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    sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

    Lula Pereira engata a 5ª volta ao Ceará

    Dessa vez, o Ceará aposta em Lula Pereira 


    Se alguém disser que o pernambucano de Olinda, Luiz Carlos Bezerra Pereira, de 55 anos, assumiu o time do Ceará, pouca gente sabe quem é. Mas o nome Lula Pereira tem uma identificação fácil entre os alvinegros, tendo aparecido na preferência da torcida na mesma proporção que o carioca PC Gusmão apareceu, quando foi anunciada a saída de Dimas Filgueiras do comando técnico da equipe.

    Não é preciso falar do trabalho de Lula Pereira. Ex-zagueiro, começou a carreira de treinador na Base do Ceará, em 1988, quando formou uma equipe e conquistou o título estadual invicto (venceu os 22 jogos). Daí, a ascensão meteórica para a equipe profissional e as conquistas dos títulos de 1989 e 1990.

    O voo foi inevitável para ganhar mais conhecimento e marra (como se diz no Ceará). Oito anos depois, o retorno e mais um título, em 1998. Aliás, um título cheio de reclamos, afinal, Lula Pereira trouxe quase um time inteiro do Rio Branco de Americana (SP) para solucionar as dificuldades de campo do time alvinegro. Um dia depois do título, jogadores e Lula Pereira embarcaram de volta.

    Nos últimos 12 anos aconteceram mais duas passagens de Lula Pereira por Porangabuçu (2004 e 2008) sem sucesso. Só o futuro dirá o que espera por Lula Pereira nessa quinta passagem por lá. Dessa vez, ele recebe o time na segunda posição do Cearense 2012, a dois pontos do líder Fortaleza, na 9ª rodada, com boas possibilidades de brigar pelo título e seguir na Segundona do Brasileirão.

    Em 2006, no Brasiliense (DF), Lula Pereira foi campeão pela última vez. Em 2010, no América de Natal (RN), não conseguiu realizar bom trabalho. O retorno dele ao Ceará é cercado de enorme expectativa pela torcida alvinegra e pela crônica cearense.

    Para alguns, pelo fato de estar participando, regularmente, do programa "A Bola é Nossa" da TV C, a convite do comentarista Wilton Bezerra, Lula Pereira não terá direito de realizar um trabalho com rendimento inferior ao que vinha sendo realizado por Dimas Filgueiras. Portanto, a cobrança começa antes do trabalho. Será o grande desafio de Lula Pereira nesse retorno à antiga casa.           

    terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

    É possível clássico-rei em paz



    Fiz questão de postar este vídeo do Bola ao Centro para proporcionar um pouco mais de emoção a quem não compareceu ao estádio Presidente Vargas, nesse domingo, para ver o clássico-rei Ceará 1 x 2 Fortaleza, pintado por muitos (durante a semana) com tinta de sangue.

    A Polícia Militar esteve atenta e pronta para enfrentar os baderneiros. A reação deles foi nula. Os torcedores de verdade puderam ver o jogo, vibrar, comemorar e chorar a derrota - como deve ser. O jogo foi decidido dentro de campo por quem de direito.

    Vergonha para os cartolas do passado que tentaram confundir a opinião pública. Parabéns ao Ministério Público, ao Tribunal de Justiça Desportiva e aos semeadores da ordem, da paz e da justiça. Enfim, prevaleceu a ordem, a alegria e a emoção.

    O povo é soberano e sempre terá seus direitos resguardados e assegurados enquanto a Justiça estiver acordada. Ainda que haja um cochilo da Justiça (improvável), a Polícia será sentinela e colocará ordem onde não houver. Foi assim que os direitos do clássico foram preservados.

    quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

    Clássico-Rei motivado e ameaçado

    Jogando de meia, Mota fez um golaço.

    Às vésperas do Clássico-Rei, Ceará e Fortaleza venceram seus adversários e apimentaram ainda mais o encontro de domingo. No Domingão, o Horizonte perdeu para o Ceará, por 3 x 0. No PV, o Fortaleza venceu o Guarani de Juazeiro, por 3 x 2. Nos bastidores, o clima tenso desde o início da semana fervilhou enquanto as duas equipes jogavam com a notícia de que as duas torcidas terão direito de comprar ingressos para o Clássico do PV.

    O Ceará encontrou um adversário mais disposto. O Horizonte atacou do início ao fim, mas pecou nas finalizações e ainda desperdiçou um pênalti, com André Cassaco, aos 15 minutos do segundo tempo, quando o Ceará definiu o placar com dois gols: Romário, aos 16, e Felipe Azevedo, aos 29. O primeiro gol foi de Mota, aos 25 minutos do 1º tempo. O Ceará é o líder com 17 pontos e tem um jogo a mais.

    O Fortaleza venceu o Guarani de Juazeiro com um gol de Geraldo, cobrando pênalti no finalzinho do jogo, e mais uma vez mostrou fragilidade no controle da partida na segunda etapa. Começou vencendo com gol de Rômulo, mas Roberto empatou ainda no primeiro tempo. Cléo desempatou para o Fortaleza e Wescley voltou a empatar no segundo tempo. O gol de Geraldo garantiu a segunda colocação na tabela com 16 pontos e um jogo a menos.

