou que está se aposentando logo que termine o Cearense 2012.

    Adilson não poderia ter tido uma despedida melhor em termos de resultado. Foi um jogo fácil em que os alvinegros mostraram determinação, acertos nos passes e finalizações corretas. Tudo o que o time não vinha apresentando nos jogos anteriores. Mota (que não queria jogar no ataque) foi um atacante incansável. Juca (que errava muitos passes) foi o ponto de partida das jogadas.

    A presença de PC Gusmão, incrivelmente, mudou esses dois jogadores quanto ao comportamento e toda a equipe quando à disposição e desempenho técnico. Coisas (obscuras) do futebol. Depois do jogo, PC Gusmão foi claro ao dizer que precisa melhorar algumas valências físicas da equipe. E disse, também, que não vai improvisar jogadores.

    No segundo tempo, o Guarany perdeu o lateral direito, Cláudio, e o volante Daniel. Mesmo assim, o Ceará não conseguiu desenvolver um futebol eficiente. Em alguns momentos, o Guarasol jogou mais objetivamente que o alvinegro. E o jogo perdeu a qualidade que atraiu o torcedor nos primeiros 45 minutos.

    No vestiário, PC Gusmão disselogo que vai escalar Potiguar para o lugar de Danniel Marques (3º cartão), no jogo de quinta-feira, no PV, contra o Horizonte. Se outras substituições ocorrerem, o treinador avisou que não vai improvisar. Aliás, desde os tempos de Dimas Filgueiras, eu, particularmente, cobrava a utilização do zagueiro Potiguar em vez da improvisação do volante Heleno.

    Sobre a aposentadoria, Adilson explicou que tem sofrido com as contusões (história parecida com Marcos no Palmeiras) e tem pensado em não renovar o contrato, que termina ao final do Cearense 2012. Talvez, Adilson não quisesse dizer mesmo é que está cansado de sentar no banco de reservas e tem pretensões políticas.       

    segunda-feira, 12 de março de 2012

    Ceará deixa Lula Pereira com as mãos abanando

    Lula Pereira fica "com as mãos abanando"

    A diretoria do Ceará parece estar com saudades daqueles tempos que a torcida não tem saudades. É verdade que o time não vem jogando bem (faz tempo), mas o aproveitamento de Lula Pereira é de 72 por cento. Em seis jogos do Cearense 2012, foram quatro vitórias, um empate e uma derrota. Pela Copa do Brasil, eliminou o Gama, lá no Distrito Federal, com vitória por 2 x 0. Por último, venceu o Ferroviário por 1 x 0, em jogo fraco, mas ainda com rótulo de clássico. Quem puxou o tapete do treinador?  
      
    No dia 17 de fevereiro passado, quando Lula Pereira assumiu o Ceará Sporting, escrevi e disse que ele recebia um grande desafio, cercado de muita expectativa, porque o time não apresentava bom trabalho dentro de campo, com a competição em andamento. Sem direito a contratações de qualidade, sem tempo para implantar nova filosofia de jogo, sem conseguir apagar as "fogueiras" no elenco, com pressão da torcida e muita gente torcendo contra, não deu outra: Lula saiu do Ceará com "as mãos abanando".

    Foram apenas 24 dias, uma maratona pesada de jogos, com intervalos curtos, seguidas contusões, suspensões por cartões, problemas internos, além das pressões. Ufa! Nesse período, Lula não conseguiu repetir a equipe e enfrentou problemas com a pretensão de mudar a forma de jogar. Lula não fez segredo que queria um time "pegador", forte na marcação e agressivo com qualidade. Parece que "espantou a boiada".

    Logo, recebeu de herança o conflito entre o goleiro Fernando Henrique e o volante Juca. Depois, enfrentou problemas disciplinares com o próprio Juca. O que aconteceu ninguém sabe até hoje com exatidão. Parece que politicamente correto foi dizer que Juca "não era jogador de pegada", como queria o treinador. Mas Juca voltou a ser titular, sem a mesma "pegada" alegada antes. O que houve mesmo?

    No episódio com o goleiro Fernando Henrique, Juca foi vilão e Fernando Henrique foi o mocinho. No jogo desse domingo, contra o Ferroviário, no PV, ainda no primeiro tempo, Fernando Henrique partiu pra cima do lateral Romano acintosamente. Quando o time subiu do vestiário para o 2º tempo, Romano não voltou. Hoje, soube que Fernando Henrique teria partido até para o braço com Romano. Verdade ou mentira?

    Mota pediu para jogar no meio campo e foi atendido pelo ex-treinador da equipe, Dimas Filgueiras, mas não teve o pedido atendido por Lula Pereira, que bradou em bom som: "Quero Mota jogando no ataque". No jogo desse domingo, era possível ver o jogador voltando para armar o jogo, seguidamente, até que Romário entrou para fazer companhia a Felipe Azevedo. Quero ver, agora, em que posição Mota vai jogar.

    Os desencontros alvinegros não acontecem apenas dentro de campo. Fora dele, a diretoria contrata um pacote de cinco jogadores, entre eles, o volante Carlos Alberto, indicado por Lula Pereira. Com a dispensa do treinador, a direção do Ceará não foi ágil para evitar a vinda do jogador até Porangabussu. Além do "mico" pago pelo jogador, ficou uma despesa que o clube certamente terá de pagar. 

