Siga-me no TWITTER

    follow me on Twitter
    Mostrando postagens com marcador Vampeta. Mostrar todas as postagens
    Mostrando postagens com marcador Vampeta. Mostrar todas as postagens

    segunda-feira, 25 de junho de 2012

    Melhor ouvir as histórias do Vampeta



    Sinceramente, prefiro ouvir as histórias contadas pelo ex-volante Vampeta a ficar ardendo o juízo para entender o que está acontecendo no triângulo Rio Branco-AC/CBF/Treze de Campina Grande-PB, o imbróglio que impede o início da Série C do Brasileirão 2012 faz mais de um mês.

    Finalmente, a Série D começou para alívio de dirigentes, jogadores e torcedores. As agremiações da Série C estão fechando a conta de um mês sem atividade enquanto a CBF discute, calmamente, ou aparentemente sem pressa, uma questão aflitiva para centenas de profissionais.

    O Brasil de Pelotas-RS e o Treze-PB serão julgados na sexta-feira pelo STJD. Antes do resultado tão esperado, a CBF deve confirmar o início da disputa. Já é o bastante por hora. Assim como os dirigentes dos 20 times, espero que a Série C comece logo e a CBF aprenda a resolver suas questões - com legitimidade.      

    quinta-feira, 25 de novembro de 2010

    Não é que Vampeta tinha razão

    Quando o ex-volante Marcos Vampeta disse a um dirigente: "Vocês fingem que pagam e a gente finge que joga", os fingidos ficaram zangados. Os falsos moralistas logo saíram em defesa da chamada ética do futebol. Duro é entender, anos depois, que Vampeta disse uma verdade que pode ser aplicada a diversas situações no futebol.
    -
    Também já ouvi jogadores dizerem que "o futebol é uma grande mentira". Eles têm lá suas razões para fazerem essas afirmações. Do lado de cá do muro dos clubes, longe da realidade, não dá para concordarmos plenamente, mas, convenhamos, alguns dirigentes nos levam a crer em algumas dessas provocações.
    -
    Vejam o caso do Fortaleza Esporte Clube. Eleições antecipadas para agilizar a sucessão presidencial. Depois das eleições finalizadas, festa para a posse dos eleitos do Conselho Deliberativo que elegem a Diretoria Executiva. No final das contas, o próprio presidente eleito para o Conselho, Mozart Martins, diz não saber se foi lavrada a ata de posse. E não foi.
    -
    Quer dizer: se não há Conselho empossado também não pode haver eleição e posse da Diretoria Executiva. E ainda exigem que o presidente, Renan Vieira, deixe o cargo antes da data legal (31 de dezembro). Renan até admite deixar, mas quer de volta R$ 1,5 milhão que aplicou no clube. Os novos dirigentes dizem que pagam, mas querem auditoria neutra.
    -
    Nessa confusão toda, o clube está parado. Funcionários e jogadores de férias. Ninguém sabe, ao certo, quem ainda retorna, quem está sendo contratado, que time poderá entrar em campo no Campeonato Cearense em janeiro de 2011. Não há orçamento para 2011 nem balancete de 2010. Vampeta e os colegas dele tinham ou não tinham razão?
    -
    Para não ficarem com a razão completa, os dirigentes (eleitos, mas não empossados) anunciam a contratação do treinador Flávio Araújo (foto), depois da minissérie "Flávio divide dirigentes". o receio, agora, é que Renan Vieira saia ao fim do mandato, mas leve as chaves caso não tenha devolvido o dinheiro "emprestado" ao clube na hora do sufoco.
    -
    "Eu não sabia disso!"
    -
    Até parece que o Palácio do Planalto fez escola. O presidente do Ceará Sporting, Evandro Leitão, não sabia que o clube tem direito a uma premiação (R$ 1 milhão no caso do Ceará), caso garanta a classificação para a Copa Sul-Americana. Também não deve saber que é o cartel, chamado Clube dos 13, que controla a dinheirama dos patrocinadores e TV repassada aos clubes.
    -
    Os dirigentes do Guarany de Sobral e do Icasa de Juazeiro do Norte também não sabiam que o critério de desempate na Copa Fares Lopes era o número de cartões recebidos pelos jogadores. Pelo desconhecimento, o Guarany festejou a classificação que não levou e o Icasa também amargou a desclassificação, apesar de ter melhor campanha que o adversário.
    -
    Parece que somente os dirigentes do Horizonte sabiam disso. Eles não fizeram a melhor campanha em campo, mas foram os mais disciplinados. Por isso, deixaram para trás o Guarany e o Icasa. Como prêmio, por saberem mais que os outros, ganharam uma vaga para a Copa do Brasil 2011.
    -
    E os caras ainda não querem ser chamados de brincalhões.

