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    sábado, 3 de novembro de 2012

    Fortaleza mantém vantagem contra Oeste


    O Fortaleza arrancou um valoroso empate, em 1 x 1, em Itápolis/SP, no estádio dos Amaros, contra o Oeste, no primeiro jogo da decisão pelo acesso à Segundona do Brasileirão 2012. O empate mantém o favoritismo do Leão do Pici para o jogo de volta, no estádio Presidente Vargas, no próximo domingo, quando defenderá a invencibilidade de 17 jogos.

    O Oeste foi o único dos quatro mandantes que não venceu. Um empate sem gols e uma vitória dará a classificação ao Fortaleza. O Oeste, ao contrário, terá de vencer o jogo fora de casa. Empate só servirá ao time paulista se for 2 x 2, 3 x 3 em diante.

    O treinador Vica foi muito cauteloso e não escondeu isso de ninguém. Poderia ter trocado um dos três zagueiros ou um volante por um meia para dar mais agressividade à equipe, mas preferiu manter a equipe compactada até o fim do jogo.

    Depois do jogo, Vica disse que pediu aos jogadores para terem cuidado. “Uma saída desordenada poderia resultar no segundo ou terceiro gol para o adversário”, alertou Vica.

    O gol do Oeste aconteceu, aos 19 minutos, quando o goleiro Lopes falhou. Wanderson cobrou falta, pela meia esquerda, direto para o gol. Lopes saiu ao encontro da bola e quando tentou voltar não deu mais. E foi só no 1º tempo.

    Vica processou mudanças na equipe, mas não mudou a forma de jogar, sempre cauteloso. O Oeste joga um futebol solidário. Ataca em bloco e se defende em bloco. O 2º tempo foi mais movimentado. Aos 22 minutos, Waldison foi ao fundo do campo, pela esquerda, e cruzou a bola na direção de Geraldo, que não desperdiçou a rara oportunidade: 1 x 1.

    O Oeste foi o único que não manteve a vantagem de jogar em casa nessa primeira rodada decisiva da Terceirona. Agora, é esperar domingo chegar. No PV, acredito que Vica não será tão cauteloso assim como foi em Itápolis. É aguardar!

    O Oeste jogou com Fernando Leal, Dezinho, Eduardo e Lígger; Dedé, Dionísio, Paulo Vitor (Lelê), Hudson e Piauí ( Jheimy); Wanderson e Serginho (Samuel). Técnico: Luis Carlos Martins.

    O Fortaleza jogou com Lopes, Micão, Fabrício e Ciro Sena; Rafinha, Esley, Elton, Geraldo (Alex Maranhão) e Guto; Jailson (Waldison) e Assisinho (Jackson). Técnico: Vica.

    Apitou o jogo o gaúcho Anderson Daronco, auxiliado pelos mineiros Celso Luiz da Silva e Pablo Almeida da Costa. Renda R$ 17.415,00 e público pagante 1.509.

    domingo, 9 de setembro de 2012

    Fortaleza e Luverdense iguais em tudo


    Foi tudo igual, da produtividade ao placar: 3 x 3.

    Poderíamos explicar dessa forma, simples assim, o resultado de Fortaleza x Luverdense/MT, no Estádio Presidente Vargas, pela Terceirona do Brasileirão 2012, na segunda rodada do returno da competição. 

    Quando o Luverdense ficou com 10 jogadores, aos 9' do 2º tempo, o Fortaleza não criou situações para fazer valer a vantagem numérica e o jogo ficou quase igual de novo. O Fortaleza até que passou a atacar mais, contudo sem efeito algum.

    Waldison e Jailson podem ter feito falta porque finalizam bem, mas faltou envolvimento dos jogadores do meio-campo. Geraldo jogou entre os zagueiros e Jackson, isolado, não fez uma boa partida como nos jogos anteriores. Assim, não tem atacante que resista.

    Os seis gols nasceram de erros dos zagueiros. O Fortaleza fez dois gols de pênalti e um de falta. O Luverdense aproveitou duas falhas dos zagueiros Tricolores e uma do goleiro Lopes (o terceiro gol acima). A torcida ficou reticente por causa disso. E Lopes não gostou de ter sido vaiado por um pequeno grupo.

    O torcedor gosta de muitos gols, mas, do ponto de vista técnico, jogo assim sinaliza muitos erros. O próprio Vica reconheceu que o Fortaleza sofreu três gols em 45 minutos contra cinco gols em 10 jogos. Algo só pode estar errado.  