    É preciso acertar muitos pontos em Porangabussu. Tudo está muito longe da administração elogiada do presidente Evandro Leitão. Desde a saída de Estevam Soares, em 2011, o Ceará dá sinais daquele clube vacilante dos tempos da 2ª Divisão do Brasileiro. Contratações de treinadores e jogadores sem nenhum critério convincente e focos de insatisfação em todos os setores.

    E nem falei na queda de braço para contratar o novo treinador. A torcida não aguenta mais essa história de PC Gusmão com toda sua empáfia e o nome dele é sempre lembrado com ênfase por alguns dirigentes sempre que demitem algum treinador. Francamente, andam sentindo muitas saudades perigosas em Porangabussu.                     

    Tatu-bola vira mascote da Copa 2014



    O Tatu-bola é meu preferido para simbolizar o Brasil na Copa do Mundo 2014.

    A Associação Caatinga ganhou como forte aliado o CapCopa - Comitê de Acompanhamento das Obras Relacionadas à Copa 2014, criado pela Assembleia Legislativa do Ceará para debater e acompanhar os temas do Mundial.

    Agora, precisa ganhar como aliada a torcida brasileira. A Fifa basicamente não interfere. O apelo popular é quem decide, assim como já aconteceu em vários países anfitriões do Mundial, desde que a figura da "Mascote" foi instituída, em 1966, na Copa da Inglaterra.

    Tatu-bola tem tudo a ver. Mamífero em extinção, vive nos cerrados, nas matas ciliares e nas florestas secas, tem importância para a medicina como elemento de pesquisa e para a ecologia como animal insetívoro, portanto, que contribui para o equilíbrio das populações das formigas e cupins.

    São conhecidos pelo menos cinco espécies de tatu: Tatu-bola, Tatu-canastra, Tatu-de-rabo-mole, Tatu-galinha e Tatupeba. De todos eles, o Tatu-bola é o único que tem afinidade com o Mundial, porque lembra o principal símbolo do futebol: a bola. 

    A defesa do Tatu-bola quando se sente ameaçado, enrolando a carapaça, para se transformar numa bola é o mote certeiro para garantir a vitória à proposta da Associação Caatinga, que trabalha em projetos de defesa do meio ambiente.

    Vamos votar!   

    quinta-feira, 8 de março de 2012

    Ceará e Horizonte levam a sério. O Fortaleza?

    Para Nedo Xavier "faltou humildade" ao time tricolor

    A primeira rodada da Copa do Brasil 2012 foi boa para os representantes cearenses. Somente o Ceará, no entanto, eliminou o adversário.

    O Ceará eliminou o Gama, no estádio Bezerrão, em Gama/DF, com o placar de 2 x 0, gols de Felipe Azevedo. O Horizonte jogou em casa, no Domingão, e venceu o América/RN, por 2 x 0, gols de Elanardo e Jó. O Fortaleza desperdiçou a grande chance de eliminar o Comercial, no Albertão, em Teresina/PI, depois de ter vencido o 1º tempo por 3 x 1.

    O futebol é isso aí. O Ceará saiu daqui cheio de insegurança, problemas a resolver, para enfrentar o adversário mais certinho dos três. O 1º tempo não foi bom, mas no 2º tempo o atacante Felipe Azevedo aproveitou duas oportunidades, criadas por Rogerinho, em dois minutos (15 e 17) e eliminou o Gama.

    Já o Fortaleza seguiu para Teresina com a equipe acertada, completa, para enfrentar um adversário em formação, cheio de dificuldades. No 1º tempo, o time jogou bem organizado. Até chamei de esquema tático "cardume", atacando em bloco e fazendo marcação individual quando era atacado.

    Não foi difícil fazer três gols: Rômulo (aos 15') e Cléo (aos 24' e aos 30'). Depois disso, o time entrou na acomodação e sofreu um golaço de Jonas (aos 42'), em jogada de contra-ataque. No 2º tempo, acabou tática "cardume", acabou disposição física e o Comercial cresceu. 

    Ainda bem que o 2º gol, de Paulinho Messejana, foi no finalzinho do jogo (aos 40'). Até ali, o Fortaleza estava sobrevivendo dos ataques de Jailson e Marquinho, que haviam entrado nos lugares de Rômulo e Lucas, respectivamente. Com 3 x 2 no placar, o Fortaleza voltou para casa com a vantagem, mas poderia ter voltado com a eliminação do Comercial.

    O Horizonte jogou em casa e recebeu um adversário que, teoricamente, daria trabalho. Dentro de campo, o Horizonte foi impondo superioridade e venceu bem, com gols de Elanardo (aos 46') e Já (aos 23'), um gol em cada tempo. Dessa vez, o Horizonte jogou como time que quer afirmação no cenário nacional.

    O único treinador que reclamou foi Nedo Xavier, do Fortaleza, para quem "faltou humildade" ao time dele e, por isso, deixou escapar a eliminação. Faltou humildade, faltou desejo, faltou força física, faltou a mesma organização tática nos dois tempos. Não foi diferente de alguns jogos do Cearense 2012. É dessa irregularidade que a torcida tricolor tem medo.

    Nedo reclamou da equipe. A torcida reclamou do goleiro Lopes. No 1º gol, ele estava longe da meta, na linha da pequena área e, por isso, ficou distante de defender a bola chutada no ângulo. No 2º gol, Lopes ficou indeciso na saída do gol e assistiu a um verdadeiro rally na área dele. Por fim, caiu dentro do gol levando a bola.

    Que não se repita, no Pici, o episódio Douglas.