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    quarta-feira, 20 de outubro de 2010

    Tiririca analisado sem preconceito

    Digam o que quiserem sobre a eleição do palhaço Tiririca. Ninguém poderá dizer, no entanto, que ele foi desonesto ao longo da campanha. Tem gente pior que ele no Poder. Tem gente tão analfabeta quanto ele no Poder. Tem pouca gente tão sincera quanto ele no Poder. Talvez essa sinceridade seja uma ameaça aos profissionais da política.

    Eles vão lutar o quanto for possível para cassar Tiririca. Eles podem até cassar Tiririca. Eles só não podem explicar, honestamente, porque estão nervosos com Tiririca. Claro que queremos políticos capacitados para cuidar dos interesses do povo. Claro que queremos políticos honestos para cuidar das finanças da Nação. Aprovar Tiririca não tem a ver com tudo isso.

    Penso que os eleitores de Tiririca estão cansados de buscar, nas urnas, todos esses predicados em outros candidatos. Encontraram decepções. Os exemplos estão aí aos montes. Atire a primeira pedra quem não sofreu uma decepção sequer. Por isso, esses eleitores do Tiririca preferiram retribuir o sorriso ofertado pelo palhaço. Até agora, nenhuma maldade nisso.

    Vejo aí um alerta aos que podem influenciar no processo. Entre o palhaço e a dúvida, o palhaço.

    A saga do Guarany de Sobral

    O Guarany de Sobral buscou a classificação para a Série C do Campeonato Brasileiro com uma campanha irretocável. O treinador Oliveira Canindé comanda uma equipe modesta, mas competente, determinada e consciente da responsabilidade assumida.

    Uma lição para equipes de maior porte, que contratam jogadores sem qualidade, treinadores comprometidos com empresários de jogadores, resultando em campanhas decepcionantes. Qua a diretoria do Guarany saiba tirar proveito do acesso e repita a boa campanha ano que vem.

    Parabéns, Sobral!

    terça-feira, 19 de outubro de 2010

    Neymar 50 vezes na rede

    Não vou comentar nada. A TV Santos lançou esse vídeo com os primeiros 50 gols de Neymar para os santistas e para os amantes do futebol. Vamos curti-lo.

    segunda-feira, 18 de outubro de 2010

    Fortaleza: Senhor sem maturidade

    O Fortaleza Escporte Clube chega aos 92 anos de luta nos estádios do Brasil e recebe o carinho da torcida, mesmo tendo contra si uma temporada cheia de angústias. A conquista do tetracampeonato estadual salvou o ano tricolor e nada mais. Foi uma temporada de incertezas, mas o amor do torcedor não foi abalado.
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    O torcedor Larry Diógenes encaminhou ao blog o que pode ser entendido como sentimento geral da torcida tricolor. Transcrevo, abaixo, na íntegra:
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    "18 de Outubro de 1918. Enquanto o mundo mobilizava-se em prol do fim da Primeira Guerra Mundial, Alcides Santos fundava no Brasil o Fortaleza Esporte Clube. E o jovem não tinha idéia do que estava fazendo. Estava fundando um clube de futebol numa cidade que 90 anos depois viria a ter 2 milhões de habitantes, e mais da metade dessas pessoas se deixaria levar pelo seu desatino.
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    Sim, desatino. Insano é quem se deixa levar por este vício chamado futebol. O que se passa na cabeça de certas pessoas que gritam, choram, vivem e morrem pelo seu time? A resposta não existe, se quiser saber, junte-se a nós. Mas depois não diga que eu não lhe avisei: é um caminho sem volta, uma estrada de mão única. Afirmo isso por experiência própria.
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    Depois que conheci realmente o futebol, despertei um sentimento que acredito que já nasceu comigo: o amor ao Fortaleza.
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    Fiz dos meus 40 anos de vida uma imensa tabela de jogos, já perdi as contas de quantas noites de sono perdi pensando no jogo do dia seguinte, da semana seguinte ou até mesmo como estaria meu time no fim do campeonato. Passei a contar os anos da minha vida através das temporadas e campeonatos que o Fortaleza ganhou ou deixou de ganhar, passei a associar fatos importantes da minha história a jogos desse time querido, que me prende e me faz de escravo a cada dia.
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    O amor e o ódio são separados por uma linha tênue, e durante minha vida como torcedor já provei deste gosto amargo. Conheci a vergonha e o orgulho, a alegria e a tristeza, tudo muitas vezes em questão de minutos ou segundos.
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    Nosso sangue tem três cores, nosso coração bate por um time vitorioso, e acredito que todos nós temos como objetivo deixar como herança para nosso filhos a paixão por este clube. Hoje Jota Lacerda nosso time completa 92 anos de fundação, 92 anos aquecendo corações, lutando e trazendo alegria pro coração de seus torcedores.
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    PARABÉNS MEU TIME QUERIDO
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    Fortaleza Esporte Clube 92 anos de fundação e de um amor imensurável."
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    Infelizmente, os dirigentes não podem dizer o mesmo em relação à capacidade administrativa do clube. Dentro de campo, o desempenho do Fortaleza sempre é vitorioso, mas os equívocos administrativos apagam as conquistas obtidas com suor e lágrima. As divisões internas entre dirigentes enfraquecem os pilares do clube. A falta de planejamento mínimo abre caminho para as crises econômico-financeiras.
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    Basta tomarmos como base os últimos 11 anos, quando foram conquistados nove títulos estaduais e dois acessos à 1ª Divisão do Campeonato Brasileiro. Sim, dois acessos e três rebaixamentos. A temporada termina com o time na 3ª Divisão, cuja manutenção não foi fácil. Não é demais lembrar que escapou do rebaixamento, no Campeonato do Nordeste, no finalzinho do último jogo da tabela.
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    Às portas da eleição da nova diretoria, o ideal seria unir o amor incondicional do torcedor à racionalidade do administrador. A mesma linha tênue que separa o amor e o ódio do apaixonado torcedor, segundo Larry, é a mesma que separa o amor da razão do cartola. Por isso, o ideal é entregar a direção do clube a profissionais, ainda que sejam torcedores.
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    Não há caminho melhor a ser seguido. Os exemplos estão com as primeiras colocações das Séries A e B. Em todos os casos, os equívos administrativos foram corrigidos. O Bahia tem a situação mais clara de todas. A chegada do gestor Paulo Angioni, em abril deste ano, mudou o rumo do clube, que emergiu das eternas crises para um virtual retorno à 1ª Divisão.
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    Com 92 anos é possível amadurecer.