    Enfim, Vica fez três alterações, mas não mexeu em Geraldo e o time seguiu sem criatividade. O Luverdense, por sua vez, soube jogar. Tirou proveito das falhas do Tricolor e fez três gols no 2º tempo. Quando estava inferiorizado, jogou sem correr riscos e garantiu o empate.

    Fortaleza: Lopes, Rafinha, Micão, Fabrício e Guto; Elton, Esley (Cléo), Jackson e Geraldo; Assisinho (Doda) e Ray (Vinícius). Técnico: Vica. Luverdense/MT: Willian Alves, Régis, Zé Roberto, Dão e Raul Prata; Dê, Rodrigo Paulista, Carlos Alberto (Adriano) e Rubinho (expulso); Valdir Papel (Fio) e Rafael Tavares (Adnil Jr.). Técnico: Dado Cavalcanti.

    Renda: R$ 377.809,00 - público 17.721, caronas 1.004.

    Gols no 1º tempo: Valdir Papel, aos 7' (Luv); Geraldo de pênalti, aos 11' e aos 26' (Fort); Carlos Alberto, aos 27' (Luv); Assisinho, aos 32' (Fort); Dão, aos 34' (Luv).

    Apitou o jogo o árbitro Pablo Gonçalves Pinheiro, auxiliado por José Valmir dos Santos Xavier e Marcos Santos Vieira, todos do Rio Grande do Norte. Avelar Rodrigo foi o quarto árbitro. Foi ele quem avisou ao árbitro potiguar que Rubinho já havia recebido cartão amarelo, antes da expulsão.      

    quinta-feira, 12 de abril de 2012

    Fortaleza passa folgado pelo Náutico



    O Fortaleza alternou muito durante o jogo, mas goleou o Náutico, por 4 x 0, no estádio Presidente Vargas, e coloca uma folgada vantagem sobre o time pernambucano para o jogo de volta, nos Aflitos, próximo dia 18, às 21h50min. Rafinha (16') e Jailson (18') marcaram no 1º tempo. Geraldo (23') e Cléo (28') marcaram no 2º tempo. O Náutico foi um time fragilizado na maior parte do jogo.

    O melhor momento dos pernambucanos foi nos últimos 25 minutos do 1º tempo. Eduardo Ramos, Derlei e Siloé criaram lances de perigo. Dorielton fez um gol, aos 43', mas estava em posição de impedimento. E foi só. Nos 20 minutos iniciais, o Fortaleza imprimiu um forte ritmo e fez dois gols. Depois, houve aquela "natural" relaxada e o time Timbu cresceu.

    Na segunda etapa, o time voltou a campo com a advertência do treinador Nedo Xavier para não diminuir o ritmo, mesmo assim não conseguia ser um time organizado como no início do jogo. Até o terceiro gol, o time alternou muito, com apenas três descidas perigosas (10', 11' e 18'). A partir do gol de Geraldo (de pênalti), o time acertou, o Náutico sentiu e 5 minutos depois saiu o gol que definiu o placar, quando Cléo aproveitou falha do zagueiro Marlon.

    Definitivamente, o time do Náutico é cheio de deficiências: desarrumado taticamente, sem articulação, fragilizado emocionalmente. O meia Eduardo Ramos perdido pelo meio e Siloé isolado na frente se perdem na fragilidade da equipe. O goleiro Gedeão fez boas defesas e evitou uma goleada maior. Muito há de ser feito para recuperar o time Timbu.

    Salvo os momentos de alternância, o Fortaleza jogou um futebol que lembrou os momentos iniciais do Cearense, quando disparou na liderança. O garoto Jefferson sentiu um mal estar e foi substituído por Lucas no finalzinho do 1º tempo. Com isso, Eslei voltou a jogar mais atrás, ainda assim buscou a articulação de jogadas e foi decisivo no lance do pênalti sofrido por Jailson, que originou o gol de Geraldo.

    Fortaleza jogou com João Carlos (seguro), Rafinha, Ciro Sena, Cléber Carioca e Kauê; Jefferson (Lucas), Marielson, Eslei (Gilmak) e Geraldo (Bismarck); Cléo e Jailson. O Náutico jogou com Gedeão (seguro, apesar da goleada), Diego Bispo, Marlon e Ronaldo Alves; Marquinho (Leno), Eli Carlos, Derlei, Eduardo Ramos e Jeferson (Filipe); Siloé (Rodrigo Tiuí) e Dorielton.

