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    quinta-feira, 30 de junho de 2011

    Uma noite para alvinegro esquecer



    Nem Bil, nem Rafinha, nem Anderson Aquino. O time do Coritiba nem se lembrou deles nessa noite de quinta-feira, no Estádio Couto Pereira, quando aplicou 3 x 1 no Ceará Sporting, pela 7ª rodada do Brasileirão. Sem entrar no jogo no primeiro tempo, o Ceará ofereceu espaço ao Coxa e levou dois gols em 3 minutos (Leonardo, aos 32', e Everton Costa, aos 35'). No segundo tempo, os alvinegros acordaram, sofreram o terceiro gol (Léo Gago, aos 10') e empataram (Washington, aos 11'), mas não conseguiram reverter o placar.

    Foi daquelas noites para esquecer. O que o torcedor do Ceará mais perguntou depois do jogo foi: "O que houve com o time, hoje?" Francamente, somente cada um dos jogadores pode explicar o que houve. Se fosse o time do racha, diriam que o frio "congelou", mas não cabe esse tipo de argumento em futebol sério. No twitter, brincaram com frases do tipo: "Foi o reumatismo do Vovô".

    É razoável dizer que apaga o primeiro tempo, quando o Ceará não jogou, e considera um segundo tempo sofrível. O volante Rudnei teve uma estreia apenas regular. Do meio campo até o ataque, o time foi uma caricatura. Nem as modificações corrigiram a desorganização e, consequentemente, a falta de agressividade. Felipe Azevedo, Iarley e Diguinho não consertaram a "carroça" em movimento.

    quinta-feira, 26 de maio de 2011

    Fim de linha para a "Carroça"

    O Coritiba é finalista da Copa do Brasil 2011 e vai decidir o título contra o Vasco da Gama. Tudo certo. Os dois foram os melhores nas semifinais. Francamente, esperava que desse Avaí. No caso do Ceará, tinha minhas dúvidas por causa das dificuldades do alvinegro em jogar sendo pressionado e foi o trunfo do Coxa. Venceu, apertado, por 1 x 0.
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    Quando a pressão dos 15 primeiros minutos passou, esperava que o Ceará equilibrasse o jogo, saindo mais, atacando com freqüência. Não foi assim. Somente aos 19 minutos é que houve uma jogada mais aguda, que resultou em falta e, na cobrança de Nicácio, o zagueiro Emerson quase fez gol contra. E foi só.
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    O Coritiba não parou de atacar em busca do gol. Já era previsto que um gol do Coxa forçaria o Ceará a também fazer um e não levar outro e assim sucessivamente. O primeiro tempo terminou empatado, mas não era tudo. Aquele resultado levava a decisão às disputas de pênaltis, mas faltavam 45 minutos.
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    Disse, também, no post anterior, que a primeira desconcentração poderia custar a derrota ao Coxa ou ao Ceará. E foi assim. Aos 5 minutos, uma seqüência de falhas de marcação resultou no gol de Anderson Aquino. O goleiro Fernando Henrique não conseguiu salvar. A bola foi lá no canto da coruja.
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    Ali começaram os dramas alvinegros para superar uma equipe equilibrada, que pressionava e tinha melhor condição física. Entrou Osvaldo, mas faltou quem o lance em velocidade. Entrou Washington, mas não tinha jogada de área. Entrou Junior Pipoca para completar o congestionamento de atacantes. Resultado das mudanças, zeeeeero.
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    O que aconteceu? O Ceará não teve alternativa para colocar criatividade no meio campo, quando precisava pressionar o adversário. Já entrou com Eusébio, que desarma mas não cria; à frente, quando precisou de força não contou com Geraldo e as laterais não jogaram para os atacantes.
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    Enfim, ganhou o melhor em campo. Sempre disse que o Coritiba tem melhor conjunto que o Ceará e ficou provado em campo. O Coxa "desembestou" a ganhar título desde o ano passado e está credenciado a ser campeão da Copa do Brasil com méritos.
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    Ao Ceará resta entender que é preciso qualificar o time. Não basta ter defesa sólida e ataque goleador. É preciso ter meio campo combativo e criativo para essas situações complicadas. O que eu diria, então? Ah, infelizmente, o burro da "Carroça desembestada" empacou na Copa.