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    quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

    Fortaleza vence Horizonte se arrastando

    Elanardo fez dois gols de pênalti aos 11 minutos de cada tempo

    O Fortaleza parecia arrasador no primeiro tempo e venceu por 3 x 1, mas no segundo tempo nada jogou e sofreu para garantir o placar de 3 x 2. O meia Elanardo fez dois gols de pênalti, coincidentemente, aos 11 minutos de cada tempo. Roberto Carlos mudou a forma de jogar do Horizonte e só no intervalo entendeu que poderia reverter o placar. Quase reverteu.

    Disse antes do jogo, pela www.radioglobofortaleza.com.br, que o Horizonte poderia se dar mal com a mudança tática e não deu outra. O treinador tirou o atacante Stênio Jr. e colocou o meia Renatinho, além de ter deixado o meia atacante Jack Chan no banco. Puxou o freio do time e perdeu o primeiro tempo com um show de bola do Fortaleza.

    Nedo Xavier, por sua vez, colocou o time na frente, atacando o tempo inteiro. Sofreu o primeiro gol de Elanardo em lance de contra-ataque, após pênalti cometido pelo goleiro Lopes. Depois de quatro bolas na trave em 14 minutos, saiu o gol de empate, aos 17', com Marielson, o gol da virada aos 29', com Kauê, cobrando falta, e Lucas fez 3 x 1, no finalzinho do primeiro tempo.

    No intervalo, Roberto Carlos abandonou a filosofia defensivista e colocou o atacante Stênio Jr. Mais à frente colocou o meia atacante Jack Chan e no finalzinho do jogo colocou o meia João Paulo no lugar do lateral direito Raul. O segundo gol de Elanardo saiu cedo e, por pouco, o gol de empate não saiu. O Horizonte equilibrou o jogo e seria justo ter chegado ao empate.

    O Fortaleza terminou o jogo com quatro volantes, demonstrou queda no rendimento físico e sofreu para segurar a vitória. Ainda assim, Cléo sofreu pênalti, aos 46, e Rômulo chutou para fora. O treinador Nedo Xavier reconheceu que o segundo tempo do Fortaleza foi fraco e merece reflexão.

    O presidente Osmar Baquit, que invadiu o campo para reclamar do assistente Thiago Brígido, também reconheceu queda no rendimento físico da equipe, mas ponderou que ainda é cedo para cobrar uma condição física melhor. Baquit ainda aproveitou para pedir desculpas aos árbitros pela invasão de campo. O que ninguém sabe é se Wladyerisson Oliveira vai aceitar o pedido de desculpas.

    Foi assim que o Fortaleza venceu o Horizonte, por 3 x 2, no Estádio Presidente Vargas, nessa 5ª rodada, com renda de R$ 291.691,00 - público pagante de 14.168. O Horizonte segue líder com 12 pontos, enquanto o Fortaleza é o quarto colocado com 10 pontos e uma rodada a menos.    

    terça-feira, 5 de abril de 2011

    Fórum mostra quem é o Horizonte

    O Horizonte Futebol Clube já nasceu vencedor. Basta dar uma olhada, desde sua história de fundação, em 1933, quando os irmãos Horácio Domingos de Sousa e Joaquim Domingos Neto resolveram montar um time para desafiar os melhores da vizinhança da localidade de Olho d'Água de Venâncio, hoje município de Horizonte, a 42 km de Fortaleza.
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    O Galo do Tabuleiro seguiu sua saga de vencedor, a partir de 1989, quando aquela distante localidade ganhou emancipação política. Dos campos de areia para os gramados, o Horizonte foi tricampeão local em 1989, 1990 e 1991. Cansou das conquistas locais, chegou à 2ª Divisão do Campeonato Cearense de Futebol Profissional e foi campeão em 2007.
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    Em 2008, o Horizonte chegou cantando de "galo grande" e ficou com o 3º lugar do Cearense. Em 2010, com o 4º lugar. Ainda ficou com o título de Campeão do Interior (Taça Padre Cícero) depois de golear o Guarany de Sobral duas vezes: 7 x 0 e 5 x 2. E ganhou a Copa Fares Lopes, decidindo com o Icasa a segunda vaga cearense para a Copa do Brasil 2011.
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    A história do tempo presente foi contata, nessa segunda-feira, no Fórum Esportivo da Rádio Globo Fortaleza, das 20h às 22h, pelo treinador Roberto Carlos (com a prancheta nas mãos), 40 anos, torcedor do Ceará Sporting, natural de Aracoiaba/CE, e pelo presidente do clube, Paulo Wagner, ex-presidente do Ferroviário.
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    Roberto Carlos confessou que não esperava assumir o Galo do Tabuleiro, agora. Estava se preparando, desde 2007, com o então treinador Argeu dos Santos, mas a oportunidade chegou no mês de fevereiro passado com a saída de Filinto Holanda para o Ferroviário. Com ele, o time venceu quatro jogos seguidos, saiu das últimas posições, e chegou às semifinais. Na 6ª rodada do 2º turno já entrou no G-4 de novo (4ª colocação).
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    O BOLSO FORTE DE WAGNER
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    Paulo Wagner confessou que "enterrou" no Ferroviário Atlético Clube, somente em 2009, na Série C do Brasileiro, R$ 320 mil. Disse não ter feito conta dos prejuízos durante os seis anos em que esteve à frente do Tubarão da Barra do Ceará. No Horizonte, em quase três temporadas, Wagner garante que já está começando a colher os frutos do investimento.
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    Como poupança, tem 30% dos Direitos Federativos do atacante Léo Jaime, emprestado pelo Horizonte ao Bragantino paulista, e já começou a receber propostas pelo meia-atacnte Siloé, de 20 anos, cujo passe está estipulado em R$ 1,5 milhão. O Ceará Sporting é um dos interessados no futebol de Siloé. Claro que Paulo Wagner tem outras "poupanças".
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    Com uma folha de R$ 90 mil, o Horizonte chegou à 3ª fase da Copa do Brasil, vai enfrentar o Flamengo, no estádio Domingão, em Horizonte (10.500 torcedores), e no Engenhão, no Rio de Janeiro, em datas a serem sorteadas. O Horizonte embolsa a renda local e a cota de R$ 250 mil como premiação da CBF.
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    Empresas promotoras de eventos até tentaram comprar o jogo, mas Paulo Wagner garante que não tem negócio, e conta com apoio da Prefeitura local, que paga R$ 80 mil de patrocínio. A CBF vistoriou o Domingão, nessa segunda-feira, deixando recomendações nas áreas internas. O ingresso vai custar R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia).
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    O município de Horizonte, rico em festas regionais, nunca viu festa igual e nunca apareceu tanto no cenário nacional. Viva o Galo!

    quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

    Ceará aprende a negociar

    Quando duas ou mais partes falam em negociação não dá para usar o coração. "Negócio é negócio, amizade à parte", segundo o surrado adágio popular. Por isso, casos como os relacionados ao lateral esquerdo Roberto Carlos, ao meia Luciano Henrique e ao presidente do Ceará, Evandro Leitão, devem ser entendidos à luz do Direito. As cores dos clubes servem, apenas, como pano de fundo.
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    Perguntaram minha opinião sobre as exigências do Ceará Sporting para assinar o contrato de televisamento de seus jogos no Campeonato Cearense 2011. Fui curto e grosso: o Ceará tem todo direito de exigir o valor que acha justo. Começou com R$ 1 milhão e desceu a R$ 700 mil. A Federação Cearense de Futebol (intermediária) oferece R$ 500 mil. O Ceará tem todo direito de aceitar ou não. E não quer aceitar esse valor. O patrocinador paga se quiser. E eu com isso?!
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    O presidente do clube tem lá seus motivos e argumentos. Alega, por exemplo, que aceitaria esse valor, desde que não tivesse de colocar a marca de uma empresa do Grupo patrocinador nas camisas e que o contrato fosse revisado ano a ano. Por isso, pede R$ 250 mil a mais que a cota aceita pelo Fortaleza. A barganha é um direito natural e deve ser exercido pelo bom negociador.
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    Não vou questionar a posição do Ceará nem defender os argumentos do patrocinador. Negócio é negócio. Só parte para a barganha quem está bem no mercado. Essa é a diferença entre a aceitação pacífica do Fortaleza e a discussão numérica do contrato pelo Ceará. Quem for mais forte (Ceará x patrocinador) ganha a queda de braço. Nessa, o Fortaleza é mero expectador porque não tem poder de barganha.
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    Roberto Carlos quebrou contrato
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    O lateral-esquerdo Roberto Carlos pode começar a temporada 2011 com uma grande dor de cabeça para resolver. O Fenerbahçe, da Turquia, clube que o jogador defendia antes de acertar sua transferência para o Corinthians, entrou com uma ação na CAS (Corte Arbitral do Esporte), cobrando R$ 2,2 milhões (um milhão de euros) do camisa 6.
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    Os turcos alegam que Roberto Carlos ainda tinha vínculo vigente com o clube quando assinou contrato com o Corinthians, o que caracterizaria quebra de acordo, sujeita a multa. Roberto Carlos admitiu a existência da pendência, mas fez um adendo. O Fenerbahçe ficou devendo quatro meses de salários a ele e, portanto, contas teriam de ser feitas para ver quem deve a quem.
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    Eis a questão! É Roberto Carlos quem está sendo acionado na Justiça. No Tribunal, vai ter de provar que foi enganado ou que deixou de receber por um determinado tempo. Se não conseguir provar e o martelo baixar na madeira, vai ter de meter a mão no bolso. Negócio é negócio.
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    Luciano Henrique preso ao contrato
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    A mesma analogia pode ser usada para o caso do meia Luciano Henrique, que tem contrato com o Fortaleza até janeiro de 2011, mas está sendo "namorado" pelo Ceará com uma proposta tentadora, segundo os setoristas do clube. O Fortaleza diz que quer o jogador, mas não aceita pagar o salário atual (R$ 30 mil) e está com dificuldades para pagar valores em atraso.
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    O Ceará lançou a oferta e aguarda resposta. O Fortaleza tem a garantia legal até o término do contrato e só. A decisão será de Luciano Henrique assim que estiver livre. É o jogador quem tem o poder de barganha nesse momento e, pelo que se anuncia, já teria decidido que não permanecerá no Fortaleza.
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    Certo ou errado? Nem uma coisa nem outra. Negócio é negócio. Ninguém é obrigado a pagar o que pedem e ninguém é obrigado a receber o que oferecem. A liberdade do jogador, conquistada com a Lei Pelé, facilita a escolha do destino a seguir. O que era uma relação de cumplicidade virou uma relação de negócio.
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    Assim como os jogadores ganharam "asas para voar", os clubes podem fortalecer suas defesas e endurecer o debate quando o assunto for negociar o valor da marca. Para isso é preciso ser profissional, organizado e vencedor. E, olha que o Ceará não ganhou nada ainda, mas os primeiros passos na direção da organização profissional começam a surtir efeito.