    O árbitro foi Elmo Resende Cunha (GO), com os assistentes Jesmar de Paula (GO) e Isac Márcio Oliveira (RN). Jesmar de Paula anulou o gol irregular do Náutico com propriedade num lance difícil. A renda foi R$ 273.773,00 - público pagante de 17.882. O Fortaleza teve descontados R$ 25 mil (Justiça do Trabalho) em favor do lateral Patrick.     

    segunda-feira, 9 de abril de 2012

    Fortaleza joga Ferroviário na degola

    Bandeira coral enxugou lágrimas  no PV

    Não foi a primeira vez que o Fortaleza aplicou 3 x 1 no Ferroviário, mas dessa vez o gosto foi o mais amargo de todos, levando inúmeros torcedores corais às lágrimas. O rebaixamento ainda não está decretado, oficialmente, contudo, essa derrota, na 21ª rodada, afundou o time coral, que precisará vencer o Guarani de Juazeiro e torcer por um tropeço do Icasa diante do Itapipoca, em casa, na última rodada classificatória. Convenhamos, muito difícil.

    O Fortaleza poderia ter definido a vitória ainda no 1º tempo, quando o jogo foi bastante movimentado, com jogadas de ataque nos dois lados. Era lá e cá. A superioridade técnica do tricolor era notória, no entanto, o Ferroviário jogou com muita disposição física e dificultou a vida do adversário. Mas não basta somente disposição física. 

    Apesar do esforço coral, o Fortaleza abriu o placar, aos 30', com Jailson, depois de um contra-ataque em jogada errada na saída de bola. Esley ligou com Geraldo, que cruzou para o atacante tricolor fazer 1 x 0. O Ferroviário reagiu e empatou, aos 35', com um gol de Bruno Morais. Daí em diante, o jogo seguiu equilibrado pela disposição física do Ferroviário - apenas isso.

    Eu havia dito no intervalo que o Fortaleza começaria a ter facilidades com o desgaste natural do Ferrão. E não deu outra. Aos 9', Geraldo desempatou com um gol de pênalti, cuja marcação do árbitro Carlos Custódio suscitou dúvidas. Depois, pelas lentes da TV, viu-se que não houve impedimento de Jailson e que Cléo recebeu a carga por trás. A dúvida é se ele teria marcado o mesmo pênalti na área do Ferrão.

    Diferente do primeiro gol, o jovem time do Ferroviário sentiu o desempate. O treinador Roberto Cearense mexeu demais na equipe tentando atacar mais. Trocou o lateral esquerdo Felipe Cauã por Marclécio, o meia Márcio Tarrafas por Jânio Daniel e o atacante Bruno Morais por Éverton. Nedo Xavier, do Fortaleza, respondeu com ofensividade e se deu bem. Roberto Cearense não obteve resposta positiva dos reservas.

    O meia Bismarck entrou no lugar do volante Esley, o meia Marquinho entrou no lugar do lateral direito Raul e o meia Lucas entrou no lugar do volante Marielson. Foi um passo importante para o terceiro gol. Aos 33',  num contra-ataque, a bola parou no pé direito de Geraldo, pela direita da grande área, e dali saiu o chute fraco da perna direita. O bom goleiro Handerson falhou e sofreu o gol.

    Mesmo com a expulsão de Jailson, aos 40', o Ferroviário não tinha mais forças para reagir. A vantagem numérica do Ferrão não superaria a vantagem técnica do tricolor, ainda que faltasse mais tempo para terminar o jogo. É a pura realidade. Os garotos do Ferrão merecem aplausos pelo esforço, mas o time é limitado tática e tecnicamente.

    O Fortaleza ainda "limpou" os cartões - uma prática farsista do futebol. Receberam o terceiro cartão amarelo os meias Marquinho, Lucas e Geraldo, o atacante Cléo, além de Jailson, que terminou expulso depois de ter recebido o terceiro amarelo. O Ferroviário perdeu o zagueiro Eduardo com o terceiro cartão amarelo e vai sentir falta dele.