    sábado, 16 de outubro de 2010

    Liga pode salvar nordestinos

    Este homem, Eduardo Rocha, pode estar dando passos largos para salvar o futebol do Nordeste. Explico: A Liga do Nordeste fez um mal negócio em termos financeiros, quando negociou o fim da ação judicial contra a CBF, mas recuperou o poder dos clubes nordestinos para gerir seus destinos. Como apregoa o adágio popular, "é melhor um mal acordo que uma boa briga".
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    Apesar da desorganização, da falta de calendário, da concorrência com o Campeonato Brasileiro, a força do futebol nordestino foi notada na volta do Campeonato do Nordeste. Por aqui está o maior público do futebol brasileiro, o mais apaixonado pelo futebol, carente de clássicos, pronto para lotar os estádios nos grandes jogos. Só falta o produto.
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    Pensando nesse potencial, o presidente da Federação Bahiana de Futebol, Ednaldo Rodrigues, convocou o presidente da Liga dos Clubes de Futebol do Nordeste, Eduardo Rocha, para uma reunião de acertos. Ednaldo propôs ajustar o Campeonato do Nordeste às Normas Gerais de Competições da CBF e ao Estatuto do Torcedor, além de reivindicar a inclusão da competição no calendário nacional.
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    Significa dizer que a Liga deve evitar as mudanças constantes de horários dos jogos, evitar choques de horários com outras competições e promover acesso e descenso. Depois, Ednaldo Rodrigues sugeriu a divulgação da tabela do Campeonato do Nordeste 2011 nos próximos 15 dias e o planejamento do Campeonato 2012 ainda este ano para imprementar as mudanças sem desrespeitar o Estatuto do Torcedor.
    -
    A licença solicitada pelo Sport abriu o debate sobre rebaixamento no Campeonato do Nordeste deste ano. Como rebaixar se não tem acesso? Logo, Ednaldo também sugeriu a 2ª Divisão da Liga para estabelecer o acesso e o descenso. Essa será uma mudança fundamental, em 2012, para fortalecer a Liga e o Campeonato do Nordeste.
    -
    A 2ª Divisão deve abrir espaços para os clubes do Maranhão e do Piaui, ausentes da Liga, além de outros clubes potenciais em renda que estão fora. Diferente dos campeonatos da CBF (3ª e 4ª Divisão), o Campeonato do Nordeste pagou as despesas dos clubes, pagou cachês superiores a R$ 250 mil reais e colocou várias equipes em atividade.
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    A CBF também sinalizou com a possibilidade de mudar a forma de disputa da 3ª Divisão. Deveria mudar a 4ª Divisão, também. Os clubes agradeceriam por terem o que fazer até o fim do ano. Já passou da hora dessas medidas serem tomadas. Para a CBF parece somente existir a 1ª Divisão e a Copa do Brasil. Por isso, a Liga do Nordeste surge como a Madrasta do futebol nordestino.
    -
    Hoje, o Norte e o Nordeste são representados no Brasileirão, apenas, pelo Vitória e pelo Ceará. O Bahia está subindo e o Sport tem boas possibilidades de subir. Teríamos quatro representantes na 1ª Divisão em 2011, ainda um número pequeno em relação à força da torcida e ao tamanho das duas regiões. Se essa realidade não mudar, somente o Sul e o Sudeste vão disputar o Brasileirão em breve. Goiás e Atlético goianiense estão à beira do rebaixamento.

    terça-feira, 12 de outubro de 2010

    Padroeiro Paulo Isidoro

    O Fortaleza Esporte Clube é o time da garotada, cuja camisa oficial (vestida acima por Paulo Isidoro) foi recebida e benzida pelo Papa Bento XVI, em Roma, na Itália; hoje é Dia das Crianças, feriado para celebrar Nossa Senhora Aparecida - padroeira dos brasileiros. O tetra estadual, conquistado este ano pelo tricolor, foi garantido com um gol do meia Paulo Isidoro. Certo?
    -
    Coincidências à parte, exatamente hoje, terça-feira, Dia das Crianças e de Nossa Senhora Aparecida, o Fortaleza carimbou sua permanência no Campeonato do Nordeste ao vencer o Fluminense de Feira de Santana (BA), no estádio Jóia da Princesa, por 1 x 0, gol de Paulo Isidoro, aos 48' do 2º tempo.
    -
    Outra coincidência: o treinador do Fluminense, Luiz Carlos Cruz, derrotado no último minuto, foi o mesmo que, em 2002, elevou o Fortaleza à 1ª Divisão do Brasileiro. Tudo parece ter conspirado pela vitória tricolor - tão importante quanto a conquista de um título. Por isso, as coincidências terminam sendo motivo de curiosidade.
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    Não deveria estar sendo assim caso o Fortaleza não tivesse tido uma temporada tão ruim. As "feridas" da queda para a 3ª Divisão ainda estão abertas. A fraca campanha, ameaçada até de mais um rebaixamento para a 4ª Divisão, machucou ainda mais essas "feridas". A quipe chegou fragilizada à esse prematuro fim de atividades nesta temporada.
    -
    O presidente do tricolor, Renan Vieira, usa o título estadual (o tetra) como escudo para evitar as críticas à desastrosa administração, iniciada por Lúcio Bonfim e terminada por ele. Na verdade, o tetra serve apenas para consolo. Uma forma de encarar o rival Ceará Sporting. Serve para torcer, para mais nada.
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    Esses dois gols do meia Paulo Isidoro vão para a história do clube com muita importância. Foram os dois melhores momentos durante toda a temporada. Caso tivesse perdido ou empatado o jogo dessa terça-feira, o Fortaleza estaria fora do Campeonato do Nordeste 2011. A vaga seria ocupada por outro time da Federação Cearense de Futebol.
    -
    Aos 36 anos de idade, provavelmente Paulo Isidoro não vestirá mais a camisa do Fortaleza para garantir conquistas como essas. Bem que poderia ter tido uma temporada melhor, com acesso à 2ª Divisão e conquista do Campeonato do Nordeste. Seria triunfal. Mesmo assim, sem exagero, pode ser chamado de "padroeiro tricolor".

