Jota Lacerda é comentarista da Rádio Assunção Cearense - 620 AM, às 18h e 23h. Comenta futebol e cotidiano. Sejam bem-vindos. Opinem, por favor, motivando o debate. Falem conosco pelo e-mail jlreporter2@gmail.com
Elanardo, Siloé, Alex e sua turma apresentaram o time do Horizonte ao Flamengo, nesta quarta-feira, no estádio Engenhão, em pleno Rio de Janeiro, pelas oitavas de final da Copa do Brasil 2011. Vanderley Luxemburgo e sua turma desdenharam, parte da crônica carioca zombou e a torcida do Flamengo nem deu importância ao jogo. Todas as atenções rubro-negras já estão voltadas para a próxima fase. Ninguém contava com o empate, em 1 x 1, construido no primeiro tempo com ajuda da frouxa marcação do Horizonte.
O treinador Roberto Carlos "jogou" no intervalo e complicou a vida dos rubro-negros em campo. No segundo tempo, com acerto na marcação, Ronaldinho Gaúcho, Thiago Neves e Wanderlei não tiveram mais aquela boa vida de antes. Luxemburgo tentou sair da marcação com três alterações. A melhor delas foi a entrada de Rodrigo Alvin no lugar de Maldonado, passando Renato Abreu para o meio. Mas melhorou apenas na esquerda. Léo Moura e Negueba foram perdendo o fôlego lentamente.
O Horizonte só saiu em contra-ataques bem encaixados e criou três boas oportunidades, poucas, é verdade, mas segurou o placar do primeiro tempo. O Flamengo perdeu força e ganhou nervosismo. Foi uma apresentação que não justificou a invencibilidade de 22 jogos (15 vitórias) com esse empate. Quem apostou em goleada, perdeu dinheiro. Quem foi ver espetáculo de Ronaldinho Gaúcho, viu a raça de Siloé. Os dois goleiros fizeram a parte deles e contribuiram para o empate.
Acho que, agora, o Flamengo e os flamenguistas conhecem o Horizonte. O time de Luxemburgo pode até dar show de bola no jogo de volta e eliminar o Horizonte, mas deve ter aprendido o óbvio dito por Siloé aos repórteres cariocas: "Dentro de campo são 11 contra 11".
Aos 15 anos de idade, em Feira de Santana/BA, as Artes Gráficas ensaiavam, nesse cronista de hoje, o blogueiro cinquentão.
Depois da gráfica, a redação de jornal, o plantão esportivo, as delegacias de polícia, os estádios de futebol, os eventos de rua, as solenidades e os estúdios de rádio e, agora, o blog. Já se foram 33 anos de frenético rádiojornalismo. Agora, outra face. Jota Lacerda Comenta o que fala no rádio, o que pensa do mundo e o que sente como participante e espectador do grande universo.
Um comentário:
Os boleiros do resto do país, agora sabem o que há além do Horizonte: muito futebol.
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