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    segunda-feira, 25 de abril de 2011

    Baquit dá "vassourada" no Fortaleza

    O vice-presidente do Fortaleza, Osmar Baquit, assumiu o clube, na licença de 120 dias do presidente Paulo Arthur, dando uma verdadeira "vassourada". Dispensou 18 jogadores, recebeu os cargos de confiança e garante que seguirá promovendo mudanças. Ao mesmo tempo, sem perder o fôlego, anunciou que vai contar com ajuda de três empresários, entre eles, Raimundo Delfino e já tem dois goleiros contratados.
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    Baquit só não mandou embora os jogadores da casa: zagueiro Gilmak, lateral Guto, volantes Leandro e Régis; meias Bismarck, Eduardo e Edmar; atacantes Reginaldo Júnior e Vinícius. O atacante Léo Andrade ficou porque está com um dos joelhos operado e o goleiro Fábio Lima porque é uma aposta para o futuro.
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    Estão na lista dos dispensados: goleiros Fabiano e Nailson; laterais Felipe Almeida, Roniery e Henrique; zagueiros Rodrigo, Menezes, Rone Souza e Éverton; volantes Ricardo Baiano, Marcos Paulo e Gustavo; meias Cleiton e Luciano Henrique; atacantes Maiquel, Tatu, Itacaré e Felipe Klein.
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    O meia Adriano Pimenta e o lateral André Luiz vão permanecer caso aceitem as novas propostas do clube. A lista foi elaborada com participação de Ferdinando Teixeira, que será o treinador da Série C. O próprio Osmar Baquit vai conduzir as contratações porque o diretor de futebol, José Rocha, o Rochinha, também deixa o cargo por motivos particulares.
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    Além de estar contando com ajuda financeira de três empresários, Baquit receberá ajuda administrativa do ex-presidente do clube, Ribamar Bezerra, e do advogado Daniel Pessoa no departamento jurídico. A gerência continua com Jurandir Júnior - homem forte da diretoria de Paulo Arthur.
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    Os jogadores ganharam 15 dias de férias. Até a volta, o novo grupo deverá estar contratado e a casa reorganizada administrativamente. Durante o Fórum Esportivo dessa noite, aqui na http://www.radioglobofortaleza.com.br/, Osmar Baquit disse já ter dois goleiros praticamente contratados, mas guardou os nomes.
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    Disse ainda que a "vassourada" deixa o Fortaleza com uma folha de R$ 50 mil. A nova folha deve oscilar na casa dos R$ 350 mil. Para arrecadar dinheiro, logo, Baquit pretende lançar algumas ações que envolvam a torcida e espera receber R$ 490 mil do Poder Público - R$ 240 mil da Prefeitura de Fortaleza e R$ 250 mil do Governo do Estado, referentes a cotas de publicidade.
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    Até aí, tudo bem. Ao torcedor, no entanto, interessa o resultado final: time bom em campo e conquista de títulos. Esses dois fatores derrubaram Renan Vieira (apesar de ter conquistado o tetracampeonato) e Paulo Arthur. Baquit garante que vai formar um time bom, capaz de reconduzir o tricolor à Série B e levar o torcedor de volta às arquibancadas.
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    A torcida do Fortaleza reagiu timidamente. Uma parte se manifestou pelas redes sociais em apoio ao novo presidente. Outra parte dos tricolores quer ver as coisas na prática. O torcedor é assim mesmo, desconfia do discurso, cobra corpo e alma dos dirigentes. Não vai ser diferente com Osmar Baquit.
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    Perguntei qual seria a equação para resolver os problemas imediatos e, em tempo médio, criar meios para dar sustentabilidade ao clube. Baquit disse que vai contratar time bom, ganhar maior número de jogos possível e terá dinheiro no caixa. Acho que ele pensa, sim, em caminhar na direção do profissionalismo do clube ou correrá os mesmos riscos dos presidentes anteriores.
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    Além de tudo que disse Baquit, entendo que a missão de contratar será uma arte. Hoje, contratar certo com pouco dinheiro é como achar agulha no palheiro em ambiente escuro. O maior perigo é a influência de alguns empresários e amigos deles, quando indicam jogadores que o dirigente nunca viu jogar. Será a primeira armadilha que Baquit terá de se livrar.