    Parabéns, crianças!

    Hoje, 12 de outubro, é Dia das Crianças.

    Deveria ser, também, Dia do Palhaço, a mais pura essência da criança.

    Se existisse um palhaço em cada esquina, o mundo seria mais alegre.

    Um palhaço, uma criança, juntos, resultam numa bela palhaçada.

    Deixemos, pelo menos hoje, saltar de dentro de cada um de nós a criança que nunca morre.

    Às vezes, lutamos contra a "nossa" criança e que mal fazemos!

    Acho que o maior pecado é mesmo ficarmos adultos de verdade.

    E nunca mais digamos que a estupidez de um adulto é uma palhaçada.

    Palhaçada é sinônimo de alegria, ingenuidade, riso, pureza. Só a criança acumula tanta riqueza.

    E nada cobra. Quando muito, pede um brinquedo.

    Su puder, não espere por isso.

    quarta-feira, 6 de outubro de 2010

    Campeões de votos da bola

    Confesso que não iria mais opinar sobre as eleições 2010, mas resolvi retomar o tema porque continuo sendo bastante perguntado sobre o desempenho, nas urnas, dos nossos candidatos ligados ao mundo da bola. Na verdade, alguns candidatos são relacionados ao futebol, por motivos diversos, embora nem todos tenham origem nesse segmento.
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    Poderíamos listar dez deputados cearenses, entre estaduais e federais, situados dessa forma. Dos cinco candidatos ao parlamento estadual, três conseguiram o objetivo, sendo três reeleições. Dos cinco candidatos à Câmara Federal, dois passaram, sendo duas reeleições. O que prevaleceu, mesmo, foi a força de voto do candidato ou do partido, porque o esporte puxou poucos votos para quem não tem proposta concreta ou serviço prestado nesse segmento.
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    O caso, por exemplo, dos deputados federais José Airton Cirilo (PT/CE), Paulo Henrique Lustosa (PMDB/CE) e Marcelo Teixeira (PR/CE), que integravam a Comissão de Turismo e Desporto, em Brasília. O deputado Airton Cirilo obteve reeleição com 103.611 votos - 3º melhor da legenda. Paulo e Marcelo não conseguiram reeleição.
    -
    José Airton Cirilo continua em Brasília graças à força da legenda, portanto, sem carregar qualquer influência do esporte. Tomemos como outro exemplo o deputado federal Eugênio Rabelo (PP/CE), ex-presidente do Ceará Sporting, cuja candidatura está emperrada pela "Ficha Limpa". Ele não teria recebido a votação esperada, contando com a real ajuda da torcida alvinegra como aconteceu no pleito anterior, em 2006.
    -
    O deputado estadual Gomes Farias (PSDC/CE), sim, foi eleito pelo voto do esporte, em 2006, como narrador esportivo, torcedor confesso do Ceará. Passada a euforia do torcedor, Farias obteve 21.674 votos e não conseguiu reeleição no pleito do último dia 3 de outubro. Foi punido pela falta de projetos concretos.
    -
    A torcida alvinegra mandou o mesmo recado de insatisfação ao presidente do clube, Evandro Leitão (PDT/CE), que só obteve 31.850 votos, na sua primeira investida como candidato a deputado estadual. Leitão também ficou pelo caminho. Ele e Farias disputavam votos, basicamente, entre os torcedores alvinegros.
    -
    Observem que o também dirigente do Ceará, André Fugueiredo (PDT/CE), que fez campanha casada com Evandro leitão, obteve um desempenho bem melhor nas urnas, com 115.647 votos e chegou à Câmara Federal - único da legenda. A diferença de votos a favor dele foi de 83.797, fruto do desempenho político fora do segmento esportivo.
    -
    O deputado estadual Idemar Citó (DEM/CE), vice-presidente da Federação Cearense de Futebol, carimbou a reeleição com 35.952 votos - único da legenda. Citó é outro que não pode creditar a reeleição ao voto do esporte porque só chegou à FCF no início do ano e mal aparece na mídia esportiva.
    -
    O deputado estadual Gony Arruda (PSDB/CE) é outro exemplo que a reeleição não contou com o voto do esporte. Torcedor confesso do Flamengo e presidente da Comissão Parlamentar para Assuntos da Copa 2014 da Assembleia Legislativa, Gony também mal aparece na mídia esportiva. Os 54.049 votos são oriundos, basicamente, de redutos no interior do estado.
    -
    Por último, o deputado estadual Moésio Loiola (PSDB/CE), narrador esportivo, carimbou a 6ª reeleição consecutiva, com 65.564 votos - 3º melhor da legenda. Moésio (foto) nunca deixou de narrar futebol, também nunca tentou captalizar votos com discurso de torcedor, além de ter avançado em número de redutos no interior do estado. Ao contrário dos perdedores, Moésio polarizou a votação.
    -
    A receita dos candidatos vencedores é a melhor. O voto "tabelado" pelo esporte pode até eleger esse ou aquele candidato, contudo, certamente não garantirá reeleição gratuita. O recado vai para os novos deputados Bebeto Tetra, eleito estadual pelo Rio de Janeiro, com 28.328 votos, e Romário, eleito federal também pelo Rio, com 146.859 votos.
    -
    A lição pode ser aprendida pelos que amargaram o insucesso na primeira candidatura. Se quiserem ir buscar exemplo mais distante podem consultar o deputado federal José Rocha (PR/BA), ex-dirigente do Esporte Clube Vitória, reeleito pela 4ª vez consecutiva. Embora também trabalhe pelo esporte, Rocha nunca esperou sentado pelos votos da torcida rubro-negra.