    O Ferroviário jogou com Handerson, Helton Meruoca, Guilherme, Eduardo e Felipe Cauã (Marclécio); Nego, Jardel, Raphinha e Márcio Tarrafas (Jânio Daniel); Canga e Bruno Morais ( Éverton). O Fortaleza jogou com João Carlos, Raul (Marquinho), Ciro Sena, Cléber Carioca e Kauê; Jefferson, Marielson (Lucas), Esley (Bismarck) e Geraldo; Jailson e Cléo. Renda: R$ 74.895,00 - público pagante 3.641.

    Agora, aos torcedores corais, restam apenas esperança e fé.     

    quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

    Clássico-Rei motivado e ameaçado

    Jogando de meia, Mota fez um golaço.

    Às vésperas do Clássico-Rei, Ceará e Fortaleza venceram seus adversários e apimentaram ainda mais o encontro de domingo. No Domingão, o Horizonte perdeu para o Ceará, por 3 x 0. No PV, o Fortaleza venceu o Guarani de Juazeiro, por 3 x 2. Nos bastidores, o clima tenso desde o início da semana fervilhou enquanto as duas equipes jogavam com a notícia de que as duas torcidas terão direito de comprar ingressos para o Clássico do PV.

    O Ceará encontrou um adversário mais disposto. O Horizonte atacou do início ao fim, mas pecou nas finalizações e ainda desperdiçou um pênalti, com André Cassaco, aos 15 minutos do segundo tempo, quando o Ceará definiu o placar com dois gols: Romário, aos 16, e Felipe Azevedo, aos 29. O primeiro gol foi de Mota, aos 25 minutos do 1º tempo. O Ceará é o líder com 17 pontos e tem um jogo a mais.

    O Fortaleza venceu o Guarani de Juazeiro com um gol de Geraldo, cobrando pênalti no finalzinho do jogo, e mais uma vez mostrou fragilidade no controle da partida na segunda etapa. Começou vencendo com gol de Rômulo, mas Roberto empatou ainda no primeiro tempo. Cléo desempatou para o Fortaleza e Wescley voltou a empatar no segundo tempo. O gol de Geraldo garantiu a segunda colocação na tabela com 16 pontos e um jogo a menos.

    O Ceará não gostou da decisão anunciada pela Federação Cearense de Futebol, isto é, duas torcidas no Clássico-Rei de domingo. Até o momento em que o time deixou o estádio Presidente Vargas, a diretoria alvinegra criticou duramente a decisão e disse que não vai garantir segurança às duas torcidas. Até o final da tarde, era certo que o jogo seria realizado apenas com a torcida do Ceará.

    Dentro de campo, os times cumpriram o papel de promover o Clássico. Fora de campo, os dirigentes cuidaram de estragar o Clássico. Tiveram todo tempo para planejar o jogo, mas nada fizeram. Deixaram para tomar decisões em cima da hora. Não chegaram a um consenso e partiram para decisões de revanchismo. 

    Na Bahia, mesmo com a greve da Polícia Militar, dirigentes, autoridades e torcedores garantem que o Clássico Ba x Vi vai acontecer sem problemas. Os chefes de torcida lideram uma campanha em que pedem para que os torcedores vistam camisas brancas ao invés de camisas de seus clubes do coração. Todos estão unidos por um Clássico sem problemas. Aqui, diferentemente, a desmobilização e a falta de entendimento geram mais insegurança ainda. Uma pena!   

    terça-feira, 24 de janeiro de 2012

    Geraldo confessa: "Mudei de ideia".



    O retorno do meia Geraldo ao futebol cearense, pelas portas do Pici, repercute como pimenta no olho alheio, isto é, reclama quem sente a dor e festeja quem a provoca.

    Geraldo deixou o Ceará como ídolo da torcida e líder do time para jogar no Vitória, insatisfeito com a condição de reserva, mas não conseguiu ser titular no rubro-negro e muito menos ajudar no retorno da equipe à 1ª Divisão do Brasileiro. Com o insucesso, saiu dos planos para a temporada 2012.

    O que parecia ruim para Geraldo resultou numa oportunidade de ouro para o empresário Nivaldo Gomes, que recebia a missão de viabilizar um negócio para o volante Michel, cujo salário virou empecilho para sua continuidade no Ceará. Geraldo passou a ser uma moeda de valor.

    Numa tacada de mestre, Nivaldo levou Michel para o Vitória e trouxe Geraldo para o Fortaleza. Na verdade, o destino do meia seria Porangabuçu, mas teve pedra pelo caminho. Guardando segredo sobre as negociações, Nivaldo mudou a rota e desembarcou no Pici com o G10.