    terça-feira, 5 de outubro de 2010

    O palanque do esporte

    Francamente, a avalanche de votos despejados na urna a favor da candidatura do palhaço/humorista, Tiririca, para Deputado Federal, pode ser considerada um fenômeno, sim. O que entendo é que essa votação não deve ser encarada como surpreendente, sobrenatural ou coisa semelhante. Já tivemos situações parecidas, inúmeras vezes. Vou lembrar só o caso do Cacique Juruna - índio de verdade.
    -
    O que devemos ter cuidado em analisar é o comportamento do eleitor consciente ou do eleitor que está melhorando o nível de consciência antes de votar. A votação expressiva em candidatos como Tiririca indica que milhares de eleitores ainda estão longe da consciência necessária para eleger candidatos verdadeiramente comprometidos com as causas sociais.
    -
    A questão não é "ser ou não ser" palhaço, humorista, jogador de futebol, carroceiro, vendedor de verduras, ambulante, motorista de ambulância, enfim. A questão é: o candidato tem vocação, tem algum trabalho em uma comunidade sequer, tem conhecimento para exercer função tão importante...?
    -
    Questionar Tiririca, em alguns casos, soa discriminação. Tiririca não é o primeiro, nem será o último candidato eleito no Brasil sem pré-requisitos naturais para exercer o parlamento. Quando querem dar o poder a alguém arranjam todas as justificativas do mundo para a falta de pré-requisitos. Vide o Presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva. Quando não querem, vale tudo.
    -
    A TURMA DA BOLA
    -
    Por hora, mudemos o foco. Do outro lado do cenário, onde estão os eleitores conscientes, sentimos o reflexo da mão pesada da punição aos que eleitos não fizeram nada e a mão abanando aos que nada têm a oferecer e lançaram-se candidatos. Dos novatos, o ex-goleiro Danrlei de Deus Hinterholz (foto), 37 anos, aí sim, obteve surpreendentes 173.787 votos dos gaúchos para Deputado Federal .
    -
    Danrlei parou de jogar em dezembro de 2009, mas já tinha militância no PTB e subiu ao palanque com propostas. Podem ter certeza que não será reeleito caso não cumpra as promessas, entre elas, criar a obrigatoriedade do atleta de base completar o nível fundamental escolar, sob pena de não poder deixar o país como atleta. Esse é um voto de propostas.
    -
    Danrlei deve buscar inspiração no ex-artilheiro Roberto Dinamite, que eleito pelos cariocas procurou trabalhar. Dinamite não foi omisso diante da crise administrativo-financeira do Vasco da Gama, clube que ele defendeu vários anos, candidatou-se à presidência, brigou em todas as instâncias, recebeu a confiança dos vascaínos e está tirando o clube da lama. A resposta foi a reeleição para a Assembleia Legislativa com 39.730 votos.
    -
    O exemplo desse eleitor observador podemos buscar no Pará. O deputado José Robson do Nascimento, ex-artilheiro Robgol, não conseguiu reeleição. Obteve apenas 11.814 votos dos paraenses. O vereador Túlio Humberto Pereira Costa, o ex-artilheiro Túlio Maravilha, não conseguiu votos suficientes para chegar à Assembleia Legislativa de Goiás. Apenas 4.526 votos dos goianos, apesar de ser campeão de projetos na Câmara de Vereadores.
    -
    É bom lembrar que volume de projetos nem sempre significa eficiência. É preciso saber quantos projetos foram válidos e quantos foram aprovados. O pugilista baiano, Acelino Freitas, o Popó, tetracampeão mundial de boxe, foi secretário de Esportes, fundou um Instituto para promover o esporte e ainda assim não convenceu o eleitor. Com 60.338 votos ficou fora da Assembleia Legislativa da Bahia por falta de 3 mil votos.
    -
    O fato de Popó ter sido acusado de mandante de um crime, em Salvador, embora inocentado mais tarde, parece ter atrapalhado a campanha. Como a pobre história política e a tumultuada história de cartola atrapalharam a campanha do carioca Eurico Miranda, que não se elegeu como Deputado Federal com apenas 17.228 votos.
    -
    Para a conversa não ficar mais esticada vamos citar alguns candidatos malsucedidos por causa da falta de trabalho ou falta de credibilidade: ex-atacante Dinei, ex-atacante Marcelinho Carioca, ex-goleiro paranaense Rafael, ex-volante Marcos Vampeta, treinador Valdir Espinosa. Voltaremos a tratar desse assunto, avaliando os candidatos mais próximos (eleitos ou não) que buscam apoio no esporte.
    -

    quarta-feira, 30 de setembro de 2009

    RELEMBRANÇAS PELO MUNDO DA BOLA

    Sabe aquele momento em que você precisa de uma força para resolver alguma situação. Não importa de que forma venha a ajuda ou de quem venha a ajuda. Depois, o alívio e a eterna gratidão. Nas andanças pelo mundo da bola ocorrem muitas situações assim. Lembro-me, agora, de uma "mão" dessas situações, entre tantas outras.