    'Viajei' com Bahia 4 x 1 Santa Cruz

    Bahia e Santa Cruz jogaram, nessa terça-feira, pelo Campeonato Nordeste, no Estádio Alberto Oliveira, o Jóia da Princesa, no bairro Sobradinho, em Feira de Santana (BA). Se a intenção era levar atração à cidade Princesa do Sertão, o marketing falhou. O estádio estava vazio.

    Lá, o torcedor só sai de casa para ver o Fluminense de Feira. Os outros clubes locais não têm o mesmo prestígio, nem mesmo o Bahia de Feira - para o qual eu torço. Acho até que o ECVitória tem mais prestígio que o ECBahia com o torcedor feirense.

    Nessa época do ano, a temperatura costuma ser baixa. Para uma cidade sertaneja, os termômetros chegam a marcar bem abaixo dos 20º centígrados. Às vezes, chove. Não foi o caso dessa terça-feira, mas o torcedor feirense preferiu ficar em casa.

    Acompanhei o jogo pelas emissoras de rádio. Matei saudades ao ouvir as Rádios Sociedade e Subaé. Não consegui ouvir as Rádios Cultura e Carioca de Feira. Meu começo no rádio, entre 1979 e 1980, deu-se na Rádio Subaé.

    Minha primeira entrevista foi realizada no estádio Jóia da Princesa sob um sol escaldante do meio-dia. O entrevistado foi o saudoso Geraldo Pereira, à época, treinador interino do Fluminense de Feira, o que geralmente ocorria nos períodos de "vacas magras".

    O registro que não esqueço jamais: "Esqueci de acionar o botão 'rec' e não gravei nada". Já estava de volta para a emissora, caminhando, quando resolvi conferir o trabalho. O gravador Nathional, grande e pesado, permanecia mudo. Voltei, assustado, suado, e encontrei o "Seu GP".

    Não posso fazer queixas do início. Foi atropelado, mas generoso. Aquele mulato, alto, voz pausada, brincalhão, banho tomado, bateu nas minhas costas e não negou a reentrevista. Precavido, no entanto, o paciente GP, pai do treinador cearense Lula Pereira, conferiu se o gravador estava gravando. Deu certo até hoje.

    Obrigado, "Seu GP"!

    terça-feira, 5 de outubro de 2010

    O palanque do esporte

    Francamente, a avalanche de votos despejados na urna a favor da candidatura do palhaço/humorista, Tiririca, para Deputado Federal, pode ser considerada um fenômeno, sim. O que entendo é que essa votação não deve ser encarada como surpreendente, sobrenatural ou coisa semelhante. Já tivemos situações parecidas, inúmeras vezes. Vou lembrar só o caso do Cacique Juruna - índio de verdade.
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    O que devemos ter cuidado em analisar é o comportamento do eleitor consciente ou do eleitor que está melhorando o nível de consciência antes de votar. A votação expressiva em candidatos como Tiririca indica que milhares de eleitores ainda estão longe da consciência necessária para eleger candidatos verdadeiramente comprometidos com as causas sociais.
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    A questão não é "ser ou não ser" palhaço, humorista, jogador de futebol, carroceiro, vendedor de verduras, ambulante, motorista de ambulância, enfim. A questão é: o candidato tem vocação, tem algum trabalho em uma comunidade sequer, tem conhecimento para exercer função tão importante...?
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    Questionar Tiririca, em alguns casos, soa discriminação. Tiririca não é o primeiro, nem será o último candidato eleito no Brasil sem pré-requisitos naturais para exercer o parlamento. Quando querem dar o poder a alguém arranjam todas as justificativas do mundo para a falta de pré-requisitos. Vide o Presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva. Quando não querem, vale tudo.
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    A TURMA DA BOLA
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    Por hora, mudemos o foco. Do outro lado do cenário, onde estão os eleitores conscientes, sentimos o reflexo da mão pesada da punição aos que eleitos não fizeram nada e a mão abanando aos que nada têm a oferecer e lançaram-se candidatos. Dos novatos, o ex-goleiro Danrlei de Deus Hinterholz (foto), 37 anos, aí sim, obteve surpreendentes 173.787 votos dos gaúchos para Deputado Federal .
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    Danrlei parou de jogar em dezembro de 2009, mas já tinha militância no PTB e subiu ao palanque com propostas. Podem ter certeza que não será reeleito caso não cumpra as promessas, entre elas, criar a obrigatoriedade do atleta de base completar o nível fundamental escolar, sob pena de não poder deixar o país como atleta. Esse é um voto de propostas.
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    Danrlei deve buscar inspiração no ex-artilheiro Roberto Dinamite, que eleito pelos cariocas procurou trabalhar. Dinamite não foi omisso diante da crise administrativo-financeira do Vasco da Gama, clube que ele defendeu vários anos, candidatou-se à presidência, brigou em todas as instâncias, recebeu a confiança dos vascaínos e está tirando o clube da lama. A resposta foi a reeleição para a Assembleia Legislativa com 39.730 votos.
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    O exemplo desse eleitor observador podemos buscar no Pará. O deputado José Robson do Nascimento, ex-artilheiro Robgol, não conseguiu reeleição. Obteve apenas 11.814 votos dos paraenses. O vereador Túlio Humberto Pereira Costa, o ex-artilheiro Túlio Maravilha, não conseguiu votos suficientes para chegar à Assembleia Legislativa de Goiás. Apenas 4.526 votos dos goianos, apesar de ser campeão de projetos na Câmara de Vereadores.
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    É bom lembrar que volume de projetos nem sempre significa eficiência. É preciso saber quantos projetos foram válidos e quantos foram aprovados. O pugilista baiano, Acelino Freitas, o Popó, tetracampeão mundial de boxe, foi secretário de Esportes, fundou um Instituto para promover o esporte e ainda assim não convenceu o eleitor. Com 60.338 votos ficou fora da Assembleia Legislativa da Bahia por falta de 3 mil votos.
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    O fato de Popó ter sido acusado de mandante de um crime, em Salvador, embora inocentado mais tarde, parece ter atrapalhado a campanha. Como a pobre história política e a tumultuada história de cartola atrapalharam a campanha do carioca Eurico Miranda, que não se elegeu como Deputado Federal com apenas 17.228 votos.
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    Para a conversa não ficar mais esticada vamos citar alguns candidatos malsucedidos por causa da falta de trabalho ou falta de credibilidade: ex-atacante Dinei, ex-atacante Marcelinho Carioca, ex-goleiro paranaense Rafael, ex-volante Marcos Vampeta, treinador Valdir Espinosa. Voltaremos a tratar desse assunto, avaliando os candidatos mais próximos (eleitos ou não) que buscam apoio no esporte.
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    quinta-feira, 30 de setembro de 2010