    A torcida do Ceará ficou dividida entre a indiferença e o sentimento de traição. Geraldo afirmou, claramente, ao deixar o Ceará que não jogaria em outro clube por aqui. A torcida do Fortaleza nem ligou pra isso, fez festa e embarcou na campanha de sócio-torcedor, agora liderada pelo G10 tricolor.

    Quando perguntado sobre aquelas declarações de amor fiel ao alvinegro, Geraldo foi enfático: "Mudei de ideia". Para o torcedor do Fortaleza, a chegada do ex-ídolo alvinegro tem um gostinho de vingança, exatamente no momento em que está confirmada a saída do lateral Guto para Porangabuçu, embora o contrato dele ainda esteja em vigor.

    Geraldo chegou fazendo bem a primeira etapa do serviço. Aumentou o número de adesões ao sócio-torcedor e melhorou a autoestima dos tricolores. A segunda parte será no campo. Apesar das opiniões polêmicas, o G10 pode reeditar os bons momentos do Ceará. Só depende dele.

    Se Geraldo for bem em campo, será aplaudido. Se for mal, será vaiado. Não tem perdão. A passionalidade do torcedor é assim. Todo cuidado é pouco. Só precisa de um combustível para transbordar, contra ou a favor.

    O futebol tem essa capacidade de mudar o humor das pessoas. Daqui a pouco, o torcedor do Fortaleza, que reclamava a presença do atacante Osvaldo no time do Ceará, vai festejar os milhares de reais que vão entrar no cofre tricolor por conta da transferência para o São Paulo. E quem valorizou Osvaldo fica chupando os dedos.

    O torcedor do Ceará que se sente traído por Geraldo vai festejar a chegada de Guto a Porangabuçu. E essa onda de emoções e passionalidades não vai acabar nunca. O próximo "vendaval" entre as torcidas tricolores e alvinegras pode se chamar Régis. O volante treina isolado, no Pici, enquanto aguarda o fim do contrato.

    quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

    Vidas paralelas de Michel, Geraldo e Marcos

    Michel queria continuar jogando com Geraldo, mas não deu.

    A nossa vida é assim.

    Às vezes caminha, paralelamente, com pessoas que gostamos, em circunstâncias que chamamos coincidência. Quando menos esperamos, o que pareceria mais uma coincidência não vinga e o paralelo se desfaz. Cada um vai para um lado e a vida continua. O que ficou para trás passamos a chamar de lembranças (para uns) ou história (para outros).

    É o que acaba de acontecer com o volante Michel e com o meia Geraldo, que até meados do Brasileirão 2011 estavam jogando no time do Ceará Sporting, onde se encontraram pela primeira vez em 2009. Michel havia chegado em 2008. Geraldo saiu para o Itumbiara/MG, em 2010, mas retornou na mesma temporada e os dois seguiram juntos.

    O paralelo entre Michel e Geraldo começou mesmo, em 2006, quando o Sport iniciou a sequência de conquistas do pentacampeonato pernambucano. Geraldo já era titular no Leão da Ilha enquanto Michel estava chegando do Confiança/SE, discreto, cheio de esperanças. Não era pra menos, afinal estava saltando do modesto Boca Junior/SE para o Supertime da Ilha num período de dois anos.

    Geraldo saiu do Sport para o Coritiba, ainda em 2006, logo depois daquele título que os rubro-negros esperavam há duas temporadas. Michel seguiu até 2008 vestindo a camisa do Leão da Ilha. No reencontro, com a camisa alvinegra, Michel e Geraldo eram os pilares do meio campo do Ceará. Foi assim até 2011, quando Geraldo decidiu se transferir para o Vitória/BA.

    Agora, tudo conspirava para novo reencontro quando o destino de cada um deles determinou caminhos diferentes. Michel está chegando ao Vitória enquanto Geraldo está saindo. E não é certo que ainda existirá outra oportunidade para que Michel e Geraldo caminhem paralelamente. O "Senhor Tempo" começou a cobrar outra decisão do meia Geraldo: a hora de pendurar as chuteiras.

    Com 31 anos, a serem completados no dia 8 de junho, o volante Michel está um pouco mais distante dessa hora que aguarda Geraldo. No dia 6 de fevereiro ele completará 38 anos. Mesmo com tanto fôlego, importante articulador de grupo, o G10 já encontra dificuldades para garantir a titularidade da camisa 10. Ser competitivo, durante 90 minutos ou boa parte do jogo, já não é seu ponto forte.

