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    terça-feira, 2 de agosto de 2011

    Nem desculpas nem perdão a Clodô

    Clodô passou a calar os ex-fãs

    Clodô na década de 2000 / ídolo









    Parece provocação.


    Depois do episódio Carlinhos Bala, outra ala de torcedores tricolores do Pici resolvem iniciar uma campanha pela volta do meia-atacante Clodoaldo ao Fortaleza. Talvez, os mesmos que o condenaram, em 2005, quando deu um "calote" no então presidente Ribamar Bezerra.

    Clodoaldo era ídolo da torcida tricolor, mas resolveu atravessar a avenida José Bastos, mesmo com R$ 18 mil no bolso, que havia recebido no Pici, para assinar um polêmico contrato com o Ceará Sporting. Em meio à polêmica, nunca mais cumpriu a promessa de devolver "as luvas" recebidas. Do Pici à Porangabuçu, Clodoaldo apagou uma história de quase 10 anos de amor platônico.

    Ribamar Bezerra jurou que Clodoaldo nunca mais pisaria na calçada do Pici (coincidentemente, não pisou nem para jogar por outras equipes). Clodô ou Clocô, como queiram, saiu e voltou ao Ceará em ritmo de "tapas e beijos", mas não conseguiu reabrir a porta tricolor no caminho de volta. E não foi por falta de tentativas.

    Eis que o presidente Osmar Baquit foi surpreendido esta semana com mais uma campanha "Volta Clodoaldo", liderada pelo vereador Leonel Alencar, torcidas organizadas e programas de rádio. Há quem aposte que a campanha pode ter um final feliz, parecido com o episódio Carlinhos Bala, mas Baquit bradou um "NÃO" firme, no programa Fórum Esportivo dessa segunda-feira, na Rádio Globo Fortaleza.

    Segundo o presidente tricolor, para voltar a jogar no Fortaleza, Clodoaldo teria de pedir desculpas à nação tricolor, mas nem assim voltará porque a palavra do agora conselheiro, Ribamar Bezerra, está mantida. Beirando os 33 anos de idade, dispensado pelo Ceará, com rápida passagem pela 2ª divisão do futebol baiano, Clodoaldo já estaria pronto para pedir perdão e retornar ao Pici com salários de R$ 7 mil/mês.

    É incrível como um craque de bola escolheu enterrar a carreira da forma como todos testemunhamos Clodoaldo enterrar. Eu era repórter da Rádio AM do Povo/CBN, em 1998, quando o Esporte Clube Vitória devolvia ao Fortaleza um menino baixinho, que jogava uma bola de gigante. Motivo: indisciplina e gosto pela boemia.

    Nilton Mota, diretor da categoria de base rubro-negra, ainda ofereceu R$ 50 mil para ficar com o "Baixinho" e passá-lo adiante, mas o então presidente, Osvaldo Azim, queria R$ 100 mil com argumento que tratava-se do maior craque da década, revelado pelo clube. Não houve negócio porque Mota não acreditava que aquela irreverência de Clodô fosse apenas fruto da idade. E acertou. De lá até agora, não se tem notícias de mudanças significativas.

    No auge da carreira, ainda no Fortaleza, Clodoaldo foi capas de revistas, manchetes de jornais, aberturas e encerramentos de programas de televisão, tema de músicas cantadas pelas torcidas (dos dois rivais) em ritmo rap e "objeto de desejo" até de dirigentes alvinegros e tricolores. O simples atravessar da avenida José Bastos com o sinal ($) fechado deu fim precoce a uma história que poderia ser tão longa quanto a vida do protagonista.

    Uma história como tantas outras. O sábio Mané Garrincha, hoje lembrado como exemplo a não ser seguido, chamava seus adversários de "Joãos". Driblou todos eles, mas esbarrou na própria irreverência. Hoje, não saberia dizer se Clodoaldo é nosso "João" ou nosso "Mané". Se ainda conseguir driblar Baquit, justamente, poderemos chamá-lo de nosso "Mané".    

    segunda-feira, 3 de maio de 2010

    COINCIDÊNCIAS DO TETRA II

    É apenas uma brincadeira, mas nunca vi tantas coincidências na conquista de um título por dois times tão distantes: Esporte Clube Vitória (Leão da Barra) e Fortaleza Esporte Clube (Leão do Pici). Logo depois do primeiro jogo da decisão, semana passada, eu postei sobre tantas coincidências. Depois do jogo final, em que o tetra foi alcançado pelos dois, completo essas coincidências nesse post.

    Vitória e Fortaleza construíram uma pequena vantagem com os resultados favoráveis do primeiro jogo: 1 x 0. No segundo jogo, nesse domingo, o Vitória suou muito para não perder o título, mesmo tendo jogado dentro de casa e aberto o placar. Ficou com o tetracampeonato, mas perdeu o jogo por 2 x 1. Até eu suei frio, apesar da distância.

    O Fortaleza correu atrás do placar o jogo inteiro. O Ceará Sporting fez o primeiro gol e desempatou no segundo tempo, portanto, os dois campeões perderam por 2 x 1. Como os regulamentos dos dois campeonatos são diferentes, aqui o Fortaleza teve de vencer o rival nos pênaltis: 3 x 1. Os dois leões suaram mais que esperavam.

    Lamentável, hoje, a prisão do atacante Júnior (aqui Júnior Pipoca), sob a acusação de ter falsificado o passaporte para deixar o Brasil, em 2001, com destino a Paris, na França. O que as pessoas precisam entender é que não há qualquer ligação com o título conquistado pelo Vitória. É um caso de polícia e o Vitória nada tem com isso, a não ser apoiar o jogador como está fazendo nessa hora infeliz.

    Episódio parecido viveu, no início dessa década, o meia-atacante Clodoaldo, quando ainda jogava pelo Fortaleza. Clodoaldo foi denunciado por alteração da própria idade, o chamado "gato", que nem sempre é feito com a permissão do jogador. Clodoaldo não chegou a ser preso naquela época, apesar de ter se explicado perante a opinião pública, alegando inocência.

    Em setembro de 2004, no entanto, Clodoaldo foi preso, no estádio Presidente Vargas, após um jogo em que atuava pelo Ituano-SP, por dívida de pensão alimentícia. O baixinho só ganhou a liberdade, três dias depois, após ter depositado R$ 3.340,00 em uma Vara de Família da Justiça do Ceará.

    Seis meses antes, o próprio Fortaleza havia livrado Clodoaldo da prisão pelo mesmo motivo. O Clube efetuou o depósito de R$ 2 mil, mas o jogador não eliminou a pendência jurídica. Incrível, mas é comum encontrar jogador de futebol envolvido com "gato" e dívida de pensão alimentícia. Não é uma feliz coincidência, mas não poderia ter deixado de citar.

    Esses episódios ainda são resquícios de uma época recente em que o futebol brasileiro era uma verdadeira bagunça em termos de organização e administração. Convenhamos, não mudou o que precisava ter mudado, mas melhorou. Ainda estamos longe da realidade.