    Vírus 'futelítica' volta a atacar

    Que deculpem-me os bons políticos, mas o dever de cronista profissional (lugar de torcedor é na arquibancada) não pode ser deixado de lado para evitar críticas a quem quer que seja, diante de mais uma ameaça ao futebol cearense. Nesse caso, nem vou fazer manifestação em nome do futebol nacional, vítima de inúmeros aproveitadores de plantão. Quero dar um grito no ouvido dos dirigentes que estão bem aqui ao lado.
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    Se estivesse com um megafone em mãos apontaria, primeiro, na direção de Porangabuçu. Depois, apontaria na direção do Pici. Apesar da proximidade (cerca de três kilômetros), o recado precisa ser dado com clareza, de preferência com a torcida como testemunha.
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    Ceará Sporting e Fortaleza Esporte Clube representam a força máxima do futebol cearense, dentro e fora de campo, mas suas estruturas ainda não são fortes o suficiente para resistir aos ataques do vírus "futelítica" - uma mistura perigosa de pseudodirigentes e políticos de plantão à cata de votos.
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    O Ceará viu-se livre desse vírus, na temporada passada, mas não erradicou o mal. Antes disso, uma combinação de "futelítica" atacou o clube com uma força impressionante. O Fortaleza vive em constante luta. Melhora, passa um período sem sintomas, mas o vírus está correndo nas veias, esperando um momento de baixa imunidade para atacar.
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    No caso do Ceará, o problema é que o vírus enganou a todos. No período em que o clube parecia estar curado, a torcida sentiu firmeza nas atitudes dos dirigentes, o ambiente ganhou harmonia e o time ganhou qualidade sem gastos estratosféricos. A saúde do alvinegro era tão boa que a passagem da 2ª para a 1ª Divisão do Brasileiro aconteceu sem maiores sofrimentos.
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    Faltou vigilância dos Conselhos e da torcida do clube e, quando ninguém esperava, num piscar de olhos, o vírus voltou a atacar. A saúde do clube ficou abalada e o setor que mais está sofrendo é o departamento de futebol. Os reflexos dos equívocos atingem duramente o time. O Ceará forte, vibrante, imbatível do início do Brasileirão está enfraquecido e confuso.
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    Todos perguntam o que fazer. Agora? Parece ser um caso sem jeito imediato. O processo de cura não é tão rápido como o processo de contaminação. Basta dar uma olhada na história de vários clubes que sofreram esse ataque, durante muitos anos, para chegar à conclusão do resultado mais provável.
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    Bahia, Rio de Janeiro, Pernambuco, Sergipe, Alagoas são alguns dos estados que podem servir de exemplo. Em alguns casos, os clubes quase desapareceram. Estados como Alagoas e Sergipe desapareceram do noticiário nacional sem citar Pará, Maranhão e Piauí.
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    Recado dado!

    quarta-feira, 29 de setembro de 2010

    Bahia confirma freguesia

    A torcida do Esporte Clube Bahia tem toda razão de estar feliz. Depois de muito sofrimento, o time dá sinais de estar no rumo certo para voltar à 1ª Divisão do Brasileiro, porém não está livre dos tropeços que costumam desviar os distraídos. Aquela pedra no caminho...

    O Bahia está encontrando algumas pedras pelo caminho e precisa ter cuidado. O doping (mesmo involuntário) do goleiro Renê, as contusões e as suspensões. A derrota para o Icasa, de goleada, é uma topada e tanto. Despencou o time para a 3ª posição com América mineiro e Ponte Preta na cola.

    Acho, no entanto, que doeu mais no coração do torcedor tricolor. Além da derrota, dentro de casa, a dolorida anotação na caderneta da freguesia. Não faz muito tempo, dia 1º de junho, em Juazeiro do Norte (CE), o Icasa aplicou uma goleada de 4 x 0 no Bahia. Dois gols em cada tempo. Dois gols de Junior Xuxa no primeiro tempo.