    Por essas e outras, Michel chorou a cada momento em que se despedia dos companheiros em Porangabuçu. O M5 começou a sentir saudades da caminhada que manteve, paralelamente, com alguns companheiros que se identifica mais. Imaginou que pudesse estar recomeçando uma caminhada paralela com Geraldo, mas logo soube que não seria possível e "desabou".

    O goleiro Marcos, do Palmeiras, fez diferente. Não olhou para trás nem imaginou o futuro. Evitou paralelos. Com as férias, aproveitou a distância, a ausência e tantos outros fatores para decidir que era chegada a hora de pendurar as chuteiras. Conversou com a família sobre "o fim de uma vida" e "o começo de outra" e encerrou o assunto sem especulações.

    A nossa vida é assim.             

    sábado, 16 de julho de 2011

    Foi desrespeito ou paixão?



    Esse vídeo foi produzido no Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, por torcedores (provavelmente do Ceará), postado no You Tube e reproduzido por um dos blogs do Jornal Diário do Nordeste. A partir daí, as provocações feitas ao meia Geraldo, do Ceará Sporting, ganharam enorme repercussão.

    Foi uma infeliz coincidência. O jogador alvinegro foi ao aeroporto acompanhar familiares e deu de cara com torcedores tricolores que manifestavam apoio ao time no embarque para Maceió/AL, às vésperas da estreia no Brasileirão da Série C.

    Depois das vaias, um grupo de torcedores não fica satisfeito e se aproxima de Geraldo cantando músicas curtas (improvisadas), com versos desrespeitosos. Nada justifica o desrespeito aos familiares e ao próprio jogador, que manteve-se calmo, indiferente. Ainda bem.

    Homens, vestidos de preto (devem ser seguranças do aeroporto), acompanharam Geraldo na saída, mesmo assim o assédio não diminuiu. Não sei qual foi a reação do jogador depois que saiu dali. Não sei qual teria sido a reação de outra pessoa que tivesse comportamento impulsivo.

    As opiniões em torno do infeliz encontro são variadas, mas o bom senso prevalece. A maioria entende que os familiares e o jogador deveriam ter sido respeitados naquele instante. Não foi apenas uma gozação, foi uma ofensa. O respeito precisa ser incorporado, definitivamente, ao futebol.

    Geraldo engoliu um 'sapo', mas os familiares (criança, mulher...) levaram consigo uma péssima imagem, que não traduz a forma ordeira e acolhedora do povo cearense. Não estamos tratando de camisa do time preferido, estamos tratando de cidadania acima de tudo.

    Foi mal, pequeno grupo vestido com camisas do Fortaleza!

    domingo, 19 de junho de 2011

    Ceará pode completar a saga



    Ceará Sporting e ECBahia, únicos representantes nordestinos no Brasileirão 2011, não começam bem a temporada, mas ainda há tempo para reverter o quadro.

    Na 5ª rodada, o Bahia apresentou indicativo que as contratações realizadas vão corresponder à expectativa de todos. A vitória sobre o Fluminense, antes de mais nada, foi justa pelo futebol vertical, organizado e equilibrado. O atacante Jobson voltou a mostrar um futebol impetuoso e fez o gol da vitória no último minuto.

    O Ceará joga em casa, portanto, mais um motivo para completar a saga nordestina, nesse final de semana, diante do São Paulo - líder da competição com 100 % de aproveitamento. Antes de pensar nos desfalques sampaulinos, o Ceará deve estar preparado para jogar um futebol mais sólido. O técnico Vagner Mancini bem que poderia contar com a estreia do meia Belletti nesse jogo. Seria o diferencial.

    Assim como o Bahia, o Ceará tem sofrido alterações, com a diferença de não estar utilizando os novos contratados. Enquanto o Bahia agiu rápido e contratou jogadores em condições de entrar no time, o Ceará demorou em contratar e ainda vai esperar o tempo de cada jogador para entrar em forma física.

    Começar o campeonato bem é tão indefinido quanto começar o campeonato com tropeços. A oscilação para cima ou para baixo, a partir das dificuldades que cada equipe começa a sofrer, é que indica o rumo na tabela de classificação. O São Paulo será o primeiro exemplo, a começar pelo jogo de hoje em que terá vários desfalques.

