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    terça-feira, 21 de setembro de 2010

    Semelhanças Perigosas

    O que há em comum entre Lúcio Bonfim (e) e Renan Vieira (d)? Ambos exerceram a presidência do Fortaleza no mesmo período de mandato. O primeiro saiu antes do fim, o segundo concluiu o mandato interrompido, mas cometeu erros parecidos com os cometidos pelo primeiro. A teimosia foi o erro mais comum entre os dois.
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    Renan Vieira conquistou o tão sonhado tetracampeonato estadual, mas experimentou o amargo gosto da desclassificação ainda na primeira fase da 3ª divisão do Brasileiro. Não dá para negar que Renan Vieira sofreu mais que Lúcio Bonfim.
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    Talvez seja essa a tênue diferença entre um e outro. O torcedor tricolor não pode acusar o Renan Vieira de omisso. Pode até culpá-lo de individualista, concentrador ao ponto de não construir (ou descontruir) um grupo que o ajudasse a dividir preocupações, inclusive, as financeiras.
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    Um administrador individualista termina dividindo as glórias, mesmo que não queira. Difícil é dividir as derrotas, mesmo que queira. Renan ficou sozinho, mesmo no momento de glória, quando todos festejavam o tetracampeonato. Nem o próprio Renan consegue explicar a solidão administrativa a que foi "condenado".
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    Por outro lado, há os que dizem que Renan nunca esteve sozinho; Renan sempre tomou decisões, sozinho. Como errou mais que acertou, pagou caro, perdeu quase tudo e inviabilizou a possibilidade de reeleição.
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    O Ano 2010 acabou para o Fortaleza. Resta a Copa Fares Lopes (abre vaga para a Copa do Brasil 2011), que não interessa porque o título estadual já garantiu uma vaga ao tricolor na Copa do Brasil. Seja lá qual for a decisão a ser tomada por Renan, passou a hora de zerar tudo, reconstruir fortes pilastras de profissionalização para assegurar dias melhores à família tricolor.
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    Renan ironizou seus sucessores ao dizer que o próximo presidente do clube não pode ser "liso" (pobre) nem um maluco como ele. Impossível, Renan, é ter time competitivo com administração empírica.
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    Que aprendam, definitivamente.
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    O CEARÁ DORMIU NO SONHO
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    Passada a euforia da vitória contra o Santos, por 2 x 1, no estádio Castelão, a torcida do alvinegro de Porangabuçu volta a ficar assustada com a dura realidade do Brasileirão 2010. Os dois empates inesperados (0 x 0 contra o Vitória, no Barradão, e 1 x 1 contra o Goiás, no Castelão) deixaram a torcida preocupada.
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    Minha avaliação não mudou, mesmo após a surpreedente vitória, contra o Santos, quando muitos atribuíram o resultado à "estrela" do treinador Dilmas Filgueiras. O Ceará precisa contar com jogadores de qualidade no meio-campo e no ataque para ter maior volume de jogo. Não dá para sustentar boa posição na tabela sem ter time competitivo.
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    Os dirigentes do Ceará já cometeram sucessivos erros que podem custar caro aos torcedores alvinegros com uma queda para a 2ª divisão. Dispensaram Renê Simões (errado), trocaram Estevam Soares por Mário Sérgio (errado), trocaram Mário Sérgio por Dimas Filgueiras (certo), mas não contrataram os jogadores que o time precisa (errado).
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    O time sentiu as ausências de jogadores como Diego, Misael, Washington e Fabrício (machucados), além de Michel, Heleno, Anderson e João Marcos (suspensos) por causa da limitação do elenco. Essa é a realidade. Trocar de treinador mais uma vez sem contratar jogadores será outro tiro no pé.
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    Como diz meu amigo Armandão Carcará, em Salvador: "Depois que a onça morre até cachorro vem e mija em cima". Não é meu caso. Tenho ouvido colegas, treinadores e torcedores sensatos que também pensam como eu desde o início do Brasileirão.
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    Não é conselho, é aviso mesmo.

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