    Nessa goleada, Junior Xuxa inverteu. Fez dois gols no segundo tempo e transformou-se no "carrasco" do Verdão do Cariri para golear o Bahia. Se a tradição for confirmada, o Bahia volta para a 1ª Divisão e contrata o "carrasco", principalmente se o Icasa subir também - menos provável.

    segunda-feira, 27 de setembro de 2010

    Ceará procura Xerife ou Mágico

    Quem vai dar jeito no time Ceará Sporting, agora?
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    Esta é a pergunta que está atormentando a cabeça dos dirigentes alvinegros, ecoando de todos os lados, desde o momento em que o Avaí fechou a goleada (5 x 0), na Ressacada. No balanço do desespero, PC Gusmão e Antonio Lopes são os dois nomes mais badalados, em Porangabuçu, nas últimas horas, para comandar o time nos próximos jogos.
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    Seria a volta da "tropa" de Gusmão ou a estreia do "delegado" para arrumar um time que começou o Brasileirão bem (até a Copa do Mundo), depois desarrumou. Doce ilusão desses dirigentes que acreditam no acaso. Desde as primeiras rodadas, quando PC Gusmão ainda estava no comando alvinegro, estava claro que o time precisava de reforços de qualidade.
    -
    Nem um, nem outro vai atuar como mágico. Quando Dimas Filgueiras assumiu o time, na saída de Mário Sérgio, e ganhou do Santos, por 2 x 1, no Castelão, voltávamos a alertar que nem tudo estava resolvido. Passada a euforia, a volta da realidade e a mesma conversa de contratar treinador "salvador da pátria". E não contratam jogadores de qualidade.
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    Aliás, PC Gusmão está empregado, no Vasco da Gama, apesar dos tropeços. Para ele, também passou a euforia da invencibilidade (com empate) que não leva time nenhum a lugar nenhum. Os dirigentes perderam tempo (cinco rodadas), acreditando no "milagre" do São Dimas, agora atropelam as decisões e ameaçam errar de novo.
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    Desde a saída de PC Gusmão, antes da Copa do Mundo, vários jogadores foram contratados, mas somente o atacante Magno Alves respondeu positivamente. Os lados continuam com problemas e ninguém foi contratado, Geraldo continuou sozinho no meio-campo enquanto acreditavam na regularização do colombiano Reina, que foi devolvido ao Cruzeiro após mais de um mês de espera.
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    O prazo de contratações está acabando. Os dirigentes alvinegros, preocupados com as eleiçoes, perderam o "bonde" e a oportunidade de terem azeitado o time quando todos os ventos sopravam a favor de Porangabuçu. Bem diferente do comportamento que tiveram na temporada passada, quando o time subiu para a Série A.
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    A partir de agora, a torcida do Ceará deverá estar preparada para tudo. O time pode reagir, sim. E, se não reagir, vai ficar perambulando nas proximidades da zona de rebaixamento ou até dentro dela. A situação poderia estar mais aliviada caso as atenções não fossem desviadas com o "bonde" do famoso jogo de interesse político.
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    Uma velha história que pode ser contada por muitos clubes que "desceram a ladeira".

    sábado, 25 de setembro de 2010

    Brasil Fora de Série, Rumo ao Inferno

    O jogo que a torcida do Fortaleza quer esquecer.

    Uma lição que deve ser aprendida pelos dirigentes que gostam do improviso. Jogar na Série C é como perambular nas cercanias do inferno. E, se cair para a Série D estará dentro do inferno. Sem falar que a CBF não está preocupada nem um pouco com a indigência dos clubes, apesar dos cofres abarrotados de dinheiro (pelo menos é o que sugere pensar o volume de contratos milionários anunciados a cada dia).

    quinta-feira, 23 de setembro de 2010

    Árbitro sergipano irrita cartolas

    O árbitro sergipano Claudio Francisco Lima e Silva chegou ao quadro de árbitros da CBF em 2009, mas somente agora, em 2010, começou a ser escalado para jogos da Série A. Ainda este ano, apitou ASA 1 x 1 Vitória, pela Copa do Brasil, e sete jogos pela Série B. A estreia dele no Brasileirão foi no dia 12 de setembro, em Campinas (SP), estádio Brinco de Ouro, no jogo Guarani 1 x 0 Atlético-PR.
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    Todos os árbitros chegam ao quadro nacional pelas boas atuações nos campeonatos regionais e não foi diferente com Claudio Lima e Silva. Da mesma forma, as boas atuações nos campeonatos nacionais levam os melhores árbitros ao quadro da Fifa. O que costumamos observar, no entanto, é que a maioria não consegue manter o mesmo desempenho ao ser projetado na carreira.
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    O sergipano Claudio Lima e Silva está entre esses árbitros "enganadores". Já no campeonato sergipano encontrei várias reclamações às atuações dele em jogos mais decisivos. Por isso, prefiro acreditar que a sequência de erros cometidos por ele, na Série A, é resultado da falta de qualidade e não da falta de vergonha.
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    As duas últimas atuações do árbitro sergipano foram provocadoras de iras dos dirigentes do Vitória e do Ceará. No primeiro caso não houve prejuízos aos rubro-negros. No segundo caso, os alvinegros tiveram um gol completamente legal anulado. Apesar do flagrante das imagens, a Comissão Nacional de Arbitragem mantêm-se calada.
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    Ceará
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    A diretoria do Ceará Sporting encaminhou representação à Comissão de Arbitragem da CBF protestando pelo gol de Marcelo Nicácio, anulado no segundo tempo do jogo contra o Cruzeiro, em Sete Lagoas (MG), na última quarta-feira. Não interessa que o Cruzeiro venceu, por 2 x 0. Interessa que o gol foi legal e o Ceará foi prejudicado.
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    Vitória
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    No domingo passado, o Vitória também foi prejudicado pelos erros de Claudio Francisco Lima e Silva e seus assistentes. Coincidência: Sete Lagoas (MG). No pênalti cometido pelo goleiro Fábio Costa, do Atlético, sobre Elkesson, o árbitro deixou de aplicar o cartão vermelho. A regra é clara. O atacante estava quase embaixo do gol quando foi derrubado.
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    Em outro lance, Elkesson foi derrubado dentro da área e o sergipano nada marcou. Os prejuízos não foram maiores porque o Vitória jogou bem e ganhou o jogo por 3 x 2. Alguns dizem logo que é roubo mesmo, mas deve-se levar em conta vários fatores como cansaço, insegurança, despreparo psicológico...
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    Não quero fazer defesa dos árbitros, mas entendo que passou da hora de serem tomadas algumas providências para fortalecer o trabalho deles. Defendo duas novas situações, pelo menos: profissionalizar a categoria, através de cursos de nível superior, e agregar ajuda da tecnologia à arbitragem.
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    Não são decisões fáceis de serem tomadas, mas necessárias.