    O Ceará não gostou da decisão anunciada pela Federação Cearense de Futebol, isto é, duas torcidas no Clássico-Rei de domingo. Até o momento em que o time deixou o estádio Presidente Vargas, a diretoria alvinegra criticou duramente a decisão e disse que não vai garantir segurança às duas torcidas. Até o final da tarde, era certo que o jogo seria realizado apenas com a torcida do Ceará.

    Dentro de campo, os times cumpriram o papel de promover o Clássico. Fora de campo, os dirigentes cuidaram de estragar o Clássico. Tiveram todo tempo para planejar o jogo, mas nada fizeram. Deixaram para tomar decisões em cima da hora. Não chegaram a um consenso e partiram para decisões de revanchismo. 

    Na Bahia, mesmo com a greve da Polícia Militar, dirigentes, autoridades e torcedores garantem que o Clássico Ba x Vi vai acontecer sem problemas. Os chefes de torcida lideram uma campanha em que pedem para que os torcedores vistam camisas brancas ao invés de camisas de seus clubes do coração. Todos estão unidos por um Clássico sem problemas. Aqui, diferentemente, a desmobilização e a falta de entendimento geram mais insegurança ainda. Uma pena!   

    quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

    Fortaleza vence Horizonte se arrastando

    Elanardo fez dois gols de pênalti aos 11 minutos de cada tempo

    O Fortaleza parecia arrasador no primeiro tempo e venceu por 3 x 1, mas no segundo tempo nada jogou e sofreu para garantir o placar de 3 x 2. O meia Elanardo fez dois gols de pênalti, coincidentemente, aos 11 minutos de cada tempo. Roberto Carlos mudou a forma de jogar do Horizonte e só no intervalo entendeu que poderia reverter o placar. Quase reverteu.

    Disse antes do jogo, pela www.radioglobofortaleza.com.br, que o Horizonte poderia se dar mal com a mudança tática e não deu outra. O treinador tirou o atacante Stênio Jr. e colocou o meia Renatinho, além de ter deixado o meia atacante Jack Chan no banco. Puxou o freio do time e perdeu o primeiro tempo com um show de bola do Fortaleza.

    Nedo Xavier, por sua vez, colocou o time na frente, atacando o tempo inteiro. Sofreu o primeiro gol de Elanardo em lance de contra-ataque, após pênalti cometido pelo goleiro Lopes. Depois de quatro bolas na trave em 14 minutos, saiu o gol de empate, aos 17', com Marielson, o gol da virada aos 29', com Kauê, cobrando falta, e Lucas fez 3 x 1, no finalzinho do primeiro tempo.

    No intervalo, Roberto Carlos abandonou a filosofia defensivista e colocou o atacante Stênio Jr. Mais à frente colocou o meia atacante Jack Chan e no finalzinho do jogo colocou o meia João Paulo no lugar do lateral direito Raul. O segundo gol de Elanardo saiu cedo e, por pouco, o gol de empate não saiu. O Horizonte equilibrou o jogo e seria justo ter chegado ao empate.

    O Fortaleza terminou o jogo com quatro volantes, demonstrou queda no rendimento físico e sofreu para segurar a vitória. Ainda assim, Cléo sofreu pênalti, aos 46, e Rômulo chutou para fora. O treinador Nedo Xavier reconheceu que o segundo tempo do Fortaleza foi fraco e merece reflexão.

    O presidente Osmar Baquit, que invadiu o campo para reclamar do assistente Thiago Brígido, também reconheceu queda no rendimento físico da equipe, mas ponderou que ainda é cedo para cobrar uma condição física melhor. Baquit ainda aproveitou para pedir desculpas aos árbitros pela invasão de campo. O que ninguém sabe é se Wladyerisson Oliveira vai aceitar o pedido de desculpas.

    Foi assim que o Fortaleza venceu o Horizonte, por 3 x 2, no Estádio Presidente Vargas, nessa 5ª rodada, com renda de R$ 291.691,00 - público pagante de 14.168. O Horizonte segue líder com 12 pontos, enquanto o Fortaleza é o quarto colocado com 10 pontos e uma rodada a menos.    

    quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

    Os 500 jogos do soldado Dimas




    Aos trancos e barrancos, com amor e ódio, acertos e desacertos, Dimas Filgueiras chega a 40 anos no Ceará Sporting Club, 30 deles como treinador. Dos 10 anos como jogador, quase ninguém fala mais. O treinador "empoeirou" o jogador. Esta noite, com honras de herói, antes do jogo Ceará x Tiradentes, Dimas será homenageado pela marca de 500 jogos à frente do time alvinegro, ainda que em períodos alternados.

    Particularmente, acho que festa não deve ser feita antes de qualquer jogo que vale ponto. Sempre que isso acontecia com o VitóriaEC, por exemplo, na época em que eu era repórter, a derrota era favas contadas. Alguns colegas pensam assim, também, mas é apenas uma superstição.