    O baiano Raimundo Nonato Tavares da Silva tem uma paciência de elefante. Em 1992, quando tinha fama de goleador e vestia a camisa do Fluminense (RJ), já era assim, mesmo com o título de campeão brasileiro.
    -
    O Bahia foi jogar nas Laranjeiras, estádio do Fluminense, numa noite em que a torcida pegava no pé dos jogadores. O Fluminense venceu e Bobô (foto) foi substituído no segundo tempo. Quase uma hora depois do encerramento do jogo fui ao vestiário e lá estava Bobô, sentado, solitário, com uma camisa suada nas mãos.
    -
    Não acreditava mais que o encontraria. E só fui lá por insistência do narrador Ivanildo Fontes, com quem transmiti o jogo naquela noite, torcedor do Fluminense, a quem Bobô havia prometido a lembrança. Paciência incomum às estrelas.
    -
    O catarinense Vitalino Adolfo Barzotto, hoje com 46 anos, tem uma fisionomia diferente em relação àqueles 29 anos, em 1992, quando jogava no Criciúma (SC). A forma gentil de ser é que não mudou.
    -
    De novo, eu e Ivanildo Fontes escalados para a cobertura do jogo Criciúma x Vitória, num domingo frio, em Criciúma. Na manhã do sábado, véspera do jogo, resolvemos caminhar até o estádio Heriberto Hülse. Lá, soubemos que o craque do time acabara de deixar a concentração. O meia Grizzo (foto) estava sendo contratado pelo Bahia. Uma notícia bombástica!
    -
    Nos informamos e corremos até o apartamento do Grizzo. Ele já estava de saída, mas não nos negou atenção nem a informação. Ainda não tinhamos telefone celular. Tinhamos a notícia e o programa esportivo ao meio-dia. Orientamos a produção, usamos o telefone do próprio Grizzo e demos um banho de audiência na concorrência. Infelizmente, Grizzo não deu certo no Bahia.
    -
    O paranaense Agnaldo Cordeiro Pereira ficou conhecido nacionalmente pelos gols que marcou com a camisa do Vitória (BA), em 1996, e entre os cronistas criou um grande círculo de amizades pelo gosto de uma boa conversa.
    -
    Em 2004, já veterano mas farejador das redes, foi contratado pelo Fortaleza. A apresentação aconteceu no estádio Presidente Vargas, numa noite de jogo do tricolor - não lembro-me qual. Eu estava na cabine da Rádio Globo, ao lado do narrador Júlio Sales, quando vi que o atacante Agnaldo Capacete (foto) estava subindo as arquibancadas. Ninguém o reconhecia.
    -
    Avisei ao Júlio e foi ao encontro dele. Não poderia perder aquele momento propício para apresentar o artilheiro à sua nova torcida. Antes de solicitar a entrevista, fui surpreendido. Agnaldo abriu os braços e disse: "O que está fazendo aqui... você não é o Lacerda?". Foi um reencontro feliz.
    -
    O outro baiano Alexandro Alves do Nascimento, sisudo, monossilábico, mas nunca negou-se a compartilhar de momentos extrovertidos. O sorriso curto e as comemorações exóticas para seus gols foram marcas registradas.
    -
    Um belo fim de tarde, no início da temporada de 2008, eu estava chegando à emissora quando o telefone tocou. Era o companheiro Aloísio Lima, repórter setorista do Fortaleza, dizendo que tinha uma surpresa para mim, direto do Pici, onde ocorria o treino.
    -
    Do outro lado da linha estava Alex Alves (foto), com o mesmo jeito acanhado de falar, sorriso curto, lembrando de detalhes daquele distante 1995, quando jogava no Vitória (BA). Numa hora dessas, a lembrança viva, a satisfação, o reconhecimento não têm preço.
    -
    Como toda mão tem o dedo mindinho, essa não seria diferente. O terceiro baiano dessas relembranças, "quinto dedo", Marcos André Batista Santos é diferente dos outros. Jeito bonachão, bon vivant, sorriso largo, não é bom de memória.
    -
    Como todo filho prodígio, sempre cuidou dos familiares e dos conterrâneos. Um dia, um homem puxou do bolso uma foto de Vampeta (foto) como se fosse uma imagem de um santo e confessou-me: "Tenho um barraco porque ele me deu. É meu sobrinho".
    -
    Em Nazaré das Farinhas (BA), sua terra natal, comprou o único cinema da cidade, atendendo a apelo popular, para evitar que o prédio se transformasse numa dessas igrejas comerciais. Eu não tive a mesma sorte. Depois de vários anos, já no Corinthians (SP), cobrei minha camisa prometida pelo craque. A resposta foi curta: "Esta já prometi à minha tia". Nunca mais o encontrei.