    terça-feira, 21 de setembro de 2010

    Semelhanças Perigosas

    O que há em comum entre Lúcio Bonfim (e) e Renan Vieira (d)? Ambos exerceram a presidência do Fortaleza no mesmo período de mandato. O primeiro saiu antes do fim, o segundo concluiu o mandato interrompido, mas cometeu erros parecidos com os cometidos pelo primeiro. A teimosia foi o erro mais comum entre os dois.
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    Renan Vieira conquistou o tão sonhado tetracampeonato estadual, mas experimentou o amargo gosto da desclassificação ainda na primeira fase da 3ª divisão do Brasileiro. Não dá para negar que Renan Vieira sofreu mais que Lúcio Bonfim.
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    Talvez seja essa a tênue diferença entre um e outro. O torcedor tricolor não pode acusar o Renan Vieira de omisso. Pode até culpá-lo de individualista, concentrador ao ponto de não construir (ou descontruir) um grupo que o ajudasse a dividir preocupações, inclusive, as financeiras.
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    Um administrador individualista termina dividindo as glórias, mesmo que não queira. Difícil é dividir as derrotas, mesmo que queira. Renan ficou sozinho, mesmo no momento de glória, quando todos festejavam o tetracampeonato. Nem o próprio Renan consegue explicar a solidão administrativa a que foi "condenado".
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    Por outro lado, há os que dizem que Renan nunca esteve sozinho; Renan sempre tomou decisões, sozinho. Como errou mais que acertou, pagou caro, perdeu quase tudo e inviabilizou a possibilidade de reeleição.
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    O Ano 2010 acabou para o Fortaleza. Resta a Copa Fares Lopes (abre vaga para a Copa do Brasil 2011), que não interessa porque o título estadual já garantiu uma vaga ao tricolor na Copa do Brasil. Seja lá qual for a decisão a ser tomada por Renan, passou a hora de zerar tudo, reconstruir fortes pilastras de profissionalização para assegurar dias melhores à família tricolor.
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    Renan ironizou seus sucessores ao dizer que o próximo presidente do clube não pode ser "liso" (pobre) nem um maluco como ele. Impossível, Renan, é ter time competitivo com administração empírica.
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    Que aprendam, definitivamente.
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    O CEARÁ DORMIU NO SONHO
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    Passada a euforia da vitória contra o Santos, por 2 x 1, no estádio Castelão, a torcida do alvinegro de Porangabuçu volta a ficar assustada com a dura realidade do Brasileirão 2010. Os dois empates inesperados (0 x 0 contra o Vitória, no Barradão, e 1 x 1 contra o Goiás, no Castelão) deixaram a torcida preocupada.
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    Minha avaliação não mudou, mesmo após a surpreedente vitória, contra o Santos, quando muitos atribuíram o resultado à "estrela" do treinador Dilmas Filgueiras. O Ceará precisa contar com jogadores de qualidade no meio-campo e no ataque para ter maior volume de jogo. Não dá para sustentar boa posição na tabela sem ter time competitivo.
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    Os dirigentes do Ceará já cometeram sucessivos erros que podem custar caro aos torcedores alvinegros com uma queda para a 2ª divisão. Dispensaram Renê Simões (errado), trocaram Estevam Soares por Mário Sérgio (errado), trocaram Mário Sérgio por Dimas Filgueiras (certo), mas não contrataram os jogadores que o time precisa (errado).
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    O time sentiu as ausências de jogadores como Diego, Misael, Washington e Fabrício (machucados), além de Michel, Heleno, Anderson e João Marcos (suspensos) por causa da limitação do elenco. Essa é a realidade. Trocar de treinador mais uma vez sem contratar jogadores será outro tiro no pé.
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    Como diz meu amigo Armandão Carcará, em Salvador: "Depois que a onça morre até cachorro vem e mija em cima". Não é meu caso. Tenho ouvido colegas, treinadores e torcedores sensatos que também pensam como eu desde o início do Brasileirão.
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    Não é conselho, é aviso mesmo.

    sábado, 18 de setembro de 2010

    O Segredo dos Vencedores

    Estava refletindo sobre a situação do Fortaleza EC no jogo desse domingo, contra o Águia, em Marabá, no Pará, ao mesmo tempo que encontrava esse vídeo. Mera coincidência. Achei pertinente e resolvi ilustrar o texto. Afinal, como estão dizendo os torcedores tricolores, o Leão vai travar a "Batalha de Marabá". Uma vitória, classifica. Derrota ou empate, desclassifica.

    Pena que faltou unidade ao Fortaleza desde o início da competição. O único setor que manteve-se inalterado foi a comissão técnica. O time sofreu constantes alterações sem efeito prático. E ninguém além dos próprios jogadores sentem na pele a necessidade da unidade fortalecida.

    O elenco de jogadores é como a tropa; a partida é como a batalha. A tropa precisa estar unidade em torno de um objetivo o tempo inteiro, avançando sempre, mesmo que haja recuo temporário. Os tropeços são inevitáveis, mas logo devem ser superados por vitórias maiúsculas. Essa é a história dos vencedores.

    A trajetória do Fortaleza nessa disputa da Série C é pontilhada por lentos avanços, com tropeços constantes, baixas seguidas no elenco, frustrações, que resultam em desconfiança. A essa altura não dá para pensar em planejamento estratégico. A hora é de SUPERAÇÃO.