    quinta-feira, 7 de abril de 2011

    Fim da resistência de Flávio Araújo

    Um mês de preparação e três meses em ação. Foi o tempo que o treinador Flávio Araújo resistiu no comando do Fortaleza EC, nessa temporada 2011, frustrando o sonho de atravessar o campeonato estadual e reconduzir o clube à Segundona do Brasileirão. Duas derrotas, seguidas (3 x 1 para o Guaraju, no Romeirão, e 3 x 0 para o Horizonte, no Alcides Santos, em pleno Pici), levaram o próprio Flávio a entregar o cargo.
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    Em verdade, em verdade, Flávio Araújo vinha trabalhando sob pressão desde que chegou ao Pici, no final de novembro de 2010, quando foi contratado para montar o novo elenco do Fortaleza. Setores da imprensa (tricolor), alguns dirigentes e torcedores mais influentes não engoliam a presença de Flávio no comando do tricolor.
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    A cada tropeço, a pressão aumentava. O presidente Paulo Arthur sofreu fortes pressões nas derrotas dos clássicos, incluindo a perda do título do 1º turno. Lamentavelmente, foi o próprio irmão de Flávio, Júlio Araújo, quem iniciou a puxada de tapete com a vitória do Guarani, no último domingo, em Juazeiro do Norte.
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    A derrota dessa quarta-feira, pela 7ª rodada do 2º turno, em casa, para o Horizonte caiu como uma bomba na cabeça dos tricolores. Respingou no Flávio. No futebol é assim quando o clima não é de tranquilidade, quando as cobranças aumentam e quando o time não responde por falta de qualidade.
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    O Fortaleza sofreu duas derrotas, seguidas, para dois times com melhor qualidade técnica, mas o coração fala mais alto. O Guaraju marcha firme para conquistar a vaga da Série D do Brasileirão, o Horizonte passou para a 3ª fase da Copa do Brasil e vai jogar, exatamente, contra o Flamengo, time que eliminou o Fortaleza, no Castelão, na 2ª fase.
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    A diretoria tricolor teve uma noite para fazer reflexões, mas como o tempo não para, uma decisão será anunciada nessa quinta-feira. Imagino o "parafuso" que corroe a cabeça de cada um dirigente consciente do Fortaleza, que sabe da necessidade de não anunciar apenas uma, mas inúmeras decisões.
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    Tão difícil deve ter sido a tomada de decisão de Flávio Araújo quanto será a missão do novo treinador. Juntar os cacos, reorganizar a casa, recuperar a autoestima, vencer, vencer, vencer e vencer nas próximas quatro rodadas, ultrapassar as semifinais e ganhar o 2º turno. Pelo menos isso. E, se não ganhar o Cearense 2011 não terá feito nada, também.
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    Essa distância entre o desejo de título e a capacidade de conquistar, resultado da falta de poder (R$), sem a devida compreensão, pode transformar o ambiente tricolor em um barril de pólvora, sujeito a pequenas explosões. Nesse clima, já é difícil salvar o campeonato estadual, imagina reconduzir o clube à Segundona.
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    Quem será a próxima vítima, ou o próximo salvador?

    quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

    Fortaleza vence no dia do mal-estar

    "Cuidado com a língua", dizia sempre minha saudosa mãe, D. Nicinha, quando eu falava algo que poderia criar embaraços para mim ou para outras pessoas. O presidente do Fortaleza, Paulo Arthur, não teve esse cuidado ao falar em microfone de uma emissora de rádio e teve de pedir desculpas à torcida e ao presidente do Ceará, Evandro Leitão.
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    Para quem não sabe, os dois são bons amigos (compadres) e têm uma relação civilizada, mas o tricolor deixou manifestar o espírito grosseiro de torcedor que gosta de ofender o rival. A expressão "canalense" bem que poderia ser entendida (time localizado às margens da av. do canal), caso não fosse dita com sentido prejorativo.
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    Apesar do trato cordial entre os dois presidentes, Paulo Arthur precisa ter cuidado com o "hábito do cachimbo, que põe a boca torta". O dirigente precisa ter postura de dirigente, mesmo carregando o sentimento de torcedor. Felizmente, tudo não passou de um mal-estar à distância. Que sirva de lição a todos.
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    Fortaleza 1 x 0 Quixadá
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    O time do Fortaleza teve dificuldades para vencer o Quixadá, no Pici, pela 9ª rodada do Cearense 2011. No primeiro tempo, o jogo foi muito corrido, sem criatividade, sem chutes a gol e sem empolgação. O gol de raça do jovem atacante Vinícius salvou o jogo e manteve o Fortaleza na segunda colocação, com 18 pontos. O Quixadá lutou enquanto teve forças.
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    No segundo tempo, o Quixadá já não teve a mesma disposição física e sobrou espaços para o Fortaleza jogar, ainda assim, houve pouca melhora técnica. A movimentação de ataque tricolor só melhorou com a entrada do atacante Reginaldo Junior, a partir dos 22 minutos. O meia Eduardinho foi quem mais se movimentou no time do Quixadá, muito pouco para quem precisava vencer o jogo.
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    O meia Luciano Henrique é um capítulo à parte. O jogador continuou sem apresentar um futebol convincente, mas o treinador Flávio Araújo continua acreditando na melhora técnica dele. O primeiro turno já está terminando e Luciano Henrique está longe do rendimento que todos esperavam. O jovem Vinícius lutou, fez o gol e saiu machucado.
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    O zagueiro Plínio recebeu o 3º cartão amarelo e não joga, domingo, contra o Crato. O lateral esquerdo Guto, o volante Régis e o zagueiro Menezes devem voltar ao time. Apesar das dificuldades, o treinador Flávio Araújo disse ter gostado da disposição do time. Eu penso que está cada vez mais clara a limitação do time tricolor, principalmente pensando na frente: Copa do Brasil e Série D do Brasileirão.
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    Fortaleza - Fabiano, Roniery (Felipe Almeida), Plínio (3º cartão), Gilmak e André Luiz; Leandro, Ricardo Baiano, Bismarck (c) e Luciano Henrique; Vinícius (c) (Felipe Klein) e Maiquel (Reginaldo Junior). Técnico: Flávio Araújo.
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    Quixadá - Tony, Aurélio (Gustavo), Émerson, Tony Belém (c) e Wescley (Mailson); Leandro, Mimi (c), Edaurdinho e Paulinho; Leonardo (c) e Wellington Carioca (c). Técnico: Paulo Maurício.
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    Árbitro - Hélber Vieira, auxiliado por Carlos Feitosa e Ricardo Dantas.
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    Renda - R$ 30.303,00 com público pagante de 3.051. Público total de 4.141.