    Pela importância da marca, o Ceará deveria registrar o momento em campo e comemorar em alto estilo numa solenidade apropriada. Há quem diga, inclusive, que Dimas estaria disposto a parar de vez com essa histórica marca. Não acredito!

    O certo é que poucos treinadores conseguiram atingir a marca de 500 jogos, principalmente numa mesma equipe, em intervalos que pontuam 30 anos de atividade. Trata-se de uma trajetória recheada de histórias alegres e tristes, episódios favoráveis e desfavoráveis ao treinador, que merece ser registrada com detalhes. É preciso entender pessoas que vencem barreiras.

    Parabéns, Dimas!

    Parabéns, soldado alvinegro!

    segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

    Ferroviário: Orgulho operário sob ameaça




    A trajetória de 79 anos do Ferroviário Atlético Clube está ameaçada.

    É lamentável ter que admitir isso.

    Imagino o sentimento do torcedor que acompanha o Ferrão, desde a sua fundação, como o decano Waldemar Caracas, nada mais nada menos que o seu fundador. Caracas nasceu no dia 9 de novembro de 1907, mesmo dia da fundação do Ferrão, em maio de 1933.

    Apesar da diferença de 25 anos a mais na idade, Waldemar Caracas segue com mais vitalidade que o clube coral. Lúcido, saudável, apesar das limitações da idade, Caracol não concordaria com os descasos que estão levando o Ferrão, lentamente, à falência múltipla de seus departamentos. Por isso, não admite falar de futebol.

    São tantos os motivos. Cada corrente (o mesmo que dissidentes) enumera uma centena de problemas. Não importa quais são eles. O mais grave é que o Ferroviário perdeu o sentido de clube de massa, perdeu a união de seus dirigentes, perdeu a força em campo e a grandeza da torcida.

    Os últimos dirigentes que colocaram um Ferroviário competitivo em campo foram expulsos da Barra do Ceará. Clóvis Dias e Paulo Wagner são figuras mal entendidas e casos não explicados. Acusados sem prova, jamais seus algozes conseguiram realizar trabalho melhor ou igual.

    Nesse caso, "ruim com eles, pior sem eles". Em 2012, o time coral segue em queda livre. Na terceira rodada, fincado na zona de rebaixamento, a primeira vítima foi o técnico Júlio Araújo. O que a torcida não espera é que tenham mais vítimas até o fim do Cearense 2012.

    Reage, Ferrão!

    domingo, 29 de janeiro de 2012

    Mota dá velocidade e agressividade ao Ceará

    Mota deu mais velocidade à bola pelo meio campo do Ceará

    O Ceará entrou em campo com uma proposta agressiva, recorrendo ao 4 x 3 x 3, mas somente no 2º tempo conseguiu imprimir mais velocidade e chegou à vitória, por 2 x 1, sobre o Ferroviário, pela 4ª rodada do Cearense 2012. O recuo de Mota para a função de meia esquerda foi decisiva para dar mais velocidade à bola e criar jogadas perigosas contra o gol de Anderson.

    Durante o primeiro tempo, o time do Ceará teve mais posse de bola, atacou mais, no entanto, foi o Ferroviário que quase abriu o placar. O atacante Canga tirou uma bola do zagueiro Heleno e chutou cruzado. A bola passou raspando a trave esquerda do goleiro Fernando Henrique. A expulsão do zagueiro Eridon, aos 21', prejudicou o Ferrão.

    Na segunda etapa, Dimas Filgueiras trocou João Marcos por Leandro Chaves e Rogerinho por Edérson. Mota passou a fazer a função de Rogerinho e acertou o time. A postura continuou agressiva, agora com mais velocidade da bola e constantes jogadas em profundidade. A partir daí, os dois gols saíram, aos 7', com Felipe Azevedo, e aos 28', com Leandro Chaves. 

    O lateral direito Apodi, que assim como Mota, estreou com a camisa alvinegra, trabalhou bem com as jogadas de apoio ao ataque. Sofreu várias faltas e arriscou jogadas individuais em direção ao gol. Apodi pode melhorar mais. No vestiário, admitiu que precisa melhorar a condição física. 

    O Ferroviário poderia ter equilibrado o jogo, a partir dos 25' do 2º tempo, com a expulsão de Felipe Azevedo, pareceu desgastado. O meia Márcio Tarrafas já não tinha fôlego para carregar a bola. Os atacantes estavam isolados, criando um espaço enorme para jogar, facilitando a vida dos volantes e zagueiros do Ceará.

    A reação coral só aconteceu no finalzinho do jogo. Uma jogada isolada pela esquerda e o toque de cabeça de Canga, aos 41', surpreendendo o goleiro Fernando Henrique. Reação tardia, deixou a sensação que o Ferrão pode melhorar, desde que o time receba importantes reforços. A diretoria anunciou interesse no zagueiro Gilmack e nos volantes Régis e Rogério - todos do Fortaleza.