Jota Lacerda é comentarista da Rádio Assunção Cearense - 620 AM, às 18h e 23h. Comenta futebol e cotidiano. Sejam bem-vindos. Opinem, por favor, motivando o debate. Falem conosco pelo e-mail jlreporter2@gmail.com
Dizer que "clássico é clássico" para evitar falar em favoritismo não era o que aplicava-se ao clássico-rei da decisão do 1º turno (Ceará 1 x 0 Fortaleza), nessa quarta-feira, no estádio Castelão, pelo Cearense 2011. Pelo menos para mim, a vitória só confirmou o favoritismo alvinegro. O que dizer de um time que terminou o turno invicto, com onze vitórias e dois empates? Do outro lado, um adversário que perdeu os dois clássicos da temporada (1 x 2 e 0 x 1), empatou três e ganhou oito jogos. Existiu ou não favoritismo? O Ceará teve algumas dificuldades naturais de um clássico, mas venceu com a sobra de qualidade em relação ao adversário.
O treinador Dimas Filgueiras tirou Junior Pipoca ("e os tricolores agradeceram"), tirou Iarley (e os alvinegros vaiaram), mas terminou acertando pela qualidade do banco de reservas que tem Sérgio Mota, Osvaldo e Marcelo Nicácio para mudar a dinâmica de uma partida.
Do outro lado, o treinador Flávio Araújo tinha um meio-campo fragilizado com Luciano Henrique, (produzindo pouco), um ataque dominado com Léo Andrade (machucado) e Reginaldo Junior (cansado). Hora de mudar, e quem ele tem no banco de reservas? O Fortaleza já estava administrando o jogo para decidir nos pênaltis, mas a infeliz jogada de Marcos Paulo resultou no contra-ataque de Osvaldo e o gol saiu aos 41 minutos. Não dá para cobrar de ninguém. O resultado premiou o melhor.
Terminado o jogo, ainda no calor das comemorações, o Ceará anunciou a contratação do atacante Thiago Humberto, do Internacional portoalegrense, e confirmou que vai reforçar a equipe com zagueiro, volante, meia direita e lateral esquerdo ou direito. No vestiário, o treinador tricolor, Flávio Araújo, lamentava não ter sido atendido com as contratações que sugeriu ao longo do turno. Essa diferença fora de campo faz alguma diferença lá dentro.
Aos 15 anos de idade, em Feira de Santana/BA, as Artes Gráficas ensaiavam, nesse cronista de hoje, o blogueiro cinquentão.
Depois da gráfica, a redação de jornal, o plantão esportivo, as delegacias de polícia, os estádios de futebol, os eventos de rua, as solenidades e os estúdios de rádio e, agora, o blog. Já se foram 33 anos de frenético rádiojornalismo. Agora, outra face. Jota Lacerda Comenta o que fala no rádio, o que pensa do mundo e o que sente como participante e espectador do grande universo.
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