    É a única saída que resta aos jogadores do Fortaleza. Mesmo sem a unidade necessária, porque o treinador Zé Teodoro mexeu no time mais uma vez, o coletivo precisará ressurgir, criando uma onda, uma bola de fogo capaz de consumir o adversário. Não é fácil, mas é possível.

    A torcida tricolor, apaixonada, acredita em tudo: milagre, superação, força de vencedores, bravura...

    quinta-feira, 16 de setembro de 2010

    Neymar vira moleque de verdade

    Lamentável como o garoto santista bom de bola, Neymar, está mesmo com o juízo nas nuvens. Domingo passado, foi no estádio Castelão; nessa quarta-feira, foi na Vila Belmiro. Dessa vez, parece não haver dúvidas da rebeldia porque Neymar virou-se contra seu criador, o treinador Dorival Junior, por ter sido orientado a não cobrar o pênalti que resultou no quarto gol da vitória sobre o Atlético-GO, por 4 x 2.

    Neymar foi tirar satisfação com o treinador, discutiu, xingou, fez tudo que tem feito e tem sido motivo de gracinhas para alguns cronistas, dirigentes, torcedores e até o próprio Dorival. O treinador do Atlético goianiense, Renê Simões, ficou indignado e bradou: "Ou educam esse menino ou estaremos criando um monstro". Renê completou: "Ele não é um homem nem um grande jogador, apenas um projeto disso".

    Dessa vez não foi somente o treinador Renê Simões que saiu da Vila Belmiro decepcionado com Neymar. Até mesmo os colegas dele reprovaram a atitude agressiva e desrespeitosa. Bem que todos poderiam ter observado a realidade faz tempo. Que ainda tenha jeito e não precisemos aturar mais um "bad-boy" no futebol brasileiro.

    Não aprovo agressões de torcedores, palavrões, músicas chulas, ofensas morais, mas essa brincadeira no estilo rap, criada por algum torcedor alvinegro (do Ceará), está sendo bem visitada na internet. Que tudo isso sirva de reflexão para Neymar e de lição para os que insistem em dizer que "estão caçando o 'moleque' e tentando acabar com o futebol alegria", sem antes repreenderem a falta de educação do 'moleque'.

    terça-feira, 14 de setembro de 2010

    Parem de mimar Neymar!

    Confesso que já deveria ter opinado, aqui, sobre essas cenas vergonhosas, proporcionadas pelos "nervosinhos" jogadores do Santos FC, time que aprendi a adimirar por tudo que representou a geração Pelé, Mengalvio, Pepe, Clodoaldo, Coutinho, entre outros craques. Esses sim, verdadeiros craques, que jogavam, davam espetáculos, ganhavam os jogos e saíam sorrindo.

    Demorei porque queria ter algumas certezas já que não vi o jogo. Estava em Sobral, testemunhando a classificação do Guarany para a próxima fase da Série D com uma vitória suada, por 2 x 0, sobre o Santa Cruz. Aproveitei para ver vários vídeos e ouvir alguns comentários sórdidos.

    Não vou esticar a conversa. Já foi dito muita besteira. Poucos comentários imparciais, serenos, esclarecedores, à luz da verdade ou das Normas do Jogo. Até o árbitro Heber Roberto Lopes andou escrevendo o que ninguém viu. Quem viu qualquer jogador ser agredido, jogado ao chão ou coisa parecida?

    Alguns desafiam as imagens e chegam a dizer que não havia segurança no Estádio Castelão. Logo, pedem interdição do estádio e punição ao Ceará SC com perda do mando de campo e multa máxima. Quase todos esqueceram algumas perguntas básicas: - Quem provocou o tumulto? - Quem iniciou empurra-empurra e bate-boca? - Quem colocou dedo em riste no rosto do policial?

    Não vou perguntar mais. Estou lembrando das cenas, igualmente,vergonhosas que foram proporcionadas por jogadores do Goiás, com aval do treinador Emerson Leão, no Estádio Barradão, dias atrás. A Polícia Militar da Bahia levou os envolvidos à Delegacia, onde foi aberto BO.

    Talvez, faltou ao policial, que saiu correndo, a iniciativa de dar voz de prisão a Marcel, por ter-lhe chamado de "safado" e "merda" com o dedo quase furando-lhe o olho. Aí, talvez estivessem pedindo a prisão do policial. Devemos ter cuidado para não alimentarmos a inversão de valores. Policial não deve bater, cidadão não deve ofender.

    É que preciso que parem de mimar o Neymar, achando engraçadinho as "pataquadas" que ele faz em campo. Jogar futebol moleque é uma coisa, humilhar o adversário é outra. Reclamar de excesso de faltas é aceitável, peitar o adversário e bradar como um valentão é condenável. Não gostar de perder é natural, desviar as razões da derrota é confessar falta de espírito esportivo.

    O Ceará obteve uma vitória (2 x 1) limpa, sem trapaças, sem ajuda de arbitragem, com número legal de jogadores, no tempo regulamentar, nas mesmas condições em que venceu jogos anteriores. Ao que parece, a única anormalidade foi Neymar não ter aceitado a marcação que recebeu. Alguém deve avisar ao garoto que até Pelé, o Rei, recebia marcação e fugia dela, marcava belos gols e garantia as vitórias que consagraram o Santos.

    Ora, amigos! Digam a Neymar que jogue como homem ou volte ao parque infantil.

    sexta-feira, 10 de setembro de 2010

    Se der para aprender...!

    O moleque Noah Shawn tem sete anos de idade, joga no Fc. Bayern München, na Alemanha, com pinta de gente grande. Faz gosto ver. Muitos jogadores pernas-de-pau precisariam treinar 100 anos e não fariam o mesmo.

    Eu preciso dizer mais alguma coisa?