    Apesar de não contar com todos os reforços que a equipe necessita, o Ceará sofrerá alterações necessárias. Diego Macedo volta à lateral direita, Diego Sacoman entra na zaga e Heleno volta a compor o sistema defensivo. Pena que o volante Michel pode não jogar por cansaço muscular. A volta de Heleno sem Michel não dá o sentido real da mudança.

    O técnico Mancini tenta encontrar o tal equilíbrio que eles (treinadores) tanto buscam. Os laterais precisam marcar e apoiar, os zagueiros precisam ter boa proteção dos volantes e os meias, necessariamente, precisam criar situações para as finalizações dos atacantes. A equipe precisa ser compacta para marcar e eficiente para construir e fazer o gol. O óbvio, que não tem acontecido.

    O time alvinegro tem sentido as ausências do lateral Boiadeiro, do zagueiro Fabrício e do meia Geraldo por causa do entrosamento. Por isso, Mancini evitou trocar a posição do zagueiro Erivelton no miolo da zaga. Por tudo isso, seria o jogo ideal para as estreias do lateral direito Patrick, forte no apoio, e do meia Belletti, inteligente na criação de jogadas.

    Cartas na mesa. O Bahia ganhou o primeiro lance. O Ceará pode fechar a saga nordestina. O objetivo, agora, é fugir da zona de rebaixamento para seguir disputando a competição com tranquilidade. O tricolor da Boa Terra saiu da zona e respira aliviado. O Ceará também poderá se afastar da zona e ganhar o sossego que toda equipe precisa para seguir na disputa.

    quinta-feira, 5 de maio de 2011

    Podem dizer que o Ceará é zebra

    Podem dizer o que quiserem, até que foi zebra.
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    O Ceará venceu o Flamengo, por 2 x 1, no estádio Engenhão, no Rio de Janeiro, pelas quartas de final da Copa do Brasil, e estabeleceu a vantagem para o jogo de volta, no estádio Presidente Vargas, na próxima quarta-feira. Escrevi no post abaixo que Flamengo x Ceará é jogo "magro" e a partida dessa noite não foi diferente. O Ceará venceu apertado porque jogou melhor e ponto final.
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    A imprensa carioca disse que foi zebra, Wanderley Luxemburgo disse que "Copa é complicado", entre outras pérolas. Não é nada disso. O Ceará é um time da 1ª Divisão e poderia vencer o Flamengo como poderia perder. Disse, no Globo Esportivo das 18h, que o Ceará poderia sofrer até goleada de 5 x 0 como poderia aplicar goleada de 5 x 0.
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    Claro que o time do Flamengo tem melhor qualidade que o time do Ceará, mas quando a bola rola, a organização tática, a condição física e o desempenho técnico podem fazer a diferença. E fez no jogo dessa noite. O Flamengo exerceu forte pressão no segundo tempo, diminuiu o placar para 2 x 1, mas já estava em desvantagem de dois gols. É que o Ceará aproveitou melhor o 1º tempo, quando o Flamengo cometeu erros de marcação e exerceu pouca pressão.
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    A torcida do Flamengo vaiou Ronaldinho Gaúcho com razão. Azar do Horizonte que enfrentou o Flamengo sem ele. Disse isso também nos meus comentários. Do outro lado, o volante Eusébio correu, marcou e ajudou na armação de jogadas, superando a ausência do volante Michel. O goleiro Fernando Henrique fez várias defesas espetaculares, o atacante Marcelo Nicácio venceu o goleiro Felipe e o veterano Geraldo "hipnotizou" os zagueiros do Flamengo. Foi apenas isso.
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    Uma coisa é certa: o Ceará construiu uma boa vantagem para o jogo de volta. Pode empatar para se classificar e até perder, por 2 x 1, para decidir nos pênaltis. Para se classificar, o Flamengo terá de vencer o jogo com dois gols de diferença. Será outro jogo e qualquer presumível resultado será normal.
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    Aliás, poderemos ter um jogo de campeões estaduais. O Flamengo já é campeão carioca; o Ceará decide o 2º turno, domingo, e se vencer será campeão cearense. A reabertura do estádio Presidente Vargas não poderia ser em melhor momento. E o Ceará não poderia ter melhor oportunidade para vingar o arquirrival Fortaleza e o Horizonte.