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    terça-feira, 17 de julho de 2012

    Papão perde em casa para o Fortaleza. Veja o gol.



    Clássico é isso aí: um cochilo na marcação, o atacante aproveita a falha e marca. Placar final 1 x 0.

    Dessa vez, foi o Fortaleza quem tirou proveito da situação. Observem que estavam na área, pelo menos seis jogadores do Papão, contra quatro do Fortaleza. Apenas dois jogadores do Fortaleza participaram diretamente da tabela enquanto quatro zagueiros do Paysandu não conseguiram tomar a bola. Waldson não errou e o gol saiu.

    O atacante Waldson levou a bola com a cabeça e chutou forte, no canto esquerdo, sem chances de defesa para o goleiro Paulo Rafael. Depois disso, o Paysandu pressionou, pressionou, mas não conseguiu empatar o jogo. No finalzinho do 1º tempo, Esley foi expulso de campo e deixou o Fortaleza com 10 jogadores.

    Na segunda etapa, o Paysandu botou pressão e criou chances de empatar, mas não furou a meta do Tricolor. Ao falar sobre a resistência da equipe, o treinador Vica ressaltou o espírito de marcação, quando os atacantes e os meias voltaram para ajudar os volantes. "Houve momentos que tínhamos quatro volantes", elogiou Vica.

    Eficiência é o que vale no futebol. Marcação, roubada de bola, saída de bola com bom passe, organização de jogada e finalização correta. O time que seguir a cartilha pode não vencer o jogo, mas também não perderá. Às vezes, perde porque existe zebra. Como no Mangueirão não passeou nenhuma zebra, nessa segunda-feira, o Fortaleza venceu.   

    terça-feira, 4 de agosto de 2009

    ICASA ESTÁ NA BOCA DO LOBO

    O pedido do Paysandu Sport Club para transferir o primeiro jogo da decisão da Série C, domingo, contra o Icasa, do Estádio Mangueirão (foto 1) para o Estádio da Curuzu (foto 2), é uma clara intenção de criar dificuldades fora do campo de jogo - o que se constitui deslealdade. Esse filme é antigo, em Belém (PA), e eu já o assisti no início da década de 90, quando o futebol paraense era mais competente em campo, imagina agora.
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    Não justifica tirar o jogo do Estádio Estadual Jornalista Edgar Campos Proença, o popular Mangueirão, construído há 31 anos, reformado em 2002 nos padrões da Fifa, com capacidade para 45 mil pessoas, uma vez que a principal exigência da CBF - Confederação Brasileira de Futebol é a garantia de segurança ao espetáculo.
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    O Estádio Leônidas Castro, o popular Estádio da Curuzu, só tem capacidade para pouco mais de 12 mil torcedores, com uma estrutura construída em 1918. O Paysandu sempre recorre a esse expediente quando o jogo é decisivo. Mais recentemente, em 2001, pela Série B, eles levaram um jogo decisivo para o Estádio da Curuzu e venceram: Paysandu 4 x 0 Avaí.
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    Na década de 90, não me lembro precisamente dos dados, o Vitória foi jogar com o Paysandu, em Belém. Os paraenses lotaram o Mangueirão e criaram todo tipo de dificuldade. Bloquearam até o trânsito. Os jogadores vestiram o uniforme e aqueceram dentro do ônibus. Passaram por um "corredor polonês", atravessaram os vestiários e entraram em campo na hora de começar o jogo. Era um clima de guerra.
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    O diretor técnico da CBF, Virgílio Elízio, não deveria aceitar essa manobra, típica do futebol da várzea, totalmente contrária aos cuidados que se tem com os jogos oficiais. A diretoria do Icasa deve se cercar de cuidados para proteger a delegação. Nessas decisões, a diretoria tem que jogar também. Afinal, um título é conquistado dentro e fora de campo.
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    O Icasa não pode confiar, apenas, no fato que terá o segundo jogo em casa, no Estádio Romeirão, em Juazeiro do Norte (CE). Mais importante do que isso será garantir um placar que dê tranquilidade ao time para o último jogo. A intenção do Paysandu é clara: tirar a vantagem do Verdão, conquistando uma vitória, se possível, sem sofrer gols em casa. Cuidado Icasa!